19 de abr de 2016

No interior da Fornalha Ardente

O Telescópio de Rastreio do VLT captura o Aglomerado da Fornalha
Esta nova imagem, obtida pelo Telescópio de Rastreio do VLT (VST) instalado no Observatório do Paranal do ESO no Chile, mostra a concentração de galáxias conhecida por Aglomerado da Fornalha, que se situa na constelação da Fornalha no hemisfério sul. O aglomerado comporta uma quantidade de galáxias de todas as formas e tamanhos, algumas das quais escondem alguns segredos. Galáxias parecem ser "sociais", gostando de se juntar em grupos grandes, a que chamamos aglomerados. Na realidade é a gravidade que mantém as galáxias unidas num aglomerado, como se de uma única identidade se tratassem, com a força gravitacional a ser exercida tanto por grandes quantidades de matéria escura invisível como por galáxias que podemos ver. Os aglomerados contêm entre cerca de 100 a 1000 galáxias e podem ter dimensões que vão desde os 5 aos 30 milhões de anos-luz.

Os aglomerados de galáxias não têm formas claramente definidas, por isso é difícil determinar exatamente quando começam e quando acabam. No entanto, os astrônomos estimam que o centro do
aglomerado da Fornalha se encontra numa região situada a 65 milhões de anos-luz de distância da Terra. O que sabemos com mais precisão é que este aglomerado contém quase 60 galáxias grandes e um número semelhante de galáxias anãs menores. Os aglomerados de galáxias como este são bastante comuns no Universo e ilustram bem a influência poderosa que a gravidade exerce ao longo de grandes distâncias, conseguindo juntar as massas enormes de galáxias individuais numa só região.

No centro deste aglomerado, no meio dos três glóbulos difusos brilhantes que podem ser vistos à esquerda da imagem, encontra-se uma
galáxia cD — uma canibal galática. As galáxias cD como esta, chamada NGC 1399, parecem-se com galáxias elípticas mas são maiores e possuem envelopes extensos e tênues. Isto acontece porque se formaram ao “engolir” galáxias menores, trazidas para o centro do aglomerado pela força da gravidade.

Há na realidade evidências deste processo estar ocorrendo bem na nossa frente. Um trabalho recente feito por uma equipe de astrônomos liderada por Enrichetta Iodice (INAF - Osservatorio di Capodimonte, Nápoles, Itália), que fez uso de dados do VST do ESO, revelou uma ponte de luz muito tênue entre NGC 1399 e a galáxia menor que se encontra à sua direita, NGC 1387. Esta ponte, que não tinha sido ainda observada (e é fraca demais para poder ser vista na imagem), é ligeiramente mais azul que qualquer das galáxias, indicando que é constituída por estrelas formadas a partir de gás retirado de NGC 1387 pela atração gravitacional de NGC 1399. Apesar de haver, de modo geral, poucas evidências de interação no aglomerado da Fornalha, parece que pelo menos NGC 1399 ainda continua a “alimentar-se” das suas vizinhas.

Em baixo à direita na imagem podemos ver uma enorme
galáxia espiral barrada, NGC 1365, que se trata de um belo exemplar de galáxias deste tipo, com uma barra proeminente passando através do núcleo central e os braços espirais saindo das pontas da barra. Refletindo a natureza das galáxias de aglomerado, NGC 1365 também é mais do que parece. Esta galáxia foi classificada como uma galáxia do tipo Seyfert, possuindo um núcleo ativo brilhante que contém um buraco negro supermassivo no seu interior.

Esta imagem foi obtida com o
Telescópio de Rastreio do VLT (VST) montado no Observatório do Paranal do ESO no Chile. Com 2,6 metros de diâmetro, o VST não é de modo nenhum um telescópio grande pelos padrões atuais, no entanto foi concebido especificamente para fazer rastreios do céu a larga escala. O que o torna especial é o seu enorme campo  de visão corrigido e a sua câmera de 256 megapixels, a OmegaCAM, que foi especialmente desenvolvida para mapear o céu. Com esta câmera, o VST consegue produzir imagens profundas de grandes áreas no céu muito rapidamente, deixando a exploração dos detalhes de objetos individuais para telescópios realmente grandes, como o Very Large Telescope do ESO (VLT).
Fonte: ESO

Astronomia: A supernova que atingiu a Terra

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Explosão de supernova atingiu a Terra cerca de 2 milhões de anos atrás, dizem cientistas


BEM ME QUER, MAL ME QUER - É difícil dizer se supernovas são heroínas ou vilãs. Esse é o nome a que se dá às imensas explosões que ocorrem às estrelas de alta massa quando elas esgotam seu combustível e não conseguem mais se manter estáveis. Parece ruim, não é?

A FANTÁSTICA FÁBRICA - Acontece que é graças a elas que elementos mais pesados — como oxigênio, carbono e ferro — são produzidos e então espalhados pelo Universo. No Big Bang, foram fabricados apenas hidrogênio, hélio e um tantinho de lítio.

VALEU, SUPERNOVA!
Sem esse semear feito por algumas supernovas caridosas na nuvem de gás primordial que deu origem ao Sol e seus planetas, há 4,6 bilhões de anos, nós não poderíamos estar aqui. Os átomos mais pesados que estão no seu corpo hoje foram forjados no coração das estrelas.

OPORTUNO, MAS NÃO PARA O MOMENTO - Em compensação, depois que já estamos aqui, felizes, contentes e sorridentes, a explosão de uma supernova próxima é sinônimo de problema. Ao emitir quantidades brutais de radiação e chuvas de partículas, ela pode causar até mesmo extinções em massa, se estiver suficientemente perto.

CALMARIA - Sem estresse. Hoje, tudo tranquilo e favorável nas vizinhanças do Sol. Mas o passado recente parece não ter sido assim. Um grupo de cientistas na Alemanha e nos EUA encontrou na Lua evidências de que fomos bombardeados por uma dessas explosões, há cerca de 2 milhões de anos.

A LUA COMO TESTEMUNHA - Eles analisaram amostras de solo trazidas pelas missões Apollo, que levaram astronautas à superfície lunar entre 1969 e 1972. Por não ter atmosfera, a Lua preserva melhor que a Terra os sinais de eventos cósmicos do passado. E a análise mostrou que o solo lunar é rico em ferro radioativo, que só poderia ter sido depositado pela explosão de uma supernova. Que efeitos ela teria tido em nossa biosfera? Isso os cientistas ainda precisam investigar.
Fonte:   Salvador Nogueira - Mensageiro Sideral

NASA avista algo muito estranho no interior do ‘Anel de Einstein’

Um misterioso círculo espacial, conhecido como o Anel de Einstein, pode esconder outra galáxia, segundo os cientistas.
O ‘Anel de Einstein’ é produzido por uma vasta galáxia que “dobra a luz” de uma galáxia que fica atrás dela, a quase 12 bilhões de anos luz de distância. Agora, os cientistas parecem ter visto uma ‘galáxia anã’ através do Anel, o que provavelmente levará a muitas outras descobertas. Em 2014, os astrônomos estudaram uma variedade de objetos astronômicos para testar o poder de um novo telescópio de alta resolução. Uma das imagens experimentais mostra o Anel de Einstein, produzido pela gravidade de uma galáxia sobre outra, que está a quase 12 bilhões de anos luz de distância. Este fenômeno, chamado de lente gravitacional, foi previsto pela teoria da relatividade de Einstein e oferece uma poderosa ferramenta para estudar as galáxias que, de outra forma, estariam distantes demais para se observar.

A nova descoberta pode oferecer aos cientistas uma forma de observar as partículas escuras que compõem 80% da massa do universo. O astrônomo Yashar Hezaveh, da Stanford University, na Califórnia, disse que podemos encontrar estes objetos invisíveis da mesma forma que é possível ver as gotas de chuva na janela. Você sabe que elas estão lá porque distorcem a imagem dos objetos ao fundo. “Estamos confiantes de que a tecnologia ALMA pode descobrir estas galáxias anãs. Nosso próximo passo é procurar mais delas e ter uma noção quantitativa, para descobrir mais sobre a temperatura das partículas de matéria escura.”
Fonte: Noticias Yahoo

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