1 de set de 2016

5 mistérios do espaço que podem ameaçar a nossa vida


Para nossa sorte, as agências espaciais do mundo todo têm esta coisa toda de espaço e universo sob controle, evitando que qualquer coisa que venha lá de fora nos cause algum risco. Ou, pelo menos, é assim que nós gostamos de pensar. Na realidade, mesmo as pessoas mais brilhantes da Terra têm dezenas de perguntas cujas terríveis respostas nos levariam ao apocalipse. Bem… provavelmente não. Mas isso não impede que a nossa imaginação fértil viaje sempre que consideramos estes mistérios espaciais.

5. Existe um planeta extra escondido em nosso sistema solar?

Há um grande amontoado de detritos no fim do sistema solar, chamado Cinturão de Kuiper, onde Plutão e outros pequenos corpos gelados se localizam. Os cientistas não tinham certeza do que havia dado origem a essa quantidade enorme de pedaços cósmicos, então eles começaram a fazer simulações de computador com coisas diferentes que poderiam ter deixado o cinturão no caminho observado. Em janeiro de 2016, foi publicado um artigo apresentando uma causa potencial para o fenômeno: um gigante, até então desconhecido, planeta, com 10 vezes o tamanho da Terra, se escondendo em silêncio nos limites do nosso sistema solar. Argumentos a favor e contra a teoria estão em andamento, mas simulações de computador dão suporte à ideia de que um grande planeta poderia estar fazendo esses agrupamentos de detritos acontecerem.

E como esse planeta escondido poderia nos destruir?
Se existe mesmo um nono planeta até então desconhecido, a Terra pode estar vulnerável a uma invasão surpresa de centauros – mas não os seres mitológicos. Centauros, no espaço, são cometas gigantes de até 100 km de diâmetro. Eles tendem a sair da região do Cinturão de Kuiper. Isso significa que eles não são um perigo imediato, mas podem ser jogados para o interior do sistema solar quando objetos suficientemente grandes passam por perto. Objetos como o hipotético nono planeta.
Caso Hollywood não tenha uma ideia brilhante para nos salvar, um centauro passando muito perto da Terra iria causar estragos. Sua viagem do exterior para o espaço interior e através da nossa atmosfera provavelmente reduziria seu tamanho significativamente, mas a sua desintegração soltaria poeira suficiente para reduzir a nossa luz solar para o nível do luar. Claro, a poeira acabaria cedendo – após 100.000 anos. E isso assumindo que o restante do centauro não impactasse a Terra e destruísse a humanidade.

4. Onde estão todos os planetas interestelares próximos (e para onde eles estão indo)?
Os planetas do nosso sistema solar são basicamente bolas de espirobol gigantescas balançando a uma distância fixa em torno do sol. Se você gosta de viver, você deve ser muito grato por isso: o ponto calmo e firme que a Terra encontrou em sua órbita nos mantém vivos – nem congelando, nem queimando, e livres de outro planeta com uma órbita em desacordo com a nossa. Mas nem todos os planetas lá fora têm a sorte de ter uma estrela em órbita. Planetas interestelares são os andarilhos do universo, vagando sem restrições pelas galáxias e, ocasionalmente, colidindo com algum sistema solar.

Como eles poderiam nos destruir?
Lembra da órbita acolhedora que a Terra tem? Se um desses planetas órfãos solitários entrasse em nossa vizinhança, é provável que ele estragasse a nossa vida boa. E isso sem sequer falar de uma colisão frontal: a força gravitacional suficientemente grande do planeta errante poderia ser suficiente para tornar a nossa órbita ligeiramente mais elíptica. Isso significaria verões mais curtos e mais intensos quando chegássemos mais perto do sol, seguidos por longos invernos mais frios. Mesmo que as temperaturas da estação quente e fria permanecessem toleráveis, isso muito provavelmente diminuiria a nossa oferta de alimentos o suficiente para causar a nossa extinção.

3. Quando e onde explosões solares vão nos atingir?
As labaredas solares são explosões de calor, eletricidade e radiação que podem ter até 10 vezes o tamanho do nosso planeta. Elas são desencadeadas a partir da fúria infernal de tempestades solares aproximadamente uma vez a cada década. Felizmente, erupções solares não vão bombardear o mundo com tempestades infernais de fogo. Claro, elas podem ferrar com nossas máquinas, e é uma super má ideia estar no espaço desprotegido pela atmosfera quando elas chegarem, mas elas não vão nos destruir – embora possam arruinar com o nosso modo de vida. Uma tempestade bastante ruim poderia nos levar de volta à década de 1930.

O que nós pensamos ser tempestades solares são, na verdade, duas coisas diferentes: as próprias erupções, que são basicamente explosões de luz e de alta energia de partículas, e ejeções de massa coronal, que são nuvens gigantes de matéria solar real. Elas viajam por trás das labaredas, como uma bala após o flash de luz de uma arma depois de um tiro. As chamas apenas causam complicações em ondas de rádio em algumas partes da atmosfera, enquanto as EMCs atingem o campo magnético da Terra, provocando auroras magníficas e interrupções desagradáveis em uma grande variedade de tecnologias humanas: coordenadas GPS seriam extraviadas, ondas de rádio de alta frequência ficariam ilegíveis e, claro, o fluxo magnético criaria correntes elétricas que poderiam sobrecarregar redes de serviços públicos inteiras.

Isso realmente aconteceu uma vez: em 1859, a EMC conhecida como o Evento Carrington interrompeu o sistema de telégrafo e outras tecnologias elétricas da época. Este não foi um grande acontecimento então, mas se fosse hoje, tudo entraria em parafuso: aviões, naves espaciais, redes de energia e até mesmo satélites. A partir de 2013, havia 1.071 satélites operacionais lá fora, utilizados para a televisão, navegação, telefones, negócios, finanças, clima. A lista é tão infinita quanto vulnerável.

Felizmente, existem precauções: nós podemos desligar os satélites, alertar as companhias aéreas, proteger as nossas redes de energia contra a sobretensão. Mas saber quando tomar precauções pode ser um problema. Embora os centros de meteorologia espacial monitorem constantemente o sol, somos muito, muito piores em prever erupções solares do que deveríamos ser. Uma rápida olhada no site do Solar Dynamics Observatory, apoiado pela NASA, irá revelar uma abundância preocupante de frases como “nós ainda não compreendemos totalmente” e “não podemos confiantemente prever”.

2. O que está fazendo o universo acelerar?
Nós sabemos que há algum tipo de energia lá fora no espaço “vazio” do universo, mas isso é basicamente tudo o que sabemos. Os teóricos calculam quanta energia existe em um pedaço de espaço vazio, então os astrônomos usam fenômenos do mundo real para fazer os mesmos cálculos, e os dois devem corresponder. No entanto, a diferença entre os resultados é de 10 elevado a 121ª potência. Esse é um número com 121 zeros. Essa grande diferença entre a teoria e a realidade que não temos ideia de como contabilizar é a energia escura. Alguns dizem que é a força oposta à gravidade. Outros afirmam que é um campo escalar semelhante ao campo de Higgs (do famoso bóson). Outros ainda sugerem que é um gigante e constante mar de “energia do vácuo”. Seja qual for a verdade, a “energia escura” parece estar acelerando a expansão do universo.

Os físicos e astrofísicos definem a energia escura como o problema central da física e o maior mistério de toda a ciência. E de alguma forma esta força desconhecida está fazendo o universo se expandir. E expandir é bom. Melhor do que subtrair, de qualquer maneira. Certo?

Não. Se a teoria sobre a antigravidade for verdade, a energia escura é uma força que está trabalhando ativamente para rasgar o universo ao meio. De acordo com a NASA, algo assim pode muito bem estar acontecendo enquanto você lê este texto. Pode acontecer de duas maneiras: O Grande Rasgo, onde tudo se separa de tudo, ou um Grande Moedor, que deixaria toda a matéria junta, como um compactador de lixo gigante. Algumas fontes também fornecem uma terceira opção, onde nada é aniquilado, mas tudo apenas congela. Felizmente, esses cenários apocalípticos aconteceriam quase certamente milhares de milhões de anos no futuro. Claro, uma vez que os físicos não têm ideia do que está acontecendo lá fora, essa previsão pode não ser exatamente reconfortante.

1. Quando WR 104 vai virar uma supernova?
Na constelação de Sagitário, a 8.000 anos-luz de distância, encontra-se um interessante par de estrelas conhecidas como WR 104. Elas orbitam entre si, resultando em uma formação de cata-vento cruzado.
Uma destas duas estrelas é um tipo particularmente instável conhecido como Wolf-Rayet. É importante saber também que ela está nos seus últimos momentos. Segundo os cientistas, é seguro dizer que ela vai inevitavelmente virar uma supernova.

E como isso poderia nos destruir?
Quando uma Wolf-Rayet explode, ela explode com um estrondo terrivelmente literal. Explosões de raios gama são extremamente danosas. Se uma vir em nossa direção, vai ferver nossa camada de ozônio e bombardear nosso planeta com quantidades letais de radiação UV. Quando uma Wolf-Rayet vira supernova, estamos no caminho direto do seu gigante raio da morte espacial. Isso pode destruir até metade da nossa camada de ozônio, deixando-nos com extinções em massa e uma cadeia alimentar quebrada, tudo regado com uma boa torrente de chuva ácida acompanhada de um resfriamento global. E nós também seríamos atingidos por raios cósmicos, deixando todos os seres vivos no caminho de uma boa dose de doenças causadas pela radiação.

“Mas por que devemos nos preocupar com o que acontece em algum ponto longínquo no futuro distante?”, você pode pensar. “A estrela ainda está lá, ainda não virou supernova. Se ela está 8.000 anos-luz de distância, temos pelo menos 8.000 anos restantes. É, não é bem assim. Se uma estrela está a 8.000 anos-luz de distância, o que vemos dela já aconteceu 8.000 anos atrás. Pelo que sabemos, WR 104 pode ter virado supernova 7.999 anos e 364 dias atrás, e seu raio da morte poderia chegar aqui amanhã. Por um lado, as probabilidades de que isso seja verdade são infinitamente baixas, mas por outro lado… AHHHHH!
Fonte: HypeScience.com

Este estágio evolutivo de galáxias nunca foi visto antes

Um novo conjunto de galáxias descoberto acaba de bater o recorde de maior distância desse tipo de objeto em relação à Terra. Esse aglomerado pode ter sido flagrado no momento de sua criação, um momento curto mas importante em sua evolução, nunca antes visto. O grupo de galáxias é chamado CL J1001+0220, com o apelido de CL J1001, e está a 11,1 bilhões de anos-luz da Terra. Participaram da descoberta o observatório Chandra X-Ray e outros telescópios. A descoberta deste objeto antecipa o tempo de formação de grupos de galáxias – as maiores estruturas do Universo unidas pela gravidade – em cerca de 700 milhões de anos.  Este conjunto de galáxias não é apenas único por sua distância, mas porque está passando por um pico de crescimento impressionante, diferente de tudo o que já vimos”, diz Tao Wang, o pesquisador principal do trabalho, publicado na revista The Astrophysical Journal.

Babyboom de estrelas
O núcleo da CL J1001 contém onze galáxias massivas – sendo que nove estão passando por um impressionante número de nascimento de estrelas. Especificamente, estrelas estão se formando no centro do aglomerado em uma taxa equivalente a 3 mil sóis se formando a cada ano.  A emissão difusa de raio-x detectada pelos observatórios Chandra e XMM-Newton vem de uma grande quantidade de gás quente, uma das características mais definidoras de uma verdadeira aglomeração de galáxias.  Parece que captamos este grupo de galáxias em um estágio inicial no momento em que ela passa de uma coleção frouxa de galáxias para um jovem mas totalmente formado grupo de galáxias”, aponta o co-autor do trabalho, David Elbaz. Até agora, apenas esses conjuntos frouxos de galáxias, conhecidos como proto-grupos, foram encontrados em distância superior à de CL J1001.

Aglomerados favorecem nascimentos de estrelas
Os resultados sugerem que galáxias elípticas em conjuntos como CL J1001 podem formar suas estrelas em períodos mais curtos e de forma mais violenta do que as galáxias foram de grupos. Isso também sugere que a maioria da formação das estrelas nessas galáxias acontece depois que elas entram no conjunto, e não antes. “Pensamos que vamos aprender muito sobre a formação de conjuntos e sobre as galáxias que eles contêm ao estudar este objeto. E vamos procurar com afinco por outros exemplos”, garante outro co-autor, Alexis Finoguenov, da Universidade de Helsinki (Finlândia).
Fonte: HypeScience.com
[Phys.org]

Planeta Nibiru vai colidir com a Terra em 28 de setembro de 2016?

2016 seria o último ano de vida para todos nós, terráqueos?
Segundo afirmações feitas por teóricos da conspiração ao site israelense Breaking Israel News, a Terra está com seus dias contados, pois uma suposta grande colisão acontecerá em 28 de setembro de 2016. E dessa vez, a história teria ficado ainda mais séria: não será um asteroide, um cometa, ou qualquer outra coisa menorzinha não... será um planeta! Se o seu palpite é Nibiru, acertou! (na verdade isso já está escrito no título da matéria...) Portanto, segundo alguns teóricos conspiracionistas, o Planeta X destruirá a vida na Terra, para sempre! Mas será que isso é verdade?
Quem não se lembra que no ano passado, conspiracionistas também afirmaram que
a Terra iria acabar em 28 de setembro de 2015? Pois é. Eles só mudaram o ano... A polêmica do ano passado foi exatamente a mesma, exceto pelo objeto que iria colidir com a Terra. Na ocasião, seria um asteroide, e não um planeta. Mais precisamente um asteroide chamado 2015 PDC.  Bom, não precisa ser nenhum gênio para ver que eles estavam errados, afinal de contas, estamos todos aqui, e nenhum asteroide aniquilou a Terra em setembro de 2015.

A Terra vai mesmo acabar em 28 de setembro de 2016?

Não. O suposto Planeta X, que teria cerca de 10 vezes a massa da Terra, ainda não foi confirmado, mas se ele realmente existir, sua órbita (apesar de haver indícios de que seja alongada) passaria bem longe do nosso planeta. Além disso, existem programas especializados na detecção de Objetos Próximos da Terra, como o NEO, por exemplo. Tudo bem que esse programa não é 100% confiável, mas é o melhor que temos, e segundo ele, não há, pelo menos no momento, qualquer objeto em rota de colisão com a Terra, muito menos um planeta.  Segundo os teóricos da conspiração, o 'nono planeta' seria exatamente aquele descrito pela antiga civilização dos Babilônios, e que teria grandes chances de colidir com a Terra de tempos em tempos. O
grande boato de que a Terra será atingida por um grande objeto cósmico é apenas isso mesmo, um boato. Não há evidências observacionais e nem de dados que suportam essa ideia. O único intuito nesse caso, é causar alarde e conseguir alguma projeção na mídia internacional. A Terra não acabou em 28 de setembro de 2015, e não acabará em 28 de setembro de 2016. Por outro lado, dizer que nenhum asteroide irá colidir com a Terra é pura inocência, afinal, isso acontece com o nosso planeta há bilhões de anos, e continuará acontecendo, mas o fato é que não sabemos quando isso pode acontecer. Como foi dito anteriormente, existem programas de monitoramento, mas eles detectam apenas cerca de 10% dos objetos próximos da Terra, ou seja, 90% ainda precisam ser detectados. Talvez seja impossível detectar todos eles, mesmo com a mais alta tecnologia, mas até onde se sabe, de todos os 10% detectados, nenhum deles irá colidir com o nosso planeta nas próximas décadas.
Fonte: Slate / The Sun



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