9 de set de 2016

Brasileiros confirmam que estrelas na borda da Via Láctea são as mais novas

Grupo internacional de pesquisadores analisou a idade de mais de 100 mil estrelas
Você já ouviu a palavra “halo” antes: ela é uma das favoritas de Beyoncé, e está na ponta de língua dos fãs do game homônimo. Mas ela não é exclusividade da produção cultural terráquea: também há um halo galático no entorno da Via Láctea. Uma das traduções possíveis para o termo, em português, é auréola, o que ajuda a entender o que exatamente é esse pedaço da anatomia cósmica: uma espécie de nuvem dispersa e arredondada que fica em volta da nossa galáxia. Agora, um grupo internacional de cientistas resolveu dar uma de IBGE e fez o censo demográfico do céu. Mais precisamente, foram “entrevistadas” mais de 130 mil estrelas do tipo BHB que compõe o halo da Via Láctea para montar este mapa cronográfico.

Na equipe, estão os brasileiros Rafael Miloni Santucci e Silvia Rossi, do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP, e Vinicius Moris Placco, da Universidade de Notre Dame. O resultado da pesquisa? Quanto mais próximos das bordas da galáxia estão os astros, mais novos, no geral, eles são. E esse dado é essencial para compreender a formação da Via Láctea. O artigo foi publicado na revista científica Nature. Os cientistas se basearam em informações do SDSS (Sloan Digital Sky Survey), um levantamento digital completo do céu financiado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos. Além disso, Santucci já havia trabalhado com o assunto antes em sua tese de doutorado

Para os parâmetros do ser humano, quase tudo que existe no espaço é muito, muito antigo, mas na prática há uma diferença de idade considerável entre um astro na mais tenra idade e um ancião. Um dos corpos celestes mais jovens já observados é um dos planetas da estrela V830 Tau, com "apenas" 2 milhões de anos, um bebê na escala astronômica. Já a estrela SMSS J031300.36-670839.3 — e você achando que Schwarzenegger era difícil de soletrar —, é só um pouco mais nova do que o Big Bang, ou seja, tem pelo menos 13 bilhões de anos (ela já estava lá quando a Terra nem sonhava em existir). 

Da mesma forma que acontece em nosso planeta, no espaço também são os idosos quem têm mais história para contar. “É no halo que encontramos algumas das estrelas mais velhas da galáxia”, diz a GALILEU Rafael Miloni Santucci, do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP. “Ao estudar esses astros cuidadosamente, podemos, por exemplo, verificar a abundância de elementos químicos e entender um pouco mais da evolução química de uma galáxia – e também do universo.”

A sigla do tipo de estrela analisado, BHB, significa, em inglês, “estrela azul de ramo horizontal”. São estrelas que já passaram do estágio de gigante vermelha. Em outras palavras, já não são mais crianças, e são especialmente brilhantes, o que ajuda na hora de avaliar suas características. Para descobrir a idade de mais de 100 mil dessas de tão longe, é necessário verificar variações de cor que não são perceptíveis a olho nu por meio de outra frequência de onda. A ideia é simples: se elas ainda estiverem vermelhinhas, estão saindo da fase anterior, o que significa que são mais jovens do que as azulonas.

A conclusão é que as mais vermelhas estão mais próximas da borda do halo, na última fronteira da Via Láctea. Ou seja: os gases que formaram a nossa galáxia colapsaram de dentro para fora, e foi nessa ordem que as estrelas foram criadas. Embora astrônomos  já suspeitassem disso, pela primeira vez a possibilidade foi demonstrada na prática.

A descoberta pode ajudar a explicar a formação de outras galáxias em forma de espiral, mas Santucci é cuidadoso com generalizações. “Nada garante que ao aplicar a mesma técnica na galáxia de Andromeda, por exemplo, veremos o mesmo resultado”, explica o cientista. “Quem sabe se o processo de formação da nossa galáxia é regra ou exceção no Universo? A história da astronomia mostra que temos a tendência de errar quando achamos que somos o centro de tudo.”

Tudo o que você precisa saber sobre Júpiter

Não passa uma semana sem que o grandão seja alvo de uma nova descoberta
Júpiter e Ganímedes (Foto: NASA/Michael Benson)

Desde que a sonda Juno partiu da Terra rumo a Júpiter, a carinha redonda do maior planeta do Sistema Solar está por todos os lados. Sendo o aparelho humano que chegou mais próximo do paneta até agora, a perspectiva é que tenhamos informações mais precisas. O Sol é o Papa, mas Júpiter é pop. Para que você não perca as contas de quanta coisa incrível pode acontecer em um planeta que abriga um furacão eterno duas vezes maior do que a Terra, a GALILEU listou os fatos essenciais sobre o gigante gasoso.

1. Júpiter, na verdade, não gira exatamente em torno do Sol
O comentário do leitor Paulo Henrique define bem a indignação do público com a afirmação acima: "Percebe, Ivair, a petulância da Física?". Os leitores não precisam se preocupar: Júpiter continua dando voltas em torno de sua estrela como qualquer outro planeta. Mas lembre-se: ele é gigante, e tem 2,5 vezes mais massa do que todos os outros corpos do Sistema Solar juntos (juntos!).

Corpos com muita massa exercem uma atração gravitacional considerável sobre tudo que está por perto — é assim que o Sol mantém os planetas orbitando seu entorno. E não há nada melhor que uma boa e velha curvatura no espaço-tempo quando o assunto é interferir no movimento de outros corpos. Se o Sol puxa o planetão para si, Júpiter também puxa o Sol em sua direção. Isso faz com que ambos atinjam um ponto de equilíbrio comum que não corresponde ao centro da nossa estrela. Ou seja: o objeto menor gira em torno do maior, mas ambos giram em torno do baricentro – um centro de gravidade comum.

2. A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é um furacão duas vezes maior do que a Terra
Júpiter é famoso pelo gigantesco "olho" vermelho que decora sua superfície. Mas acontece que o planetão é uma bola de gás, ou seja: não tem uma superfície rochosa como a Terra e Marte, por exemplo. Agora é só fazer as contas: se a Terra, que é um pequeno rochedo com a atmosfera bem fininha em relação a seu diâmetro, é capaz de dar origem a ciclones, furacões e tornados devastadores, imagine Júpiter, que é uma espécie de atmosfera gigante várias vezes maior do que a Terra?

Resultado: sua mancha é, na verdade, uma tempestade, que já dura milhares de anos, tem duas vezes o tamanho do nosso planeta e não tem data para acabar. É para deixar as águas de qualquer mês de março no chinelo. Entre as descobertas mais recentes sobre a Grande Mancha Vermelha está o fato de que ela traz calor do interior do planeta para sua superfície, aumentando significativamente a temperatura da camada mais exterior da atmosfera.

   3. Júpiter tem mais de um movimento de rotação
O gigante gentil do Sistema Solar é um poço de consolo para quem tem mais de 1,90 m e bate a cabeça na escada rolante ou não cabe no banco do ônibus. Afinal, seu tamanho monumental tem efeitos colaterais curiosos. Um dos mais inacreditáveis é que Júpiter não gira todo ao mesmo tempo em torno de si mesmo. Se você leu o item anterior, já sabe que ele é feito inteirinho de gás. E se você já viu qualquer coisa gasosa, sabe que aderência não é o forte deste estado físico. A isso se soma o fato de que a rotação do planeta é muito rápida: ele dá uma volta completa em torno de si a cada 9 horas e 50 minutos, em média. O resultado é o mesmo de quando o ônibus acelera rápido demais e você cai de cara no chão: os polos demoram cerca de cinco minutos a mais que o equador para completar uma volta. Um ótimo jeito de ganhar tempo quando está chegando o dia seguinte e você ainda não terminou um trabalho da faculdade.

4. A lua Europa pode ter água (e vida!)...
Essa você leu por aqui. Europa é a irmã boa de Io, e é o astro do Sistema Solar com maiores chances de conter vida como a conhecemos. O motivo são seus profundos oceanos alienígenas de água salgada – ocultos sob uma imensa camada de gelo, e que podem ter equilíbrio químico similar ao dos nossos. Os detalhes e confirmações necessárias virão com a sonda que a NASA pretende mandar para lá em 2020. A hipótese foi levantada em artigo científico publicado na revista Geophysical Research Letters.

5. E na sua lua Io, o céu cai todos os dias
O satélite Io possui elementos sulfurosos, mas não chega a ser um spa cósmico para banhos medicinais. Sua atmosfera é quase toda composta de dióxido de enxofre e a temperatura, por lá, cai muito quando anoitece. Resultado? Todos os dias a atmosfera inteira vai para o chão em forma de neve com cheiro de ovo podre para então sublimar e voltar em estado gasoso para o céu assim que o galo canta. Feita por astrônomos de vários países por meio de observações do telescópio Gemini, a pesquisa foi publicada no Journal of Geophysical Research.
6. Além de tudo, Júpiter tem anéis
O sistema de anéis de Júpiter foi visto pela primeira vez na visita da sonda Voyager I ao planeta em 1979, e foi o terceiro do tipo a ser encontrado no Sistema Solar. O primeiro, como você deve imaginar, foi o de Saturno. Depois vieram os anéis de Urano. Desde a descoberta, eles foram analisados também pela Voyager II e a Galileo, já na década de 1990. Calma, você não deixou esse pequeno detalhe passar: seus anéis são compostos principalmente de poeira e são invisíveis a praticamente qualquer equipamento disponível na superfície da Terra. 
7.O interior de Júpiter é feito de hidrogênio metálico
Você pode estar pensando que, se Júpiter é feito de gás, pode ser uma experiência divertida pular em seu polo norte, atravessar o planeta todo e sair rasgando pelo polo sul. Ledo engano. A questão é que gás parece leve, mas não é: segundo a NASA, a pressão atmosférica no interior de Júpiter seria equivalente a ter 130 mil carros sobre cada quadradinho de 2,5 cm² do seu corpo. Nem Atlas aguentaria o tranco. Felizmente, não há ninguém lá para experimentar a sensação. A não ser mais gás, no caso, o hidrogênio que forma as camadas inferiores da atmosfera joviana. Acontece que nem algo sem cor, cheiro ou forma como o primeiro elemento da tabela periódica sai incólume da experiência: sob essa pressão inimaginável, ele se torna líquido e, na prática, reage a estímulos como uma espécie de metal. O hidrogênio líquido metálico é um estado tão extremo que jamais pode ser recriado em condições experimentais aqui na Terra. 

8. O polo norte de Júpiter é diferente do resto do planeta
Em dos cliques mais polêmicos de Juno até agora, a sonda registrou o polo norte do gigante gasoso, e o resultado chocou a NASA: em vez dos cinturões (as faixas características que correm paralelas ao equador do planeta), a Juno encontrou uma superfície azulada lisa com sistemas atmosféricos diferentes dos que existem no resto do planeta.
Fonte: Revista Galileu



O céu cai todos os dias em uma das luas de Júpiter

A atmosfera de Io entra em colapso toda vez que anoitece por lá
 (Foto: NASA/JPL/Universidade de Arizona) Boa noite, alienígenas. Imagem de Io feita pela sonda Galileo em 1999. 

as HQs de Asterix, a tribo de bárbaros gauleses que resiste ao Império Romano faz um pedido frequente ao deus celta Toutatis: que o céu não caia sobre suas cabeças. A chance de isso acontecer é pequena o suficiente para que a divindade atenda ao pedido sem maiores dificuldades. Mas só porque a história se passa no planeta Terra, claro. Astrônomos acabam de descobrir que em Io, um dos 67 satélites conhecidos de Júpiter, o céu realmente cai todos os dias. Mas não há nada de divino nisso: ele é uma simples consequência do dia e da noite.

A atmosfera do satélite é composta essencialmente por dióxido de enxofre expelido por incontáveis vulcões — inclusive esta lua é um dos corpos com maior atividade vulcânica do universo conhecido. O que por si só já tornaria uma visita uma péssima ideia. Para completar a tragédia, porém, todos os dias, quando a lua entra na sombra do gigante gasoso, ela esfria tanto que todo o SO2 passa na hora do estado gasoso ao sólido, e então... Neva. Durante a noite – que dura apenas duas horas –, a atmosfera inteira congela e cai. Assim que amanhece, porém, a rápida elevação de temperatura faz tudo evaporar. E em um piscar de olhos o céu volta ao seu lugar. Até Toutatis ficaria assustado.

A pesquisa foi publicada no Journal of Geophysical Research. O grupo de pesquisadores – que contava com membros americanos, franceses e espanhóis – usou o telescópio Gemini para registrar o fenômeno. A astronomia suspeitava da ocorrência do fenômeno há algum tempo, mas só agora há tecnologia suficiente para realizar medições precisas o suficiente.  Isso confirma que a atmosfera de Io está em um constante estado de colapso e reconstituição, e mostra que uma grande fração dela depende da sublimação de gelo de SO2”, afirmou John Spencer, um dos autores do estudo, em um anuncio à imprensa. “Nós sempre suspeitamos, mas só agora vimos o fenômeno acontecendo.”
Definitivamente um péssimo lugar para se morar. Na mitologia grega, “Io” é o nome de uma das amantes mortais de Zeus, que entre os romanos se tornaria Júpiter.
Fonte: Galileu

Como o universo vai acabar?

Se ele nasceu de uma grande explosão,é provável que se retraia até tudo voltar a ser como antes do Big Bang.

Quando o assunto é o destino final do cosmo, todas as cartas ainda estão na mesa. O mero fato de que ele se encontra numa fase de expansão acelerada hoje não implica necessariamente que o universo vá se espalhar para sempre, tornando a matéria e a energia mais e mais rarefeitas até que não existam mais estruturas reconhecíveis daqui a trilhões de anos. Há alternativas, e várias delas têm a energia escura como sua estrela principal.

"Se a energia escura estiver associada a algum campo instável, após seu decaimento a fase de aceleração se encerra. Isso poderia levar a uma expansão desacelerada infinita", diz Laerte Sodré Júnior. Por outro lado, a energia escura poderia assumir efeito contrário depois que sua capacidade de distender o universo se encerrasse, ficando novamente sujeito à ação "normal" da gravidade. "É como jogar uma bola para o alto. Se a energia inicial não for forte o suficiente, ela sobe por algum tempo e depois volta para baixo", compara Mário Novello.

Os cientistas já têm até nome para esse fenômeno hipotético: Big Crunch (Grande Contração), o contrário do Big Bang, que levaria a matéria e a energia do universo a se concentrarem novamente num ponto minúsculo, extremamente denso e quente, como nos primórdios do espaço-tempo que conhecemos hoje. A partir daí, haveria um novo ciclo de expansão e contração. "A energia escura desempenharia um papel fundamental nisso: ela esvaziaria a energia e matéria produzidas no ‘bang’, espalhando-as de modo muito rarefeito, e preparia o universo para um novo ciclo", diz Paul Steinhardt, um dos defensores do modelo de Universo cíclico e eterno.

Dessa forma, o que o nosso universo é hoje teria sido influenciado pelos eventos do universo anterior que o gerou, possivelmente eliminando o paradoxo presente na idéia de que tudo o que existe foi criado no momento do Big Bang, sem ter vindo de lugar algum antes. Ainda resta, contudo, muito chão pela frente para que observações e experimentos sejam capazes de confirmar ou refutar o modelo do Big Crunch.
Créditos: Reinaldo José Lopes




Universo pode desaparecer antes do previsto, diz estudo


Um novo estudo concluiu que o Universo chegará ao seu fim daqui a 2,8 bilhões de anos. Essa afirmação é baseada na teoria Big Rip, que sugere que o espaço irá se expandir ao ponto de se tornar infinito e tudo que conhecemos será destruído. Para essa hipótese se tornar realidade, a energia escura do espaço precisa aumentar. Desse modo, a aceleração da expansão do Universo - que está em constante movimentação desde o Big Bang - também irá aumentar e, consequentemente, o espaço-tempo deixará de existir junto com o cosmos.

Interessados nessa teoria, pesquisadores da Universidade de Lisboa, em Portugal, decidiram descobrir quando o evento poderia acontecer. Eles analisaram uma variedade de cenários e utilizaram os dados de expansão mais recentes para calcular um cronograma provável. A partir dos estudos de taxa de expansão de galáxias e supernovas, os cientistas revelaram que o Big Rip pode acontecer a 1,2 vezes a idade atual do Universo, ou seja, 2,8 bilhões de anos. Antes, as estimativas sugeriam que o evento poderia ocorrer em 22 bilhões de anos. "Nós estamos seguros", disse Diego Sáez-Gómez, coautor do estudo, ao site New Scientist.

Porém, essa não é a única possibilidade relacionada à destruição do Universo. Há também a chance de uma espécie de Big Bang reverso acontecer, em que o Universo vai diminuir tanto de tamanho que vai chegar a um estado de zero energia termodinâmica, ou seja, ele vai esfriar. Portanto, não poderá mais sustentar processos que consomem energia, incluindo a vida. Caso nenhuma dessas hipóteses saiam do papel, os seres humanos, provavelmente, ainda terão que lidar com o fim do Sol em cinco bilhões de anos e a colisão da Via Láctea com a galáxia de Andrômeda em aproximadamente quatro bilhões de anos.
Fonte: Super Interessante


Os mistérios recentes do universo que têm intrigado cientistas

Incógnitas.

Por mais que diversos astrônomos espalhados pelo mundo estejam de olho no universo, o espaço é muito vasto para sabermos (e entendermos) tudo o que acontece fora da Terra. Há alguns mistérios que abalam os cientistas há tempos, como matéria escura, explosões estelares, energia escura, coroa solar e raios cósmicos. Mas há também descobertas mais recentes com questões ainda sem solução para a astronomia. Veja a seguir alguns exemplos.

Ilha mágica

Durante uma ronda por Titã (uma das luas de Saturno), a sonda Cassini encontrou uma enorme mancha brilhante. Desde então, astrônomos de todo o mundo estão intrigados com o fenômeno apelidado de ilha mágica. Em julho do ano passado, Cassini – sonda da agência espacial americana – sobrevoava Ligeia Mare, um lago de metano e etano do polo norte de Titã. Foi quando observou a ilha mágica. Porém, em suas outras passagens pelo local a mancha havia desaparecido. O sumiço deixou cientistas intrigados. Um grupo de pesquisadores resolveu, então, estudar o fenômeno. Em entrevista à BBC, Jason Hofgartner, um dos autores de um estudo publicado na revista Nature Geoscience, afirmou que ilha mágica é apenas um termo coloquial, pois os cientistas não acreditam que a mancha é uma ilha. Segundo Hofgartner, como a luminosidade surgiu e sumiu rapidamente, é improvável que tenha sido causada por uma ilha vulcânica. É mais provável que o fenômeno tenha acontecido por causa de ondas, bolhas de gás, sólidos flutuantes e sólidos em suspensão. Serão necessárias novas análises para descobrir a causa dessa ilha mágica.

Sinal de raios-X

Um grupo de astrônomos detectou um sinal misterioso a 240 milhões de anos-luz de distância da Terra no aglomerado Perseus, um dos objetos de maior massa no Universo. Se a teoria dos cientistas for confirmada, esta pode ser a primeira detecção de matéria escura. Os cientistas ainda não sabem qual é a origem do sinal de raios-X. Mas uma das teorias levanta a hipótese de que ele tenha surgido por causa de uma partícula subatômica chamada neutrino estéril, que pode estar relacionado com a matéria escura. Esse tipo de matéria é invisível, não emite nem absorve a luz. No entanto, pode ser detectado por meio de sua influência gravitacional sobre os movimentos e aparência de outros objetos, como estrelas ou galáxias. As observações feitas por telescópios espaciais detectaram um comprimento de onda diferente. Os cientistas envolvidos com as observações imaginam que o evento foi causado por neutrinos estéreis, que são pensados para interagir com a matéria comum pela gravidade. Esta, portanto, pode ser a primeira detecção de matéria escura.


Colisão de galáxias
Um time de astrônomos dos Estados Unidos, do Chile e do Brasil descobriu que a NGC 6872 é a maior galáxia em espiral já registrada até hoje, com um tamanho cinco vezes maior do que a Via Láctea. A galáxia fica a 212 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Pavo. Ela já era conhecida por ter uma grande espiral. Mas o recorde de tamanho é resultado de uma colisão com a galáxia vizinha IC 4970. O telescópio espacial Galex (Galaxy Evolution Explorer), da Nasa (agência espacial americana) mostrou que a colisão tornou a galáxia NGC 6872 ainda maior. Isso porque a galáxia que colidiu com a NGC 6872 espalhou estrelas por toda parte. Medida de ponta a ponta de seus dois braços espirais, a galáxia se estende por mais de 522.000 anos-luz. O que intriga os pesquisadores é que apesar de acreditarem que galáxias crescem e engolem vizinhas menores, a interação entre a NGC 6872 e a IC 4970 parece agir no sentido oposto. Isso espalha as estrelas que poderão ainda formar uma nova galáxia de pequeno porte.


Alinhamento em nebulosas
Astrônomos acharam um alinhamento misterioso em nebulosas com forma de borboleta. As nebulosas se formam em locais diferentes e têm características diversas. Mas as chamadas bipolares são conhecidas por formar ampulhetas ou borboletas fantasmagóricas em torno das suas estrelas progenitoras. Um estudo mostra semelhanças surpreendentes entre algumas destas nebulosas: muitas delas alinham-se no céu da mesma maneira. Mas o grupo das nebulosas bipolares mostrava uma preferência surpreendente por um determinado alinhamento. Segundo Bryan Rees (Universidade de Manchester), um dos dois autores do estudo, muitas destas borboletas fantasmagóricas parecem ter os seus eixos maiores alinhados ao longo do plano da nossa Galáxia. Os astrônomos sugerem que as nebulosas planetárias são esculpidas pela rotação do sistema estelar a partir do qual se formam, dependendo das propriedades do sistema, como o número de planetas em sua órbita. Mas o alinhamento de nebulosas bipolares indica que algo de estranho acontece nos sistemas estelares de onde surgiram as nebulosas.
Fonte: Exame.com

Nosso Universo pode ser mais cheio de buracos negros quanto se pensava

Obrigado, ondas gravitacionais! 
A primeira evidência real para a existência de ondas gravitacionais tem feito os cientistas reavaliarem a respeito do que o nosso Universo pode ser feito, e uma equipe internacional de pesquisadores acredita que o espaço pode ser tão cheio de buracos negros do que se pensava anteriormente. A previsão é baseada em um modelo matemático complexo do cosmos, e se ele for exato, é provável que venha da detecção de muitas ondas gravitacionais, que virão em direção à Terra no futuro.

Os pesquisadores dizem que poderemos chegar a um número de até 1.000 fusões de buracos negros por ano com a próxima geração de scanners de ondas gravitacionais que estarão funcionando e serão capazes de controlar ondas com maior sensibilidade do que a máquina atual da LIGO. E isto é enorme - até agora, só conseguimos detectar ondas gravitacionais somente duas vezes.  "O Universo não é o mesmo em todos os lugares," diz o co-autor do estudo, Richard O'Shaughnessy do Rochester Institute of Technology, em Nova York. "Alguns lugares produzem muitos mais buracos negros binários do que outros. Nosso estudo leva em conta cuidadosamente estas diferenças."

O novo modelo inclui alguns dos cálculos mais detalhados da sua espécie que já realizou, diz a equipe.

Não temos certeza ainda se o modelo irá provar ser preciso, mas ele previu a primeira detecção de ondas gravitacionais em fevereiro, então tem um bom histórico. Além disso, cientistas no LIGO dizem que suas conclusões iniciais sugerem que há muito mais colisões de binárias de buracos negros lá fora esperando para serem descobertas.

Os tipos de buracos negros binários que podem produzir ondas como aqueles encontrados pelo LIGO não são como a maioria dos buracos negros: eles são maiores que o normal, formados a partir de antigas estrela 40 a 100 vezes mais massivas que nosso Sol e queimam uma forma mais pura de hidrogênio.

De acordo com os novos cálculos, esses buracos negros supermassivos têm uma taxa de rotação constante, e suas órbitas permanecem em um único plano. Enquanto os efeitos de uma colisão e colapso não parecem afetar seu posicionamento, ele pode ter uma influência sobre as órbitas dos pequenos buracos negros em torno deles.

"LIGO não vai ver 1.000 buracos negros como estes todos os anos, mas muitos deles serão ainda melhores e mais emocionantes porque teremos um instrumento melhor – teremos melhor óculos e melhores técnicas para ver através deles", disse O'Shaughnessy.
Em outras palavras, isto pode ser só o começo.

O modelo agora está sendo compartilhado com outros astrônomos de ondas gravitacionais para seus próprios estudos e foi publicado na natureza.
Fonte: Mistérios do Universo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...