13 de set de 2016

5 tipos singulares de buracos negros que existem no Universo

 Os buracos negros que, basicamente, são espécies de monstros cósmicos cuja gravidade é tão — tão — absurdamente forte que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar deles. Segundo o site Space, esses objetos exóticos geralmente se encontram no coração das galáxias que eles habitam, e podem apresentar uma vasta variedade de formas e tamanhos. Assim, caro leitor, que tal conhecer cinco dos mais singulares?

1 – Supermassivos
Os cientistas acreditam que no centro de quase todas as galáxias existam buracos negros gigantes com massas milhões — e até bilhões — de vezes superiores à do nosso Sol. Exemplos desses monstros supermassivos são os que se encontram nos centros das galáxias NGC 3842 e NGC 4889, localizadas a 320 e 335 milhões de anos-luz de nós, respectivamente. Os “trogloditas” cósmicos que existem por lá contam com massas mais de 9,5 bilhões de vezes superiores à do Sol, e seus horizontes de eventos — o ponto do qual não é mais possível escapar das garras dos buracos negros — têm uma distância equivalente a aproximadamente cinco vezes a distância entre o Sol e Plutão!
Só para que você tenha uma base para comparação, o buraco negro que se encontra no centro da Via Láctea é 2,5 mil vezes menor do que os descritos acima, e seu horizonte de eventos tem uma distância equivalente a 1/5 da órbita de Mercúrio.

2 – Supercompacto
E já que estamos falando de buracos negros supermassivos, por que não mencionar o menor objeto de que se tem notícia? Chamado IGR J17091-3624, trata-se de um “buraquinho” com menos de três vezes a massa do nosso Sol, ou seja, teoricamente ele conta com a mínima massa necessária para ser estável. No entanto, isso não significa que este objeto supercompacto não seja assustador! Com ventos que podem alcançar 32 milhões de quilômetros por hora, o IGR J17091-3624 é 10 mais rápido do que qualquer outro buraco negro de massa estelar já observado.

3 – Superantigo
O buraco negro mais antigo já descoberto se chama ULAS J1120+0641 e se formou cerca de 770 milhões de anos depois do Big Bang — evento que deu origem ao Universo e que os cientistas acreditam ter ocorrido há 13,7 bilhões de anos. Este objeto é considerado um enigma para os pesquisadores, já que eles não conseguem entender como um buraco negro com 2 bilhões de vezes a massa do nosso Sol pode ter se formado tão cedo após à grande explosão.

4 – Superesfomeados
Se os buracos negros são capazes de “engolir” tudo o que se aproxime deles, inclusive a luz, isso significa que eles também são capazes de devorar outros buracos negros. E não é que recentemente cientistas flagraram um desses canibais em ação! O banquete ocorreu em uma galáxia chamada NGC3393, envolvendo dois objetos, um com aproximadamente 30 milhões de vezes a massa do Sol, e outro com cerca de 1 milhão vezes a massa da nossa estrela.

5 – Errantes
Quando ocorrem colisões entre galáxias, é possível que buracos negros sejam empurrados para fora delas, passando a vagar livremente pelo Universo. O primeiro objeto desse tipo a ser descoberto pelos cientistas foi batizado de SDSSJ0927+2943 e provavelmente conta com uma massa 600 milhões de vezes maior do que a do nosso Sol. Os astrônomos também acreditam que esse buraco negro se desloque com uma velocidade de 9,5 milhões de quilômetros por hora, então é melhor torcer para que ele não resolva “vagar” aqui pelos lados do nosso Sistema Solar!

Fonte(s) MEGA CURIOSO     
     Space      

Como as galáxias morrem?

Tudo eventualmente morre, até mesmo as galáxias. Então, como é que isto acontece?
É hora de pensar nos apertos da mortalidade de nossa galáxia.

Hoje vamos refletir sobre a expectativa de vida da galáxia que habitamos, a Via Láctea. Se olharmos para uma galáxia como uma coleção de estrelas, algumas são como o nosso Sol, e outras não.  O Sol consome combustível, conversão de hidrogênio em hélio através de fusão. Ele existe a cerca de 5 bilhões de anos e provavelmente durará mais 5 antes de se tornar em uma gigante vermelha, expandindo suas camadas exteriores e depois comprimindo-se em uma anã branca, esfriando até atingir a temperatura de fundo do universo. Então, uma galáxia como a Via Láctea é apenas uma coleção de estrelas, não é? Nesse caso, uma galáxia morre quando sua última estrela morre?

Mas você já sabe que uma galáxia é mais do que apenas estrelas. Há também vastas nuvens de gás e poeira. Algumas delas são formadas de hidrogênio que se formou no universo primordial, a 13,8 bilhões de anos atrás.  Todas as estrelas na Via Láctea formaram-se a partir deste hidrogênio primordial. Ela e outras galáxias de tamanhos semelhantes produzem 7 estrelas a cada ano. Infelizmente, a nossa tem usado 90% de seu hidrogênio, e a formação de estrelas irá abrandar até que figurativamente e literalmente, ficar sem gás.

A Via Láctea vai morrer depois que ela usar todo seu gás de formação de estrelas, quando todas das estrelas que temos e as estrelas que ainda nascerão, tiverem morrido. Estrelas como o nosso sol só podem durar 10 bilhões de anos, mas as anãs vermelhas menores podem durar por alguns trilhões de anos.  Isso deve ser o fim, todo o gás e cada estrela queimada. E era o que iria acontecer se apenas nossa galáxia existisse no Universo.

Felizmente, estamos cercados por dezenas de galáxias anãs, que se fundiram em nossa Via Láctea. Cada fusão traz uma nova safra de estrelas e mais hidrogênio para alimentar as fornalhas de formação estelar. Existem maiores galáxias. Andrômeda, a vizinha da Via Láctea, irá colidir conosco nos próximos poucos bilhões de anos. Quando isso acontecer, as dois irão se fundir. Então acontecerá uma nova era de formação de estrelas, a medida que o gás não gastos em ambas as galáxias se misturarem e serem usados.

Eventualmente, todas as galáxias que estão gravitacionalmente ligadas umas as outras, e, no caso da colisão com Andrômeda, de um modo ou de outro, elas irão mesclar-se em uma galáxia elíptica gigante. Vemos exemplos fossilizados destas galáxias quando olhamos para o Universo. Abaixo está a M49, uma galáxia elíptica supermassiva. Quem sabe quantas galáxias grandes estão alimentando a fornalha do gigantesco motor cósmico?

As galáxias elípticas são galáxias mortas que esgotaram todas as suas reservas gás de formação estelar, e tudo o que resta são as estrelas mais duradouras. Eventualmente, ao longo de grandes períodos de tempo, essas estrelas irão piscar uma após o outro, até que toda elas alcancem a temperatura do fundo do universo.  Enquanto as galáxias tiverem gás para formação de estrelas, elas vai continuar prosperando. Uma vez que o gás estiver no fim, ou uma fusão dramática usa esse gás restante, ou não restará mais nada e a galáxia então morrerá.


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