15 de set de 2016

NASA encontra vulcão que expele água e sal no planeta anão Ceres

Um vulcão de água gelada com metade do tamanho do Everest. Parece umaatração de parque aquático, mas é a nova arma do asteroide Ceres para ganhar alcançar a fama. A descoberta feita pela equipe de Ottaviano Ruesch, da NASA, foi publicada na Science.  Descoberto no século 19, o irmão de Plutão foi inicialmente alçado ao título de provável décimo planeta do Sistema Solar, mas as definições de planeta anão foram atualizadas, e Ceres acabou rebaixado à mesma categoria do ex-nono planeta.  Para os parâmetros de sua vizinhança, porém, Ceres é bem nutrido: um terço de toda a massa do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter corresponde a ele.

Não bastasse o tamanho razoável, ele ainda prega peças nos observadores. Já foram registradas crateras que desapareceram de sua superfície sem deixar vestígios e inexplicáveis manchas brilhantes.  Sua nova carta na manga é o vulcão Ahuna Mons, que, em vez de lava, expele água e sal. Isso mesmo, uma ótima ideia para colocar um pouco de macarrão na mistura e improvisar um jantar cósmico. O nome do vulcão é criovulcão, ou vulcão gelado.  Ninguém o viu em atividade, mas há bons motivos para acreditar que ele estaja ativo, sim: não há atividade tectônica no planeta anão, o que excluí a possibilidade de que uma elevação geográfica tenha se formado pelos mesmos processos que deram origem às cordilheiras terráqueas.

E foi possível verificar que a erosão não é significativa. “O único processo que pode formar uma montanha isolada é o vulcanismo”, explicou Rausch ao Business Insider.  Essa é a mais clara evidência de um vulcão gelado já encontrada. E a existência dessa bizarrice cósmica pode revelar detalhes fascinantes das características químicas e geológicas do astro. “Nós haviamos visto pistas de atividade criovulcânica no passado, mas não tínhamos certeza.

Essa é uma descoberta importante que restringe as formas como Ceres pode ter se desenvolvido”, afirmou Ruesch ao veículo americano. “A montanha na superfície nos conta o que está acontecendo em seu interior.”   Entre outras possíveis implicações da descoberta, a presença de sal diminui a temperatura de solidificação da água, o que pode explicar a características que resultam da circulação de fluidos mesmo em temperaturas tão baixas (a mínima, por lá, é -106ºC, e a máxima, -34º).
FONTE: MEGA ARQUIVO

Um buraco negro pode engolir outro?

A voracidade desses corpos celestes é mesmo ilimitada. Ou seja: um buraco negro pode abocanhar tudo o que aparecer pela sua frente, infinitamente. Ao absorver um objeto, ele apenas aumenta de tamanho.  Trata-se, basicamente, de um astro denso ao extremo: se tudo o que existe na Terra se concentrasse nas dimensões de uma bola de gude, nosso planeta também se transformaria em um buraco negro. É essa densidade que dá a eles tamanha força gravitacional, capaz de manter galáxias inteiras em sua órbita. Quanto mais próxima ao centro, maior é a gravidade.

A partir de certo limite – denominado Superfície de Schwazchild ou Horizonte de Eventos –, essa força é tanta que nem a luz consegue escapar. Tudo o que ultrapassar essa fronteira será absorvido – inclusive outro buraco negro. Nesse caso, eles apenas somariam seus tamanhos um ao outro. Mas, como há enormes distâncias separando os buracos negros no Universo, é quase impossível acontecer um choque entre eles.

 Nem a luz escapa da força gravitacional de um buraco negro. Observe o comportamento dos três raios. O primeiro passa além do limite chamado Superfície de Schwazchild ou Horizonte de Eventos, fronteira do campo de absorção. Mesmo assim, tem sua trajetória desviada;  O segundo raio tangencia as bordas do campo de absorção. Isso faz com que o feixe de luz entre na órbita do buraco negro. Nunca mais ele sairá de lá;  O terceiro raio de luz ultrapassa o Horizonte de Eventos. Resultado: é sugado para dentro do buraco negro, que atua como um grande ralo cósmico.
FONTE: MEGA ARQUIVO.COM

Buraco negro esfomeado devolve galáxia brilhante à escuridão

Esta imagem, obtida com o instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO, mostra a galáxia ativa Markarian 1018, a qual possui um buraco negro supermassivo no seu núcleo. Os ténues laços de luz são o resultado da sua interação e fusão com outra galáxia, num passado recente.Créditos:ESO/CARS survey

O mistério da estranha mudança de comportamento de um buraco negro supermassivo situado no centro de uma galáxia distante foi resolvido por uma equipe internacional de astrónomos com o auxílio do Very Large Telescope do ESO, do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e do Observatório de Raios X Chandra da NASA. A equipe concluiu que o buraco negro está a atravessar um período difícil, não estando a ser alimentado o suficiente para poder brilhar. Muitas galáxias possuem um núcleo extremamente brilhante alimentado por um buraco negro supermassivo.

Estes núcleos fazem das “galáxias ativas” uns dos objetos mais brilhantes do Universo. Pensa-se que resplandecem porque material quente brilha intensamente à medida que cai no buraco negro, um processo conhecido por acrecção.  Esta luz brilhante varia imenso entre diferentes galáxias ativas, por isso os astrónomos classificaram-nas em diversos tipos segundo as propriedades da radiação que emitem. Observou-se que algumas destas galáxias variam drasticamente em períodos de apenas 10 anos; um piscar de olhos em termos astronómicos.

No entanto, a galáxia ativa deste estudo, Markarian 1018, destaca-se por ter mudado de tipo uma segunda vez, voltando à sua classificação original nos últimos 5 anos. Observaram-se já algumas galáxias que apresentam também uma mudança completa de ciclo, no entanto nunca nenhuma tinha sido estudada com tanto pormenor. A natureza instável de Markarian 1018 foi descoberta por acaso no rastreio CARS (Close AGN Reference Survey), um projeto de colaboração entre o ESO e outras organizações, que pretendeu juntar informação sobre 40 galáxias próximas com núcleos ativos.

As observações de rotina de Markarian 1018 com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer), instalado no Very Large Telescope do ESO revelaram uma mudança surpreendente na emissão de radiação da galáxia.  Ficámos espantados com a mudança rara e drástica  de Markarian 1018”, disse Rebecca McElroy, autora principal do artigo científico que descreve estes resultados e estudante de doutoramento da Universidade de Sydney e do ARC Centre of Excellence for All Sky Astrophysics (CAASTRO).

A observação ocasional desta galáxia tão perto da altura em que começou a desvanescer deu-nos a oportunidade inesperada de compreender como funcionam estas galáxias, como Bernd Husemann, líder do projeto e autor principal de dois artigos associados à descoberta, explica: ”Tivemos sorte em detectar este evento apenas 3 ou 4 anos após o início do declínio, o que nos possibilitou organizar campanhas de monitorização para estudar os detalhes da física de acrecção em galáxias ativas que, de outro modo, não poderiam ser estudados.”

A equipe de investigação tirou o maior partido desta oportunidade, tentando descobrir prioritariamente o processo que faz com que o brilho de Markarian 1018 varie de modo tão rápido. Este fenómeno pode ser causado por uma quantidade de eventos astrofísicos, mas a equipe já pôs de parte o efeito do buraco negro ter puxado e consumido uma estrela individual, sendo igualmente improvável que haja obscurecimento por parte de gás existente.  O verdadeiro mecanismo responsável pela surprendente variação de Markarian 1018 permaneceu um mistério após a primeira ronda de observações.

No entanto, a equipe conseguiu colectar dados adicionais com tempo de observação no
Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e no Observatório de Raios X Chandra da NASA. Com estes novos dados o mistério acabou por ficar resolvido — o buraco negro vai-se desvanecendo lentamente porque já não tem material para acretar.

“É possível que esta falta de matéria se deva ao facto da entrada de combustível ter sido interrompida”, disse Rebecca McElroy. “Uma possibilidade intrigante é este efeito ser devido a interações com um segundo buraco negro supermassivo”. A existência de um tal sistema binário de buracos negros é uma possibilidade clara em Markarian 1018, já que esta galáxia resulta da fusão entre duas galáxias — cada uma das quais conteria muito provavelmente um buraco negro supermassivo no seu centro.

Continua a investigação sobre os mecanismos que atuam em galáxias ativas que, como Markarian 1018, mudam a sua aparência. “A equipe teve que trabalhar rapidamente para determinar o que é que estava a fazer com que Markarian 1018 voltasse à escuridão,” comentou Bernd Husemann. ”Campanhas de monitorização a decorrer atualmente com os telescópios do ESO e outras infraestruturas permitirão explorar com muito mais detalhe o extraordinário mundo dos buracos negros “esfomeados” e das galáxias ativas que variam.”
FONTE: ESO

NASA revela que Plutão "coloriu" sua maior lua

Caronte recebe metano que escapa da atmosfera do planeta anão
No caminho de sua aproximação máxima de Plutão, em julho de 2015, a sonda New Horizons passou por Caronte, a maior lua do planeta e aproveitou para captar algumas imagens. Um detalhe desses registros deixou os astrônomos da NASA intrigados: a mancha vermelha, quase marrom, que aparecia no topo do satélite. Não se tem notícia de algo assim nas outras luas de Plutão — Nix, Hidra, Estige e Cérbero —, tampouco no restante do Sistema Solar. Uma equipe de cientistas logo começou a estudar o estranho fenômeno e, um ano depois, chegaram à conclusão que o responsável pela coloração de Caronte é o próprio planeta anão.

Em estudo publicado nesta semana no periódico Nature, os cientistas explicam que a cor vem do metano que escapa da atmosfera de Plutão e fica preso na gravidade do satélite e congela em sua superfície. Em seguida, um processo químico faz com que os raios ultravioletas do Sol transforme o metano em hidrocarbonetos mais pesados que, por sua vez, vira um material avermelhado orgânico chamado tolinaOs astrônomos chegaram a essas conclusões a partir de análises das imagens captadas pela New Horizons, bem como simulações computadorizadas do desenvolvimento dos polos congelados de Caronte.

"As moléculas de metano se estabelecem na superfície de Caronte até que consigam escapar de volta para o espaço ou para os polos congelados, onde se congelam e ficam sólidas, formando uma camada fina de gelo de metano que dura até que a luz do Sol volte na primavera", explicou o cientista Will Grundy, da missão New Horizons,
em comunicado da agência espacial americana. Ele afirma as tolinas ficam na superfície mesmo após o derretimento da camada de gelo de metano e se acumulam nos polos do satélite por milhões de anos. "Esse estudo resolve um dos maiores mistérios que encontramos em Caronte", aponta Alan Stern, o principal investigador da missão New Horizons. "A pesquisa abre ainda a possibilidade de outros planetas pequenos do Cinturão de Kuiper criarem padrões parecidos ou até maiores de transferência atmosférica para suas luas."
FONTE: GALILEU

Astrônomos descobrem dois júpiteres quentes inflados

“Júpiter quente” é o nome dado a exoplanetas com características similares a do nosso gigante gasoso, mas cujas órbitas passam bem mais perto de suas estrelas
(Foto: NASA, ESA & G. Bacon (Space Telescope Science Institute) - STScI-PRC08-11) O retrato artístico de um "júpiter quente" feito pela NASA. Um ótimo lugar para pegar um "bronze".

Uma equipe de pesquisadores liderada por Joel Hartman da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, revelou, em artigo científico publicado no Astrophysical Journal e disponível no arxiv.org, dois gigantes gasosos orbitando suas estrelas de distâncias muito, muito pequenas. Os nomes deles não são nada simpáticos – HAT-P-65b e HAT-P-66b –, mas essa não é o fato mais curioso sobre a dupla de exoplanetas: ambos estão inflados, ou seja, têm diâmetros bem maiores do que o esperado.

Eles não são os únicos grandões da Via Láctea que gostam ficar bem perto do calor das estrelas. Gigantes gasosos com períodos de translação muito curtos (2,9 e 2,6 dias, no caso da dupla recém-descoberta) são tão comuns, na verdade, que a classe ganhou um nome específico no jargão astronômico: “júpiter quente”.

Os corpos orbitam as estrelas HAT-P-65 and HAT-P-66, que estão em um estágio de desenvolvimento conhecido como turn-off da sequência principal, quando o combustível do astro começa a acabar. O planetas, por sua vez, têm, respectivamente, 1,9 e 1,6 vezes o diâmetro de Júpiter, mas só 0,5 e 0,8 vezes sua massa, o que caracteriza a inflação. Esse padrão, de planetas inflados orbitando estrelas no final da sequência principal, já foi identificado mais de uma vez nas nossas redondezas.

Ainda não se sabe com exatidão o que causa a inflação em exoplanetas gasosos. Segundos os próprios pesquisadores, uma análise estatística de vários júpiteres quentes indica uma clara relação entre o estágio de evolução de uma estrela e o grau de inflação de seu gigante gasoso, hipótese que é reforçada por essa descoberta – em outras palavras, o comportamento da nova dupla não é mera coincidência.

A hipótese dos autores do artigo é que estrelas em pré-sequência principal, um estágio anterior ao que é mencionado, seriam responsáveis por contrair os planetas que as orbitam. Quando elas atingem a sequência principal, os níveis elevados de radiação promoveriam a inflação dos gigantes gasosos. A equipe de Hartman acrescenta, porém, que para a energia liberada pela estrelas exercer uma influência tão dinâmica e notável sobre HAT-P-65b e HAT-P-66b, seria necessário que uma parcela considerável da radiação incidente fosse depositada bem fundo no interior dos planetas.
FONTE: GALILEU

Buracos negros supermassivos podem derivar de primordiais

Pesquisadores brasileiros apontam evidência de que acréscimo de massa ao longo da vida de um primordial pode revelar evolução de um buraco negro ao longo do tempo
 A origem dos buracos negros supermassivos é questão em aberto. Grosso modo, eles são de três tipos: os originados de colapsos estelares; os primordiais - cuja origem remete-se à formação do Universo -; e os supermassivos, que distinguem-se por apresentar massa maior do que um milhão de vezes a massa do Sol (1.9891 * 10^30 kg). Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), contudo, apontam em estudo a hipótese de que os supermassivos podem se originar de buracos primordiais, pelo acúmulo de massa. O trabalho, assinado por Manuela Gibim Rodrigues e Alberto Saa (orientador) foi publicado na Physical Review D (80, 104018), sendo intitulado “Acreção de Matéria Exótica por Buracos Negros”.
 
Por os buracos negros supermassivos possuírem essa enorme quantidade de matéria, uma origem que seja diretamente “supermassiva” não é explicada pelos modelos cosmológicos. Atualmente, também não acredita-se que eles tenham se constituído através da evolução estelar, mas que tenham crescido através de um lento e contínuo acréscimo de massa. É assim que algumas teorias tentam explicar seu aparecimento. “O estudo de acreção de matéria por buracos negros é um assunto que tem chamado a atenção da comunidade científica e, embora já tenha sido realizado modelos, estes apresentam muitas restrições devido à presença de muitos ajustes e simplificações, o que implica na necessidade de estudos com modelos mais completos, como este estudo que foi realizado”, explica a pesquisadora.
 
O estudo de Rodrigues e Saa aponta evidências de que o acréscimo de massa ao longo da vida de um buraco negro primordial pode ser muito relevante e não deve ser menosprezado, pois é possível demonstrar que sua massa também evolui em função do tempo. Essa formação dos buracos teria ocorrido na origem do universo, há aproximadamente 14 bilhões de anos, mais especificamente no final do período inflacionário do Big Bang, um trilionésimo de um trilionésimo de um trilionésimo de segundo a partir da grande explosão.
 
Na década de 90, estudos das velocidades de rotação das estrelas ao redor do núcleo galático trouxeram evidências observacionais do distanciamento acelerado das galáxias, resultando em relações incompatíveis com o conteúdo de matéria que é possível observar. Isso originou uma surpreendente redistribuição de matéria, onde há a predominância de uma forma de conteúdo até então completamente desconhecida: a energia escura. A presença dessa energia, cuja participação corresponderia a aproximadamente 70% do universo, justificaria a expansão acelerada e coloca mais graus de complexidade no entendimento do cenário cosmológico.
 
Em cosmologia, uma maneira de tratar a energia escura seria por meio dos modelos de quintessência, pelo qual assume-se que o universo está completamente preenchido por um campo quintessencial. Trata-se de um conceito abstrato, o nome quintessência foi dado justamente porque não se sabe exatamente o que é esse campo. Quintessência deriva do conceito da Grécia antiga de matéria, que era concebida em quatro elementos: água, fogo, terra e ar. Como esse elemento que faz as galáxias se afastarem umas das outras não pode fazer parte da matéria da forma que a conhecemos - e isso é percebido exatamente pela falta de “interação” que temos com ele e que fez com que, até a década de 90, ele fosse invisível para os modelos físicos – ele foi denominado como o “quinto elemento essencial”, a quinta essência.

Porém, a quinta essência não é exatamente o quinto elemento, na verdade é o terceiro. Hoje em dia, a distribuição dos elementos no universo é a seguinte: bárions, a matéria como a conhecemos; matéria escura, um tipo de matéria cujos efeitos observamos apenas através da força gravitacional; e quintessência (energia escura), que estranhamente interage apenas através da força gravitacional “ao contrário”, ao invés de atrair bárions os repele. Assim, nas proximidades de um buraco negro esse campo poderia ser absorvido, favorecendo aumento de massa do buraco.
 
O trabalho aborda e relaciona três aspectos cosmológicos muito importantes: a relação entre buracos negros primordiais, surpermassivos e energia escura, de forma que todos os requisitos dos modelos cosmológicos sejam considerados. “A taxa de variação da massa de um buraco negro foi analisada detalhadamente considerando-se modelos de quintessência com diversos tipos de características particulares - ou, em até certo grau, mais genéricas. E em tempos diferentes, afinal estamos visualizando a evolução de um buraco negro primordial no tempo”, afirma a pesquisadora.

E se observadores extraterrestre nos chamarem, mas ninguém ouvir?

Cientistas intensificam suas buscas por outras formas de vida no universo, dois astrofísicos estão propondo uma maneira de se certificar de que não perca o sinal se observadores extraterrestres tentarem entrar em contato conosco primeiro.
Medindo o escurecimento da luz das estrelas quando um planeta cruza o rosto de sua estrela durante a órbita, os cientistas podem recolher uma riqueza de informações, mesmo sem nunca ver esses mundos diretamente. Crédito: elementos desta imagem feitos  pela NASA; © nikonomad / Fotolia

René Heller e Ralph Pudritz dizem que a melhor chance para nós encontrarmos um sinal do além é presumir que os observadores extraterrestres estão usando os mesmos métodos de pesquisa que nós estamos usando para procurar vida fora da Terra.  Aqui na Terra, os pesquisadores espaciais estão concentrando a maior parte de seus esforços de pesquisa em planetas e luas que estão demasiadamente longes para ver diretamente. Em vez disso, eles estão estudando-as, acompanhando suas sombras como elas passam na frente de suas próprios estrelas hospedeiras.

Medindo o escurecimento da luz das estrelas e como um planeta cruza o face de sua estrela durante a órbita, os cientistas podem colher uma riqueza de informações, mesmo sem nunca ver esses mundos diretamente. Usando métodos que lhes permite estimar a iluminação estelar média e temperaturas em sua superfície, os cientistas já identificaram dezenas de locais onde a vida poderia existir.  Em um artigo para publicação na revista Astrobiology, e disponível online em breve, Heller e Pudritz viraram o telescópio em torno e pensaram; e se observadores extraterrestres descobrirem a Terra e como ela transita sob o sol?

Se esses observadores estão usando os mesmos métodos de pesquisa que os cientistas estão usando na Terra, os pesquisadores propõem que a humanidade deve voltar sua orelha coletiva da Terra para a “zona de trânsito”, a fatia fina de espaço a partir do qual a passagem do nosso planeta na frente do sol pode ser detectada.  É impossível prever se os extraterrestres usam as mesmas técnicas de observação, como fazemos”, diz Heller. “Mas eles terão de lidar com os mesmos princípios físicos que nós, e trânsitos solares da Terra são um método óbvio para nós detectar”.

A zona de trânsito é rica em estrelas hospedeiras de sistemas planetários, oferecendo cerca de 100 mil potenciais alvos, cada uma potencialmente orbitada por planetas habitáveis e luas, dizem os cientistas – e isso é só um número, podemos ver com tecnologias de telescópio de rádio de hoje. Se qualquer um desses planetas acolher observadores inteligentes, eles poderiam ter identificado Terra como um planeta habitável, até mesmo como um mundo vivo há muito tempo e que poderíamos estar recebendo suas transmissões hoje”, escreve Heller e Pudritz.  Heller é um estudante de pós-doutorado, enquanto que McMaster, trabalhou com Pudritz, é professor de Física e Astronomia. Heller está agora no Instituto de Astrofísica, em Göttingen, Alemanha.

 A questão do contato com outros indivíduos fora da Terra é quase hipotética, já que vários projetos estão em andamento, tanto para enviar sinais a partir da Terra e para procurar sinais que foram enviados direta ou ter “vazado” em torno de obstáculos, possivelmente, viajando por milhares de anos.  Heller e Pudritz propor que o Breakthrough Ouça iniciativa, parte da pesquisa mais abrangente para a vida extraterrestre já realizado, pode maximizar suas chances de sucesso, concentrando a sua pesquisa no zona de trânsito da Terra.

ENTENDA O BIG BANG

A origem do universo é um mistério a todos, desde os filósofos gregos até hoje a noção de origem do universo ainda permanece obscura. Como biólogo, creio que a busca da origem desse pequeno ponto que dá origem ao universo é questão chave para a física. Se a ciência conseguir oferecer teorias que busquem explicar o que deu origem a esse pequeno ponto inicial a questão religiosa sofrera o maior impacto de sua existência. E isso já está ocorrendo. A ciência tem teorias para as principais perguntas do mundo, mas como biólogo, ainda não vi uma que explicasse este pequeno ponto inicial, de onde veio, ou como surgiu. Como surgiram as leis básicas da física. Não se sabe a origem deste primeiro ponto de matéria. Especula-se que antes do surgimento, o Universo seria formado por gases radioativos e matérias tênues, bem dispersas. Com o passar do tempo esses elementos se concentraram e criaram buracos negros fazendo com que o espaço e tempo trocassem de papeis. Até que em um momento ocorreu uma reversão deste processo, dando origem a uma explosão. A teoria ecpirótica diz que o Universo esta contido em branas. Estas branas ficam afastadas umas das outras e podem se chocar. Nos intervalos entre choques, estas branas se expandem e se atraem. Durante este retorno, ocorre á inflação do universo, e sua aceleração, assim o Universo que conhecemos pode fazer parte de um Multiverso que vem se ajustando ao longo do tempo.

Antes do Universo surgir as galáxias e todos os componentes do Universo estavam concentrados em um único ponto. Aquele pontinho quente de densidade infinita que explodiu e surgiu o Universo iniciando sua expansão há aproximadamente 13,7 bilhões de anos nosso universo surgiu. De acordo com Eisntein, se acelerarmos uma massa a uma velocidade estrondosamente alta, ela comportará como energia. E isso é dado pela fórmula E=m.a² (E=energia, m=massa e a² = velocidade da luz ao quadrado). Inversamente, percebemos que se uma quantidade de matéria sofrendo uma gravidade enorme começar a desacelerar a energia aplicada nesta explosão se converterá em matéria. A mesma matéria que compõe o universo.

Esse é o princípio básico da teoria Big Bang, onde um milionésimo de segundo após a sua explosão, a energia começou a desacelerar e converter-se a matéria, um décimo de milésimo de segundo começaram a se formar as primeiras partículas, e alguns minutos depois as primeiras partículas sub-atômicas e estruturas mais estáveis como os átomos e lítio, deutério e hidrogênio já começam a surgir. Depois que o Universo se inflacionou, a velocidade de expansão começou a diminuir gradativamente, até se tornar uma constante. Ao mesmo tempo que esses átomos de hidrogênio se afastavam do ponto inicial da explosão, se atraiam mutuamente. Durante essa expansão as nuvens de gases ficaram pairando pelo universo e se tornando densas.  O peso e a pressão exercida sobre si mesmo ou o choque entre duas nuvens gigantescas levou os átomos a se unirem e formar os primeiros corpos, fenômeno chamado Starbursts.

Corpos como estrelas brilham devida a fusão do hidrogênio em hélio. Cada 4 hidrogênios fundidos ocorre a formação do Hélio. Essa reação libera luz e calor, é o combustível que faz as estrelas brilharem. É interessante notar que quando os átomos de Hélio se fundem o elemento criado é o Carbono, fundamental para a vida. Estudos mostram que durante milhares de anos as forças naturais que conhecemos hoje e que chamamos de constantes, eram diferentes em épocas remotas e ainda permanecem em iguais em outros pontos do universo.

Estas forças naturais por terem sido diferentes do que são hoje, impediam o surgimento da própria vida. Em uma reportagem da Scientific American, estudiosos mostraram que uma variação na Constante de estrutura fina poderia causar transtornos na constituição do universo que conhecemos hoje. A constante da estrutura fina é dada pela fórmula:
α=e²/2 ε0hc
Se a constante da estrutura fina fosse menor, a densidade da matéria atômica também seria menor e as ligações entre elas seriam mais frágeis diante de temperaturas menores. Se a estrutura fina fosse maior, os núcleos atômicos muito pequenos não existiriam devido a repulsão elétrica entre os prótons e nêutrons. Possivelmente em alguns outros lugares do Universo esta constante seja diferente, mas o que importa em nosso caso é que durante os últimos 6 bilhões a energia escura começou a tomar conta do universo e acelerar a sua expansão fazendo com que a constante de estrutura fina se mantivesse na mesma medida. Essa variação da constante no universo também fornece dados fundamentais impossibilitando a existência de vida inteligente em outro planeta.
FONTE: Scientific American

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