28 de set de 2016

Idade do Universo: O que sabemos e o que não sabemos?

Este gráfico, do Big Bang ao presente, resume todo o saber atual sobre a história do nosso Universo. [Imagem: NASA/WMAP]

Dúvidas científicas - Quando ouve falar de como o Universo foi criado - Big Bang, expansão, idade do Universo e tudo o mais - você tem a impressão de estar às voltas com fatos e fenômenos inquestionáveis? Talvez não seja ainda o momento para ser tão otimista com nossas teorias - algumas delas, a propósito, meramente hipóteses.
Senão, vejamos.

Idade do Universo - Um dos feitos mais comemorados no campo da Astrofísica no século passado foi a descoberta de que a idade do Universo é praticamente a mesma, fosse ela medida pela idade das estrelas mais antigas, fosse ela estimada de uma forma totalmente diferente, pela recessão das galáxias. Os dois métodos resultaram em tempos muito longos, na casa dos bilhões de anos, aparentemente dando uma confirmação tranquilizadora de que ambos provavelmente estão no caminho certo.

Mas só aparentemente, porque os dois valores não eram idênticos e os cientistas rapidamente perceberam uma discrepância crucial: as estrelas mais antigas que os novos telescópios começavam a captar eram simplesmente mais velhas do que o próprio Universo. Eles trabalhavam em refinamentos nas medições e em novos modelos para resolver esta contradição quando, em 1998, descobriu-se a aceleração cósmica, mostrando que o Universo era, na verdade, muito mais antigo do que se pensava, e, vindo bem a calhar, era mais velho do que as estrelas mais antigas.
Mas permaneceu um enigma.

Primeiro enigma - O movimento do Universo é governado pela matéria, cuja gravidade tende a retardar a expansão, e pela aceleração, que tende a aumentar a expansão. Como a densidade média da matéria no Universo cai constantemente à medida que o Universo incha, com o tempo essa densidade tem um valor cada vez menor. Curiosamente, hoje ela parece ter quase exatamente o mesmo valor (quando expressa nas mesmas unidades) que o parâmetro de aceleração.Por quê? Ainda não se sabe.

Segundo enigma - E não é tudo: Há também um segundo enigma.
O valor teórico do parâmetro de aceleração pode ser praticamente qualquer coisa; na verdade, cálculos fundamentais de mecânica quântica sugerem que ele deveria ser muito maior do que é. Por que ele resulta tão pequeno quando o medimos é um mistério. Chega de enigmas nas teorias e explicações que você julgava tão definitivas?
Ainda não: Acaba de surgir mais um.

Terceiro enigma - Arturo Avelino e Bob Kirshner, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, nos EUA, acabam de publicar um artigo chamando a atenção para mais um enigma na nossa já tão esburacada teoria cosmológica. O Universo não se expande a uma taxa constante que seja a combinação desses dois fatores (retardamento pela gravidade e aceleração pela expansão). Nos primeiros nove bilhões de anos da evolução cósmica, a contração dominava e o Universo gradualmente diminuía sua expansão.

Contudo, como a importância relativa da aceleração cósmica cresce com o tempo, durante os últimos cinco bilhões de anos a aceleração tem dominado, e o Universo acelerou sua expansão. Curiosamente, hoje o Universo parece estar da mesma forma que teria se estivesse sempre se expandindo, de forma constante a uma taxa constante - a taxa necessária para evitar um re-colapso final, geralmente referido como Big Crunch, em oposição ao Big Bang.
Por quê? Respostas são bem-vindas.

Pesquisas observacionais - Embora este terceiro enigma soe como bastante semelhante ao enigma original, os dois astrofísicos ressaltam que este é de fato diferente: Estamos vivendo (aparentemente) em uma época privilegiada - os outros enigmas não têm essa implicação. Ainda não se conhecem explicações para esses enigmas. Se estamos dando voltas em nossas teorias, perdidos em tautologias ou matemáticas que simplificam demais a realidade é algo ainda por descobrir. Podem existir tipos específicos de partículas elementares ainda desconhecidas, sugere a dupla, que poderiam nos dar respostas ou indicar caminhos, mas por agora a única coisa que é certa é que precisamos de mais pesquisas observacionais para que as hipóteses e teorias possam passar pelo crivo frio dos fatos.
Fonte: Inovação Tecnológica

Um grande oceano pode existir na subsuperfície de Plutão

O coração de Plutão continua nos surpreendendo. Desde que a sonda New Horizons sobrevoou o planeta anão as surpresas científicas não param de chegar. A mais recente, é que uma nova pesquisa sugere que exista um oceano de água no subsolo de Plutão. Na metade oeste do coração de Plutão, está a Planície Sputnik, uma bacia plana feita principalmente de nitrogênio congelado (como já mostrei num vídeo bem recente). O que acontece então é que Plutão rotacional de modo que o coração e o maior satélite de Plutão, Caronte, estão sempre um voltado para o outro, ou seja, gravitacionalmente travados. Essa posição implica deve existir uma anomalia de massa positiva no coração de Plutão, a massa nesse lado deve estar mais concentrada para compensar a força constante de Caronte.

O geólogo da Universidade Brown, Brandon Johnson, líder do estudo, disse que inicialmente isso não fazia sentido, já que o coração de Plutão era um buraco no solo, ou uma anomalia negativa.  A equipe de Johnson rodou simulações de explosões de asteroides: um asteroide de 200 km atingiu a superfície de Plutão e isso teria criado a bacia da Planície Sputnik. Em resposta a isso, as camadas do interior se soergueram para preencher esse vazio. Contudo, a camada de gelo de nitrogênio não foi suficiente para dar à Planície Sputnik a anomalia de massa observada. Um material mais denso teria que ter se movido para explicar a distribuição de peso de Plutão.

“Esse cenário necessita de um oceano líquido”, disse Johnson. “Essa camada de oceano teria no mínimo 100 quilômetros de espessura. É realmente espetacular, pensar que temos um objeto tão distante no Sistema Solar, com um oceano de água líquida. Normalmente, a sugestão de água líquida gera a expectativa de um ambiente potencial para a vida. Essa possibilidade ainda não está sendo cogitada para Plutão, mas os cientistas já estão muito felizes por aprender cada dia mais sobre o nosso vizinho mais distante. Talvez, Plutão não seja tão diferente da própria Terra.
Fonte: Space Today
http://futurism.com


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...