3 de out de 2016

Entenda por que Marte vai ganhar anéis como os de Saturno

De acordo com um estudo publicado na revista 'Nature Geoscience', a lua Phobos irá se desintegrar e seus destroços vão criar um sistema de anéis ao redor do planeta daqui a cerca de 40 milhões de anos
Ilustração mostra Marte com o futuro sistema de anéis que resultará da destruição de sua maior lua, Phobos (Tushar Mittal/Divulgação)

Daqui a cerca de 40 milhões de anos, Marte será um planeta contornado por anéis, como Saturno. Isso deve acontecer quando Phobos, sua maior lua, for totalmente esfacelada e seus destroços irão criar um sistema de anéis ao redor de Marte. Eles permanecerão em órbita entre 1 milhão e 100 milhões de anos, de acordo com um estudo publicado nesta semana no periódico Nature Geoscience. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Berkeley e do City College de Nova York, nos Estados Unidos, isso acontecerá porque Phobos está caindo lentamente em direção ao planeta vermelho. A cada cem anos, essa aproximação avança cerca de dois metros e, entre 20 milhões a 40 milhões de anos, a lua irá se chocar contra a superfície de Marte ou se esfacelar. O mais provável é que Phobos se rompa ao se aproximar da atmosfera marciana e os materiais que a formam, frágeis e de pouca densidade, criem sistemas de anéis ao redor do planeta.

Anéis marcianos – Segundo as previsões dos astrônomos, o aspecto dos futuros anéis e sua duração estão relacionados à distância que Phobos estará do planeta quanto se desintegrar. “Se a lua se desfizer a cerca de 680 quilômetros acima da superfície marciana (equivalente a 1,2 raio de Marte), ela formará um anel fino com uma densidade como a de um dos anéis mais maciços de Saturno. Com o tempo, este anel se espalhará e ficará mais largo atingindo o topo da atmosfera marciana em alguns poucos milhões e anos, quando então começará a perder material porque continuará caindo, continuamente, em Marte”, explica Tushar Mittal, um dos autores do estudo.

Mas, se Phobos se esfacelar a uma altitude ainda maior, os pesquisadores acreditam que os anéis possam durar até 100 milhões de anos, antes que “caia” completamente sobre Marte. De acordo com os cálculos dos cientistas, não é possível saber se os anéis serão visíveis da Terra, pois ao contrário dos cristais de gelo que compõem parte dos anéis de Saturno e refletem a luz solar, o material que irá compor os anéis de Marte não deverá ser muito brilhante. Porém, serão capazes de refletir a luz do Sol de maneira tal que tornarão o planeta ainda mais brilhante se visto da Terra.

“Daqui a dezenas de milhões de anos, será espetacular observar esses anéis da superfície de Marte”, disse Benjamin Black, outro autor do estudo. De acordo com os cientistas, o estudo de luas como Phobos é importante para compreender os movimentos cósmicos e as relações entre os planetas e suas luas. Como apenas os “gigantes gasosos” de nosso sistema solar têm anéis, este estudo sugere uma visão sobre o comportamento das luas migratórias que se autodestruíram no passado.
Fonte: VEJA.COM

O Universo pode estar repleto de buracos negros monstruosos, sugere pesquisa

Astrônomos encontraram um buraco negro gigante em um local inesperado e acreditam que a descoberta pode ser uma pista de que objetos assim são mais comuns do que se acreditava
Concepção artística de um buraco negro gigante, como o que foi encontrado pelos cientistas, com massa equivalente a 17 bilhões de Sóis (Observatório Astronômico de Xangai/Divulgação)

O Universo pode estar repleto de buracos negros gigantescos, sugere um novo estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature. A ideia veio após a descoberta de um buraco negro supermassivo (com massa equivalente a 17 bilhões de vezes a do Sol) em um lugar inesperado: o centro de uma galáxia que está em um local considerado isolado e tranquilo no Universo. As proporções do buraco negro e o local incomum onde se encontra podem ser uma pista que indica que esses “objetos monstruosos podem ser mais comuns do que se acreditava”, afirmou a Agência Espacial Europeia (ESA) em nota.

Até o momento, buracos negros supermassivos (aqueles com mais de 10 bilhões de vezes a massa do Sol) haviam sido vistos no centro de grandes galáxias que se localizam em grupos densos e agitados do Universo. Essa é a primeira vez que os astrônomos conseguem identificar um objeto assim em um local tão afastado e “sossegado”. A galáxia onde ele se encontra, chamada NGC 1600, está a 200 milhões de anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) e faz parte de um pequeno grupo de cerca de 20 galáxias na constelação Eridanus – uma região praticamente deserta em termos cósmicos.

“Mesmo que já tivéssemos evidências que essa galáxia pudesse abrigar um objeto extremo em seu centro ficamos muito surpresos de perceber que o buraco negro da NGC 1600 seja dez vezes mais massivo que o previsto”, afirmou Jens Thomas, pesquisador do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre e líder do estudo, em comunicado da ESA.

“Ponta do iceberg” – A grande questão levantada pela descoberta é que, se buracos negros monstruosos podem surgir em uma galáxia modesta como a NGC 1600 que, aparentemente, não faz parte de um grande agrupamento de galáxias, talvez os buracos negros gigantes não precisem de condições tão especiais para surgir: eles poderiam estar espalhados por diversos outros aglomerados menores de galáxias, algo relativamente comum pelo Universo.

“Há muitas galáxias do tamanho da NGC 1600 em grupos de galáxias medianos. Estimamos que esses grupos menores são certa de 50 vezes mais abundantes que os grandes, imensos grupos de galáxias. Então a questão agora é: essa é a ponta do iceberg? Talvez haja muito mais buracos negros monstruosos por aí”, afirmou Chung-Pei Ma, cientista da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e uma das autoras do estudo.

Para encontrar o novo buraco negro, os pesquisadores utilizaram o telescópio Hubble e o telescópio Gemini, no Havaí. Eles pretendem continuar as buscas com os instrumentos para verificar se descobrem em galáxias “comuns” como a NGC 1600 outros buracos negros supermassivos.
Fonte: VEJA .COM

Marte, lugar para viver em até cem anos

Com um foguete gigante, acoplado a uma espaçonave maior ainda - que juntos alcançam 122 metros de altura e têm a capacidade de carregar 100 passageiros - o bilionário Elon Musk pretende iniciar a colonização de Marte. Sonho distante? Não pelos planos mirabolantes do engenheiro empreendedor que criou o motor Tesla (para automóveis elétricos) e foi cofundador do PayPal. Em apresentação do modelo de veículo espacial, desenvolvido pela sua empresa SpaceX, ele afirmou que será uma viagem possível nas próximas décadas, com uma jornada de apenas 80 dias. E, a partir dessa viagem, será possível construir uma cidade autossustentável em Marte de 40 a 100 anos.

— Temos duas possibilidades para o futuro. Uma é ficarmos para sempre na Terra e, em algum momento, um evento de extinção vai ocorrer. Outra é que nos tornemos uma civilização multiplanetária. No sonho de Musk, isso um dia será possível ao preço de uma casa mediana nos Estados Unidos - US$ 200 mil (cerca de R$ 650 mil na cotação atual). Mas, por enquanto, estamos falando de algo em torno de US$ 10 bilhões por pessoa.  Viabilizar essa "popularização" da viagem espacial, disse ele, é a razão pela qual junta dinheiro em suas múltiplos negócios tecnológicos (energia renovável, carro elétrico, transporte espacial). "Ao mostramos que isso é possível, que é um sonho real, acho que poderemos dar as condições para que se torne uma bola de neve com o passar do tempo. O principal motivo pelo qual eu acumulo recursos é para financiar isso", disse.

Mas alertou que os primeiros a vencerem a jornada terão de estar preparados para morrer. "Quem deveriam ser as pessoas a carregar a luz da humanidade para Marte por todos nós?", indagou alguém na plateia. "Acho que as primeiras viagens serão realmente perigosas. O risco de fatalidade será alto. Simplesmente não há maneira de contornar isso. Você está preparado para morrer? Se tudo bem para você isso, então você é um candidato", respondeu Musk, para depois contemporizar. "Mas não se trata de quem chegará primeiro. O que importa é criar uma civilização autossustentável em Marte o mais rapidamente possível."
Fonte: R7.COM

Espirais com uma história para contar

Esta bela imagem, capturada pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) mostra o disco protoplanetário que rodeia a jovem estrela Elias 2-27, situada a cerca de 450 anos-luz de distância. O ALMA descobriu e observou muitos discos protoplanetários, mas este é especial uma vez que mostra dois braços espirais distintos, quase como se fosse uma versão minúscula de uma galáxia espiral. Os astrônomos já tinham observado anteriormente características espirais nas superfícies de discos protoplanetários, no entanto não se sabia se estes mesmos padrões espirais emergiam também do interior dos discos onde ocorrem a formação planetária.

O ALMA observou pela primeira vez as profundezas do meio-plano de um disco e descobriu a assinatura clara de ondas de densidade espirais. Perto da estrela, o ALMA descobriu um disco achatado de poeira, que se estende até o que seria aproximadamente a órbita de Netuno no nosso Sistema Solar. Para lá deste ponto, na região análoga ao nosso Cinturão de Kuiper, o ALMA detectou uma faixa estreita com significativamente menos poeira, o que pode indicar a formação de um planeta. Os dois braços espirais nascem da borda exterior deste espaço vazio e estendem-se por mais de 10 bilhões de km depois da estrela hospedeira. A descoberta de ondas espirais a estas distâncias extremas pode ter implicações nas teorias de formação planetária.

O Adeus da Sonda Rosetta

Depois de seguir de perto o Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko por 786 dias, à medida que ele passeava ao redor do Sol, o impacto controlado da sonda Rosetta com a superfície do cometa foi confirmado pela perda de sinal da sonda no dia 30 de Setembro de 2016. Uma das imagens feitas durante a descida, essa imagem de alta resolução mostrada nesse post, mostra a bela paisagem do cometa. A cena se espalha por mais de 600 metros e foi registrada quando a sonda Rosetta estava a cerca de 16 quilômetros da superfície do cometa. A descida da sonda Rosetta no cometa representou o fim da fase operacional de uma das missões mais espetaculares da exploração espacial. A Rosetta lançou um módulo de pouso na superfície de um dos mundos mais primordiais do Sistema Solar e testemunhou em primeira mão como o cometa muda quando está sujeito ao aumento da intensidade da radiação do Sol. A decisão de terminar a missão na superfície é um resultado da órbita do cometa que agora começará a ficar apagado à medida que chegará além da órbita de Júpiter, onde a a energia solar não será suficiente para que a sonda se mantenha operacional. Os operadores da missão enfrentaram problemas de comunicação com a sonda quando ela passou perto do Sol, e o alinhamento entre a Rosetta e a Terra não favorecia. Saudade Rosetta!!!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...