5 de out de 2016

Nebulosa da Hélice em infravermelho


O que torna este olho cósmico tão vermelho? Poeira. A imagem foi captada pelo
 Telescópio Espacial Spitzer e mostra luz infravermelha da bem estudada Nebulosa
da Hélice (NGC 7293) a uns meros 700 anos-luz de distância na direção
da constelação de Aquário. O manto de poeira e gás com dois anos-luz de diâmetro
rodeia uma anã branca central e há muito que é considerado um exemplo excelente
de uma nebulosa planetária, representando os estágios finais na evolução de uma
estrela parecida com o Sol. Mas os dados do Spitzer mostram que a e
strela central da nebulosa está embebida num brilho infravermelho
surpreendentemente brilhante. Os modelos sugerem que o brilho é produzido
por um disco de detritos empoeirados. Apesar do material nebular ter sido expelido
 pela estrela há muitos milhares de anos atrás, a poeira íntima pode ter sido
produzida por colisões num reservatório de objetos análogo à Cintura de Kuiper 
do nosso próprio Sistema Solar ou à nuvem cometária de Oort. Caso corpos
tipo-cometa tivessem sido formados neste distante sistema planetário, teriam
sobrevivido mesmo até às dramáticas fases finais da evolução da estrela.
Fonte: NASA
 
  


A ultima imagem da Rosetta

Na última sexta-feira, dia 30 de Setembro de 2016, a histórica missão da sonda Rosetta foi concluída, com a sonda descendo na superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A Rosetta foi comandada para fazer uma série final de medidas científicas únicas, muito perto do cometa, o que inclui imagens como essa, que é o local de pouso da Rosetta no cometa. A imagem mostrada aqui, de fato, foi a última imagem feita pela sonda Rosetta, a cerca de 20 metros da superfície do 67P. A escala é de 2 mm/pixel, e a imagem mede cerca de 96 cm de diâmetro.

A câmera de grande angular OSIRIS não foi desenhada para ser usada abaixo de poucas centenas de metros, mas foi usada para esse momento especial, e como esperado, a imagem não tem um foco primoroso. Após o contato ter sido confirmado e a missão declarada completa, o Gerente da Missão Patrick Martin anunciou o nome do local de impacto. Ele disse, “A Pedra da Rosetta, está localizada originalmente em Sais, e vamos nomear o ponto de impacto, como tal, para que possamos finalmente dizer que a Rosetta chegou em casa, no Sais”.

A missão recebeu o nome em homenagem à Pedra da Rosetta, e a pedra recebeu esse nome por ter sido encontrada numa cidade chamada Rashid (Rosetta), e que depois foi movida para um templo em Sais. Como a Pedra da Rosetta, que tinha como objetivo entender as linguagens antigas, e a história, então o vasto tesouro dos dados obtidos pela sonda Rosetta é mudar a nossa visão sobre como os cometas e o próprio Sistema Solar se formou.
Fonte: http://www.esa.int/spaceinimages/Images/2016/11/Rosetta_s_last_image

O centro da galáxia NGC 247

Essa imagem do Hubble mostra a região central da galáxia espiral conhecida como NGC 247. A NGC 247, é uma galáxia relativamente pequena localizada na constelação de Cetus, a uma distância de cerca de 11 milhões de anos-luz de nós, e é parte do Grupo Sculptor, uma coleção solta de galáxias que também contém a famosa NGC 253, também conhecida como Galáxia do Sculptor. O núcleo da NGC 247 é visto aqui como uma mancha brilhante, circundada por uma mistura de estrelas, gás e poeira. A poeira forma manchas escuras e filamentos que possuem suas silhuetas destacadas contra o fundo de estrelas, enquanto que o gás tem formado nós brilhantes, conhecidos como regiões H II, e que estão na sua maioria espalhadas pelos braços e pelas áreas externas da galáxia.

Essa galáxia apresenta uma feição particularmente incomum e misteriosa, ela não é visível nesta imagem, mas pode ser claramente vista em imagens de campo mais amplo, como a imagem abaixo. A parte norte do disco da NGC 247abriga um vazio aparente, uma falha no padrão normal das estrelas e das regiões H II que se espalham por quase um terço do comprimento total da galáxia.
Existem estrelas dentro desse vazio, mas elas são bem diferentes das estrelas ao redor. Elas são significativamente mais velhas, e como resultado muito mais apagadas e mais avermelhadas. Isso indica que a formação de estrelas acontece em boa parte do disco da galáxia e de alguma no vazio ela ficou aprisionada, não ocorrendo por cerca de um bilhão de anos. Embora os astrônomos ainda não tenham certeza de como esse vazio se formou, estudos recentes sugerem que pode ter sido causado pelas interações gravitacionais com partes de outra galáxia.
Fonte: http://www.spacetelescope.org

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