25 de out de 2016

Planeta Nove pode trazer final trágico para Sistema Solar

"A existência de um planeta massivo distante pode mudar fundamentalmente o destino do Sistema Solar." [Imagem: University of Warwick]

Sai, Nibiru!
Talvez os especuladores e "teóricos alternativos", curiosamente sempre prontos a prever armagedons, não tenham passado tão longe assim da realidade - embora, felizmente, tenham errado no tempo. O lendário e tão procurado Planeta X - agora rebatizado de Planeta Nove - pode de fato selar um destino desastroso para o Sistema Solar.  Pelo menos é que calcula o professor Dimitri Veras, da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Mas é bom que se frise: São conjecturas e hipóteses e, ainda que todas se provem corretas - incluindo a existência do Planeta Nove -, os efeitos só se farão sentir depois que a vida na Terra já tiver sido extinta há muito tempo, de morte natural, por assim dizer.

Sinuca planetária
Segundo Veras, a presença do Planeta X, ou Nove, poderia causar a eliminação de pelo menos um dos planetas gigantes depois que o Sol morrer, lançando-o para o espaço interestelar através de uma espécie de "efeito sinuca. Quando o Sol começar a morrer, daqui a cerca de sete bilhões de anos, ele vai expulsar metade de sua própria massa e inflar a ponto de engolir a Terra, antes de apagar como uma brasa, tornando-se uma anã branca. Essa ejeção de massa solar vai empurrar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno para o que os astrofísicos vêm pressupondo ser uma distância segura, o que os manteria essencialmente íntegros - mas com uma queda de temperatura que induziria alterações internas difíceis de prever. No entanto, o professor Veras afirma que a existência do Planeta Nove pode reescrever esse "final feliz" para nossos irmãos grandalhões.
Como a órbita do Planeta X ainda é incerta - se é que ele existe de fato - o pesquisador simulou diversas possibilidades e seus impactos sobre o Sistema Solar. [Imagem: Dimitri Veras]

Planeta fatal
Veras calcula que o Planeta Nove pode não ser empurrado para fora da mesma maneira, já que está muito distante, podendo na verdade ser puxado para dentro, entrando em uma dança fatal com os quatro planetas gigantes conhecidos do Sistema Solar - mais notavelmente com Urano e com Netuno. O resultado mais provável, de acordo com suas simulações, seria a ejeção para fora do Sistema Solar de um desses planetas. Em seu simulador, o pesquisador mapeou várias posições diferentes onde o Planeta Nove poderia mudar o destino do Sistema Solar. Quanto mais longe ele estiver, e quanto mais maciço for, maior a chance de que o Sistema Solar vá experimentar um futuro violento. "A existência de um planeta massivo distante poderia mudar fundamentalmente o destino do Sistema Solar. Urano e Netuno, em particular, podem não estar mais a salvo dos suspiros finais do Sol. O destino do Sistema Solar vai depender das propriedades orbitais e de massa do Planeta Nove, se ele existir," finalizou Veras.
Fonte: Inovação Tecnológica


O universo está expandindo aceleradamente. Mesmo?


Há cinco anos, três astrônomos receberam prêmio Nobel por um trabalho realizado no final da década de 1990, em que provavam que o universo está se expandindo de forma acelerada. A conclusão veio da análise da Supernova tipo Ia – a espetacular explosão termonuclear de estrelas que estão morrendo – identificada pelo telescópio Hubble e outros grandes telescópios na Terra. Isso gerou a aceitação geral da ideia de que o universo é dominado por uma substância misteriosa chamada “energia escura” que guia essa expansão acelerada. Agora, um grupo de cientistas liderados por Subir Sarkar, do departamento de física da Universidade de Oxford, coloca em dúvida este conceito. Uma enorme quantidade de dados foi analisada: um catálogo de 740 Supoernovas tipo Ia, mais de dez vezes o número do estudo original. E os pesquisadores encontraram evidência de que a aceleração pode ser muito inferior ao que foi inicialmente imaginado, com dados consistentes com um nível de aceleração constante.

O estudo foi publicado na revista Scientific Reports. O professor Sarkar, que também trabalha no Instituto Niels Bohr em Copenhague, afirmou que a descoberta da expansão acelerada conquistou vários prêmios, entre eles o Nobel, mas que atualmente há mais dados que servem de base para análise estatística.

“Descobrimos evidência de que o modelo da aceleração é, no máximo, o que físicos chamam “sigma 3”. Isso faz referência ao “sigma 5” padrão necessário para alegar uma descoberta de grande significância”, diz ele. Outros dados que parecem apoiar a ideia de um universo em aceleração também são considerados por Sarkar como “testes indiretos, conduzidos no contexto do modelo suposto”, ataca ele. “É possível que tenhamos sido induzidos a um erro de análise de dados por causa de um modelo teórico muito simplificado – um modelo que na verdade foi construído na década de 1930, muito anterior a qualquer dado real”.

“Naturalmente, muito trabalho será necessário para convencer a comunidade dos físicos sobre isso, mas nosso trabalho serve para demonstrar que um pilar-chave do modelo padrão cosmológico é instável. Processos significantes serão feitos quando o Telescópio Europeu Extremamente Grande fizer observações com um ‘pente laser’ ultrassensível para medir diretamente um período entre 10 a 15 anos para ver se o nível de expansão realmente está se acelerando”, conclui ele. Este questionamento pode colocar o mundo da física e astronomia de pernas para o ar caso se confirme como confiável.
Fonte: Hypescience.com

Novos dados dispensam Matéria Escura para explicar Universo

A equipe usou dados de infravermelho captados pelo telescópio espacial Spitzer - esta é a imagem da galáxia NGC 7793 vista pelo Spitzer. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/R Kennicutt/SINGS]

Velocidade radial
Uma medição inédita da velocidade rotacional das estrelas em centenas de galáxias trouxe resultados que estão fazendo balançar as duas principais teorias sobre o funcionamento do Universo - uma delas até quase cair. Segundo essas medições, a matéria escura simplesmente não existe, e as leis da gravitação de Newton precisam de um ajuste para explicar como a gravidade funciona em distâncias muito grandes. Stacy McGaugh, Federico Lelli (Universidade Case Western) e James Schombert (Universidade do Oregon) mediram a aceleração gravitacional de estrelas em 153 galáxias de diversos tamanhos, brilhos e velocidades de rotação. E descobriram que a velocidade rotacional das estrelas apresenta uma forte correlação com a massa visível das galáxias, sem necessidade de levar em conta uma hipotética matéria escura que evitaria que as estrelas fossem arremessadas para fora das galáxias.

Sem matéria escura
A correlação é baseada no cálculo da razão massa/luz das galáxias, a partir da qual a distribuição da sua massa visível e da gravidade atuante é calculada. Os astrônomos já haviam tentado fazer essa medição usando a luz visível, mas os dados são distorcidos pelas estrelas gigantes, milhões de vezes mais luminosas que o Sol. A equipe então decidiu fazer as medições usando as emissões de infravermelho, já que essa faixa do espectro é emitida sobretudo pelas estrelas de menor massa e pelas gigantes vermelhas, ambas muito mais comuns, dando um resultado mais preciso da massa da galáxia. Os resultados são surpreendentes porque a hipótese mais aceita pelos astrônomos e astrofísicos estabelece que as galáxias deveriam estar envoltas em densos halos de matéria escura. E os dados indicam também um desvio sistemático em relação às previsões baseadas no modelo newtoniano das leis de gravidade, implicando que há alguma outra força além da gravidade simples calculada por Newton.

Dinâmica Newtoniana Modificada
"É uma demonstração impressionante de algo, mas nós não sabemos o que é esse algo," disse o professor James Binney, da Universidade de Oxford, em um comentário para a revista Physics World - Binney não faz parte da equipe que fez as medições. Curiosamente, os dados se encaixam perfeitamente nas previsões do modelo MOND (Modified Newtonian Dynamics, ou Dinâmica Newtoniana Modificada), um modelo elaborado no final do século passado por Mordehai Milgrom para tentar explicar o Universo sem necessidade da hipotética e elusiva matéria escura - até hoje nunca encontrada. Apesar dos protestos de Milgrom, a equipe prefere não afirmar que seus dados validam o modelo MOND, optando por uma terceira via que eles chamam sutilmente de "manter a mente aberta", já que os dados também poderiam ser explicados por modelos teóricos como a "matéria escura superfluida ou mesmo por dinâmicas galácticas complexas".

Viés científico
A equipe justifica sua "sutileza" afirmando que há um preconceito na comunidade astrofísica contra a teoria MOND. "Eu tenho visto uma vez após a outra as pessoas descartando os dados porque eles acham que a MOND está errada, de forma que eu estou conscientemente traçando uma linha vermelha entre a teoria e os dados," disse Stacy McGaugh. De fato, em 2011 o próprio McGaugh já havia liderado um trabalho que também colocava a matéria escura para escanteio e validava a teoria MOND - mas o trabalho acabou virtualmente esquecido. Não é uma discussão que se possa esperar acabar logo e McGauch parece continuar correndo o risco de ver seu trabalho novamente posto de lado. Afinal, há vários projetos em andamento em busca de indícios da matéria escura, cada um deles reunindo centenas de cientistas e com orçamentos de milhões de dólares - e eles não vão simplesmente desistir de seus projetos e de suas verbas simplesmente para dar razão a uma outra teoria.
Fonte: Inovação Tecnológica

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...