6 de dez de 2016

Esta galáxia inteira está sendo devastada por seu buraco negro supermassivo

Uma bela imagem de uma galáxia sendo estrangulada por tentáculos de gás e poeira foi registrada pelo Telescópio Hubble. O estranho formato deste objeto celestial é causado por um enorme buraco negro localizado em seu centro. Ele está matando a galáxia. Chamada de NGC 4696, a galáxia está localizada no aglomerado de galáxias Centaurus, a 150 milhões de anos-luz de distância da Terra. Ela tem um formato elíptico que pode parecer com a de seus vizinhos, mas uma olhada mais cuidadosa revela que ela é bastante diferente.  A NGC 4696 tem filamentos encaracolados de poeira e hidrogênio ionizado que saem do corpo celeste principal e vão em direção ao espaço.

Novas pesquisas sugerem que há um gigantesco buraco negro no centro da galáxia, responsável por essas características, além de impedir a criação de novas estrelas nesta região. A galáxia está com os dias contados. Esta curiosa galáxia tem chamado atenção dos pesquisadores há algum tempo, já que é a mais iluminada do aglomerado. Mas uma nova pesquisa conduzida por astrônomos da Universidade de Cambridge traz mais informações sobre os filamentos da NGC 4696 e como eles são produzidos.

Com a ajuda do Telescópio Hubble, os astrônomos puderam medir os filamentos de poeira, concluindo que eles têm cerca de 200 anos-luz de comprimento e densidade 10 vezes maior do que os gazes que os cercam. Os filamentos estão costurados uns aos outros como se fossem linhas, conectando os gases da galáxia ao seu centro brilhante. O buraco negro em seu centro aquele os gases ao seu redor, puxando o material filamentoso com ele. Os filamentos que são puxados para perto do buraco são engolidos por ele.  Assim, os gases são impedidos de criar novas estrelas. As que já existem vão envelhecer e morrer, fazendo com que este setor do espaço fique completamente escuro.
Fonte: Gizmodo

Enxame galáctico embrionário imerso em nuvem gigante de gás frio

Impressão de artista da Teia de Aranha. Na imagem, as protogaláxias podem ser vistas em branco e rosa, e o azul indica a localização do gás monóxido de carbono no qual as galáxias estão submersas. Crédito: ESO/M. Kornmesser.

Astrónomos que estudam um enxame de protogaláxias ainda em formação, vistas como eram há mais de 10 mil milhões de anos atrás, encontraram uma galáxia gigante no centro do aglomerado que se está a formar a partir de uma sopa surpreendentemente densa de gás molecular.  É diferente do que vemos no Universo próximo, onde as galáxias em enxames crescem canibalizando outras galáxias. Neste enxame, uma galáxia gigante está a crescer ao alimentar-se da sopa de gás frio onde está submersa," comenta Bjorn Emonts do Centro para Astrobiologia em Espanha, que liderou a equipa internacional de investigação.

Os cientistas estudavam um objeto chamado Galáxia Teia de Aranha que, na verdade, não é uma única galáxia, mas um grupo de protogaláxias a mais de 10 mil milhões de anos-luz da Terra. A essa distância, o objeto é visto quando o Universo tinha apenas 3 mil milhões de anos. Os astrónomos usaram o telescópio ATCA (Australia Telescope Compact Array) e o VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) para detetar o gás monóxido de carbono (CO). A presença do gás CO indica uma quantidade maior de hidrogénio molecular, que é muito mais difícil de detetar. Os astrónomos estimam que o gás molecular totaliza mais de 100 mil milhões de vezes a massa do Sol.

Não só esta quantidade de gás é surpreendente, dizem, como o gás também deve ser inesperadamente frio, com cerca de -200º C. Este gás molecular tão frio é a matéria-prima para novas estrelas. A presença do monóxido de carbono neste gás indica que foi enriquecido por explosões de supernova de gerações anteriores de estrelas. O carbono e o oxigénio no CO foram formados nos núcleos de estrelas que explodiram. As observações do ATCA revelaram a extensão total do gás e as observações do VLA, muito mais focadas, forneceram outra surpresa. A maioria do gás frio foi encontrado, não dentro das protogaláxias, mas sim entre elas.

"Este é um sistema enorme, em que este gás molecular tem três vezes o tamanho da nossa Via Láctea," afirma Preshanth Jagannathan, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory) em Socorro, no estado norte-americano do Novo México. As observações anteriores da Teia de Aranha, feitas em comprimentos de onda ultravioletas, indicaram que está a ocorrer uma rápida formação estelar na maioria da região ocupada pelo gás. "Parece que todo este sistema, eventualmente, entrará em colapso para formar uma única galáxia gigantesca," realça Jagannathan.

"Estas observações dão-nos um olhar fascinante sobre o que pensamos ser um estágio inicial no crescimento de galáxias massivas em enxames, um estágio muito diferente do crescimento galáctico no Universo atual," comenta Chris Carilli, do NRAO. Os astrónomos relataram as suas descobertas na edição de 2 de dezembro da revista científica Science.
Fonte: Astronomia OnLine

Astrônomos encontraram um tipo totalmente novo de estrela no centro da Via Láctea

Os astrônomos descobriram uma nova família de estrelas no centro da Via Láctea, as quais eles estão se referindo como Estrelas ricas em Nitrogênio, por causa de seus níveis anormalmente altos deste elemento. Estes estranhos novos astros não só aprofundam nossa compreensão sobre o que está no coração de nossa própria galáxia, como sua descoberta poderia lançar luz sobre como algomerados globulares – estranhos grupos esféricos de estrelas que orbitam o centro de uma galáxia – foram formados durante a criação da Via Láctea, cerca de 13,2 bilhões de anos atrás.

“Esta é uma descoberta muito emocionante, que nos ajuda a resolver questões fascinantes, como a natureza das estrelas nas regiões interiores da Via Láctea, como aglomerados globulares se formaram e qual o papel que eles desempenharam na formação do início da Via Láctea – e, por extensão, na formação de outras galáxias “, disse o pesquisador Ricardo Schiavon, da Universidade John Moores, no Reino Unido. Elas foram encontradas durante um projeto colaborativo conhecido como o Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment (APOGEE), que reúne uma notável quantidade de dados de imagens infravermelhas do céu noturno através da captura de assinaturas de centenas de milhares de estrelas.

Observações infravermelhas
Normalmente, as estrelas em torno do centro da nossa galáxia são encobertas pela poeira, mas Schiavon e sua equipe foram capazes de usar sinais estelares infravermelhos para descobrir que há um monte de estrelas ricas em nitrogênio lá que não se pareciam com nada do que eles esperavam encontrar.  O centro da Via Láctea é mal compreendido, porque ele não pode ser visto através da intervenção de poeira”, diz Schiavon. “Observando no infravermelho, que é menos absorvido pela poeira que a luz visível, o APOGEE pode ver o centro da galáxia melhor que outras equipes”, comemora.

Uma vez que os corpos celestes recém-encontrados contêm mais nitrogênio do que as estrelas ao seu redor, a equipe sugere que elas poderiam ter se formado a partir dos restos de aglomerados globulares – grupos gigantes de milhões de estrelas que se formaram durante os primeiros dias da Via Láctea, colapsando algum tempo depois. “A partir de nossas observações, pudemos determinar as composições químicas de milhares de estrelas, entre as quais vimos um número considerável que difere da maior parte das estrelas nas regiões do interior da galáxia, devido à sua elevada abundância de nitrogênio”, Schiavon explica.

Nascimento das galáxias
“Embora não seja uma certeza, suspeitamos que elas resultaram da destruição de aglomerados globulares, podendo também ser os subprodutos dos primeiros episódios de formação de estrelas que acontecem no início da história da galáxia”, acrescenta. Isso significa que uma melhor compreensão dessa descoberta poderia eventualmente lançar nova luz não apenas sobre como estes corpos celestes se formaram, mas também como nossa galáxia e outras como ela se formaram – uma das maiores questões na astronomia.

Se isso não é bom o suficiente, estes também podem ser alguns dos mais antigos corpos celestes na Via Láctea, formando-se junto do núcleo galáctico. Por último, mas não menos importante, as estrelas ricas em nitrogênio poderiam ser as estrelas mais antigas da galáxia, os subprodutos do enriquecimento químico das primeiras gerações estelares formadas no coração da Via Láctea”, escreve a equipe. Mais pesquisas serão necessárias sobre essa misteriosa nova família de astros para entender melhor o que eles são e como elas se formaram, mas conforme nossos instrumentos forem sendo aperfeiçoados, devemos chegar mais perto dessas respostas.
Fonte: HypeScience.com
[Science Alert]

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...