O buraco negro da nossa galáxia pode estar amplificando o magnetismo de estrelas

Pela primeira vez, cientistas incluíram os campos magnéticos das estrelas em simulações de computador, para entendermos como as que ficam no centro de nossa galáxia respondem à aproximação do nosso buraco negro supermassivo. Os resultados foram publicados em um artigo no Astrophysical Journal Letters.

E o magnetismo?

Sagitário A* é o enorme buraco negro no centro da Via Láctea. No novo estudo, os astrônomos fizeram previsões sobre o que aconteceria com estrelas jovens altamente magnetizadas na vizinhança desse monstro galáctico.
Essa é a primeira vez que o campo magnético de uma estrela é incluído em simulações onde um buraco negro destrói uma estrela, o que é chamado de “evento de ruptura de maré”.  No passado, foi difícil colocar os campos magnéticos em contexto com outras influências sobre uma estrela, como a pressão do gás e a gravidade.
“Os campos magnéticos são um pouco complicados numericamente de simular”, disse James Guillochon, astrofísico do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, ao portal Seeker.

Ou morre, ou se carrega

As simulações mostraram algo interessante: se uma estrela apenas vislumbra o buraco negro, ela pode sobreviver ao encontro e seu campo magnético amplifica fortemente, por um fator de cerca de 30.  Já se ela chega muito perto do buraco negro, a estrela é destruída e o campo magnético mantém sua força. “Um dos impactos imediatos é que podemos ver estrelas altamente magnetizadas nos centros das galáxias, incluindo a nossa”, explica Guillochon.  Um evento de ruptura de maré deve teoricamente ser visível em nosso próprio centro galáctico, mas Guillochon afirma que isso só acontece cerca de uma vez a cada 10.000 anos ou mais. O fluxo causado por essa ruptura, no entanto, persiste por séculos.

G2

Guillochon coescreveu um artigo alguns anos atrás sobre G2, uma nuvem de gás no nosso centro galáctico que produziu muito menos atividade do que o esperado. G2 poderia ter sido produzida pela ruptura de uma estrela gigante vermelha, sendo que o gás resultante ainda está alimentando o buraco negro hoje. O pesquisador sugere que nuvens parecidas com G2 se formam “aglomerando-se” devido a instabilidades de refrigeração. Quando o material é altamente magnetizado, os campos podem ajudar a estabilizar as nuvens e impedir que se quebrem. Se o padrão for verdadeiro, nuvens altamente magnetizadas continuarão a passar perto do buraco negro nas próximas décadas.

Mais observações

Dito isto, o desafio de aprender mais sobre as estrelas que sobrevivem a uma aproximação do buraco negro no centro galáctico é que elas tendem a ser de baixa massa e difíceis de ver.  Quantas delas são magnetizadas, e quão fortemente, continua uma questão em aberto. Abaixo, você pode assistir a uma curta animação simulando o campo magnético de uma estrela sendo despedaçado por um buraco negro: 
Fonte: HypeScience.com

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