12 de jul de 2017

Os cientistas criaram um mapa 3D de uma estrela explodindo, e o resultado é incrível

Cientistas de uma equipe internacional criaram um mapa 3D de uma explosão incrível: a supernova SN 1987A, tão brilhante que foi a primeira observável a olho nu em quase 400 anos.
O evento aconteceu um pouco mais de três décadas atrás. A estrela moribunda explodiu cerca de 168 mil anos-luz de distância, ardendo com a intensidade de 100 milhões de sóis.
Agora, pela primeira vez, os cientistas investigaram profundamente o coração desta erupção cósmica, detectando os começos moleculares de novos corpos que se formaram a partir dela.

Insight inacreditável

Sim, as supernovas sinalizam a morte de estrelas e podem pôr em perigo qualquer coisa no espaço que os rodeia. No entanto, como um maravilhoso ciclo vital, elas também produzem as reações químicas que geram a poeira cósmica, o material que pode continuar a formar a fundamentos de novas estrelas e planetas.
Usando o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimetre Array (ALMA) no Chile, os pesquisadores conseguiram analisar e mapear em 3D a estrutura de novas moléculas tomando forma a partir dos restos da supernova.
Os cientistas descobriram a presença de novos elementos químicos que não haviam sido detectados anteriormente.
“Quando esta supernova explodiu, agora há mais de 30 anos, os astrônomos sabiam muito menos sobre a forma como esses eventos remodelam o espaço interestelar e como os restos brilhantes de uma estrela explodida finalmente esfriam e produzem novas moléculas”, disse o astrônomo Rémy Indebetouw, da Universidade da Virgínia, nos EUA. “Graças ao ALMA, podemos finalmente ver o pó de estrelas à medida que se forma, revelando importantes insights sobre a própria estrela original e a forma como as supernovas criam os blocos de construção básicos dos planetas”.

Descobertas

A equipe de pesquisa usou o ALMA para observar o núcleo da SN 1987A em comprimentos de onda milimétricos, entre luzes infravermelhas e ondas de rádio, olhando sem precedentes dentro do coração da estrela em explosão.
Com os resultados, eles conseguiram mapear a estrutura da supernova em 3D, revelando a localização e a abundância de moléculas recém-formadas dentro dela, incluindo monóxido de silício (SiO) e monóxido de carbono (CO).
Em um estudo separado, os pesquisadores também descreveram como o ALMA revelou a presença de outras formações moleculares previamente não detectadas dentro da supernova, incluindo cátion formílico (HCO +) e monóxido de enxofre (SO). O HCO + é especialmente interessante porque a sua formação requer uma mistura particularmente vigorosa durante a explosão.
De acordo com os pesquisadores, as revelações sobre essas novas moléculas significam que outras formações não detectadas também podem estar presentes no núcleo das supernovas. Com tempo, podemos melhorar muito a nossa compreensão de como nascem moléculas e poeira cósmica no interior desses eventos violentos. 
Fonte: HypeScience.com

A estrela mais pequena já descoberta pelos astrônomos

Uma equipe de astrônomos, liderada por pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido), descobriu a menor estrela já medida.
Crédito: Amanda Smith

Apenas um pouco maior do que Saturno, a atração gravitacional na sua superfície é cerca de 300 vezes mais forte do que a que os humanos sentem na Terra. A estrela é tão pequena quanto esses objetos podem ser, pois tem apenas massa suficiente para permitir a fusão de hidrogênio em hélio no seu núcleo. Se fosse um pouco menor, a pressão no seu centro não seria permitiria que este processo ocorresse, o que a desclassificaria como estrela.

O achado

Essas estrelas muito pequenas e fracas são boas candidatas para detectarmos planetas do tamanho da Terra que podem ter água líquida em suas superfícies, como TRAPPIST-1, uma anã ultrafria rodeada por sete mundos temperados do tamanho do nosso.
A estrela recentemente medida, chamada EBLM J0555-57Ab, está localizada a cerca de 600 anos-luz de distância. Ela faz parte de um sistema binário, e foi identificada conforme passava na frente de sua companheira muito maior. A estrela principal tornava-se mais fraca de forma periódica, a assinatura de uma companheira em órbita. Graças a esta configuração especial, os pesquisadores puderam medir com precisão a massa e o tamanho de ambas.
EBLM J0555-57Ab foi encontrada pela experiência científica WASP, administrada pelas Universidades britânicas de Keele, Warwick, Leicester e St Andrews.

Avanço importante

Esta estrela é menor e provavelmente mais fria do que muitos dos exoplanetas de gás gigantes até agora identificados. Apesar de parecer contraditório, muitas vezes é mais difícil medir o tamanho dessas estrelas de baixa massa do que de planetas maiores. Felizmente, os cientistas conseguem encontrá-las usando equipamentos de caça a planetas, quando elas orbitam uma estrela maior em um sistema binário.
A nova estrela tem uma massa comparável à estimativa atual para TRAPPIST-1, mas um raio quase 30% menor. Embora sejam as estrelas mais numerosas do universo, as com tamanhos e massas inferiores a 20% do nosso sol são mal compreendidas, uma vez que são difíceis de detectar devido a sua pequena dimensão e baixo brilho.
O projeto EBLM, responsável pela descoberta deste estudo, visa diminuir esse buraco no nosso conhecimento. “Graças ao projeto EBLM, conseguiremos uma compreensão muito maior dos planetas orbitando as estrelas mais comuns que existem, planetas como os que estão em órbita da TRAPPIST-1”, disse um dos coautores do estudo, Didier Queloz, da Universidade de Cambridge.
Fonte: Phys

O instrumento SPHERE do ESO descobre um EXOPLANETA único

O exoplaneta HIP 65426b - o primeiro a ser observado pelo instrumento SPHERE montado no VLT do ESO. A imagem da estrela progenitora foi retirada da imagem para se ver melhor o planeta; o círculo indica a órbita de Neptuno em torno do Sol marcada à mesma escala. O planeta pode ser visto claramente na imagem, em baixo à esquerda.Crédito: ESO

A procura de exoplanetas — outros mundos em órbita de outras estrelas — é uma das mais desafiantes e excitantes áreas da astronomia atual. O exoplaneta HIP 65426b foi descoberto recentemente com o auxílio do instrumento SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch instrument) montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO. Situado a cerca de 385 anos-luz de distância, HIP 65426b é o primeiro exoplaneta descoberto pelo SPHERE, revelando-se adicionalmente particularmente interessante.
O planeta é quente (com temperaturas entre 1000 e 1400 graus Celsius) e tem entre seis e doze vezes a massa de Júpiter. Parece ter uma atmosfera muito poeirenta repleta de nuvens espessas e orbita uma estrela jovem e quente que gira surpreendentemente depressa.
Invulgarmente, dada a sua idade, a estrela não parece estar rodeada por um disco de restos, sendo que a ausência de tal disco levanta várias questões sobre como é que o planeta se formou. Assim sendo, o planeta pode-se ter formado num disco de gás e poeira que, quando dissipou rapidamente, interagiu com outros planetas tendo-se deslocado para uma órbita mais distante, local onde o observamos atualmente. Alternativamente, a estrela e o planeta podem-se ter formado ao mesmo tempo como um sistema binário onde a componente de maior massa impediu a sua companheira de acumular matéria suficiente para se tornar uma estrela. A descoberta deste planeta dá aos astrónomos a oportunidade de estudar a composição e localização das nuvens na sua atmosfera e testar teorias de formação, evolução e física dos exoplanetas.
O SPHERE é um poderoso descobridor de planetas instalado no Telescópio Principal 3 do VLT. O seu objetivo científico é detetar e estudar novos exoplanetas gigantes situados em órbita de estrelas próximas pelo método de imagens diretas. Este método pretende capturar diretamente imagens de exoplanetas e discos de restos em torno de estrelas, tal como se se tirasse uma fotografia, o que é bastante difícil já que a luz da estrela é tão forte que a ténue luz refletida pelos planetas em órbita é ofuscada pela luz estelar. No entanto, o SPHERE foi inteligentemente concebido para ultrapassar este obstáculo, procurando especificamente a radiação polarizada refletida pela superfície do planeta.
Esta imagem foi capturada no âmbito do programa de rastreio SHINE (SpHere INfrared survey for Exoplanets), o qual pretende obter imagens de 600 estrelas jovens próximas, no infravermelho próximo, utilizando o alto contraste e a elevada resolução angular do SPHERE para descobrir e caracterizar novos sistemas planetários e explorar a sua formação.
Fonte: Astronomia OnLine

11 de jul de 2017

HUBBLE empurrado além dos limites para avistar aglomerados de novas ESTRELAS e GALÁXIA distante

Nesta fotografia de um distante enxame galáctico, obtida pelo Hubble, um arco azulado salta à vista contra um fundo de galáxias avermelhadas. O arco é na realidade três imagens separadas da mesma galáxia de fundo. A galáxia de fundo foi ampliada graças ao efeito de lente gravitacional, a sua luz distorcida pelo enxame galáctico interveniente. À direita: como a galáxia pareceria ao Hubble sem distorções.Crédito: NASA, ESA e T. Johnson (Universidade do Michigan)

Quando se trata do Universo distante, até a visão afiada do Telescópio Espacial Hubble da NASA tem limites. Os detalhes mais pequenos exigem um pensamento inteligente e uma pequena ajuda de um alinhamento cósmico - uma lente gravitacional.
Ao aplicarem uma nova análise computacional a uma galáxia ampliada por uma lente gravitacional, astrónomos obtiveram imagens 10 vezes mais nítidas do que o Hubble conseguiria obter por si só. Os resultados mostram uma galáxia espiral vista de lado salpicada com manchas brilhantes de estrelas recém-formadas.
"Quando vimos a imagem reconstruída, dissemos: 'Uau, parece que existe fogo-de-artifício em todo o lado,'" comenta a astrónoma Jane Rigby do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.

O enxame galáctico SDSS J1110+6459 está localizado a cerca de 6 mil milhões de anos-luz da distância da Terra e contém centenas de galáxias. À esquerda, um distinto arco azul é na realidade três imagens separadas de uma galáxia de fundo mais distante chamada SGAS J111020.0+645950.8. A galáxia de fundo foi ampliada e distorcida pela gravidade do enxame de galáxias num processo a que chamamos lente gravitacional.Crédito: NASA, ESA e T. Johnson (Universidade de Michigan)

A galáxia em questão está tão longe que a vemos como era há 11 mil milhões de anos atrás, apenas 2,7 mil milhões de anos após o Big Bang. É uma das mais de 70 galáxias distorcidas pelo efeito de lente gravitacional estudadas pelo Telescópio Espacial Hubble, seguindo os alvos selecionados pelo SGAC (Sloan Giant Arcs Survey), que descobriu centenas de galáxias fortemente distorcidas por lentes gravitacionais, pesquisando dados de imagem do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) que cobrem um-quarto do céu.
A gravidade de um enxame gigante de galáxias, entre a galáxia alvo e a Terra, distorce a luz da galáxia mais distante, esticando-a num arco e também ampliando-a quase 30 vezes. A equipa teve que desenvolver um código especial para remover as distorções provocadas pela lente gravitacional e revelar a galáxia de disco como normalmente apareceria.
A imagem reconstruída resultante revelou duas dúzias de aglomerados de estrelas recém-nascidas, cada com cerca de 200 a 300 anos-luz. Isto contradiz as teorias que sugerem que as regiões de formação estelar no Universo distante e jovem eram muito maiores, com 3000 anos-luz ou mais em tamanho.

Esta ilustração de artista mostra o possível aspeto da galáxia SDSS J1110+6459. Um mar de estrelas jovens e azuis é riscado com correntes de poeira escura e salpicado com zonas brilhantes e cor-de-rosa que assinalam locais de formação estelar. O brilho dessas regiões vem do hidrogénio ionizado, tal como vemos na Nebulosa de Orionte da nossa própria Via Láctea.Crédito: NASA, ESA e Z. Levay (STScI)

"Existem nós de formação estelar dos mais variados tamanhos," realça Traci Johnson da Universidade do Michigan, autora principal de dois dos três artigos que descrevem a investigação.
Sem o aumento de ampliação da lente gravitacional, acrescenta Johnson, a galáxia de disco pareceria perfeitamente suave e sem importância para o Hubble. Isto daria aos astrónomos uma imagem muito diferente de onde as estrelas se formam.
Apesar do Hubble ter destacado novas estrelas dentro da galáxia distorcida por lentes gravitacionais, o Telescópio Espacial James Webb da NASA irá revelar estrelas mais velhas e avermelhadas que se formaram ainda mais cedo na história da galáxia. Também conseguirá atravessar qualquer poeira obscurante no interior da galáxia.
"Com o Telescópio Webb, podemos contar a história do que aconteceu nesta galáxia, e o que perdemos com o Hubble devido à poeira," salienta Rigby.
Os achados aparecem num artigo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e em dois artigos adicionais publicados na The Astrophysical Journal.
Fonte: Astronomia OnLine

10 de jul de 2017

Este planeta não deveria existir

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu um sistema planetário extremamente peculiar, onde um planeta gigante de gás morno e maciço está orbitando uma estrela incrivelmente rápida. De acordo com a física, este planeta não deveria existir. Mesmo assim, ele existe, não dando a mínima para o nosso limitado conhecimento.
Existem várias curiosidades sobre esta estrela, chamada HIP 65426, e seu planeta, HIP 65426b. A estrela é duas vezes maior do que o Sol e deve formar planetas mais maciços do que o HIP 65426b, que tem “apenas” entre seis e 12 vezes a massa de Júpiter. O planeta também está longe do que seria esperado – a distância é de quase 100 vezes a distância da Terra para o Sol. A estrela gira em torno de si 150 vezes mais rápido do que o nosso Sol e, embora tenha apenas 14 milhões de anos, não tem um disco de poeira ao seu redor.
“Nós esperamos que um sistema planetário tão jovem ainda tenha um disco de poeira, que possa aparecer nas observações”, afirmou o principal autor do estudo, Gael Chauvin, da Universidade de Grenoble e da Universidade do Chile. “HIP 65426 não tem um disco desse tipo conhecido por enquanto – uma primeira indicação de que este sistema não se encaixa perfeitamente nos nossos modelos clássicos de formação planetária”.
A pesquisa propõe uma explicação para o curioso sistema. O planeta pode ter se formado com um irmão muito mais próximo da estrela. O cabo de guerra gravitacional entre eles teria levado o HIP 65426b a migrar para longe e o outro planeta a ser descartado do sistema.
Esta é uma explicação interessante, mas qualquer coisa mais sólida exigirá observações e simulações adicionais. Uma coisa é certa: esse sistema fará com que nosso conhecimento sobre a formação planetária e os sistemas planetários evolua. Sabemos que os modelos são aproximações e essas exceções dizem onde precisamos procurar novas respostas.
A descoberta foi possível graças aos instrumentos SPHERE no Very Large Telescope no Observatório Paranal da ESO no Chile. O HIP 65426b é o primeiro planeta descoberto pela SPHERE e os pesquisadores conseguiram obter imagens diretas dele. Eles detectaram a presença de vapor de água e nuvens avermelhadas.
“As imagens diretas de exoplanetas ainda são muito raras, mas elas contêm uma riqueza de informações sobre planetas como HIP 65426b”, acrescentou o co-autor e “pai” do SPHERE, Thomas Henning, do Instituto Max Planck para astronomia. “A análise da luz direta do planeta nos permite restringir a composição da atmosfera com grande confiança”.
O HIP 65426b nos lembra que, embora as descobertas de exoplanetas sejam comuns, ainda há muito que não sabemos sobre sua formação. 
Fonte: HypeScience.com

As estratégias da NASA para desviar um asteroide

A NASA planeja atingir o asteroide Didymos para provar sua técnica de deflexão.[Imagem: NASA/JHUAPL]
Asteroide binário
A NASA continua investindo em uma missão ambiciosa: desviar um asteroide que passará perto da Terra. O alvo é um asteroide chamado Didymos ("gêmeo" em grego), na verdade um sistema binário, ou seja, dois corpos celestes: o Didymos A tem aproximadamente 780 metros de comprimento, e o Didymos B, um corpo menor que o circunda, tem uns 160 metros.
A previsão é de que esse asteroide duplo passe relativamente perto da Terra, a cerca de 11 milhões de quilômetros de distância, em outubro de 2022 e depois em 2024.
"O risco de impacto do asteroide é real, pergunte aos dinossauros," disse Jean Luc Margot, professor de astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Diferente de outros perigos naturais como furacões, erupções vulcânicas, terremotos, etc, os impactos dos asteroides podem ser evitados com a tecnologia atual."
É aí que a NASA quer colocar em prática a primeira missão para demonstrar uma técnica de deflexão, isto é, de desvio do asteroide para proteger o planeta.
Como será a missão?
No momento, a NASA trabalha no projeto da missão DART, sigla em inglês para Teste de Redirecionamento do Asteroide Duplo.
"O DART será a primeira missão da NASA para colocar na prática o que é conhecido como técnica de pêndulo cinético - bater no asteroide para mudar sua órbita - a fim de defender a Terra de um possível impacto futuro," explica Lindley Johnson, especialista em defesa planetária da NASA.
E, para testar esse novo projeto, que ainda se encontra em uma fase preliminar, a agência espacial acredita que o Didymos é a melhor oportunidade.
"Um asteroide binário é o laboratório natural perfeito para esse teste," diz Tom Statler, cientista do programa DART. "O fato de o Didymos B estar em órbita ao redor do Didymos A faz com que seja mais fácil ver os resultados do impacto e garante que o experimento não mude a órbita de ambos ao redor do Sol."
Para o professor Margot, a escolha desse asteroide é boa porque ele é relativamente acessível para as naves espaciais atuais e é possível medir as mudanças induzidas pela manobra usando imagens de radar feitas a partir do solo.
As estratégias da NASA para desviar um asteroide
O DART bateria contra o asteroide menor, o Didymos B, para mudar sua órbita. [Imagem: NASA/JHUAPL]
Mais rápido que uma bala
Segundo a NASA, o DART atingirá o Didymos B, o asteroide menor, "a uma velocidade de 6 km por segundo, nove vezes mais rápido que uma bala".
Com esse teste, será possível avaliar a mudança resultante na órbita de Didymos B ao redor de Didymos A. Isso permitirá determinar as capacidades do impacto cinético como uma estratégia de mitigação de asteroides.
"O DART é um passo crítico para demonstrar que podemos proteger nosso planeta de um impacto futuro de asteroides", diz Andy Cheng, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que também participa do projeto.
Segundo o professor Margot, a iniciativa está dentro das capacidades tecnológicas dos Estados Unidos, mas pode enfrentar o risco de cortes orçamentários.
"Se os responsáveis pelo orçamento não apoiarem o projeto, poderão ser considerados culpados pela perda de vidas e bens em caso de um impacto grande de um asteroide", opina Margot.
Fonte:Inovação Tecnológica

Galáxia espiral NGC 1512: O anel interno

O que está acontecendo ao redor do centro dessa galáxia espiral? Vista de forma completa, a NGC 1512 parece ser uma galáxia do tipo espiral barrada, um tipo de galáxia espiral que tem uma barra de estrelas no seu centro. Essa barra cruza uma anel externo, apesar desse anel não ser visível nessa imagem. A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble e mostra em destaque o anel interno da galáxia, anel esse que circunda o núcleo da espiral. Os dois anéis são conectados não somente por uma barra de estrelas brilhantes, mas também por linhas escuras de poeira. Dentro do anel interno, a poeira continua seu movimento em espiral direto para o centro, possivelmente onde está localizado um grande buraco negro. Os anéis são brilhantes, com estrelas recém-formadas que podem ter tido sua formação iniciada durante a colisão da NGC 1512 com sua vizinha galáctica, a NGC 1510.

À caça de estrelas

Nesta imagem uma das constelações mais famosas do céu noturno — Orion com o seu cinturão e a sua espada — sobe por cima do Telescópio Submilimétrico Sueco-ESO (SEST) situado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Este grupo mítico de estrelas situa-se no equador celeste, o que o torna visível de ambos os hemisférios. No seio de Orion, os distintos tons azuis e rosas da Nebulosa de Orion podem ser vistos logo por cima do trio estelar que compõe o cinturão de Orion. Centenas de jovens estrelas estão a formar-se nas profundezas desta maternidade estelar. Os telescópios têm observado inúmeras estrelas envolvidas em casulos de gás e poeira — véus que se transformarão em discos protoplanetários à medida que as jovens estrelas turbulentas se desenvolvem. Esta imagem captura igualmente as cores avermelhadas de Betelgeuse e Aldebaran — estrelas gigantes que pertencem às constelações de Orion e do Touro, respectivamente. Estas estrelas podem ser vistas à esquerda da antena parabólica do telescópio, traçando uma linha curva em direção ao solo. Mesmo antes de tocar no horizonte, esta linha atravessa um grupo difuso de estrelas — o enxame estelar das Pleiades. De acordo com a mitologia clássica, Orion era um caçador que caçava as Pleiades, as belas filhas de Atlas, em busca de amor.

A NGC 2500 – Uma galáxia que guarda incriveis semelhanças com a VIA LÁCTEA

Descoberta pelo astrônomo Britânico William Herschel a mais de 200 anos atrás, a NGC 2500, localiza-se a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Lynx. Como essa bela imagem do Hubble mostra, a NGC 2500 é um tipo particular de galáxia espiral, conhecida como espiral barrada, onde seus braços circulam um núcleo alongado e brilhante.
As espirais barradas são na verdade mais comuns do que se pensou certa vez. Cerca de dois terços de todas as galáxias espirais, incluindo a Via Láctea, exibem essas barras cortando o seu centro. Essas estruturas cósmicas agem como berçários brilhantes de estrelas recém-nascidas, e afunilam o material em direção ao núcleo ativo da galáxia. A NGC 2500 está formando estrelas de forma ativa, embora esse processo ocorra de forma desigual. A metade superior da galáxia, onde os braços espirais são mais bem definidos, abrigam muito mais regiões de formação de estrelas, do que a metade inferior, como é indicado pelas brilhantes e pontuais ilhas de luz.
Existe outra similaridade entre a NGC 2500 e a nossa galáxia. Junto com Andrômeda, com a galáxia do Triângulo e com muitas galáxias satélites menores, a Via Láctea é parte do chamado Grupo Local de galáxia, um aglomerado com mais de 50 galáxias, unidas pela gravidade. A NGC 2500 forma um grupo similar com algumas de suas vizinhas, sendo a NGC 2541, a NGC 2552, a NGC 2537, e a brilhante, NGC 2841, todas elas fazendo parte do aglomerado conhecido como Grupo NGC 2841.
Fonte: SPACE TODAY 

Encontrar vida em Marte fica mais improvável

Compostos presentes na superfície de Marte formam "coquetel tóxico"[Imagem: NASA]
Sem vida
Marte não tem um dos ambientes mais hospitaleiros para a vida como a conhecemosMas agora cientistas dizem que sua superfície é muito menos acolhedora do que eles haviam calculado. Análises feitas em laboratórios com compostos presentes em Marte mostraram que a superfície do planeta contém um "coquetel tóxico" de produtos químicos que podem destruir qualquer organismo vivo.
Perclorato
Jennifer Wadsworth e Charles Cockell, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, realizaram os experimentos com partículas conhecidas como "percloratos".
Esses compostos, encontrados naturalmente e sinteticamente na Terra, são abundantes no solo de Marte, segundo confirmado por missões da NASA que detectaram as substâncias em diversas partes do planeta vermelho. Os pesquisadores descobriram que os compostos são capazes de matar culturas da bactéria Bacillus subtilis, que representa o modo de vida básico.
À temperatura ambiente da Terra, os percloratos são compostos estáveis, mas em temperaturas elevadas tornam-se ativos. Os cientistas queriam estudar qual seria a reação dos percloratos em temperaturas extremamente frias, como as de Marte.
Bactericidas
Simulando as condições da superfície do planeta, que é banhado por luz ultravioleta, mas não de calor, a equipe descobriu que os compostos também podem ser ativados nessa situação.
Nos experimentos, os percloratos tornaram-se potentes bactericidas capazes de matar esses seres em minutos, esterilizando as superfícies do meio estudado, afirmam os pesquisadores. As estruturas celulares das bactérias perderam rapidamente sua viabilidade.
Os resultados foram ainda mais dramáticos quando os pesquisadores adicionaram óxidos de ferro e peróxido de hidrogênio, comuns na superfície de Marte.
Em um período de 60 segundos, a combinação de percloratos irradiados, óxidos de ferro e peróxido de hidrogênio aumentou em dez vezes a taxa de morte das B. subtilis em comparação com as que tinham sido expostas apenas à radiação ultravioleta.
Isto sugere, segundo o estudo, que o planeta "é muito mais sombrio do que se pensava".
Perfurar Marte
Os cientistas dizem que a descoberta tem muitas implicações para a busca por vida no Planeta Vermelho.
"Os dados mostram que os efeitos combinados de pelo menos três componentes da superfície marciana, ativados pela fotoquímica da superfície, fazem com que a superfície atual seja muito menos habitável do que se pensava previamente," escrevem os pesquisadores. "E demonstram a baixa probabilidade de sobrevivência de contaminantes biológicos liberados por missões robóticas e humanas."
Wadsworth e Cockell afirmam que novas missões devem começar a perfurar camadas mais profundas do planeta para descobrir se a vida existiu ou existe lá.
"Se queremos encontrar vida em Marte, precisamos levar essa descoberta em conta", disse Wadsworth à agência de notícias AFP. "É preciso ver se podemos encontrar a vida abaixo da superfície, em lugares que não seriam expostos a essas condições."
Segundo os cientistas, o ambiente onde poderia haver mais chance de vida estaria a dois ou três metros abaixo da superfície, onde qualquer organismo conseguisse proteger-se da intensa radiação. "Nessas profundezas, é possível que a vida marciana possa sobreviver", disse Wadsworth.
Fonte:  Inovação Tecnológica

7 de jul de 2017

Os sete planetas mais extremos já descobertos

Ilustração artística da estrela KELT-9 (esquerda) e do seu planeta superquente KELT-9b (direita).[Imagem: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (IPAC)]

Planetas extremos
Astrônomos descobriram recentemente o planeta mais quente já encontrado - com uma temperatura superficial maior do que a de algumas estrelas.  À medida que a caça aos planetas fora do nosso Sistema Solar continua, já descobrimos muitos outros mundos com características extremas. E a exploração do nosso próprio Sistema Solar também revelou alguns concorrentes muito estranhos.
Aqui estão sete dos mais extremos.
O planeta mais quente
A temperatura de um planeta depende principalmente de quão perto ele está da sua estrela hospedeira - e de quão quente essa estrela queima. Em nosso próprio Sistema Solar, Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, ficando a uma distância média de 57.910.000 km. As temperaturas no seu dia são de cerca de 430° C, enquanto o próprio Sol tem uma temperatura superficial de 5.500° C.
Mas estrelas mais maciças do que o Sol queimam mais quente. A estrela HD 195689 - também conhecida como KELT-9 - é 2,5 vezes mais maciça do que o Sol e tem uma temperatura superficial de quase 10.000° C. Um dos seus planetas, o KELT-9b, está muito mais perto da sua estrela hospedeira do que o Mercúrio está do Sol.
É por isso que ele é o mais quente que conhecemos, passando dos 4.300º C durante o dia - mais quente do que a maioria das estrelas, e apenas cerca de 1.100º C mais frio do que o nosso próprio Sol.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
O OGLE-2005-BLG-390Lb é tão frio que qualquer gás em sua atmosfera já se congelou e está como um sólido em sua superfície. [Imagem: ESO]
O planeta mais frio
Com uma temperatura de apenas 50 graus acima do zero absoluto (-223° C), o exoplaneta OGLE-2005-BLG-390Lb leva o título do exoplaneta mais frio que se conhece.
Com cerca de 5,5 vezes a massa da Terra, ele provavelmente também é um planeta rochoso. Embora não esteja muito distante da sua estrela hospedeira, com uma órbita que o colocaria em algum lugar entre Marte e Júpiter em nosso Sistema Solar, sua estrela hospedeira é uma estrela de pequena massa, conhecida como anã vermelha.
Esse planeta de nome enigmático é popularmente chamado de Hoth, em referência a um planeta gelado da saga Star Wars. Contrariamente ao planeta ficcional, no entanto, ele não é capaz de sustentar atmosfera porque é tão frio que a maior parte dos seus gases virou gelo sólido.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
             O maior planeta que se conhece é quase 30 vezes maior que Júpiter. [Imagem: NASA/G. Bacon (STScI)]
O maior planeta
Estrelas comuns como o Sol queimam fundindo hidrogênio em hélio. Mas há uma forma de estrela, chamada anã marrom, que é suficientemente grande para iniciar alguns processos de fusão, mas não suficientemente grande para sustentá-los.
O exoplaneta DENIS-P J082303.1-491201 b, com um um apelido igualmente impronunciável de 2MASS J08230313-4912012 b - tem 28,5 vezes a massa de Júpiter, o que o torna o planeta mais maciço listado no arquivo de exoplanetas da NASA.
É tão grande que se discute se ele é realmente um planeta - seria um gigante gasoso da classe Júpiter - ou se deveria ser classificado como uma estrela anã marrom. Ironicamente, sua estrela hospedeira é uma anã marrom.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
menor exoplaneta já descoberto é do tamanho da Lua. [Imagem: NASA/Ames/JPL-Caltech]
O menor planeta
Apenas um pouco maior do que a nossa Lua e menor do que Mercúrio, o Kepler-37b é o menor exoplaneta já descobertoUm mundo rochoso, ele está mais perto da sua estrela hospedeira do que Mercúrio está do Sol. Isso significa que o planeta é muito quente para manter água líquida e, portanto, vida em sua superfície.
O planeta mais velho
O exoplaneta PSR B1620-26 b, com seus 12,7 bilhões de anos, é o planeta mais antigo que se conhece. Um gigante gasoso com 2,5 vezes a massa de Júpiter, ele aparentemente existe desde sempre - nosso Universo tem calculados 13,8 bilhões de anos, apenas um bilhão de anos mais velho do que o exoplaneta.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
exoplaneta Próxima b não tem nada de extremo, mas é o exoplaneta mais próximo da Terra. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]
O planeta mais jovem
O sistema planetário V830 Tauri tem apenas 2 milhões de anos de idade.
A estrela hospedeira tem a mesma massa que o nosso Sol, mas o dobro do raio, o que significa que ainda não se contraiu completamente na sua forma final. O planeta - um gigante gasoso com três quartos da massa de Júpiter - também provavelmente ainda está crescendo. Isso significa que ele está adquirindo mais massa colidindo frequentemente com outros corpos planetários, como asteroides em seu caminho - o que o torna um lugar pouco seguro.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
maior onda do Sistema Solar fica em Vênus. [Imagem: Tetsuya Fukuhara et al. - 10.1038/ngeo2873gra]
O planeta com pior clima
Como os exoplanetas estão muito longe para que possamos observar seus padrões climáticos, neste quesito devemos voltar nossos olhos para o nosso próprio Sistema Solar.
Então, o título de planeta com pior clima vai para Vênus. Um planeta do mesmo tamanho da Terra, ele está envolto em nuvens de ácido sulfúrico. A atmosfera se move em torno do planeta muito mais rápido do que o planeta gira, com ventos atingindo velocidades de furacão de 360 km/h. Ciclones de olhos duplos giram constantemente acima de cada pólo.
Sua atmosfera é quase 100 vezes mais densa que a da Terra e é composta por mais de 95% de dióxido de carbono. O efeito estufa resultante cria temperaturas de pelo menos 462° C na superfície, que é realmente mais quente do que Mercúrio. Embora seja seco e hostil à vida, o calor pode explicar por que Vênus tem menos vulcões do que a Terra.
Fonte: Inovação Tecnológica

O olho de Sauron ataca novamente!


Na constelação do Peixe Autral fica uma das estrelas mais brilhantes do céu, a Formalhaut, que foi traduzida do árabe como 'boca do peixe' pelos gregos. Formalhaut tem o dobro da massa do nosso Sol e é 16 vezes mais luminosa, melhor ainda, está a apenas 25 anos luz de distância. Por que isso é bom? Porque essa estrela tem algo muito interessante e se estivesse mais distante, talvez demorássemos muito para entender seu mistério.  Formalhaut é bem brilhante, mas quando olhamos para ela com instrumentos capazes de enxergar o infravermelho, vemos que ela é bem mais brilhante do que deveria ser. A causa mais comum para casos como esse é haver uma grande quantidade de poeira rodeando a estrela. A poeira absorve luz e esquenta, mas ao mesmo tempo emite esse calor na forma de radiação infravermelha. A nuvem que forma estrelas e planetas têm muito gás, mas muita poeira também, que vai sendo consumida durante a formação e o que sobrou vai sendo literalmente assoprado para fora do sistema. Apesar do Sistema Solar já ter uns 5 bilhões de anos, um pouco dessa poeira primordial ficou no nosso sistema e pode ser vista em locais muito escuros como a luz zodiacal. Como a idade estimada de Formalhaut é de aproximadamente 450 milhões de anos, essa é uma explicação bem plausível.

Na década de 1990 o telescópio Hubble obteve uma imagem impressionante de Formalhaut em que fica bem clara a existência de um anel ao seu redor. Como ela é uma estrela muito brilhante, foi necessário usar um procedimento para ocultá-la e com isso revelar estruturas mais fracas ao seu redor. O resultado desse procedimento deixou a estrela com a cara do famoso olho de Sauron dos filmes dá série "O Senhor dos Anéis". Uma pequena estrutura não exatamente parte do anel chamou a atenção, pois se movimentava ano após ano em uma órbita ao redor da estrela. Inicialmente pensou-se em um planeta, mas investigações posteriores com o telescópio espacial Spitzer, lançado para observar no infravermelho, mostraram que a estrutura deve ser apenas um condensado de gás e um pouco de poeira.

embra daquele conjunto 66 de radiotelescópios para observar em comprimentos de onda de milímetros chamado ALMA? Então, pesquisadores usando esse conjunto de antenas que formam o maior observatório da Terra divulgaram um imagem de Formalhaut e seu anel. Nesse comprimento de onda, a origem da radiação é a emissão oriunda de gás ou poeira bem frios, tipo 200 graus abaixo de zero. A emissão da estrela, para as antenas do ALMA, não representa quase nada e nem atrapalha a emissão que vem do anel. Com isso foi possível estudar em detalhes a estrutura dele.

Por exemplo, ele é realmente uma elipse, como a imagem sugere, com a parte mais próxima da estrela a uma distância de 18 bilhões de km e a parte mais distante a 23 bilhões de km. Sua largura é de 2 bilhões de km, o que representa a órbita de Saturno e mais 500 milhões de km. Em outras palavras, é um anel muito grande. Ele bem pode ter sido formado pela ação de planetas, seja na borda interna quando na borda externa, varrendo a poeira da região, mas o fato de nem o Hubble e nem o Spitzer ter achado nada conspiram contra essa hipótese. 

ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); M. MacGregor
Mas o mais legal que o ALMA encontrou no anel foi sua composição química. Ele é muito rico em monóxido de carbono, o temido CO, na forma de gelo. E o que a descoberta de um gás tóxico tem de legal? O gelo de CO está presente no núcleo de cometas, ou seja, estamos primeira vez observando cometas orbitando outra estrela! Na verdade devemos estar observando o farelo de cometas, mais do que o próprio núcleo, mas certamente eles estão lá!

Outro aspecto legal é que a abundância de CO medida no anel é muito parecida com a abundância do mesmo CO em cometas do nosso Sistema Solar. Isso é uma evidência muito forte em favor da teoria de formação de estrelas. Ainda que alguns detalhes devem mudar de estrela para estrela, no geral elas se formam a partir do colapso de uma nuvem de gás e poeira que forma um disco. A condensação central do disco leva a formação da estrela e o que sobra formam os planetas, cometas, asteroides e etc. 
Encontrar cometas em outra estrela, ainda que de forma indireta, com a mesma abundância de uma substância química encontrada em nosso sistema, indica não só que os processos de formação de estrelas foram muito parecidos, mas também que o impacto da estrela recém formada no resto da nuvem se processou de forma muito parecida. Com o passar do tempo esse anel deve desaparecer, com a ação do vento de Formalhaut ou mesmo com a aglutinação do material para formar planetas, ou mais cometas. Mas o fato dele estar a apenas 25 anos luz de distância nos permite estuda-lo para entendermos os detalhes da formação de novos mundos.
Créditos :  Cássio Barbosa

Uma visão para a M106

Image Credit & Copyright: Peter Feltoti

Grande, brilhante e bonita, a galáxia espiral conhecida como M106 domina essa bela paisagem cósmica. O campo de visão mostrado nessa imagem tem 2 graus de largura e mostra uma região na constelação de Canes Venatici, perto do que seria o cabo do asterismo conhecido como Big Dipper. Também conhecida como NGC 4258, a M106 está localizada a aproximadamente 23.5 milhões de anos-luz de distância da Terra, e tem cerca de 80 mil anos-luz de diâmetro, e é o maior membro do grupo de galáxias conhecido como Canes II. Para uma galáxia tão distante assim como a M106 sua distância é medida com certa precisão graças ao estudo dos Masers, ou emissões laser de micro-ondas. Essas emissões são muito raras mas ocorrem naturalmente, e são produzidas pelas moléculas nas nuvens moleculares que orbitam o núcleo galáctico ativo. Outra galáxia espiral proeminente na imagem, é vista de lado, é a NGC 4217, localizada abaixo da M106. A distância até a NGC 4217 é conhecida com menor precisão, mas estima-se que seja em torno dos 60 milhões de anos-luz.

IC 342 – A galáxia escondida

A IC 342 é um objeto cósmico que desafia os astrônomos. Embora seja brilhante, a galáxia está localizada perto do equador do disco galáctico da Via Láctea, onde o céu é repleto de gás cósmico, estrelas brilhantes, e espessas faixas de poeira escura. Para os astrônomos observarem a intrigante estrutura da IC 342, eles precisam vasculhar através de uma grande quantidade de material contido dentro da nossa própria galáxia. Como resultado, a IC 342 é difícil de ser registrada e isso dá a ela o apelido de Galáxia Escondida.  Localizada próxima da Via Láctea, em termos astronômicos, essa galáxia espiral estaria entre as mais brilhantes do céu se não fosse pela sua localização no meio de tanta poeira. A galáxia é muito ativa, como é indicado pela grande quantidade de cores  visíveis nessa imagem do Hubble, que mostra a região bem central da galáxia. Uma mistura de regiões de formação de estrelas azuis e quentes, avermelhadas, regiões de gás mais frio, e linhas de poeira opacas podem ser vistas na imagem, tudo isso junto ao redor do núcleo brilhante da galáxia. Em 2003, os astrônomos confirmaram que esse núcleo da galáxia é um tipo específico de região central conhecida como um núcleo HII, o nome indica a presença de hidrogênio ionizado. Os núcleos desse tipo são caracterizados por criarem muitas novas estrelas quentes.

Gravidade: o que é e como ela atua?

O que é gravidade?

A gravidade é uma das quatro forças fundamentais da natureza, juntamente com as forças eletromagnética, forte e fraca.
[box]As forças eletromagnéticas descrevem os fenômenos elétricos e magnéticos, as forças fracas são aquelas que explicam os processos de decaimento radiativo, tais como o decaimento nuclear e de várias partículas “estranhas”, e as forças fortes são aquelas responsáveis pelos fenômenos que ocorrem a curta distância no interior do núcleo atômico.[/box]
A gravidade é a força que atrai dois corpos um para o outro. Por causa dela, maçãs caem em direção ao solo, e os planetas do nosso sistema orbitam o sol. Quanto maior a massa de um objeto, mais forte sua atração gravitacional.
A gravidade é o que nos faz ter peso. Quando nos pesamos, a balança indica o quanto a gravidade está agindo em nosso corpo. A fórmula para determinar o peso de qualquer objeto ou pessoa é: peso é igual a massa vezes a gravidade. Na Terra, a gravidade é uma constante de 9,8 metros por segundo ao quadrado, ou 9,8 m/s².
Historicamente, filósofos como Aristóteles pensavam que objetos mais pesados aceleravam em direção ao chão mais rápido. Experimentos posteriores, no entanto, mostraram que este não era o caso. A razão pela qual uma pluma cai mais lentamente do que uma bola de boliche é por causa da resistência do ar, que atua na direção oposta à da aceleração devido à gravidade.

Newton, pai da gravidade

Sir Isaac Newton foi o físico que desenvolveu a Teoria da Gravitação Universal, na década de 1680. Ele descobriu que a gravidade atua sobre toda a matéria e é uma função de massa e distância.
Todo objeto atrai todos os outros objetos com uma força que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. A equação é geralmente expressa como:
“Fg = G (m1 ∙ m2) / r2” sendo que
  • Fg é a força gravitacional;
  • m1 e m2 são as massas dos dois objetos;
  • r é a distância entre os dois objetos;
  • G é a constante gravitacional universal.

A equação de Newton funciona muito bem para prever de que maneira objetos como os planetas do sistema solar se comportam.

Einstein, generalizador da gravidade

Newton publicou seu trabalho sobre a gravitação em 1687. Suas ideias reinaram como a melhor explicação até que Albert Einstein veio com a sua Teoria Geral da Relatividade, em 1915.
Na teoria de Einstein, a gravidade não é uma força, mas sim a consequência do fato de que deforma o espaço-tempo da matéria. Uma previsão da relatividade geral é que a luz se desvia em torno de objetos maciços.
Com sua brilhante ideia de que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados, Einstein acabou redefinindo a teoria de Newton, ligando massa e gravidade ao espaço-tempo.
Segundo a Teoria Geral da Relatividade, em alguns tipos de brinquedo comuns em parques de diversões, a rotação da máquina mantém as pessoas grudadas na cadeira pela força centrífuga, como se houvesse uma “gravidade artificial”. A gravidade real também funciona assim – o sol curva tanto o espaço ao seu redor que mantém a Terra em sua órbita, como se ela estivesse “grudada na cadeira” (a mesma ideia explica porque estamos “presamos” ao chão do planeta e não “caímos” para o espaço profundo – por causa da curvatura criada pela Terra no espaço ao seu redor).
Einstein também descobriu que, quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo. Por isso, ele chamou essa força de “curvatura no tecido espaço-tempo”.

Curiosidades

  • A gravidade na lua é cerca de 16% do que na Terra, Marte tem cerca de 38% da atração da Terra, enquanto o maior planeta do sistema solar, Júpiter, tem 2,5 vezes a gravidade da Terra.
  • Embora ninguém tenha “descoberto” a gravidade, reza a lenda que o famoso astrônomo Galileu Galilei fez alguns dos primeiros experimentos com gravidade, derrubando bolas da Torre de Pisa para ver quão rápido elas caíam.
  • Isaac Newton tinha apenas 23 anos e estava voltando da universidade quando percebeu uma maçã caindo em seu jardim e começou a desvendar os mistérios da gravidade (no entanto, é provavelmente um mito que a maçã tenha caído na sua cabeça – é mais possível que o acontecimento tenha apenas despertado a ideia no físico).
  • Uma das primeiras medidas da Teoria da Relatividade de Einstein foi o desvio da luz das estrelas perto do sol durante um eclipse solar em 29 de maio de 1919.
  • Buracos negros são estrelas maciças colapsadas com uma gravidade tão forte que nem a luz consegue escapar deles.
  • A Teoria Geral da Relatividade de Einstein é incompatível com a mecânica quântica, o conjunto de leis bizarras que governa o comportamento das partículas minúsculas, como fótons e elétrons, que compõem o universo.
Fonte: LiveScience 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...