11 de jan de 2017

A Extraordinária Espiral em LL Pegasi

Crédito: ESAHubbleR. Sahai (JPL), NASA

O que criou a estranha estrutura espiral à esquerda? Ninguém tem a certeza, embora esteja provavelmente relacionada com uma estrela num sistema binário a entrar na fase de nebulosa planetária, quando a sua atmosfera externa é expelida. A enorme espiral estende-se por cerca de um-terço de um ano-luz e, dando quatro ou cinco voltas completas, tem uma regularidade sem precedentes. Dada a velocidade de expansão do gás em espiral, uma nova camada deverá aparecer a cada mais ou menos 800 anos, uma estreita correspondência com o tempo que leva para duas estrelas se orbitarem uma à outra. O sistema estelar que criou esta espiral é mais normalmente conhecido como LL Pegasi, mas também AFGL 3068. A própria estrutura invulgar foi catalogada como IRAS 23166+1655. A imagem em destaque foi captada no infravermelho próximo pelo Telescópio Espacial Hubble. O porquê da espiral, propriamente dita, brilhar, é um mistério, sendo que a hipótese mais provável é que está a ser iluminada pela luz refletida por estrelas próximas.
Fonte: ESA / NASA

Asteroide surpresa acabou de passar por nós na metade da distância da lua

Na manhã desta segunda-feira (9), um asteroide do tamanho de um prédio de dez andares quase esbarrou na Terra. A rocha, chamada de 2017 AG13  foi identificada apenas no último sábado pelo programa de monitoramento Catalina Sky Survey da Universidade do Arizona. Ela tem entre 15 e 34 metros de largura e passou pela Terra a 16km/s. O asteroide passou por nós na metade da distância entre a Terra e a Lua. Ele se moveu muito rapidamente, muito próximo de nós”, disse Eric Feldman, astrônomo da Slooh, companhia que divulga imagens ao vivo do espaço. “Ele passou pela órbita de dois planetas, Vênus e Terra”, complementou ele.

O que teria acontecido se o asteroide tivesse atingido a Terra? Pesquisadores da Universidade Purdue (EUA) criaram um simulador chamado Impact Earth! que examinou esta possibilidade, e os resultados sugerem que provavelmente não teria sido tão ruim quanto parece.
Se uma rocha porosa de 34 metros de largura tivesse atingido a Terra com um ângulo de 45 graus, teria simplesmente virado poeira quando atravessasse a atmosfera. O impacto seria suficiente para liberar 700 kilotons de energia, dezenas de vezes mais do que a bomba atômica de Hiroshima. Mas como isso aconteceria a uma altura de 16km, o som captado por nós aqui em baixo seria o equivalente ao que escutamos em meio ao tráfego pesado.
Segundo pesquisadores da universidade, impactos como este acontecem a cada 150 anos, mais ou menos. Slooh, porém, discorda, apontando que o 2017 AG3 tem o tamanho parecido com o asteroide que atingiu a Rússia em 2013 e assustou muita gente com a explosão de luz e com as milhares de janelas quebradas na cidade de Chelyabinsk.
Mark Sykes, diretor do Instituto de Ciência Planetária nos EUA, afirma que quase-esbarrões entre asteroides e a Terra não são raros. “Não é um evento tão incomum, e esse é um dos motivos que o torna tão interessante”, complementa ele. Apenas no mês de janeiro são esperados pelo menos 38 encontros próximos com asteroides parecidos com o 2017 AG3, de acordo com a NASA.
Enquanto o 2017 AG3 pode ter passado despercebido pelo NEOCam – o telescópio infravermelho responsável por detectar rochas espaciais maiores, de cerca de 140 m de largura –, a missão espera descobrir pelo menos 10 vezes mais objetos perto da Terra quando comparado com monitoramentos anteriores.
Fonte: Science Alert

Misterioso Planeta 9 pode ser um mundo desgarrado capturado pelo nosso sistema solar

O suposto Planeta 9, que alguns cientistas acreditam estar escondido muito além da órbita de Plutão, poderia ser um ex-planeta errante que foi capturado pelo nosso sistema solar em algum ponto no passado.  É muito plausível que o Planeta 9 seja um planeta errante – um mundo que cruza o espaço sem estar conectado a uma estrela – capturado”, disse o principal autor do estudo, James Vesper, da Universidade do Estado de Novo México, nos EUA.

Simulações

Os pesquisadores realizaram simulações de computador de 156 encontros entre nosso sistema solar e planetas errantes de vários tamanhos e trajetórias. Tais encontros podem não ser tão incomuns. Alguns estudos indicam que os planetas errantes podem superar os “normais” que circundam estrelas hospedeiras em toda a Via Láctea. As simulações sugerem que, em cerca de 60% dos encontros, o planeta “invasor” é lançado para fora do sistema solar. Destes, em cerca de 10% de todos os casos, o errante levaria pelo menos um dos planetas nativos do nosso sistema solar para longe com ele.
Já em cerca de 40% dos encontros, o errante acabaria sendo capturado pelo sistema solar. Isso pode acontecer por meio de uma “captura suave”, na qual nenhum planeta nativo é ejetado, ou o invasor poderia arrancar um ou mais mundos quando chegasse.

Planeta 9

A existência desse mundo foi proposta pela primeira vez em outubro de 2014 pelos astrônomos Scott Sheppard e Chadwick Trujillo. Eles observaram que a influência gravitacional de um mundo gigante não descoberto no sistema solar exterior poderia explicar esquisitices nas órbitas de vários objetos distantes, como o planeta anão Sedna.
Em janeiro de 2016, os astrônomos Konstantin Batygin e Mike Brown encontraram mais evidências de tal planeta nas órbitas de vários corpos no sistema solar exterior. Batygin e Brown apelidaram o mundo de Planeta Nove, e calcularam que ele possivelmente possui uma órbita altamente elíptica de 1.000 unidades astronômicas (AU) do sol.
Para colocar isso em perspectiva, 1 AU é a distância da Terra ao sol, ou cerca de 150 milhões de quilômetros. Netuno encontra-se a cerca de 30 UA do sol, e Plutão nunca fica a mais de 49 UA de nossa estrela.

Possibilidades

A órbita do Planeta 9 é consistente com a de um planeta errante. Mas os novos resultados da simulação não provam nada sobre as origens do mundo hipotético.
Na verdade, os astrônomos ainda têm de confirmar a existência do planeta – embora isso possa acontecer no início de 2017. Outros estudos consideram improvável a explicação do planeta errante, sugerindo que o Planeta 9 é um nativo do sistema solar, ou que o sol arrancou o mundo de uma outra estrela durante um encontro estelar há muito tempo.
Fonte: HypeScience.com

Quando as galáxias colidem

Essa delicada região meio que esfumaçada no espaço profundo, é de longe, muito mais turbulenta do que parece. Conhecido como IRAS 14348-1447, um nome derivado do projeto que o descobriu, o Infrared Astronomical Satellite, ou IRAS, esse objeto celeste é na verdade a combinação de duas galáxias espirais ricas em gás. Essa dupla se aproximou muito no passado, e a gravidade fez então seu trabalho, puxando uma para a outra lentamente, destruindo-as e as fundindo num só objeto. A imagem mostrada aqui foi feita pela Advanced Camera for Surveys, a ACS do Hubble.
O IRAS 14348-1447 está localizado a mais de um bilhão de anos-luz de nós. Esse objeto é um dos exemplos mais ricos em gás do que é chamado de galáxia infravermelha ultraluminosa, uma classe de objetos cósmicos que brilha de forma característica e intensa na parte infravermelha do espectro. Quase 95% da energia emitida pelo IRAS 14348-1447 está no infravermelho.
A grande quantidade de gás molecular dentro do IRAS 14348-1447 abastece sua emissão, e dá origem a um grande número de processos dinâmicos à medida que ele interage e se move, esses mecanismos são responsáveis, por exemplo para dar ao IRAS 14348-1447 sua aparência de redemoinho, criando estruturas como cauda e filamentos proeminentes que se estendem para longe do corpo principal das galáxias em fusão.

O VLT vai procurar planetas no sistema Alfa Centauri

ESO assina acordo com Breakthrough Initiatives

O ESO assinou um acordo com a Breakthrough Initiatives para adaptar a instrumentação do Very Large Telescope, instalado no Chile, visando realizar uma busca de planetas no sistema estelar vizinho Alfa Centauri. Tais planetas poderão ser alvos para eventuais lançamentos de sondas espaciais miniaturas pela Breakthrough Starshot initiative.
O ESO, representado pelo Diretor Geral Tim de Zeeuw, assinou um acordo com a Breakthrough Initiatives, representada por Pete Worden, Presidente da Breakthrough Prize Foundation e Diretor Executivo da Breakthrough Initiatives. O acordo atribui fundos para que o instrumento VISIR (VLT Imager and Spectrometer for mid-Infrared), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), possa ser modificado de modo a aumentar significativamente a sua capacidade de procurar potenciais planetas habitáveis em torno de Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo da Terra.
 O acordo atribui também tempo de telescópio suficiente para permitir a execução de um programa de busca dedicada em 2019. descoberta em 2016 de um planeta, Proxima b, em torno de Proxima Centauri, a terceira e menos brilhante estrela do sistema Alfa Centauri, dá ainda mais incentivo a esta busca.

Saber onde se encontram os exoplanetas mais próximos de nós é de extremo interesse para o Breakthrough Starshot, o programa de pesquisa e engenharia lançado em abril de 2016, que pretende demonstrar o conceito de “nano-sondas” ultra rápidas movidas a luz, que abrirão caminho para a primeira missão a Alfa Centauri, a qual poderá ocorrer dentro de uma geração.

Detectar um planeta habitável é um enorme desafio devido ao brilho da estrela hospedeira do sistema planetário, que tem tendência a ofuscar os planetas relativamente tênues. Uma maneira de tornar esta tarefa mais fácil é observar nos comprimentos de onda do infravermelho médio, onde o brilho térmico de um planeta em órbita reduz enormemente a diferença de brilhos entre o planeta e a sua estrela hospedeira. Mas, mesmo a estes comprimentos de onda, a estrela permanece milhões de vezes mais brilhante do que os planetas que pretendemos detectar, sendo preciso recorrer a uma técnica especial para reduzir a ofuscante luz estelar. 
O instrumento VISIR, que opera no infravermelho médio e está montado no VLT, terá a capacidade de fornecer um tal desempenho uma vez modificado para aumentar de modo significativo a qualidade de imagem através do uso de óptica adaptativa, e adaptado para utilizar uma técnica chamada coronografia, a qual permite reduzir a radiação estelar, revelando assim o possível sinal de potenciais planetas terrestres. A Breakthrough Initiatives financiará uma grande parte das tecnologias e os custos de desenvolvimento da experiência, enquanto o ESO fornecerá as capacidades e tempo de observação necessários.

O novo hardware inclui um módulo pedido à Kampf Telescope Optics (KTO), Munique, onde será colocado o sensor da frente de onda e um instrumento inovador de calibração de detectores. Adicionalmente, existem planos para o desenvolvimento de um novo coronógrafo, desenvolvimento esse que será executado em conjunto pela Universidade de Liège (Bélgica) e pela Universidade Uppsala (Suécia). 
Detectar e estudar potenciais planetas habitáveis em órbita de outras estrelas será um dos principais objetivos científicos do futuro European Extremely Large Telescope (E-ELT). Apesar do enorme tamanho do E-ELT ser essencial para a obtenção de imagens de planetas situados a maiores distâncias na Via Láctea, o poder coletor do VLT é suficiente para obter imagens de um planeta situado em torno da estrela mais próxima, Alfa Centauri.

Os desenvolvimentos aplicados ao VISIR serão também benéficos para o futuro instrumento METIS, que será montado no E-ELT, uma vez que as lições aprendidas e os conceitos utilizados serão diretamente transferidos para este instrumento. O enorme tamanho do E-ELT deverá permitir ao METIS detectar e estudar exoplanetas do tamanho de Marte situados em órbita de Alfa Centauri, se estes existirem, assim como outros potenciais planetas habitáveis que existam em torno de outras estrelas próximas.
Fonte: ESO
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