10 de fev de 2017

Descoberto misterioso PULSAR de anã branca

Impressão de artista de AR Scorpii, o primeiro pulsar de anã branca descoberto. Crédito: Mark Garlick/Universidade de Warwick

Um sistema binário exótico a 380 anos-luz de distância foi identificado como um elusivo pulsar de anã branca - o primeiro do seu género a ser descoberto no Universo. Os professores Tom Marsh e Boris Gänsicke do Grupo de Astrofísica da Universidade de Warwick, com o Dr. David Buckley do Observatório Astronómico da África do Sul, identificaram a estrela AR Scorpii (AR Sco) como a primeira versão anã branca de um pulsar - objetos descobertos na década de 1960 e associados com astros muito diferentes chamados estrelas de neutrões. O pulsar de anã branca tem escapado aos olhares dos astrónomos durante mais de meio século.

AR Sco contém um remanescente estelar de rápida rotação chamado anã branca, que chicoteia a sua vizinha - uma anã vermelha - com poderosos feixes de partículas elétricas e radiação, fazendo com que todo o sistema brilhe e desvaneça dramaticamente a cada dois minutos. A pesquisa mais recente estabelece que o chicote de energia de AR Sco é um "feixe" focalizado, que emite radiação concentrada numa única direção - tal como um acelerador de partículas - algo que é totalmente único no Universo conhecido.

AR Sco situa-se na direção da constelação de Escorpião, a 380 anos-luz da Terra, um vizinho próximo em termos astronómicos. A anã branca AR Sco é do tamanho da Terra, mas tem 200.000 vezes a sua massa e encontra-se numa órbita de 3,6 horas com uma estrela fria que tem um-terço da massa do Sol. Com um campo eletromagnético 100 milhões de vezes mais poderoso do que o da Terra, e girando num período ligeiramente inferior a 2 minutos, AR Sco produz feixes de radiação e partículas, parecidos aos de um farol, que bombardeiam a face da anã vermelha mais fria.

Tal como os cientistas descobriram anteriormente, este poderoso efeito de farol acelera eletrões na atmosfera da anã vermelha até perto da velocidade da luz, um efeito nunca antes observado em tipos semelhantes de estrelas binárias. A anã vermelha é assim alimentada pela energia cinética da sua vizinha giratória. A distância entre as duas estrelas é de cerca de 1,4 milhões de quilómetros - o equivalente a três vezes a distância entre a Lua e a Terra.

O professor Tom Marsh comenta: "Os novos dados mostram que a luz de AR Sco é altamente polarizada, mostrando que o campo magnético controla a emissão de todo o sistema, um comportamento idêntico dos pulsares associados às mais tradicionais estrelas de neutrões."

O professor Boris Gänsicke realça: "AR Sco é como um dínamo gigante: um imã, do tamanho da Terra, com um campo cerca de 10.000 vezes mais forte do que qualquer campo que possamos produzir em laboratório e que gira a cada dois minutos. Isto produz uma enorme corrente elétrica na estrela companheira, que então gera as variações na luz que detetamos."
Esta investigação foi recentemente publicada na revista Nature Astronomy.
Fonte: Astronomia OnLine

Os 3 fenômenos astronômicos que ocorrem simultaneamente entre sexta e sábado

 O eclipse lunar penumbral deixa a Lua cheia menos brilhante, como se houvesse um véu diante dela
© NASA/Robin Lee

É hora de tirar do armário binóculos e telescópios porque entre a noite desta sexta-feira e a madrugada de sábado três fenômenos astronômicos vão ocorrer quase que simultaneamente: um eclipse lunar parcial, uma Lua de Neve e a passagem do cometa 45P.  O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol. Este alinhamento faz com que a sombra da Terra seja projetada sobre a Lua.
O que poderá ser observado neste fim de semana é conhecido como eclipse lunar penumbral: a Lua cheia vai perder um pouco do seu brilho intenso, como se houvesse um filtro ou véu na frente do disco lunar. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, o eclipse vai poder ser visto esta noite na Europa, África, oeste da Ásia e no leste das Américas do Sul e do Norte. No Brasil, o fenômeno poderá ser observado de 20h34 às 24h53, pelo horário de Brasília de acordo com a Nasa.

Agora ou daqui a 5 anos

E o que é a Lua de Neve?
Este é o nome dado no hemisfério norte à primeira Lua cheia de fevereiro, época das tempestades de neve.
 O cometa 45P foi visto assim, esverdeado, ao passar pelo ponto mais próximo da Terra em 2011 © NASA
Entre algumas tribos indígenas da América do Norte, a Lua de Neve também é chamada de Lua da Fome, porque nesta época do ano é difícil caçar e conseguir alimentos. Poucas horas depois do eclipse, será a vez do cometa 45P passar a cerca de 12 milhões de quilômetros da Terra - a menor distância desde 2011.  Descoberto em 1948, este cometa aparece a cada cinco anos e tem estado visível desde dezembro, de acordo com os astrônomos. Quem quiser observá-lo esta noite vai notar uma luz tênue se movendo no céu. Se perder a chance, só em 2022...
Fonte: MSN
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