5 de abr de 2017

Muitos segredos do Universo foram desvendados com ajuda dos eclipses

Muitos segredos do universo, incluindo a forma da Terra, foram desvendados com a ajuda dos eclipses.

Usados como um instrumento natural, eles enriqueceram a história da Astronomia desde quando se debatia se a Terra era ou não redonda. Para as pessoas, os eclipses evocam mistérios, mas para os astrônomos eles são justamente o oposto: uma ocasião para desvendar mistérios. É longa a lista de felizes descobertas feitas a partir desse extraordinário instrumento natural – o alinhamento dos astros no céu. Parece exagero, mas até a massa das estrelas distantes e a curvatura do espaço-tempo – prevista pela teoria da Relatividade de Einstein — podem ser as aliadas por meio dos eclipses. Seus ensinamentos, portanto, estendem-se até os confins do Universo.Vale a pena conhecer um breve resumo dos ensinamentos de maior impacto.
A forma da Terra
Os gregos sabiam que, no momento de um eclipse, a Lua se encontrava em posição oposta ao Sol, em relação à Terra. Isto e, a mancha escura aparecia em sua face quando ela entrava no cone da sombra da Terra. Assim, o grego Aristóteles, já no quarto século antes de Cristo, percebeu que a Terra é redonda. Também refutou idéias de que ela estaria apoiada, por exemplo, nas costas de elefantes cósmicos: nunca apareciam as sombras desses suportes.
O tamanho e a distância da Lua.
Basta observá-la para ver que a Lua se desloca com relação às estrelas a uma velocidade mensurável: em uma hora, ela anda uma distancia igual a seu diâmetro. Isso permitiu que Aristarco de Samos, no terceiro século antes de Cristo, obtivesse um valor admiravelmente correto para o tamanho da Lua. O cálculo é simples. Como, nos eclipses mais longos, ela ficava mergulha¬da na sombra da Terra por 3 horas, seu diâmetro deveria ser um terço do da Terra. Além disso, o fato de a Lua ocupar um ângulo de meio grau no céu levou-o a calcular sua distância em 65 raios terrestres, em excelente acordo com o que sabemos hoje.
A precesão do eixo da Terra.
Hiparco, no segundo século antes de Cristo, através de um eclipse do Sol, desco¬briu o movimento de precessão dos equi¬nócios (SUPERINTERESSANTE ano 6, nº 3,). A partir de medidas feitas por outro grego, 150 anos antes, ele verificou que o Sol tinha mudado 2 gruas sua posição relativa à estrela Spica. Então, uma conta simples mostra que o Sol levaria 26000 anos para percorrer todo o céu (360 graus). Hoje se sabe que esse movimento é a precessão do eixo da Terra, que é da mesma natureza que o bamboleio de um pião, quando gira a baixa velocidade.
A quebra das esferas de cristal
Em 1610, Galileu descobriu que Júpiter tinha quatro luas – por isso chamadas galileanas – e que elas passavam por trás do planeta. Ele usou esses eclipses para demolir a concepção de que os astros giravam em torno da Terra, pregados em esferas de cristal.

As luas de Júpiter e a velocidade da luz.
Em 1675, depois de observar por longo tempo os eclipses de Io, a mais interna das luas galileanas, o dinamarquês Olaf Roemer verificou, muito surpreso, que eles não ocorriam a intervalos regulares. Deveria ser assim, já que os eclipses se repetem cada vez que o satélite dá uma volta em torno do planeta e mergulha em sua sombra. Em vez disso, à medida que Júpiter se afastava da Terra, os eclipses demoravam mais para começar. É que não havia atraso real: os eclipses demoravam a ser vistos porque a luz despendia tempo para cobrir a distância até a Terra. Por meio do atraso, Roemer obteve o primeiro valor aproximado da velocidade da luz.

As massas das estrelas
A maior parte das estrelas, ao contrário do Sol, consiste em uma dupla de astros que giram em torno de um centro comum. Nesse caso, ha eclipses regulares de uma estrela pela outra, uma situação ideal para se avaliar a massa, o raio ou a luminosidade desses corpos. Nos sistemas singulares, sem eclipse, esse conhecimento é muito mais limitado.
A curvatura do espaço-tempo.
Em 1919, foi possível fotografar estrelas próximas do Sol eclipsado e verificar que estavam fora da posição registrada à noite, quando seus raios não passavam nas vizinhança do Sol e não eram afetados por sua gravidade ( algumas fotos foram obtidas em Sobral, no Nordeste). Isso comprovou, pela primeira vez, a teoria da Relatividade. Entre muitos outros efeitos parecidos, descobertos nos últimos anos, um dos mais famosos é a Cruz de Einstein: uma galáxia inteira distorce a luz de um remoto quasar – uma galáxia-bebê- e gera nada menos que quatro imagens diversas do mesmo objeto.
Fonte: Super Interessante

O Lado Negro da Lua: 5 Enigmas que a Ciência não pode explicar


Com um diâmetro de cerca de 3.476 quilômetros a Lua possui um quarto do tamanho da Terra. Todas as outras luas em nosso sistema solar orbitam seus planetas ao redor do equador, nossa lua não, e há rochas lunares aonde foram encontrados METAIS PROCESSADOS tais Como Latão, Urânio 236 e Neptúnio 237. Simplificando, a lua da Terra é um dos objetos mais misteriosos em nosso sistema solar. É considerado um corpo “estranho” celeste devido às suas numerosas qualidades físicas que os cientistas são incapazes de explicar, e devido ao fato de que é o objeto mais singular no sistema solar, incomparável a qualquer outra lua encontrada até à data. A lua é tão singular que o Dr. Robert Jastrow, o primeiro presidente da Comissão de Exploração Lunar da NASA, chamou a lua de a pedra de roseta dos planetas. Para ter uma idéia de como a lua é estranha, basta atentar a uma citação de Robin Brett, um cientista da NASA que afirmou: “Parece mais fácil explicar a não existência da Lua do que a sua existência”.

Mas o que torna a lua tão estranha?

A Lua é enorme. Com um diâmetro de cerca de 3.476 quilômetros é um quarto do tamanho da Terra. Exceto por Plutão e Caronte, esta é a maior proporção conhecida entre uma lua e seu corpo-mãe entre os inúmeros objetos de nosso sistema. Tem uma órbita estranha tão peculiar que cientistas não foram capazes de encontrar similar em nenhum outro lugar do sistema solar. Acontece que todas as outras luas em nosso sistema solar orbitam seus planetas ao redor do equador. Nossa lua não, orbita a Terra em uma inclinação de cinco graus. A lua tem uma altitude precisa, curso e velocidade, que permitem sua órbita em relação ao planeta Terra. Para ser direto: a Lua não deveria estar onde está atualmente.
o-lado-negro-da-lua
A Lua é quase uma Terra. A composição do nosso satélite natural é semelhante à da Terra, ao contrário da maioria das outras luas que são claramente diferentes dos seus planetas pai. Se os detalhes acima não chamarem sua atenção, há mais:Existem algumas rochas lunares nas quais foram localizados metais processados, tais como latão, urânio 236 e Neptunium 237. Estes elementos nunca foram encontrados ocorrendo naturalmente. O urânio 236 é um resíduo nuclear radioativo que é irradiado como uma em consequência nuclear além de urânio reprocessado. Mais interessante, o Neptunium 237 é um elemento metálico radioativo e um subproduto de reatores nucleares e da produção de Plutônio.
Essas misteriosas características lunares levaram Mikhail Vasin e Alexander Shcerbakov da Academia Soviética de Ciências a escrever um artigo na década de 1970 sobre a lua chamada “A Lua é a Criação da Inteligência Alienígena?” Além disso, o Dr. Harold Urey, ganhador do Prêmio Nobel de Química, disse que estava “terrivelmente perplexo com asrochas encontradas na Lua e seu conteúdo de Titânio. As amostras eram inimagináveis ​​e alucinantes desde que os pesquisadores não puderam explicar a presença de titânio. Em outras palavras, nossa Lua não compartilha características com outras luas encontradas em nosso Sistema Solar. Se isso não é estranho o suficiente, considere que sempre a partir de qualquer ponto na superfície de nosso planeta somente o mesmo lado da Lua é visível.
Fonte: https://enigmasdouniverso.com 

Astrónomos descobrem que órbita de MARTE alberga restos de antigos mini-planetas

À esquerda, os percursos traçados pelos troianos de Marte em redor de L4 e L5 (cruzes) em relação ao planeta (disco vermelho) e ao Sol (disco amarelo). O círculo pontilhado indica a distância média entre Marte e o Sol. À direita, ampliação da inserção (retângulo) que mostra os percursos dos 8 troianos em L5: 1998 VF31 (marcado "VF31" a azul), Eureka (vermelho), e os 6 objetos identificados como membro da família. Os discos indicam os tamanhos relativos dos asteroides. Eureka, o maior membro, tem cerca de 2 km de comprimento.Crédito: Apostolos Christou

O planeta Marte partilha a sua órbita com um punhado de asteroides pequenos, os chamados troianos. Agora, uma equipa internacional de astrónomos, usando o VLT (Very Large Telescope) no Chile, descobriu que a maioria desses objetos partilha uma composição comum; são provavelmente restos de um mini-planeta que foi destruído por uma colisão há muito tempo atrás. As descobertas foram divulgadas num artigo que será publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society este mês de abril.

Os asteroides troianos movem-se em órbitas com a mesma distância média ao Sol do que um planeta, presos dentro de "refúgios seguros" e gravitacionais 60º à frente e atrás do planeta. O significado especial destes locais foi desvendado pelo matemático francês do século XVIII, Joseph-Louis Lagrange. Em sua honra, são agora conhecidos como "pontos de Lagrange"; o ponto que antecede o planeta é L4; o que sucede o planeta é L5. Conhecem-se cerca de 6000 troianos na órbita de Júpiter e cerca de 10 na de Neptuno. Pensa-se que remontem aos primeiros tempos do Sistema Solar, quando a distribuição de planetas, asteroides e cometas era muito diferente da que observamos hoje.
Marte é, até agora, o único planeta terrestre que se sabe ter companheiros troianos em órbitas estáveis. O primeiro troiano marciano foi descoberto há mais de 25 anos atrás no ponto L5 e denominado "Eureka" em referência à famosa exclamação do antigo matemático grego Arquimedes. A contagem atual é de nove, um fator de menos 600 em relação aos troianos de Júpiter, mas mesmo até esta amostra relativamente insignificante mostra uma estrutura interessante não vista em qualquer outra parte do Sistema Solar.

Espectro da família de asteroides Eureka (385250) e 2001 DH47 (vermelho) e (311999) 2007 NS2 obtido com o espectrógrafo X-SHOOTER do VLT no Chile. O espectro de 5261 Eureka é visto a azul. Os três espectros são muito parecidos, indicando uma composição comum que é também rara entre asteroides. Crédito: Galin Borisov

Para começar, todos os troianos, exceto um, seguem Marte no seu ponto de Lagrange L5. Além do mais, as órbitas de todos menos um dos 8 troianos em L5 estão agrupadas em redor do próprio Eureka. A causa para esta distribuição desigual de objetos ainda não foi determinada, apesar de existirem um par de possibilidades. Num cenário, uma colisão quebrou um asteroide percursor no ponto L5, e os fragmentos constituem o grupo que observamos hoje. Outra possibilidade é que um processo chamado fissão rotacional fez com que Eureka girasse mais depressa, eventualmente libertando pequenos pedaços de si próprio para uma órbita heliocêntrica.
Qualquer que seja a razão, o grupo sugere fortemente que os asteroides nesta "família Eureka" fizeram parte de um único objeto ou de um corpo progenitor. Embora as evidências circunstanciais desta hipótese sejam fortes, o teste está em desvendar se os asteroides partilham uma composição comum ou não. Felizmente, isto pode ser feito por telescópio, medindo a cor da luz solar refletida pela superfície dos asteroides - por outras palavras, obtendo o seu espectro.
Com este objetivo, uma equipa internacional de astrónomos liderados por Apostolos Christou e por Galin Borisov do Observatório e Planetário Armagh, na Irlanda do Norte, Reino Unido, usou o espectrógrafo X-SHOOTER acoplado ao telescópio "Kueyen", a Unidade 2 do VLT do ESO no Chile, no início de 2016, para registar o espectro de dois asteroides que pertencem à família Eureka, 311999 e 385250. Graças à análise dos espectros, descobriram que ambos os objetos são "gémeos" de Eureka, em termos de composição, confirmando assim a relação "genética" entre os asteroides. 

Também é a primeira vez que se descobre que os asteroides são compostos principalmente por olivina, um mineral que normalmente se forma dentro de objetos muito maiores sob condições de alta pressão de temperatura. A implicação é que estes asteroides são provavelmente relíquias de material do manto de mini-planetas ou "planetesimais" que, como a Terra, desenvolveram uma crosta, um manto e um núcleo através do processo de diferenciação, mas que há muito foram destruídos por colisões.
Christou salienta que "existem muitas outras famílias na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter, e até entre os troianos de Júpiter, mas nenhuma é dominada por asteroides de olivina." Isto está relacionado com o chamado problema do manto em falta: isto é, se acrescentarmos a massa de minerais diferentes na cintura de asteroides, particularmente aqueles cujos fragmentos se pensa terem pertencido a outros maiores e diferenciados, há um deficit de material do manto em comparação com material da crosta rochosa e do núcleo.
Embora a descoberta desta família dominada por olivina não forneça uma solução final para o problema do manto em falta, mostra que o material do manto estava presente perto de Marte no início da história do Sistema Solar. Christou explica: “os nossos achados sugerem que este material participou na formação de Marte e, quem sabe, do seu vizinho planetário, a nossa Terra."
Fonte: Astronomia OnLine

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