10 de abr de 2017

Saturno em Infravermelho pela Cassini

Muitos detalhes de Saturno aparecem claramente na luz infravermelha. Bandas de nuvens mostra grandes estruturas, incluindo tempestades que se espalham por elas. Também, muito bem visível na luz infravermelha é o padrão pouco comum hexagonal das nuvens que circundam o polo norte de Saturno. Cada lado do hexágono tem aproximadamente o tamanho da Terra. A existência do hexágono não foi prevista, e a sua origem e provável estabilidade ainda é um tópico muito pesquisado. Os famosos anéis de Saturno geram uma sombra abaixo do equador do planeta. A imagem acima foi feita pela sonda Cassini no ano de 2014, usando algumas cores do infravermelho, mas só foi processada recentemente. Em Setembro de 2017, a missão da sonda Cassini será concluída de forma dramática, com a sonda mergulhando diretamente no interior do planeta.

A NGC 4424 e sua companheira moderna

Alguns objetos astronômicos possuem apelidos fáceis e rápidos de serem lembrados, inspirados ou na mitologia, ou na sua própria aparência. Por exemplo, a constelação de Orion (O Caçador), a Galáxia do Sombrero, a Nebulosa da Cabeça do Cavalo e a própria Via Láctea. Contudo, a grande maioria dos objetos cósmicos aparece em catálogos astronômicos, e não recebem nomes, mas sim códigos menos poéticos na ordem em que são descobertos.
Duas galáxias são claramente visíveis nessa imagem do Hubble, a maior delas é a NGC 4424. Essa galáxia está catalogada no New General Catalogue, ou NGC, um catálogo que foi criado em 1888. O NGC é um dos maiores catálogos astronômicos existentes. No total existem 7840 entradas no catálogo, e eles são também geralmente os objetos maiores, mais brilhantes e mais fáceis de serem observados.
A galáxia menor e mais achatada, localizada logo abaixo da NGC 4424, é chamada de LEDA 213994. O Lyon-Meudon Extragalactic Database, ou LEDA, é um catálogo muito mais moderno que o NGC. Esse catálogo foi criado em 1983, no Observatório Lyon e contém milhões de objetos. Nenhum astrônomo resiste a um bom acrônimo, e LEDA é muito melhor que LMED, além disso, LEDA tem um caráter mitológico que os astrônomos adoram, LEDA era o nome de uma princesa na mitologia grega antiga.

Desafiando a convenção cósmica

Algumas galáxias são mais difíceis de serem classificadas do que outras. Aqui, a Wide Field Camera 3, do Hubble, a WFC 3, capturou uma bela imagem de duas galáxias em interação, localizadas a 60 milhões de anos-luz de distância na constelação de Leão. A mais difusa e com brilho azulado cobrindo o lado direito do frame é da conhecida como NGC 3447, algumas vezes chamada de NGC 3447B, já que o nome NGC 3447 pode ser aplicado ao par de maneira geral. A menor, na parte superior esquerda é conhecida como NGC 3447A.
O problema com o espaço, e isso é óbvio, é que ele é realmente grande. Os astrônomos têm passado centenas de anos descobrindo e dando nome para galáxias, estrelas, nuvens cósmicas e todos os objetos. Unificar e regular as convenções e classificações para tudo que se observa é muito difícil, especialmente quando você observa um objeto ambíguo como o par NGC 3447, desafia qualquer classificação fácil.
De maneira geral, nós sabemos que a NGC 3447 compreende uma dupla de galáxias em interações, mas nós não temos certeza como elas eram antes, quando viviam separadas. As duas galáxias estão tão próximas que elas são fortemente influenciadas e distorcidas pelas forças gravitacionais entre elas, fazendo com que as galáxias se torçam uma envolta da outra criando uma forma única e incomum vista aqui. A NGC 3447A, parece mostrar as partes remanescentes de uma estrutura de barra central e alguns braços espirais rompidos, ambas são propriedades características de algumas galáxias espirais. Alguns identificam a NGC 3447B como uma antiga galáxia espiral, enquanto que outros a classificam como uma galáxia irregular.

Planeta Nove: Astrônomos oficialmente encontraram quatro candidatos

Uma intensa pesquisa de três dias em busca de um planeta não descoberto em nosso sistema solar produziu quatro possíveis candidatos, relata o portal Futurism.com. A caça ao Planeta Nove foi parte de um projeto de ciência cidadã da Zooniverse, conduzido em tempo real com a transmissão do Stargazing Live, da BBC. O projeto foi realizado no Observatório de Siding Spring, da Universidade Nacional Australiana (ANU).

Cerca de 60 mil pessoas de todo o mundo participaram da pesquisa, que não só resultou em quatro possíveis candidatos para o Planeta Nove, mas também ajudou a classificar mais de quatro milhões de outros objetos. Os participantes trabalharam usando dados do telescópio SkyMapper do Siding Spring.
O projeto foi liderado pelo pesquisador Brad Tucker, da ANU, cuja equipe concordou que, independentemente de uma das quatro possibilidades ser, de fato, o misterioso Planeta Nove, o valor científico do projeto foi certamente comprovado. E outros pesquisadores concordam com o sentimento da equipe da ANU. O astrônomo Mike Brown, da Caltech, twittou seu apoio ao projeto: “Eu só gostaria de dizer: vocês arrasam. Ficaríamos emocionados se vocês o encontrassem!”

Pistas espaciais

Em 2016, Brown e seu colega Konstantin Batygin descobriram que as órbitas de alguns objetos no Cinturão de Kuiper estavam sendo influenciadas por um corpo maciço. Esta foi evidência indireta de que existe um grande planeta do tamanho de Netuno em nosso sistema solar muito além de Plutão. No entanto, procurar pelo planeta misterioso tem desafios.
Por um lado, ele é provavelmente mil vezes mais difícil de enxergar do que Plutão. A tarefa para os pesquisadores, então, é pesquisar dados antigos e fazer novas observações.
“Com a ajuda de dezenas de milhares de dedicados voluntários examinando centenas de milhares de imagens tiradas pelo SkyMapper conseguimos realizar quatro anos de análise científica em menos de três dias”, comemorou Tucker, em entrevista ao portal Universe Today. “Um desses voluntários, Toby Roberts, fez 12 mil classificações”.

A missão continua

A equipe da ANU continuará sua busca e tentará confirmar se um dos objetos espaciais é, de fato, o Planeta Nove. Enquanto isso, eles estão pedindo às pessoas que continuem olhando para os céus por meio do projeto Backyard Worlds: Planet Nine Zooniverse.
A experiência demonstra o que pode ser alcançado quando muitos cientistas (e leigos que amam a ciência) se reúnem e trabalham por um objetivo comum. Novas tecnologias como DeepMind, do Google, e ferramentas como o Telescópio Espacial James Webb poderiam um dia fazer esse tipo de pesquisa acontecer de forma rápida e fácil. Por ora, ainda é necessário colocar as mãos na massa para fazer as coisas acontecerem com mais agilidade. 
Fonte: Futurism.com 

Galáxia massiva se formou logo após o Big Bang e ninguém sabe como

Pela primeira vez, astrônomos descobriram uma galáxia maciça e inativa de quando o universo tinha apenas 1,7 bilhões de anos, e ninguém pode explicar como isso aconteceu. Nossa compreensão atual da formação de galáxias afirma que todas as galáxias que existiam naquela época deveriam ter sido pequenas e de baixa massa, além de estarem ocupadas formando estrelas. Em vez disso, esta gigante morta já era cinco vezes mais maciça do que a nossa Via Láctea é agora, condensada ​​em uma área 12 vezes menor, e já tinha terminado o seu pico de formação de estrelas.

Se a descoberta for verificada por outras equipes, isso significa que os cientistas precisarão repensar a forma como as galáxias se formam e revisar nossas suposições sobre o que aconteceu nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang.
Ela também sugere que há uma abundância de surpresas ainda a ser encontradas no início do nosso universo. “Esta descoberta estabelece um novo recorde para a primeira galáxia vermelha maciça”, disse o pesquisador principal Karl Glazebrook, da Swinburne University of Technology, na Austrália. “É um achado incrivelmente raro, que representa um novo desafio para modelos de evolução das galáxias: acomodar a existência de tais galáxias muito mais cedo no Universo”.

Cedo no tempo

Enquanto ainda há muitas incógnitas sobre como e quando as galáxias começam e param de formar estrelas, nossos melhores modelos supõem que isso aconteceu um pouco depois da origem do Universo – o que significa que teriam se passado pelo menos 3 bilhões de anos após o Big Bang para Galáxias mortas como esta “pepita vermelha” aparecerem.
No tempo antes disso, as pesquisas sugerem que a maioria das galáxias teria baixa massa e estariam ocupadas fazendo estrelas. Por exemplo, os astrofísicos prevêem que 1,7 bilhão de anos após o Big Bang, nossa própria galáxia seria uma “pequena galáxia anã desarrumada com apenas 1/50 da sua massa hoje”.
Mas esta nova galáxia, conhecida como ZF-COSMOS-20115, contradiz esse modelo completamente.
O novo estudo sugere que esta galáxia tinha formado todas as suas estrelas (três vezes mais estrelas do que em nossa Via Láctea hoje) durante um rápido evento de explosão de estrelas que ocorreu relativamente logo após o Big Bang e 1,7 bilhões de anos na história do Universo, já tinha terminado.

Galáxia Foguete

Isso faz com que ela seja o que é conhecido como uma galáxia quiescente ou “vermelha e morta”, comuns no Universo hoje, mas ninguém esperava que existissem naquela época. “Esta enorme galáxia se formou como um foguete em menos de 100 milhões de anos, logo no início da história cósmica”, explica Glazebrook. “Esta rápida vida e morte tão cedo no universo não é predita por nossas modernas teorias de formação de galáxias”.
Os pesquisadores já haviam encontrado dicas dessas estranhas e precoces galáxias, mas esta é a primeira vez que as detectaram corretamente.
Para olhar tão atrás no tempo, os pesquisadores usaram os gigantes telescópios W M Keck, no Hawai. Eles estavam procurando emissões em comprimentos de onda próximos ao infravermelho, para dar-lhes informações sobre a presença de estrelas antigas e uma falta de formação de estrelas ativas em galáxias antigas.
Quando viram pela primeira vez a ZF-COSMOS-20115, eles não achavam que pudesse ser real, disse Glazebrook ao site Gizmodo.
“Nós usamos o telescópio mais poderoso do mundo, mas ainda precisamos olhar para esta galáxia por mais de duas noites para revelar sua natureza notável”, disse uma das pesquisadoras, Vy Tran, da Texas A & M University, nos EUA.
Agora, são necessárias observações de seguimento usando telescópios de onda sub-milimétrica – algo que o James Webb Space Telescope, que está programado para ser lançado em 2018, será capaz de ajudar sem a interferência da atmosfera da Terra.
“Ondas sub-milimétricas são emitidas pela poeira quente que bloqueia outras luzes e nos dirão quando esses fogos de artifício explodiram e quão grande é o papel eles desempenharam no desenvolvimento do universo primordial”, explica Corentin Schreiber, da Universidade de Leiden, na Holanda.
Até lá, a verdade sobre como esta gigante galáxia morta surgiu tão cedo na linha do tempo do nosso universo será um mistério, e você pode apostar que ele vai manter os astrofísicos acordados à noite nos próximos meses. 
Fonte: http://www.sciencealert.com 
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