26 de abr de 2017

Sonda espacial Cassini começa a mergulhar entre Saturno e seus anéis

Se tudo correr bem, a sonda espacial Cassini, da NASA, vai transmitir novas imagens de Saturno e seus anéis para nós amanhã, compartilhando dados coletados hoje em seu primeiro mergulho através do espaço entre o planeta e seus companheiros anelares. Esse mergulho também marca o início da fase final da missão de 13 anos da sonda. Poucos dias atrás, Cassini usou a gravidade da lua de Saturno, Titã, para mudar seu caminho em direção a sua eventual destruição.

Expectativa

A diferença de distância entre Saturno e seus anéis é de cerca de 2.400 quilômetros de largura. Durante o mergulho de hoje, a antena que Cassini normalmente usaria para enviar imagens para a Terra estava sendo usada em vez disso para desviar objetos potencialmente prejudiciais para longe de seus instrumentos.

“Como essa abertura é uma região que nenhuma nave espacial explorou, Cassini usará sua antena como um escudo protetor ao passar através do plano do anel. Não esperamos partículas maiores do que partículas de fumaça, mas essa medida de precaução está sendo tomada no primeiro mergulho”, explicou a NASA.
Espera-se que Cassini entre em contato com o pessoal da agência espacial na Califórnia por volta das 3 da manhã de quinta-feira, horário local. As primeiras imagens devem estar disponíveis pouco depois.
Grand Finale

O movimento é o primeiro do que a NASA está chamando de “Grand Finale” da Cassini. Ela vai realizar uma série de 22 mergulhos que culminarão em uma riqueza de informações sobre a atmosfera de Saturno, em 15 de setembro deste ano.  A Cassini foi lançada em 1997. Sua missão está programada para terminar um mês antes da marca de 20 anosTemos muito que agradecer à sonda; ela já enviou imagens magníficas do espaço para nós, incluindo uma visão única da Terra do ponto de vista de Saturno:

Sentiremos saudades! 
Fonte: HypeScience.com
[NPR]

Exoluas podem confundir sinais de vida em exoplanetas

A presença de oxigênio e metano pode ser insuficiente como bioassinatura de exoplanetas


Astrônomos esperam que um dia, em breve, consigamos obter um espectro de luz que possa nos dizer se um exoplaneta do tamanho da Terra abriga vida. Esse espectro poderia ser de luz estelar filtrada pela atmosfera planetária, ou de radiação emitida e refletida. Os dois tipos serviriam para avaliar a composição química de um mundo alienígena.

Há muito tempo a detecção de um desequilíbrio em componentes atmosféricos é considerada evidência de biosferas planetárias. Uma mistura rica de oxigênio e metano em um ambiente quente, por exemplo, não é estável. O metano se oxida com relativa rapidez para formar água e dióxido de carbono. Assim, detectar a presença tanto de oxigênio quanto de metano sugeriria um mecanismo ativo de reabastecimento. A vida (como a conhecemos) representa um candidato excelente para fornecer esses ingredientes.
Até aqui, tudo bem. Encontrar um planeta do tamanho da Terra, preparar nossa melhor tecnologia e procurar uma bioassinatura espectral. Mas pode haver um problema. É possível que a natureza nos confunda. Em um novo artigo publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences, Rein, Fujii e Spiegel exploram uma possibilidade inquietante. Eles perguntam o que aconteceria se um exoplaneta com essas características tivesse uma lua considerável, com atmosfera própria, mas ambos não tivessem vida.

Se o exoplaneta do tamanho da Terra tiver uma atmosfera rica em oxigênio (mas nada para reagir com o gás), e a exolua tiver uma atmosfera parecida com a de Titã, rica em metano, nós poderíamos ser levados a acreditar que estamos vendo um único ambiente biológico fora de equilíbrio – um planeta habitado. Isso é um problema porque, gostemos ou não, nossos dados terão fidelidade relativamente baixa.
Será extremamente difícil distinguir entre um espectro planetário oriundo de um ou dois objetos próximos, mas isso é o máximo que nossa tecnologia de curto prazo (ou até longo prazo) vai nos fornecer. Oxigênio e metano representam apenas um exemplo dessa confusão, já que outros pares químicos seriam igualmente afetados.
Qual é a solução? Os autores sugerem dois caminhos simples. Um é que podemos ter sorte e identificar um verdadeiro “gêmeo da Terra” a aproximadamente 30 anos-luz de distância – perto o suficiente para nos dar uma chance de derrotar esse tipo de falso-positivo com medidas cuidadosas. O outro é simplesmente abandonar a busca por gêmeos da Terra. Outros planetas potencialmente habitáveis, como os que orbitam estrelas de pouca massa, as chamadas “super Terras”, poderiam permitir que verificássemos esse tipo de confusão por tornarem medidas espectrais mais fáceis.
É claro que nós não sabemos o quanto esses sistemas “falsos” podem ser comuns, mas quando estamos falando sobre determinar se estamos ou não sozinhos no cosmos, é melhor ter muita, muita certeza do que estamos vendo.
Fonte: Scientific American

Confirmado asteroide com órbita na contramão do Sistema Solar

Asteroide Bee-Zed tem órbita na contramão, conforme previu pesquisadora da Unesp. Ele dá uma volta completa no Sol a cada 12 anos, mesmo período de Júpiter - com quem compartilha a órbita , mas movendo-se em sentido oposto.[Imagem: Paul Wiegert et al. - 10.1038/nature22029]

Asteroide na contramão
A previsão feita há dois anos pela professora luso-brasileira Helena Morais, da Unesp, acaba de ser confirmada. O Sistema Solar possui mesmo um asteroide que gira ao redor do Sol na contramão dos planetas. É o 2015 BZ509, também conhecido como Bee-Zed. Ele dá uma volta completa no Sol a cada 12 anos, mesmo período de Júpiter - com o qual compartilha a órbita -, mas movendo-se em sentido oposto. "É bom ter uma confirmação. 
Tinha a certeza de que as órbitas contrárias coorbitais existiam. Sabíamos desse asteroide desde 2015, mas a órbita não estava bem determinada e não era possível confirmar a configuração coorbital. Mas isso acaba de ser confirmado, após mais observações que reduziram os erros nos parâmetros da órbita. Agora, temos certeza de que o movimento do asteroide é contrário, coorbital e estável," disse Helena à Agência FAPESP.
Corpos celestes na contramão
Em parceria com Fathi Namouni, do Observatório de Côte d'Azur, na França, Helena desenvolveu uma teoria sobre coorbitais retrógrados (movimento no sentido oposto ao dos planetas) e ressonâncias orbitais retrógradas em geral.
Agora, uma equipe liderada por Paul Wiegert, da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, monitorou o corpo celeste usando o incrível Large Binocular Telescope, no Arizona, o maior binóculo do mundo, que também se dedica à busca por vidas extraterrestres.
A confirmação do movimento contrário e coorbital a Júpiter do Bee-Zed veio dessas observações.
Órbitas contrárias são raras. Estima-se que, dos mais de 726 mil asteroides conhecidos até hoje, apenas 82 sejam retrógrados. Por outro lado, coorbitais movendo-se no mesmo sentido não são novidade; só na órbita de Júpiter existem cerca de 6 mil asteroides troianos, que compartilham a mesma órbita do planeta gigante.
Mas o Bee-Zed é incomum por compartilhar a mesma órbita de um planeta, estar na contramão e, principalmente, por ser estável há milhões de anos. "Em vez de ser expulso da órbita por Júpiter, como seria de se esperar, o asteroide está em uma configuração que lhe garante estabilidade, uma vez que seu movimento está sincronizado com o do planeta, evitando colisões com este", disse Helena.
O asteroide cruza o caminho com Júpiter a cada seis anos, mas, devido à ressonância coorbital, os dois nunca se aproximam mais do que 176 milhões de quilômetros. A distância é suficiente para evitar grandes perturbações da órbita, embora a gravidade de Júpiter seja essencial para manter o movimento orbital Bee-Zed em sincronismo.
Fonte: Inovação Tecnológica

É oficial:Em 2025, a NASA e a ESA pousarão na lua Europa para procurar a vida alienígena

NASA e ESA se uniram para procurar vida na lua Europa, de Júpiter. O projeto, chamado de Missão Conjunta Europa (JEM, em inglês), foi revelado no último domingo (23), no encontro anual da European Geosciences Union. “A ideia é que se consideramos importante procurar vida na lua Europa, então isso deveria ser um empreendimento internacional”, afirma Michel Blanc, do Instituto de Pesquisa de Astrofísica e Planetologia de Toulouse (França). “O objetivo final é chegar à superfície e procurar por marcadores de vida”.
A perspectiva de encontrar vida na lua aumentou quando foi descoberto que ela tem um vasto oceano escondido abaixo de sua superfície gelada. Essa observação foi reforçada pela visualização de vapores de água escapando para a superfície. Pesquisadores acreditam que Europa tenha duas vezes mais água que a Terra, então há muito a explorar.
A missão JEM deve ser lançada na metade de 2020, com duração programada de seis anos e meio. Os primeiros cinco anos seriam necessários apenas para alcançar Júpiter, e mais alguns dias para chegar à lua.
Ao alcançar a órbita de Europa, a sonda liberaria uma seção menor para explorar a superfície por 35 dias, coletando amostras de materiais para procurar por traços de vida. Enquanto isso, a sonda que ficou orbitando passaria três meses realizando medições para revelar a estrutura básica da lua, focando na composição do oceano. Depois de transmitir essas informações para a Terra, a sonda entraria na atmosfera da lua para coletar mais informações e finalizar sua parte na missão. Ela então se despedaçaria na superfície de Europa.
Enquanto as duas agências já tinham planos de realizar esta exploração, unir os recursos das duas representa uma grande economia e vantagem. Juntos, os cientistas de todos os países envolvidos poderão solucionar mais rapidamente os obstáculos encontrados. Se tudo der certo, outras missões em conjunto podem acontecer, como investigar as outras luas de Júpiter e também as de Saturno. 
Fonte: Futurism
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