4 de mai de 2017

O que a ciência já sabe sobre buracos negros?

Confira uma explicação sobre como ele surge, quais são suas principais partes e as respostas para outras dúvidas frequentes a respeito desse grande mistério

COMO ELE SURGE?
1. O buraco negro é um corpo celeste que tem uma concentração de massa muito grande em um espaço infinitamente pequeno. Isso gera um campo gravitacional tão forte que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar de sua atração. Mas como ele é criado? Tudo começa quando uma estrela gigante (com cerca de 20 vezes a massa do Sol) queima todo o seu combustível (hidrogênio, hélio e carbono).
2. Quando não tem mais nada para gastar, a estrela não consegue gerar pressão suficiente para compensar o peso de suas camadas externas. É como se a estrela fosse um prédio e não tivesse mais estrutura na base para suportar os andares superiores. Ela colapsa sobre o próprio peso. Com isso, o núcleo implode e, em seguida, vem uma grande explosão, chamada supernova.
3. Com a contração infinita de sua massa, surge ali uma singularidade, que seria o “coração” de um buraco negro. Ela distorce o espaço-tempo, ou seja: nela, o tempo fica parado e o espaço desaparece. Sua força gravitacional atrai tudo ao redor, inclusive a luz que incide sobre ele. Como não “devolve” essa luz, não conseguimos enxergá-lo. Ele fica parecendo um corpo negroperfeito.
COMO ELE É?
A) Jatos relativísticos - Saem dos buracos e podem percorrer galáxias inteiras, com velocidade próxima à da luz. Acredita-se que são formados por partículas do disco de acreção que conseguem ganhar velocidade para “fugir” da gravidade.
B) Disco de acreção - É composto de matérias, de gás ou plasma, que se movem em espiral. À medida que se aproxima do centro do buraco, esse material fica quente e libera emissões diferentes: raios X, infravermelho e ultravioleta.
C) Ergosfera - Fica próxima ao horizonte de eventos. Ali, o campo gravitacional gira junto com o buraco, arrastando as matérias ao espaço-tempo. É como se o buracofosse um ralo, obrigando tudo ao redor rodar no mesmo sentido.
D) Horizonte de eventos - Ou “ponto de não retorno”. É uma fronteira teórica no espaço-tempo ao redor do buraco negro. Qualquer coisa que cruza esse limite nunca mais é vista, porque é atraída pelo intenso campo gravitacional.
E) Singularidade - Matematicamente, é um ponto no espaço onde a densidade é infinita, onde o tempo para e as leis da física conhecidas não valem nada. Que piração!
OUTRAS DÚVIDAS FREQUENTES
Se ele não pode ser visto, como é detectado?
Basicamente, pelos efeitos que causa no movimento dos corpos à sua volta. Estrelas e planetas são forçados a girar em torno dele – e isso permite medir a sua massa. Além disso, a matéria absorvida começa a esquentar e emite muita radiação, que pode ser captada por sensores.
Existem diferentes tipos?
A maioria mantém a rotação do núcleo da estrela que o gerou, mas há versões estáticas. Eles também podem ser classificados como estelares (quando surgem a partir de estrelas de alta massa), supermassivos (com massa que varia de milhões a bilhões de vezes a do Sol) e primordiais (gerados no começo do Universo)
O que acontece dentro de um buraco negro?
Ninguém sabe responder, uma vez que o lugar é completamente inacessível. Mas a teoria mais famosa é a do buraco de minhoca, que seria um “portal” para outro universo. Segundo alguns estudiosos, essa configuração seria consistente com a Teoria da Relatividade, de Einstein.
A terra pode ser sugada?
Respire aliviado: as chances são quase zero. Os buracos “sugadores” estão a centenas de milhares de anos-luz daqui. Só para ter uma ideia, o V4641 e o V404 Cygni são os mais próximos e ficam a até 8 mil anos-luz do nosso planeta. Lembrando que 1 ano-luz equivale a 10 trilhões de quilômetros.
Fonte: Mundo estranho

Uma viagem a Marte

Muitas Fotos da Semana do ESO mostram objetos cósmicos distantes — conjuntos misteriosos de estrelas, gás e poeira a milhões de anos-luz de distância. Esta panorâmica, no entanto, mostra algo mais tangível mas não menos glorioso ou belo — a nossa casa planetária, a Terra. Capturada no momento em que o Sol se põe por trás de um horizonte falso de nuvens, o céu resplandece em tons alaranjados tão vívidos que a paisagem do deserto toma uma aparência quase alienígena. De fato, o deserto chileno do Atacama é por vezes usado por equipes de filmagem que pretendem filmar paisagens do tipo marciano! 

Esta visão do "outro mundo" deve-se ao clima excepcionalmente árido e ao completo isolamento do local. A ausência de humidade, chuva ou poluição luminosa dá origem a uma paisagem poeirenta e rochosa encimada por alguns dos céus límpidos mais espetaculares que podem ser encontrados na Terra.

Esta imagem foi obtida por Simon Lowery do ESO em 2016 a partir do Cerro Armazones, o local onde irá ser instalado o Extremely Large Telescope (ELT). O Paranal, lar do Very Large Telescope (VLT), pode ser visto para lá das colinas que se encontram no centro da imagem. Podemos ver os telescópios do VLT juntamente com o VLT Survey Telescope (VST) no pico mais à esquerda, enquanto o Visible and Infrared  Survey Telescope for Astronomy (VISTA) se encontra no pico adjacente.
Crédito: ESO/S. Lowery
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