9 de mai de 2017

Cheops: Um telescópio para observar exoplanetas

Caracterização de exoplanetas
Apesar do atraso de um ano, agora está tudo arranjado para o lançamento de um novo telescópio espacial projetado especificamente para observar exoplanetas em estrelas relativamente próximas à Terra.
O Observatório Espacial Cheops -CHaracterising ExOPlanet Satellite, ou satélite de caracterização de exoplanetas - garantiu uma vaga em um foguete Ariane, que será lançado a partir do porto espacial em Kourou, na Guiana. Embora a data exata de lançamento ainda não tenha sido confirmada, o telescópio deverá estar pronto para ser transportado para Kourou no final de 2018, com todos os testes concluídos.
Densidade dos planetas
O alvo preferencial do observatório serão estrelas próximas e brilhantes que já se saiba terem planetas. Para monitorar o brilho de cada estrela, em busca dos planetas em trânsito, o telescópio usará aquele que é considerado o melhor fotômetro já construído, fabricado por uma equipe da Suíça. Quando o planeta passar brevemente pela face da estrela, o equipamento conseguirá medir seu raio com precisão inédita.
Para os exoplanetas que já tiverem uma massa conhecida, o equipamento permitirá calcular sua densidade, o que por sua vez dará informações sobre sua estrutura - se é um gigante gasoso, uma superterra, se é um planeta rochoso e até quais as chances de ele ser coberto por oceanos.
Estas características-chave ajudarão a compreender a formação dos exoplanetas na escala de massa que vai da Terra até Netuno. A missão também contribuirá com ideias sobre como os planetas mudam de órbita durante a sua formação e evolução.
Exoplanetas com vida
O telescópio Cheops também identificará alvos para estudos de habitabilidade usando futuros telescópios terrestres e espaciais, incluindo o Telescópio Espacial James Webb, que será lançado no próximo ano.
Outra expectativa é que o telescópio espacial possa coletar dados mais precisos sobre a atmosfera dos exoplanetas, que dão informações sobre a possibilidade de existência de vida.
Embora enviar uma sonda a um exoplaneta seja ainda uma missão para um futuro distante, observar exoplanetas mais próximos da Terra permitirá estudos mais detalhados, além da aferição de resultados por outros equipamentos, em terra ou no espaço.
Terminador
O telescópio Cheops contará com uma solução criativa para se manter sempre focado em seus pontos de observação, sem perder tempo.
Ele operará em uma órbita de 700 km de altitude em torno da Terra, com um ângulo de cerca de 98º para o equador. Como circundará o globo de polo a polo, o telescópio irá percorrer a linha que separa entre o dia e a noite - ou terminador -, de modo que ele estará sempre diretamente acima do nascer do sol ou do pôr do sol.
Esta órbita oferece temperaturas estáveis e uma iluminação solar constante, mantendo os painéis solares iluminados e minimizando os efeitos da luz dispersa, que pode vazar para o telescópio e atrapalhar as observações.
Fonte:Inovação Tecnológica

O Hexágono de SATURNO em toda sua GRANDIOSIDADE

 A tempestade polar hexagonal de Saturno é a feição que se destaca em quase todas as imagens feitas do polo norte do planeta dos anéis. A região, que ficou nas sombras durante a primeira parte da missão da sonda Cassini, agora experimenta toda a luz do Sol, o que permite que os cientistas possam observá-la diretamente e estuda-la em detalhe.

Embora a luz do Sol esteja caindo diretamente no polo norte de Saturno, permitindo que possamos estudar essa região com um bom nível de detalhe, ela não fornece muito calor não. Além do fato de nos polos de Saturno o Sol sempre estar baixo no horizonte, como na Terra, o Sol está aproximadamente 10 vezes mais distante de Saturno do que da Terra. Isso resulta que a luz solar que chega ali naquela região tem uma intensidade de 1% daquela que chega no nosso planeta.

Essa imagem foi feita com a Cassini apontada para Saturno a partir de uma altura de 31 graus acima do plano dos anéis do planeta. A imagem foi feita com a câmera grande angular da Cassini em 22 de Janeiro de 2017 usando um filtro espectral que preferencialmente admite os comprimentos de onda da luz infravermelha próxima centrada em 939 nanômetros.

A imagem foi feita com a sonda a aproximadamente 900 mil quilômetros de Saturno e tem uma escala de 54 km por pixel. A missão Cassini é um projeto cooperativo da NASA, ESA, e da ISA. O Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, gerencia a missão para o Science Mission Directorate da agência em Washington. O módulo orbital Cassini e suas duas câmeras de bordo foram desenhadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações de imageamento da Cassini fica baseado no Space Science Institute em Boulder, no Colorado.
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