19 de mai de 2017

Cientistas podem ter encontrado evidência de que universos paralelos existem

A chamada Mancha Fria (do original “Cold Spot”) é uma área de 1,8 bilhões de anos-luz de diâmetro no espaço, com 13 bilhões de anos, que é 0,00015 graus Celsius mais fria do que o seu entorno.
Agora, astrônomos da Universidade de Durham, na Inglaterra, estão sugerindo que essa região insondável pode ser a primeira evidência de um multiverso.
Os pesquisadores não foram capazes de explicar a causa deste enorme espaço frio, e o novo estudo afirma que não deveria existir.
“Não podemos excluir inteiramente que a Mancha Fria seja causada por uma flutuação improvável explicada pelo modelo padrão da física de partículas. Mas se essa não é a resposta, então há explicações mais exóticas. Talvez a mais emocionante é que a Mancha Fria foi causada por uma colisão entre nosso universo e outro universo-bolha. Se análises mais detalhadas provarem que este é o caso, então a Mancha Fria pode ser tomada como a primeira evidência do multiverso”, explicou um dos coautores do estudo, Tom Shanks.

2% aleatório, 98% multiverso

O novo estudo sugere que as galáxias na Mancha Fria se agrupam em torno de pequenos vazios que se espalham pela região como bolhas, e que há apenas uma chance de 2% da região ter se formado aleatoriamente.
Se as asserções de Shanks forem verdadeiras, a Mancha Fria indica que nosso cosmos contém um número infinito de universos paralelos que, por sua vez, contêm um número infinito de realidades.
Esta teoria parece ter saído das páginas de ficção científica, mas é na verdade um assunto sério debatido por especialistas como o astrônomo Stuart Clarke. Suas possibilidades são um tanto assustadoras.
“Esses reinos incontáveis se situam lado a lado em dimensões superiores que nossos sentidos são incapazes de perceber diretamente. Cada universo alternativo carrega sua própria versão diferente da realidade”, Clarke escreveu no portal The Guardian. 
Já pensou?
Fonte: HypeScience.com

Alimentando uma estrela bebê com um hambúrguer poeirento

Esta imagem curiosa pode parecer uma coleção de bolhas coloridas, mas na realidade trata-se de uma imagem de alta resolução de uma estrela recém nascida envolvida em poeira. Situada a apenas 1300 anos-luz de distância, na constelação de Orion, a estrela HH212 é muito jovem. A vida média de uma estrela de pequena massa como esta é de cerca de 100 bilhões de anos, mas esta jovem estrela tem apenas 40 000 anos de idade — uma bebê em termos estelares.
Nos núcleos das vastas nuvens moleculares nas regiões de formação estelar, é travada uma batalha constante entre a gravidade e a pressão do gás e da poeira. Se a gravidade ganha, o gás e a poeira colapsam para formar um núcleo denso quente que eventualmente se acende, dando origem a uma protoestrela. 
O gás e a poeira restantes formam um disco em rotação em torno da estrela recém nascida e, em muitos sistemas estelares, estes discos dão eventualmente origem a planetas. Estes discos protoestelares extremamente jovens têm sido difíceis de observar devido ao seu tamanho relativamente pequeno, mas agora a extraordinária resolução do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) torna possível compreender os detalhes intrincados da formação estelar e planetária.
Olhando HH 212 mais de perto encontramos uma faixa escura proeminente de poeira fria atravessando o disco, colocada entre duas regiões mais brilhantes que são aquecidas pela protoestrela, resultando numa forma que faz lembrar um “hambúrguer cósmico”. Esta é a primeira vez que os astrônomos descobriram tal faixa de poeira nas fases mais iniciais da formação estelar, o que poderá fornecer-nos pistas sobre como se formam os sistemas planetários. 
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/ Lee et al.
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