22 de mai de 2017

ALMA explora disco de restos de Fomalhaut

Fomalhaut é uma das estrelas mais brilhantes do céu. A cerca de 25 anos-luz de distância, esta estrela encontra-se muito perto de nós, podendo ser observada a brilhar intensamente na constelação do Peixe Austral. Esta imagem obtida pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) mostra a Fomalhaut (ao centro) circundada por um anel de restos poeirentos — é a primeira vez que uma imagem assim é capturada a tão elevada resolução e sensibilidade nos comprimentos de onda milimétricos.
O disco da Fomalhaut é constituído por uma mistura de gás e poeira cósmica de cometas do sistema Fomalhaut (exocometas), libertados quando os exocometas passam uns pelos outros ou chocam entre si. Este meio turbulento assemelha-se a um período primordial do nosso Sistema Solar conhecido por Bombardeamento Intenso Tardio, que ocorreu há cerca de 4 mil milhões de anos atrás. Nesta altura um grande número de objetos rochosos viajava pelo Sistema Solar interior e colidia com os jovens planetas terrestres, incluindo a Terra, formando assim inúmeras crateras de impacte — muitas das quais permanecem visíveis ainda hoje nas superfícies de planetas como Mercúrio e Marte.
Sabe-se que a Fomalhaut se encontra rodeada por vários discos de restos — o que se vê nesta imagem do ALMA é o disco mais externo. O anel situa-se a aproximadamente 20 mil milhões de km da estrela central e tem cerca de 2 mil milhões de km de espessura. Um tal anel relativamente estreito e excêntrico só pode ser produzido pela influência gravitacional de planetas no sistema, tal como a influência gravitacional de Júpiter sobre a nossa cintura de asteroides. Em 2008 o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA descobriu o famoso exoplaneta Fomalhaut b a orbitar no interior deste disco, no entanto o planeta não é visível nesta imagem ALMA.

No Centro da Nebulosa da Lagoa

O centro da Nebulosa da Lagoa é um turbilhão espetacular de formação de estrelas. Pode ser visível na parte inferior esquerda, no mínimo duas nuvens em forma de funil, cada uma delas com aproximadamente meio ano-luz de comprimento, formadas pelos ventos estelares extremos e pela intensa luz estelar energética. O impressionante brilho da estrela próxima, a Herschel 36, ilumina a área. Vastas paredes de poeira escondem e avermelham estrelas jovens quentes. À medida que a energia dessas estrelas invadem o gás e poeira fria, as grandes diferenças de temperatura nas regiões adjacentes podem ser criadas gerando ventos que criam os funis. Essa imagem se espalha por cerca de 5 anos-luz e foi feita em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble. A Nebulosa da Lagoa é conhecida também como a M8, localiza-se a cerca de 5000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Sagittarius.

Nebulosa do Caranguejo no LCD

Essa bela imagem mostra a famosa Nebulosa do Caranguejo em cores vibrantes. A imagem foi produzida combinando os dados de telescópios que cobrem quase todo o espectro eletromagnético, desde as ondas de rádio até os raios-X. O Karl G. Jansky Very Large Array (VLA) forneceu dados nas ondas de rádio, mostrados em vermelho na imagem, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA fez as imagens em infravermelho, mostradas em amarelo, o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA forneceu os dados na luz visível, mostrados em verde, o telescópio XMM-Newton da ESA observou a nebulosa no ultravioleta, com seus dados mostrados em azul, e o Observatório De Raios-X Chandra da NASA adquiriu os dados em raios-X, mostrados em roxo.
A Nebulosa do Caranguejo está localizada a aproximadamente 6500 anos-luz de distância da Terra, na constelação de touro, e é o resultado de uma explosão de supernova que foi observada pelos chineses e por outros astrônomos, no ano de 1054. No centro da nebulosa está um pulsar, uma estrela de nêutrons super densa que gira a cada 33 milissegundos, emitindo um feixe de luz nas ondas de rádio e na luz visível como se fosse um farol.
Ao redor do pulsar existe uma mistura de material, alguns deles originalmente expelidos da estrela antes dela se transformar em supernova, e o restante ejetado durante a explosão. Ventos velozes carregados de partículas são soprados para fora da estrela de nêutrons, energizando a poeira e o gás ao redor. Essas diferentes camadas e os intrigantes filamentos que constituem a nebulosa podem ser observados nessa imagem em todos os comprimentos de onda.
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