26 de mai de 2017

Estrela da “megaestrutura” volta a chamar a atençã

A estrela mais famosa e estranha da nossa galáxia está agindo de novo. Na sexta-feira, 19 de maio, a estrela de Tabby começou a escurecer, continuando sua história de misteriosas mudanças em seu brilho. Os astrônomos estão lutando para apontar tantos telescópios quanto for possível para lá, 1.300 anos-luz de distância, na constelação Cygnus, para decifrar seu estranho sinal.
Em 2015, uma equipe de astrônomos liderada por Yale Tabetha Boyajian viu a luz da estrela KIC 8462852 de repente e repetidamente diminuir seu brilho. O astro escureceu até 22% antes de voltar ao normal.
Então, em 2016, uma revisão de placas fotográficas velhas revelou que KIC 8462852 escureceu 14% entre 1890 e 1989. Chamada de estrela de Tabby em homenagem a Boyajian, o astro desvaneceu-se por outros 3% durante os quatro anos que foi observado pelo Observatório Espacial Kepler.
Os astrônomos descobriram uma enorme variedade de diferentes explicações para o estranho comportamento dela. Alguns dizem que poderia ser por causa de sua dinâmica interior, outros que ela poderia estar cercada por um enxame de asteroides e detritos. Ou talvez esteja escurecendo porque devorou ​​um planeta em algum momento no passado. Alguns astrônomos chegaram até a dizer que o escurecimento poderia ser causado por uma megaestrutura alienígena em órbita.
Como a estrela de Tabby tem cultivado tal ar de mistério, a resposta a seu novo escurecimento tem sido rápida e entusiasta, com algumas observações de telescópio já planejadas para os próximos dias. Se tivermos sorte, novas observações podem ajudar-nos a descobrir o que está fazendo KIC 8462852 “piscar”. 
Fonte: HypeScience.com

Galáxias recém descobertas de crescimento rápido podem resolver puzzle cósmico- e mostram antiga fusão cósmica

Impressão de artista de um quasar e de uma galáxia vizinha em fusão. As galáxias observadas por Decarli e colaboradores estão tão distantes que, de momento, não são possíveis imagens detalhadas. Esta combinação de imagens de homólogas próximas dá uma impressão do seu aspeto em mais detalhe. Crédito: MPIA usando material do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA

Astrónomos descobriram um novo tipo de galáxia no início do Universo, menos de mil milhões de anos após o Big Bang. Estas galáxias estão a formar estrelas a um ritmo cem vezes superior ao da nossa própria Via Láctea. A descoberta poderá explicar um achado anterior: uma população de galáxias surpreendentemente massivas 1,5 mil milhões de anos após o Big Bang, que exigiria que tais percursos hiperprodutivos formassem centenas de milhares de milhões de estrelas.
As observações também mostram o que parece ser a imagem mais antiga de uma fusão galáctica. Os resultados, por um grupo de astrónomos liderados por Roberto Decarli do Instituto Max Planck para Astronomia, foram publicados na edição de 25 de maio da revista Nature. Quando um grupo de astrónomos descobriu galáxias invulgarmente massivas no início do Universo há alguns anos atrás, o incrível tamanho dessas galáxias, com centenas de milhares de milhões de estrelas, representou um quebra-cabeças. 
As galáxias estão tão distantes que as vemos como eram uns meros 1,5 mil milhões de anos após o Big Bang, quando o Universo tinha cerca de 10% da sua idade atual. Como é que foram capazes de formar tantas estrelas em tão pouco tempo?
Agora, uma descoberta acidental, por um grupo de astrónomos liderados por Roberto Decarli do Instituto Max Planck para Astronomia, está a apontar para uma possível solução para o mistério: uma população de galáxias hiperprodutivas no Universo primitivo, menos de mil milhões de anos após o Big Bang.
Roberto Decarli diz: "Estávamos à procura de algo diferente: formação estelar nas galáxias hospedeiras de quasares. Mas o que descobrimos, em quatro casos separados, foram galáxias vizinhas que formavam estrelas a um ritmo frenético, produzindo estrelas a um ritmo equivalente a cem massas solares por ano." Os quasares constituem uma breve fase na evolução das galáxias, movidos pela queda de matéria para um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia.
Fabian Walter, líder do programa de observação que usou o Observatório ALMA no Chile e que levou à descoberta, afirma: "É muito provável que a descoberta destas galáxias produtivas perto de quasares brilhantes não seja uma coincidência. Pensa-se que os quasares se formem em regiões do Universo onde a densidade de matéria a larga-escala é muito superior à média. Essas mesmas condições também devem ser propícias à formação de estrelas a um ritmo muito maior."
Caso estas recém-descobertas galáxias sejam, realmente, as percursoras dos seus parentes mais massivos, e resolvam assim o puzzle cósmico, isso dependerá de quão comuns são no Universo. Essa é uma questão para observações de acompanhamento por Decarli e colegas.
As observações do ALMA também mostraram o que parece ser o exemplo mais antigo, conhecido, de duas galáxias em fusão. Além de formarem novas estrelas, as fusões são outro mecanismo do crescimento galáctico - e as novas observações fornecem a primeira evidência direta de que tais fusões ocorrem mesmo até nos primeiros estágios da evolução das galáxias, menos de mil milhões de anos após o Big Bang.
Fonte: Astronomia OnLine
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