2 de jun de 2017

LIGO detecta onda gravitacionais pela terceira vez

O Observatório LIGO (Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory) fez uma terceira detecção de ondas gravitacionais – ondulações no espaço-tempo -, demonstrando que uma nova janela na astronomia foi firmemente aberta. Do mesmo modo que as duas primeiras detecções, as ondas foram geradas quando dois buracos negros colidiram para formar um buraco negro maior.

O novo buraco negro, formado pela fusão, tem uma massa de cerca de 49 vezes a do nosso sol. Isso preenche um buraco entre as massas dos dois buracos negros detectados anteriormente pelo LIGO, de 62 vezes a do sol (primeira detecção) e 21 vezes a do sol (segunda detecção).
“Temos uma confirmação adicional da existência de buracos negros de massa estelar maiores do que 20 massas solares – são objetos que não sabíamos se de fato existiam antes de LIGO detectá-los”, explicou David Shoemaker, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, porta-voz da Colaboração Científica LIGO, um corpo de mais de 1.000 cientistas internacionais que realizam pesquisa no observatório, juntamente com a Colaboração Virgo com base na Europa.
Antes, os cientistas não pensavam que existiam muitos destes. Agora, pode ser que eles sejam bastante comuns.

As detecções

A LIGO fez a primeira observação direta de ondas gravitacionais em setembro de 2015. A segunda detecção foi feita em dezembro de 2015. A terceira, chamada GW170104 e realizada em 4 de janeiro de 2017, foi descrita em um novo artigo aceito para publicação no periódico Physical Review Letters. Em todos os três casos, cada um dos detectores gêmeos do LIGO identificou ondas gravitacionais das fusões tremendamente enérgicas de pares de buracos negros.
A detecção recente parece ser a mais distante já vista, com os buracos negros localizados a cerca de 3 bilhões de anos-luz de distância. Os buracos negros na primeira e segunda detecções estavam localizados a 1,3 e 1,4 bilhões de anos-luz de distância, respectivamente.

A história de GW170104

Cerca de três bilhões de anos atrás, quando a Terra era um mundo oceânico habitado unicamente por organismos unicelulares, um par de buracos negros colidiu em uma região distante do universo, deixando para trás um único buraco negro cerca de 50 vezes mais pesado do que o nosso sol.
Emitindo nenhuma luz, todo o evento deveria ter permanecido perdido para sempre para o vazio.
Em vez disso, no entanto, a violência invisível dos momentos finais do par foi tão grande que sacudiu o tecido da própria realidade, enviando ondas gravitacionais que se propagaram à velocidade da luz.
Nas primeiras horas da manhã de 4 de janeiro de 2017, essas ondas chegaram ao instrumento científico mais preciso já construído, o Observatório LIGO.
Por mais inconcebível que possa parecer, esse tipo de detecção agora está se tornando rotina. Primeiro previstas por Einstein há mais de um século como consequência de sua teoria da relatividade geral, não tínhamos sequer confirmação da existência de ondas gravitacionais até pouco tempo, mas agora estamos na terceira medição desse fenômeno interessante, solidificando a descoberta para além de erros estatísticos.
Spin

A mais nova observação também fornece pistas sobre as direções em que os buracos negros estão girando. À medida que os pares circulam um ao outro, eles também giram em seus próprios eixos. Às vezes, os buracos negros giram na mesma direção orbital geral que o par está se movendo – o que os astrônomos se referem como rotações alinhadas -, e às vezes giram na direção oposta. Além disso, os buracos negros também podem ser inclinados para longe do plano orbital.
Os novos dados LIGO não podem determinar se os buracos negros recentemente observados estão inclinados, mas pelo menos um dos buracos negros pode não estar alinhado em relação ao movimento orbital geral.
Mais observações são necessárias para dizer qualquer coisa definitiva sobre as rotações de buracos negros binários, mas esses dados iniciais oferecem pistas sobre como esses pares podem se formar.
“Esta é a primeira vez que temos evidências de que os buracos negros podem não estar alinhados, dando-nos apenas uma pequena sugestão de que buracos negros binários podem se formar em densos conjuntos estelares”, disse Bangalore Sathyaprakash, da Universidade Estadual da Pensilvânia e da Universidade de Cardiff, um dos autores do novo artigo.

Formação de buracos negros binários

Existem dois modelos principais para explicar como pares binários de buracos negros podem ser formados. O primeiro propõe que os buracos negros nascem juntos: eles se formam quando cada estrela em um par de estrelas explode, e como elas giravam alinhadas, os buracos negros provavelmente permanecem alinhados.
No outro modelo, os buracos negros se juntam mais tarde na vida dentro de aglomerados estelares lotados. Eles se unem depois de se afundarem no centro de um conjunto de estrelas. Nesse cenário, os buracos negros podem girar em qualquer direção em relação ao seu movimento orbital.
Como o LIGO vê alguma evidência de que os buracos negros GW170104 não estão alinhados, os dados favorecem ligeiramente esta segunda teoria.
“Estamos começando a coletar estatísticas reais sobre os sistemas binários de buracos negros”, afirma Keita Kawabe, da Instituto de Tecnologia da Califórnia, também autora do artigo. “Isso é interessante porque alguns modelos de formação binária de buracos negros são favorecidos sobre os outros e, no futuro, podemos reduzir ainda mais isso”.

Dispersão

O estudo também testou mais uma teoria de Albert Einstein. Os pesquisadores procuraram um efeito chamado dispersão, que ocorre quando as ondas de luz em um meio físico, como o vidro, viajam a diferentes velocidades, dependendo do seu comprimento de onda – é assim que um prisma cria um arco-íris, por exemplo.
A teoria geral da relatividade de Einstein proíbe a dispersão de acontecer em ondas gravitacionais à medida que se propagam de sua origem para a Terra. O LIGO não encontrou evidências desse efeito.
“Parece que Einstein estava certo”, disse Laura Cadonati, do Instituto de Tecnologia da Geórgia.

No futuro

A equipe LIGO-Virgo continua a pesquisar os dados mais recentes para detectar sinais de ondulações espaciais. Eles também estão trabalhando em atualizações técnicas para a próxima execução do observatório, programada para o final de 2018. 
“Com a terceira detecção confirmada de ondas gravitacionais da colisão de dois buracos negros, o LIGO está se estabelecendo como um poderoso observatório para revelar o lado escuro do universo”, disse David Reitze, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. “Enquanto ele é ideal para observar esses tipos de eventos, esperamos ver outros também em breve, como a colisão violenta de duas estrelas de nêutrons”. 
Fonte: HypeScience.com

As principais teorias sobre a origem do universo



Desde os tempos mais remotos, a origem do universo tem mexido muito com a curiosidade do homem. Uma variedade de pesquisas e abordagens foram feitas para encontrar uma explicação plausível. Aqui, você pode dar uma olhada nas teorias mais elementares sobre a origem do universo.
Existem quatro principais teorias, são elas:
  • Teoria do Big Bang
  • Teoria Inflacionária
  • Teoria do Estado Estacionário
  • Teoria do Universo Oscilante
Atualmente, as mais aceitas são a Teoria Big Bang e a Teoria Inflacionária. Mas, veja aqui o que dizem especificamente cada uma delas:
Teoria do Big Bang
A teoria da grande explosão, mais conhecida como a teoria do Big Bang, é a mais popular e mais aceita nos dias de hoje. Esta teoria, com base em uma série de soluções de equações da relatividade geral, supõe que entre 14 e 15 milhões de anos atrás, toda a matéria do universo (incluindo o próprio universo) estava concentrada em uma área extremamente pequena, até que explodiu em um evento violento a partir da qual começou a expandir. 
Toda essa matéria, comprimida e contida em um só lugar, foi acionada depois da explosão e começou a se expandir e se acumular em diferentes partes. Nesta expansão, a matéria aos poucos se agrupou para dar lugar às primeiras estrelas e galáxias, formando o que chamamos de universo. Os fundamentos matemáticos desta teoria incluem a teoria geral da relatividade de Albert Einstein e a teoria padrão de partículas fundamentais. Tudo isso, não só faz desta a teoria mais respeitada, como também levanta uma série de novos questionamentos, tais como : o universo pode estar em constante expansão ou, ao em vez disso, um evento semelhante ao Big Bang pode fazer com que todo o universo se comprima novamente (Big Crunch).
Junto com a Teoria do Bing Bang, esta é uma das teorias mais aceitas e mais bem fundamentadas. Ela não desmente a teoria do Bing Bang e sim a complementa.
A teoria da inflação cósmica, popularmente conhecida como a teoria inflacionária, formulada pelo grande cosmólogo e físico americano Alan Guth, tenta explicar o surgimento do Universo segundo estudos de campos gravitacionais fortíssimos, como aqueles encontrados próximos a um buraco negro. Esta teoria pressupõe que uma única força foi dividida em outras quatro forças, que hoje conhecemos como as quatro forças fundamentais do universo: força da gravidade, força eletromagnética, força nuclear forte e nuclear fraca. Essa divisão provocou a origem do universo. O impulso inicial durou um tempo praticamente nulo, mas foi tão violento que, apesar da força da gravidade retardar as galáxias, o universo ainda está em crescimento.
Inflação Cósmica
Junto com a Teoria do Bing Bang, esta é uma das teorias mais aceitas e mais bem fundamentadas. Ela não desmente a teoria do Bing Bang e sim a complementa. A teoria da inflação cósmica, popularmente conhecida como a teoria inflacionária, formulada pelo grande cosmólogo e físico americano Alan Guth, tenta explicar o surgimento do Universo segundo estudos de campos gravitacionais fortíssimos, como aqueles encontrados próximos a um buraco negro.
Esta teoria pressupõe que uma única força foi dividida em outras quatro forças, que hoje conhecemos como as quatro forças fundamentais do universo: força da gravidade, força eletromagnética, força nuclear forte e nuclear fraca. Essa divisão provocou a origem do universo. O impulso inicial durou um tempo praticamente nulo, mas foi tão violento que, apesar da força da gravidade retardar as galáxias, o universo ainda está em crescimento.
Teoria do Estado Estacionário
A teoria do estado estacionário se opõe à tese de um universo em evolução. Os defensores dessa teoria acreditam que o universo é uma entidade que não tem começo nem fim: ela não tem começo porque não começou com uma grande explosão e não tem fim porque não entrará em colapso em um futuro distante, para depois renascer.
O defensor dessa ideia foi o astrônomo Inglês Edward Milne e de acordo com a teoria, os dados coletados pela observação de um objeto localizado a milhões de anos-luz de distância devem ser idênticos aos obtidos ao se observar a Via Láctea a partir da mesma distância. Milne chamou sua tese de princípio cosmológico.
Em 1948, alguns astrônomos retomaram este princípio e acrescentaram novos conceitos, como o princípio cosmológico perfeito. Este princípio estabelece, em primeiro lugar, que o universo não tem origem nem fim já que como a matéria interestelar sempre existiu e, segundo lugar, que a aparência geral do universo não é apenas idêntica no espaço, mas também no tempo.
Teoria do Universo oscilante
A Teoria universo oscilante sustenta que o nosso universo seria o último de muitos surgidos no passado, após sucessivas explosões e contrações. O momento em que o universo entra em colapso sobre si mesmo atraído pela sua própria gravidade, conhecido como Big Crunch, marca o fim do nosso universo e do nascimento de um novo. Esta teoria foi apresentada pelo Professor Paul Steinhardt, um professor de física teórica da Universidade de Princeton.
Fonte: http://www.vix.com
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