12 de jun de 2017

A verdadeira forma do Bumerangue


Esta Fotografia da Semana mostra a Nebulosa do Bumerangue, uma nebulosa protoplanetária, observada pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). A estrutura de fundo em violeta, obtida no óptico pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, mostra uma forma clássica de lóbulo duplo com uma região central muito estreita. A capacidade do ALMA em observar o gás molecular frio revela a forma mais alongada da nebulosa (em laranja).

Desde 2003 que esta nebulosa, localizada a cerca de 5000 anos-luz de distância da Terra, detém o recorde do objeto mais frio conhecido no Universo. Acredita-se que a nebulosa formou-se a partir do envelope de uma estrela nas fases finais da sua vida, a qual teria engolido uma companheira binária menor. É bem possível que esta seja a causa dos fluxos muito frios que apresenta, os quais se encontram iluminados pela luz da estrela central moribunda.

O ALMA observou o disco de poeira central da nebulosa e os fluxos mais externos, que atingem distâncias de quase 4 anos-luz no céu. Estes fluxos encontram-se ainda mais frios que a radiação cósmica de fundo, atingindo temperaturas abaixo dos -270ºC. Estes fluxos expandem-se a uma velocidade de 590 000 km/h.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1724a/

Valsa das ANÃS MARRONS no sistema LUHMAN 16AB

Essa série de pontos, com a distância variando entre eles, mostra na verdade a lenta valsa de duas anãs marrons. A imagem na verdade representa uma composição de 12 imagens feitas ao longo de 3 anos com o Telescópio Espacial Hubble. Usando astrometria de alta precisão, uma equipe de astrônomos rastreou os dois componentes do sistema, à medida que eles se movimentavam tanto no céu, como um em relação ao outro.

O sistema observado, é conhecido como Luhman 16AB, está localizado a apenas 6 anos-luz de distância da Terra, e é o terceiro sistema estelar mais próximo do nosso Sol, perdendo somente para o sistema de Alfa Centauri e para a Estrela de Barnard. Apesar da proximidade, o Luhman 16AB só foi descoberto em 2013 pelo astrônomo Kevin Luhman. As duas anãs marrons que constituem o sistema, Luhman 16A e Luhman 16B, orbitam uma em relação a outra a uma distância equivalente à distância entre a Terra e o Sol, e essas observações mostram a grande precisão e o poder de observação do Hubble.

Os astrônomos usam o Hubble para estudar o Luhman 16AB, não somente interessados na valsa entre as duas anãs marrons, mas também para pesquisar um terceiro, porém invisível parceiro de dança. Observações anteriores feitas com o VLT do ESO indicaram a presença de um exoplaneta nesse sistema. A equipe de astrônomos quer verificar isso analisando o movimento das anãs marrons em grande detalhe, durante um longo período de tempo, mas até o momento os dados do Hubble mostraram que as duas anãs marrons estão dançando sozinhas, sem a perturbação de um companheiro planetário massivo.

Estranho buraco em MARTE? Uma cratera ou uma cavidade colapsada ?

Durante o final do verão no hemisfério sul de Marte, o ângulo da luz solar que atinge a superfície do Planeta Vermelho revela detalhes súbitos no planeta. Nessa imagem, a câmera HiRISE da sonda MRO capturou uma área de dióxido de carbono congelado na superfície. Parte do gelo de dióxido de carbono aparece derretido, dando à superfície  essa aparência de queijo suíço. Mas além disso, o que se pode observar é um grande buraco incomum, ou uma cratera no lado direito da imagem, com algum gelo de dióxido de carbono claramente visível no assoalho da cavidade.

Ainda não se sabe ao certo o que causou essa cavidade incomum. Poderia ser uma cratera de impacto, ou poderia ser uma cavidade colapsada, por derretimento ou sublimação do gelo de dióxido de carbono em subsuperfície. A sonda MRO tem orbitado Marte por mais de 10 anos, e completou mais de 50000 órbitas. A sonda MRO tem duas câmeras. A CTX que tem resolução menor e já imageou mais de 99% da superfície de Marte. E a HiRISE, que é a câmera de alta resolução e que é usada para examinar em detalhe, áreas e objetos de interesse, como essa cavidade incomum na superfície de Marte.
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