20 de jun de 2017

A NASA acaba de descobrir mais 10 planetas parecidos com a Terra

Caçadores de planetas e entusiastas de astronomia estão comemorando o último anúncio feito pela NASA. Uma equipe de astrônomos que trabalham com dados da missão K2 da sonda Kepler liberaram um novo catálogo de planetas com potencial para abrigar vida. A notícia foi dada em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19) na Ames Research Center, que fica na Califórnia. A equipe anunciou que identificou 219 novos candidatos, 10 dos quais são rochosos e localizados em uma zona habitável, perto de estrelas parecidas com o Sol. Em outras palavras, temos 10 novos planetas parecidos com a Terra. Na ciência, ser parecido com a Terra significa que esses planetas têm composição química semelhante à do nosso planeta e orbitam ao redor de um sol relativamente jovem, onde a temperatura permite que haja água em estado líquido.
A equipe que participou da coletiva de imprensa é composta por pesquisadores que trabalham com a sonda Kepler, entre eles Mario Perez, Susan Thompson, Benjamin Fulton e Courtney Dressing.
Até hoje, existem 4.034 candidatos a exoplanetas identificados por Kepler e 2.335 confirmados. Os novos 10 exoplanetas se juntam aos 49 descobertos anteriormente por Kepler. 

O mais promissor

Entre estes novos planetas identificados, o KY 7711 é um dos mais promissores. Thompson diz que ele fica perto de uma estrela, em órbita muito parecida com a da Terra ao redor do sol. Isso indica que este planeta deve receber calor semelhante ao que nós recebemos, apesar de ter 1,3 o tamanho da Terra.
Tipicamente, exoplanetas podem ser separados em dois tipos: as super-Terras, que têm raio 1,5 maior que o da Terra, superfície rochosa e pouca ou nenhuma atmosfera; e aqueles que são como Netuno em miniatura, que têm o dobro do raio da Terra com atmosferas grossas, mas sem superfície rochosa. Exoplanetas com as características de tamanho, superfície e atmosfera parecidos com a Terra, porém, são raros e difíceis de encontrar, mas o trabalho da sonda Kepler mostra que eles existem.
O início de uma era
O observatório Kepler foi lançado há oito anos, em março de 2009. Sua missão é identificar planetas orbitando outras estrelas para tentar encontrar planetas parecidos com a Terra. Fulton explica que, inicialmente, a equipe não esperava identificar cerca de 50 exoplanetas tão rapidamente quanto foi feito.
Com o fim da missão K2 do Kepler, outros telescópios devem assumir sua tarefa, mas com vantagens. O James Webb Space Telescope (JWST), que deve ser lançado em 2018, deve conseguir observar melhor esses planetas, identificando novas informações sobre sua composição e habitabilidade.
Claro que tudo isso não teria acontecido sem a o trabalho de Kepler. “O que é empolgante sobre este dia é que pegamos nosso telescópio e contamos quanto planetas são parecidos com a Terra nesta parte do céu”, afirmou Thompson na coletiva. “Com os dados que tenho, posso fazer isso valer. A partir de agora, vamos determinar quão comuns são esses planetas. Há lugares que poderíamos viver nesta galáxia além do que chamamos de lar?”, questionou ele. 
Fonte: HypeScience.com

A aterradora morte do universo

A ciência já nos mostrou algumas vezes que nosso universo, um dia, em um futuro muito, muito distante, vai acabar. Mas como isso vai acontecer? O físico teórico Robbert Dijkgraaf, professor do Instituto de Estudos Avançados em Princeton, explica como o universo vai encontrar a sua morte. Basicamente, o que ele diz é que os buracos negros vão destruir tudo. “Eu acho que a maior descoberta da teoria de Einstein é que o universo está se expandindo. 

Mas aprendemos algo ainda mais dramático nos últimos anos. Aprendemos que ele não está apenas se expandindo, mas há uma força dentro do espaço vazio que o ajuda a se afastar. Isso na verdade está acelerando a expansão dele, e essa expansão terá consequências realmente dramáticas. Significará que a parte distante do universo começará a se afastar tão rápido em um ponto, que será mais rápida do que a velocidade da luz”, explica.

Essa aceleração trará consequências para a nossa via láctea. Todas as nossas galáxias vizinhas vão desaparecer lentamente, e nós seremos deixados somente com nossa galáxia e talvez algumas outras.
“Nós vamos estar vivendo em um universo insular. Assim, quando a galáxia for deixada sozinha neste universo vazio, as estrelas vão apagar uma por uma, porque elas vão queimar seu combustível. E quando todas as estrelas queimarem seu combustível, a única força que restará é a força da gravidade, e a gravidade vai puxá-las lentamente, e os buracos negros devorarão tudo mais que existe, e será isso”, diz Dijkgraaf. 
Ele acredita que, por esse ser um cenário muito desolador, muitos físicos hesitam em acreditar que isto é realmente o que vai acontecer. “Mas os experimentos estão todos apontando nessa direção”, finaliza. 
Fonte: HypeScience.com

Nuvem caoticamente magnetizada não é lugar para construir estrelas ou é?


Impressão de artista das linhas do campo magnético muito perto de uma jovem protoestrela emergente.Crédito: NRAO/AUI/NSF; D. Berry

Durante décadas, os cientistas pensavam que as linhas do campo magnético em torno de uma estrela em formação eram extremamente poderosas e ordenadas, deformando-se somente sob extrema força e a uma grande distância da estrela nascente. Agora, uma equipe de astrónomos usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) descobriu um campo magnético fraco e descontroladamente desorganizado surpreendentemente perto de uma protoestrela emergente. Estas observações sugerem que o impacto dos campos magnéticos na formação de estrelas é mais complexo do que se pensava.
Os investigadores usaram o ALMA para mapear o campo magnético surpreendentemente desorganizado ao redor de uma jovem protoestrela chamada Ser-emb 8, localizada a cerca de 1400 anos-luz de distância na região de formação estelar de Serpente. Estas novas observações são as mais sensíveis já feitas do campo magnético em pequena escala que inunda a região em redor de uma jovem estrela em formação. Também fornecem importantes informações sobre a formação de estrelas de baixa massa como o nosso próprio Sol.
As observações anteriores, com outros telescópios, já haviam confirmado que os campos magnéticos em redor de algumas protoestrelas jovens têm uma forma de "ampulheta" clássica - a marca de um forte campo magnético - que começa perto da protoestrela e se estende muitos anos-luz para a nuvem molecular circundante.
"Até agora, não sabíamos se todas as estrelas eram formadas em regiões controladas por fortes campos magnéticos. Usando o ALMA, encontrámos a nossa resposta," comenta Charles L. H. 'Chat' Hull, astrónomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts, autor principal de um artigo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. "Podemos agora estudar os campos magnéticos em nuvens de formação estelar desde a mais ampla das escalas até à própria estrela nascente. Isto é emocionante porque poderá significar que as estrelas podem emergir a partir de uma maior gama de condições do que pensávamos."
O ALMA é capaz de estudar os campos magnéticos, em pequenas escalas, no interior de regiões de formação estelar através do mapeamento da polarização da luz emitida por grãos de poeira que se alinharam com o campo magnético.
Comparando a estrutura do campo magnético nas observações com simulações de computador, em várias escalas de tamanho, os astrónomos ganharam informações importantes sobre os estágios iniciais da formação estelar magnetizada. As simulações - que se estendem desde umas relativamente próximas 140 UA da protoestrela (cerca de 4 vezes a distância entre o Sol e Plutão) até 17 anos-luz - foram realizadas pelos astrónomos Philip Mocz e Blakesley Burkhart, também do mesmo instituto e coautores do artigo.
No caso de Ser-emb 8, os astrónomos pensam ter capturado "em flagrante" o campo magnético original em torno da protoestrela, antes do fluxo de material da estrela poder apagar a assinatura pristina do campo magnético na nuvem molecular circundante, realça Mocz.
"As nossas observações mostram que a importância do campo magnético na formação estelar pode variar muito de estrela para estrela," concluiu Hull. "Esta protoestrela parece ter sido formada num ambiente fracamente magnetizado dominado por turbulência, enquanto observações anteriores mostram claramente fontes formadas em ambientes fortemente magnetizados. Os estudos futuros irão revelar quão comum é cada cenário."
Fonte: Astronomia OnLine

Não é a mamãe ... dos meteoritos

A região entre Marte e Júpiter encontra-se repleta de corpos rochosos chamados asteroides. Estima-se que este cinturão de asteroides contenha milhões de pequenos corpos rochosos, sendo que cerca de 1,1 a 1,9 milhões destes objetos têm dimensões superiores a um quilômetro. Pequenos fragmentos destes corpos caem frequentemente na Terra sob a forma de meteoritos. Curiosamente, 34% de todos os meteoritos encontrados na Terra são de um tipo particular: condritos-H. Pensa-se que estes meteoritos têm origem no mesmo corpo progenitor — e um potencial suspeito é o asteroide 6 Hebe, o qual pode ser visto nesta imagem.
Com aproximadamente 186 km de diâmetro e com o nome da deusa grega da juventude, 6 Hebe foi o sexto asteroide a ser descoberto, em meados do século XIX. Estas imagens foram obtidas durante um estudo deste mini-mundo feito com o auxílio do instrumento SPHERE montado no Very Large Telescope do ESO, estudo este que pretendia testar a ideia de que os condritos-H teriam origem em 6 Hebe.
Os astrônomos modelaram a rotação e o formato 3D do 6 Hebe, ambos reconstruídos a partir das observações e usaram o modelo tridimensional para determinar o volume da maior depressão em 6 Hebe — muito provavelmente uma cratera de impacto de uma colisão que poderia ter criado vários meteoritos. No entanto, o volume da depressão é 5 vezes menor do que o volume total das famílias de asteroides próximas com composição de condritos-H, o que sugere que 6 Hebe não é afinal a única origem provável dos condritos-H. 


O espirógrafo do HUBBLE

Nessa imagem clássica do Hubble feita em 2000, a nebulosa planetária IC 418 brilha como uma joia multifacetada com padrões enigmáticas. A IC 418 localiza-se a cerca de 2000 anos-luz da Terra na direção da constelação de Lepus.
Uma nebulosa planetária representa o estágio final na evolução de uma estrela similar ao Sol. A estrela no centro da IC 418 foi uma gigante vermelha alguns milhares de anos atrás, mas então ejetou suas camadas externas para espaço para formar a nebulosa, que tem agora se expandido até um diâmetro de cerca de 0.1 anos-luz. A remanescente estelar no centro é o núcleo quente da gigante vermelha, da qual a radiação ultravioleta invade o gás ao redor causando sua fluorescência. Nos próximos milhares de anos, a nebulosa gradativamente irá dispersar no espaço, e então a estrela irá esfriar e apagar por bilhões de anos como uma anã branca. O nosso sol deve passar por esse mesmo destino daqui aproximadamente 5 bilhões de anos.
A imagem do Hubble da IC 418 é mostrada com cores adicionadas para representar os diferentes filtros de câmera usados para isolar a luz de vários elementos químicos. A cor vermelha mostra as emissões do nitrogênio ionizado, o gás mais frio, localizado longe do núcleo quente, a cor verde mostra as emissões de hidrogênio e a cor azul traça a emissão do oxigênio ionizado, o gás mais quente perto do núcleo da estrela. As texturas impressionantes vistas na nebulosa foram recém-reveladas pelo Hubble, mas suas origens ainda se mantêm misteriosas.

Sonda CASSINI registra o verão chegando no polo norte de TITÃ

Nessa bela imagem feita pela sonda Cassini do satélite de Saturno Titã, é possível ver as nuvens de metano cruzando sobre os mares de hidrocarbonetos.
A imagem é como um cartão postal de verão: a Cassini, fez essa imagem em 9 de Junho de 2017, pouco mais de duas semanas depois do verão ter chegado no hemisfério norte de Saturno. Os mares escuros visíveis nessa nova imagem localizam-se perto do polo norte de Titã e ficaram escondidos na escuridão durante boa parte da missão da sonda Cassini. Para lembrar, Saturno leva 29.5 anos terrestres para orbitar o Sol, assim, cada estação no sistema do planeta dos anéis dura 7.5 anos.
A Cassini estava a cerca de 507 mil quilômetros de Titã, quando fez essa imagem. Com seus 5150 km de diâmetro, Titã é o segundo maior satélite do nosso Sistema Solar, atrás somente do satélite Joviano Ganimedes. Titã, tem uma atmosfera espessa dominada pelo nitrogênio e um sistema climático baseado em hidrocarbonetos: o etano e o metano líquidos caem como chuva do céu, fluem pelos rios e são coletados em grandes lagos e mares. Titã é o único corpo no sistema Solar além da terra conhecido por ter líquido na superfície.
A missão Cassini-Huygens, de 3.2 bilhões de dólares, um esforço conjunto da ESA, da NASA e da ISA, foi lançada em 1997 e chegou no sistema de Saturno em 2004.
A Cassini carregou junto o módulo de pouso Huygens, que tocou com sucesso a superfície de Titã, em Janeiro de 2005. Enquanto isso, o módulo orbital continua a circular Saturno, estudando o planeta gigante, seus anéis e seus muitos satélites.
Fonte: SPACE TODAY 

As nuvens multicoloridas de Júpiter

No dia 19 de Maio de 2017, a sonda Juno da NASA, passou a cerca de 46900 km de distância das nuvens de Júpiter, e através da sua câmera, a JunoCam, registrou essa bela imagens da atmosfera do gigante gasoso. A sonda estava sobre a latitude 65.9 graus sul, com uma bela visão da região polar sul do planeta, quando fez essa imagem. Essa imagem foi processada para realçar as diferenças de cores, mostrando a maravilhosa variedade da atmosfera tempestuosa de Júpiter. O resultado é um mundo surreal de cores vibrantes, claridade e contraste. Quatro das tempestades brancas ovaladas conhecidas como Colar de Pérolas, são visíveis perto da parte superior da imagem. Uma tempestade laranja pode ser vista na zona de divisão dos cinturões, enquanto outras tempestades aparecem com uma cor mais voltada para o creme.
As imagens brutas obtidas pela JunoCam estão disponíveis para que qualquer um possa processar no site:
Mais informações sobre a sonda Juno, podem ser obtidas em:

Uma galáxia maciça existia apenas 1,7 bilhão de anos após o Big Bang, mas cientistas não sabem como

Podemos estar errado sobre como as galáxias se formam.
Pela primeira vez, astrônomos descobriram uma galáxia maciça e inativa de quando o universo tinha apenas 1,7 bilhões de anos, e ninguém pode explicar como isso aconteceu. Nossa compreensão atual da formação de galáxias afirma que todas as galáxias que existiam naquela época deveriam ter sido pequenas e de baixa massa, além de estarem ocupadas formando estrelas. Em vez disso, esta gigante morta já era cinco vezes mais maciça do que a nossa Via Láctea é agora, condensada ​​em uma área 12 vezes menor, e já tinha terminado o seu pico de formação de estrelas.

Se a descoberta for verificada por outras equipes, isso significa que os cientistas precisarão repensar a forma como as galáxias se formam e revisar nossas suposições sobre o que aconteceu nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang.
Ela também sugere que há uma abundância de surpresas ainda a ser encontradas no início do nosso universo. “Esta descoberta estabelece um novo recorde para a primeira galáxia vermelha maciça”, disse o pesquisador principal Karl Glazebrook, da Swinburne University of Technology, na Austrália. “É um achado incrivelmente raro, que representa um novo desafio para modelos de evolução das galáxias: acomodar a existência de tais galáxias muito mais cedo no Universo”.

Cedo no tempo

Enquanto ainda há muitas incógnitas sobre como e quando as galáxias começam e param de formar estrelas, nossos melhores modelos supõem que isso aconteceu um pouco depois da origem do Universo – o que significa que teriam se passado pelo menos 3 bilhões de anos após o Big Bang para Galáxias mortas como esta “pepita vermelha” aparecerem. 
No tempo antes disso, as pesquisas sugerem que a maioria das galáxias teria baixa massa e estariam ocupadas fazendo estrelas. Por exemplo, os astrofísicos prevêem que 1,7 bilhão de anos após o Big Bang, nossa própria galáxia seria uma “pequena galáxia anã desarrumada com apenas 1/50 da sua massa hoje”.
Mas esta nova galáxia, conhecida como ZF-COSMOS-20115, contradiz esse modelo completamente.
O novo estudo sugere que esta galáxia tinha formado todas as suas estrelas (três vezes mais estrelas do que em nossa Via Láctea hoje) durante um rápido evento de explosão de estrelas que ocorreu relativamente logo após o Big Bang e 1,7 bilhões de anos na história do Universo, já tinha terminado.

Galáxia Foguete

Isso faz com que ela seja o que é conhecido como uma galáxia quiescente ou “vermelha e morta”, comuns no Universo hoje, mas ninguém esperava que existissem naquela época. “Esta enorme galáxia se formou como um foguete em menos de 100 milhões de anos, logo no início da história cósmica”, explica Glazebrook. “Esta rápida vida e morte tão cedo no universo não é predita por nossas modernas teorias de formação de galáxias”.
Os pesquisadores já haviam encontrado dicas dessas estranhas e precoces galáxias, mas esta é a primeira vez que as detectaram corretamente.
Para olhar tão atrás no tempo, os pesquisadores usaram os gigantes telescópios W M Keck, no Hawai. Eles estavam procurando emissões em comprimentos de onda próximos ao infravermelho, para dar-lhes informações sobre a presença de estrelas antigas e uma falta de formação de estrelas ativas em galáxias antigas.
Quando viram pela primeira vez a ZF-COSMOS-20115, eles não achavam que pudesse ser real, disse Glazebrook ao site Gizmodo.
“Nós usamos o telescópio mais poderoso do mundo, mas ainda precisamos olhar para esta galáxia por mais de duas noites para revelar sua natureza notável”, disse uma das pesquisadoras, Vy Tran, da Texas A & M University, nos EUA.
Agora, são necessárias observações de seguimento usando telescópios de onda sub-milimétrica – algo que o James Webb Space Telescope, que está programado para ser lançado em 2018, será capaz de ajudar sem a interferência da atmosfera da Terra.
“Ondas sub-milimétricas são emitidas pela poeira quente que bloqueia outras luzes e nos dirão quando esses fogos de artifício explodiram e quão grande é o papel eles desempenharam no desenvolvimento do universo primordial”, explica Corentin Schreiber, da Universidade de Leiden, na Holanda.
Até lá, a verdade sobre como esta gigante galáxia morta surgiu tão cedo na linha do tempo do nosso universo será um mistério, e você pode apostar que ele vai manter os astrofísicos acordados à noite nos próximos meses. 
Fonte: Science Alert

NASA divulga catálogo do KEPLER com centenas de novos canditatos a planeta

O telescópio espacial Kepler da NASA identificou 219 novos candidatos a planeta, 10 dos quais são de tamanho quase terrestre e orbitam na zona habitável da sua estrela.Crédito: NASA/JPL-Caltech

A equipe do telescópio espacial Kepler da NASA lançou um novo catálogo de candidatos a planeta que introduz 219 entradas, 10 dos quais são de tamanho quase terrestre e orbitam na zona habitável da sua estrela, que é a gama de distâncias, em redor de uma estrela, onde a água líquida pode existir à superfície de um planeta rochoso.
Esta é a versão mais compreensiva e detalhada do catálogo de candidatos a exoplaneta, isto é, planetas para lá do nosso Sistema Solar, dos primeiros quatro anos de dados do Kepler. É também o catálogo final da zona de observação original do telescópio, na direção da constelação de Cisne.
Com a divulgação deste catálogo, derivado de dados publicamente disponíveis no Arquivo de Exoplanetas da NASA, existem agora 4034 candidatos a planeta identificados pelo Kepler. Destes, 2335 foram confirmados como exoplanetas. Dos cerca de 50 exoplanetas do tamanho da Terra em órbita na zona habitável, detetados pelo Kepler, mais de 30 já foram confirmados.
Além disso, os resultados do Kepler sugerem dois agrupamentos de tamanho distinto para planetas pequenos. Ambos os resultados têm implicações significativas para a procura da vida. O catálogo final do Kepler servirá de base para mais estudos a fim de determinar a prevalência e demografia dos planetas na Galáxia, enquanto a descoberta de duas populações planetárias distintas mostra que cerca de metade dos planetas conhecidos ou não têm superfície, ou esta encontra-se por baixo de uma atmosfera profunda e esmagadora - um ambiente inóspito à vida.
"O conjunto de dados do Kepler é singular, pois é o único que contém uma população desses análogos da Terra - planetas com aproximadamente o mesmo tamanho e órbita que a Terra," comenta Mario Perez, cientista do programa Kepler na Divisão de Astrofísica do Diretorado de Missões Científicas da NASA. "A compreensão da sua frequência na Galáxia ajudará a informar o design das futuras missões da NASA com o intuito de fotografar diretamente outra Terra."
O telescópio espacial Kepler caça planetas através da deteção da minúscula queda de brilho estelar que ocorre quando um planeta passa à sua frente, evento que chamamos de trânsito.
Este diagrama ilustra como os planetas são "montados" e agrupados em duas classes distintas. Em primeiro lugar, os núcleos rochosos de planetas são formados a partir de bocados mais pequenos. Então, a gravidade dos planetas atrai hidrogénio e hélio. Finalmente, os planetas são "cozidos" pela luz estelar e perdem algum gás. Num determinado limite de massa, os planetas retêm o gás e tornam-se mini-Neptunos gasosos; abaixo desse limite, os planetas perdem todo o seu gás, tornando-se super-Terras rochosas.Crédito: NASA/Kepler/Caltech (R. Hurt)

Esta é a oitava versão do catálogo de candidatos do Kepler, reunida através do reprocessamento de todo o conjunto de dados das observações do Kepler durante os primeiros quatro anos da sua missão principal. Estes dados vão permitir com que os cientistas determinem quais as populações planetárias - desde corpos rochosos do tamanho da Terra, até gigantes gasosos do tamanho de Júpiter - que constituem a demografia planetária da Via Láctea.
Para garantir que muitos dos planetas eram encontrados, a equipa introduziu os seus próprios sinais de um trânsito exoplanetário simulado no conjunto de dados e determinou quantos foram identificados corretamente como planetas. Então, adicionaram dados que pareciam vir de um planeta, mas que eram na realidade sinais falsos, e verificaram com que frequência a análise os confundia com estes candidatos a planeta. Este esforço indicou-lhes quais os tipos de planetas contados a mais e quais os contados a menos pelos métodos de processamento de dados da equipa do Kepler.
"Este catálogo cuidadosamente medido é a base para responder diretamente a uma das questões mais cativantes da astronomia - quantos planetas como a Terra existem na nossa Galáxia?" explica Susan Thompson, cientista do Kepler para o Instituto SETI em Mountain View, no estado norte-americano da Califórnia, autora principal do estudo do catálogo.
Um grupo de investigação aproveitou os dados do Kepler para fazer medições precisas de milhares de planetas, revelando dois grupos distintos de planetas pequenos. A equipa descobriu uma divisão clara nos tamanhos dos planetas rochosos, do tamanho da Terra, e planetas gasosos mais pequenos que Neptuno. Foram encontrados poucos planetas entre estes agrupamentos.
Usando o Observatório W. M. Keck no Hawaii, o grupo mediu os tamanhos de 1300 estrelas no campo de visão do Kepler a fim de determinar, com grande precisão, o raio de 2000 planetas.
"Nós gostamos de equiparar esta classificação planetária ao método que os biólogos utilizam para identificar uma nova espécie animal," realça Benjamin Fulton, doutorado da Universidade do Hawaii em Manoa, autor principal do segundo estudo. "A descoberta de dois grupos distintos de exoplanetas é como descobrir que os mamíferos e os lagartos compõem ramos distintos de uma árvore genealógica."
Parece que a natureza geralmente forma planetas rochosos até mais ou menos 75% maiores do que a Terra. Por razões que os cientistas ainda não entendem, cerca de metade desses planetas pegam numa pequena quantidade de hidrogénio e hélio, o que aumenta dramaticamente o seu tamanho, permitindo-os "pular a lacuna" e juntar-se à população mais próxima do tamanho de Neptuno.
A nave Kepler continua a fazer observações em novas zonas do céu durante a sua missão prolongada, em busca de exoplanetas e a estudar uma variedade de objetos astronómicos interessantes, desde distantes enxames estelares até objetos como o sistema de sete planetas parecidos com a Terra, TRAPPIST-1, aqui mais perto de casa.
Fonte: Astronomia OnLine

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