10 de jul de 2017

Este planeta não deveria existir

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu um sistema planetário extremamente peculiar, onde um planeta gigante de gás morno e maciço está orbitando uma estrela incrivelmente rápida. De acordo com a física, este planeta não deveria existir. Mesmo assim, ele existe, não dando a mínima para o nosso limitado conhecimento.
Existem várias curiosidades sobre esta estrela, chamada HIP 65426, e seu planeta, HIP 65426b. A estrela é duas vezes maior do que o Sol e deve formar planetas mais maciços do que o HIP 65426b, que tem “apenas” entre seis e 12 vezes a massa de Júpiter. O planeta também está longe do que seria esperado – a distância é de quase 100 vezes a distância da Terra para o Sol. A estrela gira em torno de si 150 vezes mais rápido do que o nosso Sol e, embora tenha apenas 14 milhões de anos, não tem um disco de poeira ao seu redor.
“Nós esperamos que um sistema planetário tão jovem ainda tenha um disco de poeira, que possa aparecer nas observações”, afirmou o principal autor do estudo, Gael Chauvin, da Universidade de Grenoble e da Universidade do Chile. “HIP 65426 não tem um disco desse tipo conhecido por enquanto – uma primeira indicação de que este sistema não se encaixa perfeitamente nos nossos modelos clássicos de formação planetária”.
A pesquisa propõe uma explicação para o curioso sistema. O planeta pode ter se formado com um irmão muito mais próximo da estrela. O cabo de guerra gravitacional entre eles teria levado o HIP 65426b a migrar para longe e o outro planeta a ser descartado do sistema.
Esta é uma explicação interessante, mas qualquer coisa mais sólida exigirá observações e simulações adicionais. Uma coisa é certa: esse sistema fará com que nosso conhecimento sobre a formação planetária e os sistemas planetários evolua. Sabemos que os modelos são aproximações e essas exceções dizem onde precisamos procurar novas respostas.
A descoberta foi possível graças aos instrumentos SPHERE no Very Large Telescope no Observatório Paranal da ESO no Chile. O HIP 65426b é o primeiro planeta descoberto pela SPHERE e os pesquisadores conseguiram obter imagens diretas dele. Eles detectaram a presença de vapor de água e nuvens avermelhadas.
“As imagens diretas de exoplanetas ainda são muito raras, mas elas contêm uma riqueza de informações sobre planetas como HIP 65426b”, acrescentou o co-autor e “pai” do SPHERE, Thomas Henning, do Instituto Max Planck para astronomia. “A análise da luz direta do planeta nos permite restringir a composição da atmosfera com grande confiança”.
O HIP 65426b nos lembra que, embora as descobertas de exoplanetas sejam comuns, ainda há muito que não sabemos sobre sua formação. 
Fonte: HypeScience.com

As estratégias da NASA para desviar um asteroide

A NASA planeja atingir o asteroide Didymos para provar sua técnica de deflexão.[Imagem: NASA/JHUAPL]
Asteroide binário
A NASA continua investindo em uma missão ambiciosa: desviar um asteroide que passará perto da Terra. O alvo é um asteroide chamado Didymos ("gêmeo" em grego), na verdade um sistema binário, ou seja, dois corpos celestes: o Didymos A tem aproximadamente 780 metros de comprimento, e o Didymos B, um corpo menor que o circunda, tem uns 160 metros.
A previsão é de que esse asteroide duplo passe relativamente perto da Terra, a cerca de 11 milhões de quilômetros de distância, em outubro de 2022 e depois em 2024.
"O risco de impacto do asteroide é real, pergunte aos dinossauros," disse Jean Luc Margot, professor de astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Diferente de outros perigos naturais como furacões, erupções vulcânicas, terremotos, etc, os impactos dos asteroides podem ser evitados com a tecnologia atual."
É aí que a NASA quer colocar em prática a primeira missão para demonstrar uma técnica de deflexão, isto é, de desvio do asteroide para proteger o planeta.
Como será a missão?
No momento, a NASA trabalha no projeto da missão DART, sigla em inglês para Teste de Redirecionamento do Asteroide Duplo.
"O DART será a primeira missão da NASA para colocar na prática o que é conhecido como técnica de pêndulo cinético - bater no asteroide para mudar sua órbita - a fim de defender a Terra de um possível impacto futuro," explica Lindley Johnson, especialista em defesa planetária da NASA.
E, para testar esse novo projeto, que ainda se encontra em uma fase preliminar, a agência espacial acredita que o Didymos é a melhor oportunidade.
"Um asteroide binário é o laboratório natural perfeito para esse teste," diz Tom Statler, cientista do programa DART. "O fato de o Didymos B estar em órbita ao redor do Didymos A faz com que seja mais fácil ver os resultados do impacto e garante que o experimento não mude a órbita de ambos ao redor do Sol."
Para o professor Margot, a escolha desse asteroide é boa porque ele é relativamente acessível para as naves espaciais atuais e é possível medir as mudanças induzidas pela manobra usando imagens de radar feitas a partir do solo.
As estratégias da NASA para desviar um asteroide
O DART bateria contra o asteroide menor, o Didymos B, para mudar sua órbita. [Imagem: NASA/JHUAPL]
Mais rápido que uma bala
Segundo a NASA, o DART atingirá o Didymos B, o asteroide menor, "a uma velocidade de 6 km por segundo, nove vezes mais rápido que uma bala".
Com esse teste, será possível avaliar a mudança resultante na órbita de Didymos B ao redor de Didymos A. Isso permitirá determinar as capacidades do impacto cinético como uma estratégia de mitigação de asteroides.
"O DART é um passo crítico para demonstrar que podemos proteger nosso planeta de um impacto futuro de asteroides", diz Andy Cheng, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que também participa do projeto.
Segundo o professor Margot, a iniciativa está dentro das capacidades tecnológicas dos Estados Unidos, mas pode enfrentar o risco de cortes orçamentários.
"Se os responsáveis pelo orçamento não apoiarem o projeto, poderão ser considerados culpados pela perda de vidas e bens em caso de um impacto grande de um asteroide", opina Margot.
Fonte:Inovação Tecnológica

Galáxia espiral NGC 1512: O anel interno

O que está acontecendo ao redor do centro dessa galáxia espiral? Vista de forma completa, a NGC 1512 parece ser uma galáxia do tipo espiral barrada, um tipo de galáxia espiral que tem uma barra de estrelas no seu centro. Essa barra cruza uma anel externo, apesar desse anel não ser visível nessa imagem. A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble e mostra em destaque o anel interno da galáxia, anel esse que circunda o núcleo da espiral. Os dois anéis são conectados não somente por uma barra de estrelas brilhantes, mas também por linhas escuras de poeira. Dentro do anel interno, a poeira continua seu movimento em espiral direto para o centro, possivelmente onde está localizado um grande buraco negro. Os anéis são brilhantes, com estrelas recém-formadas que podem ter tido sua formação iniciada durante a colisão da NGC 1512 com sua vizinha galáctica, a NGC 1510.

À caça de estrelas

Nesta imagem uma das constelações mais famosas do céu noturno — Orion com o seu cinturão e a sua espada — sobe por cima do Telescópio Submilimétrico Sueco-ESO (SEST) situado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Este grupo mítico de estrelas situa-se no equador celeste, o que o torna visível de ambos os hemisférios. No seio de Orion, os distintos tons azuis e rosas da Nebulosa de Orion podem ser vistos logo por cima do trio estelar que compõe o cinturão de Orion. Centenas de jovens estrelas estão a formar-se nas profundezas desta maternidade estelar. Os telescópios têm observado inúmeras estrelas envolvidas em casulos de gás e poeira — véus que se transformarão em discos protoplanetários à medida que as jovens estrelas turbulentas se desenvolvem. Esta imagem captura igualmente as cores avermelhadas de Betelgeuse e Aldebaran — estrelas gigantes que pertencem às constelações de Orion e do Touro, respectivamente. Estas estrelas podem ser vistas à esquerda da antena parabólica do telescópio, traçando uma linha curva em direção ao solo. Mesmo antes de tocar no horizonte, esta linha atravessa um grupo difuso de estrelas — o enxame estelar das Pleiades. De acordo com a mitologia clássica, Orion era um caçador que caçava as Pleiades, as belas filhas de Atlas, em busca de amor.

A NGC 2500 – Uma galáxia que guarda incriveis semelhanças com a VIA LÁCTEA

Descoberta pelo astrônomo Britânico William Herschel a mais de 200 anos atrás, a NGC 2500, localiza-se a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Lynx. Como essa bela imagem do Hubble mostra, a NGC 2500 é um tipo particular de galáxia espiral, conhecida como espiral barrada, onde seus braços circulam um núcleo alongado e brilhante.
As espirais barradas são na verdade mais comuns do que se pensou certa vez. Cerca de dois terços de todas as galáxias espirais, incluindo a Via Láctea, exibem essas barras cortando o seu centro. Essas estruturas cósmicas agem como berçários brilhantes de estrelas recém-nascidas, e afunilam o material em direção ao núcleo ativo da galáxia. A NGC 2500 está formando estrelas de forma ativa, embora esse processo ocorra de forma desigual. A metade superior da galáxia, onde os braços espirais são mais bem definidos, abrigam muito mais regiões de formação de estrelas, do que a metade inferior, como é indicado pelas brilhantes e pontuais ilhas de luz.
Existe outra similaridade entre a NGC 2500 e a nossa galáxia. Junto com Andrômeda, com a galáxia do Triângulo e com muitas galáxias satélites menores, a Via Láctea é parte do chamado Grupo Local de galáxia, um aglomerado com mais de 50 galáxias, unidas pela gravidade. A NGC 2500 forma um grupo similar com algumas de suas vizinhas, sendo a NGC 2541, a NGC 2552, a NGC 2537, e a brilhante, NGC 2841, todas elas fazendo parte do aglomerado conhecido como Grupo NGC 2841.
Fonte: SPACE TODAY 

Encontrar vida em Marte fica mais improvável

Compostos presentes na superfície de Marte formam "coquetel tóxico"[Imagem: NASA]
Sem vida
Marte não tem um dos ambientes mais hospitaleiros para a vida como a conhecemosMas agora cientistas dizem que sua superfície é muito menos acolhedora do que eles haviam calculado. Análises feitas em laboratórios com compostos presentes em Marte mostraram que a superfície do planeta contém um "coquetel tóxico" de produtos químicos que podem destruir qualquer organismo vivo.
Perclorato
Jennifer Wadsworth e Charles Cockell, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, realizaram os experimentos com partículas conhecidas como "percloratos".
Esses compostos, encontrados naturalmente e sinteticamente na Terra, são abundantes no solo de Marte, segundo confirmado por missões da NASA que detectaram as substâncias em diversas partes do planeta vermelho. Os pesquisadores descobriram que os compostos são capazes de matar culturas da bactéria Bacillus subtilis, que representa o modo de vida básico.
À temperatura ambiente da Terra, os percloratos são compostos estáveis, mas em temperaturas elevadas tornam-se ativos. Os cientistas queriam estudar qual seria a reação dos percloratos em temperaturas extremamente frias, como as de Marte.
Bactericidas
Simulando as condições da superfície do planeta, que é banhado por luz ultravioleta, mas não de calor, a equipe descobriu que os compostos também podem ser ativados nessa situação.
Nos experimentos, os percloratos tornaram-se potentes bactericidas capazes de matar esses seres em minutos, esterilizando as superfícies do meio estudado, afirmam os pesquisadores. As estruturas celulares das bactérias perderam rapidamente sua viabilidade.
Os resultados foram ainda mais dramáticos quando os pesquisadores adicionaram óxidos de ferro e peróxido de hidrogênio, comuns na superfície de Marte.
Em um período de 60 segundos, a combinação de percloratos irradiados, óxidos de ferro e peróxido de hidrogênio aumentou em dez vezes a taxa de morte das B. subtilis em comparação com as que tinham sido expostas apenas à radiação ultravioleta.
Isto sugere, segundo o estudo, que o planeta "é muito mais sombrio do que se pensava".
Perfurar Marte
Os cientistas dizem que a descoberta tem muitas implicações para a busca por vida no Planeta Vermelho.
"Os dados mostram que os efeitos combinados de pelo menos três componentes da superfície marciana, ativados pela fotoquímica da superfície, fazem com que a superfície atual seja muito menos habitável do que se pensava previamente," escrevem os pesquisadores. "E demonstram a baixa probabilidade de sobrevivência de contaminantes biológicos liberados por missões robóticas e humanas."
Wadsworth e Cockell afirmam que novas missões devem começar a perfurar camadas mais profundas do planeta para descobrir se a vida existiu ou existe lá.
"Se queremos encontrar vida em Marte, precisamos levar essa descoberta em conta", disse Wadsworth à agência de notícias AFP. "É preciso ver se podemos encontrar a vida abaixo da superfície, em lugares que não seriam expostos a essas condições."
Segundo os cientistas, o ambiente onde poderia haver mais chance de vida estaria a dois ou três metros abaixo da superfície, onde qualquer organismo conseguisse proteger-se da intensa radiação. "Nessas profundezas, é possível que a vida marciana possa sobreviver", disse Wadsworth.
Fonte:  Inovação Tecnológica
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