12 de jul de 2017

Os cientistas criaram um mapa 3D de uma estrela explodindo, e o resultado é incrível

Cientistas de uma equipe internacional criaram um mapa 3D de uma explosão incrível: a supernova SN 1987A, tão brilhante que foi a primeira observável a olho nu em quase 400 anos.
O evento aconteceu um pouco mais de três décadas atrás. A estrela moribunda explodiu cerca de 168 mil anos-luz de distância, ardendo com a intensidade de 100 milhões de sóis.
Agora, pela primeira vez, os cientistas investigaram profundamente o coração desta erupção cósmica, detectando os começos moleculares de novos corpos que se formaram a partir dela.

Insight inacreditável

Sim, as supernovas sinalizam a morte de estrelas e podem pôr em perigo qualquer coisa no espaço que os rodeia. No entanto, como um maravilhoso ciclo vital, elas também produzem as reações químicas que geram a poeira cósmica, o material que pode continuar a formar a fundamentos de novas estrelas e planetas.
Usando o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimetre Array (ALMA) no Chile, os pesquisadores conseguiram analisar e mapear em 3D a estrutura de novas moléculas tomando forma a partir dos restos da supernova.
Os cientistas descobriram a presença de novos elementos químicos que não haviam sido detectados anteriormente.
“Quando esta supernova explodiu, agora há mais de 30 anos, os astrônomos sabiam muito menos sobre a forma como esses eventos remodelam o espaço interestelar e como os restos brilhantes de uma estrela explodida finalmente esfriam e produzem novas moléculas”, disse o astrônomo Rémy Indebetouw, da Universidade da Virgínia, nos EUA. “Graças ao ALMA, podemos finalmente ver o pó de estrelas à medida que se forma, revelando importantes insights sobre a própria estrela original e a forma como as supernovas criam os blocos de construção básicos dos planetas”.

Descobertas

A equipe de pesquisa usou o ALMA para observar o núcleo da SN 1987A em comprimentos de onda milimétricos, entre luzes infravermelhas e ondas de rádio, olhando sem precedentes dentro do coração da estrela em explosão.
Com os resultados, eles conseguiram mapear a estrutura da supernova em 3D, revelando a localização e a abundância de moléculas recém-formadas dentro dela, incluindo monóxido de silício (SiO) e monóxido de carbono (CO).
Em um estudo separado, os pesquisadores também descreveram como o ALMA revelou a presença de outras formações moleculares previamente não detectadas dentro da supernova, incluindo cátion formílico (HCO +) e monóxido de enxofre (SO). O HCO + é especialmente interessante porque a sua formação requer uma mistura particularmente vigorosa durante a explosão.
De acordo com os pesquisadores, as revelações sobre essas novas moléculas significam que outras formações não detectadas também podem estar presentes no núcleo das supernovas. Com tempo, podemos melhorar muito a nossa compreensão de como nascem moléculas e poeira cósmica no interior desses eventos violentos. 
Fonte: HypeScience.com

A estrela mais pequena já descoberta pelos astrônomos

Uma equipe de astrônomos, liderada por pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido), descobriu a menor estrela já medida.
Crédito: Amanda Smith

Apenas um pouco maior do que Saturno, a atração gravitacional na sua superfície é cerca de 300 vezes mais forte do que a que os humanos sentem na Terra. A estrela é tão pequena quanto esses objetos podem ser, pois tem apenas massa suficiente para permitir a fusão de hidrogênio em hélio no seu núcleo. Se fosse um pouco menor, a pressão no seu centro não seria permitiria que este processo ocorresse, o que a desclassificaria como estrela.

O achado

Essas estrelas muito pequenas e fracas são boas candidatas para detectarmos planetas do tamanho da Terra que podem ter água líquida em suas superfícies, como TRAPPIST-1, uma anã ultrafria rodeada por sete mundos temperados do tamanho do nosso.
A estrela recentemente medida, chamada EBLM J0555-57Ab, está localizada a cerca de 600 anos-luz de distância. Ela faz parte de um sistema binário, e foi identificada conforme passava na frente de sua companheira muito maior. A estrela principal tornava-se mais fraca de forma periódica, a assinatura de uma companheira em órbita. Graças a esta configuração especial, os pesquisadores puderam medir com precisão a massa e o tamanho de ambas.
EBLM J0555-57Ab foi encontrada pela experiência científica WASP, administrada pelas Universidades britânicas de Keele, Warwick, Leicester e St Andrews.

Avanço importante

Esta estrela é menor e provavelmente mais fria do que muitos dos exoplanetas de gás gigantes até agora identificados. Apesar de parecer contraditório, muitas vezes é mais difícil medir o tamanho dessas estrelas de baixa massa do que de planetas maiores. Felizmente, os cientistas conseguem encontrá-las usando equipamentos de caça a planetas, quando elas orbitam uma estrela maior em um sistema binário.
A nova estrela tem uma massa comparável à estimativa atual para TRAPPIST-1, mas um raio quase 30% menor. Embora sejam as estrelas mais numerosas do universo, as com tamanhos e massas inferiores a 20% do nosso sol são mal compreendidas, uma vez que são difíceis de detectar devido a sua pequena dimensão e baixo brilho.
O projeto EBLM, responsável pela descoberta deste estudo, visa diminuir esse buraco no nosso conhecimento. “Graças ao projeto EBLM, conseguiremos uma compreensão muito maior dos planetas orbitando as estrelas mais comuns que existem, planetas como os que estão em órbita da TRAPPIST-1”, disse um dos coautores do estudo, Didier Queloz, da Universidade de Cambridge.
Fonte: Phys

O instrumento SPHERE do ESO descobre um EXOPLANETA único

O exoplaneta HIP 65426b - o primeiro a ser observado pelo instrumento SPHERE montado no VLT do ESO. A imagem da estrela progenitora foi retirada da imagem para se ver melhor o planeta; o círculo indica a órbita de Neptuno em torno do Sol marcada à mesma escala. O planeta pode ser visto claramente na imagem, em baixo à esquerda.Crédito: ESO

A procura de exoplanetas — outros mundos em órbita de outras estrelas — é uma das mais desafiantes e excitantes áreas da astronomia atual. O exoplaneta HIP 65426b foi descoberto recentemente com o auxílio do instrumento SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch instrument) montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO. Situado a cerca de 385 anos-luz de distância, HIP 65426b é o primeiro exoplaneta descoberto pelo SPHERE, revelando-se adicionalmente particularmente interessante.
O planeta é quente (com temperaturas entre 1000 e 1400 graus Celsius) e tem entre seis e doze vezes a massa de Júpiter. Parece ter uma atmosfera muito poeirenta repleta de nuvens espessas e orbita uma estrela jovem e quente que gira surpreendentemente depressa.
Invulgarmente, dada a sua idade, a estrela não parece estar rodeada por um disco de restos, sendo que a ausência de tal disco levanta várias questões sobre como é que o planeta se formou. Assim sendo, o planeta pode-se ter formado num disco de gás e poeira que, quando dissipou rapidamente, interagiu com outros planetas tendo-se deslocado para uma órbita mais distante, local onde o observamos atualmente. Alternativamente, a estrela e o planeta podem-se ter formado ao mesmo tempo como um sistema binário onde a componente de maior massa impediu a sua companheira de acumular matéria suficiente para se tornar uma estrela. A descoberta deste planeta dá aos astrónomos a oportunidade de estudar a composição e localização das nuvens na sua atmosfera e testar teorias de formação, evolução e física dos exoplanetas.
O SPHERE é um poderoso descobridor de planetas instalado no Telescópio Principal 3 do VLT. O seu objetivo científico é detetar e estudar novos exoplanetas gigantes situados em órbita de estrelas próximas pelo método de imagens diretas. Este método pretende capturar diretamente imagens de exoplanetas e discos de restos em torno de estrelas, tal como se se tirasse uma fotografia, o que é bastante difícil já que a luz da estrela é tão forte que a ténue luz refletida pelos planetas em órbita é ofuscada pela luz estelar. No entanto, o SPHERE foi inteligentemente concebido para ultrapassar este obstáculo, procurando especificamente a radiação polarizada refletida pela superfície do planeta.
Esta imagem foi capturada no âmbito do programa de rastreio SHINE (SpHere INfrared survey for Exoplanets), o qual pretende obter imagens de 600 estrelas jovens próximas, no infravermelho próximo, utilizando o alto contraste e a elevada resolução angular do SPHERE para descobrir e caracterizar novos sistemas planetários e explorar a sua formação.
Fonte: Astronomia OnLine
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