22 de ago de 2017

Marte pode ter tempestades de neve noturnas assustadoras


O planeta natal de Elon Musk, que os humanos conhecem como Marte, está repleto de surpresas. O planeta tem uma lua desmoronando sob o peso de seu próprio estressepode ser apropriado para o cultivo de batatas e abriga restos de um oceano antigo gigante. Aparentemente, esse é só o começo da estranheza absurdamente maravilhosa de Marte.

Um novo estudo publicado nesta segunda-feira (22), na Nature Geoscience sugere que o Planeta Vermelho pode passar por tempestades de neve pequenas mas intensas de noite. Embora já saibamos sobre as rajadas marcianas há algum tempo, essa pesquisa sugere que as tempestades de neve noturnas são na verdade localizadas e com neve se movimentando rapidamente.

É difícil visualizar Marte — que parece um deserto ou uma caixa de areia — como um lugar em que pode cair neve. De acordo com os modelos dos pesquisadores, nuvens de gelo de água ainda conseguem se formar na atmosfera de Marte, que é aproximadamente 100 vezes mais fina que a da Terra e contém significativamente menos vapor d'água. À noite, essas partículas de nuvem de gelo se resfriam, causando a instabilidade que pode levar a essas tempestades de neve localizadas intensas.

Embora a nave Phoenix, da NASA, tenha encontrado neve caindo em Marte pela primeira vez em 2008, essa nova informação poderia iluminar o quão rapidamente a precipitação se move e de onde ela vem.

"Mostramos que tais tempestades de neve — ou microexplosões de gelo — podem explicar camadas mistas noturnas profundas detectadas de assinaturas de órbita e de precipitação, detectadas abaixo das nuvens de gelo de água pela nave Phoenix 
", escreveram os pesquisadores. "Em nossas simulações, tempestades de neve convectivas ocorrem apenas durante a noite marciana, resultando de instabilidade atmosférica devido ao resfriamento de partículas de nuvens de gelo."

Portanto, embora você possa não conseguir construir um homem de gelo no Planeta Vermelho, pode se confortar com o fato de que, se Elon Musk conseguir o que quer, você pode ter uma chance de ser pulverizado pelos velozes flocos de neve marcianos — algum dia.
Fonte: MSN

Cientistas melhoram previsões meteorológicas das anãs castanhas

Esta impressão de artista mostra uma anã castanha com bandas de nuvens, que se pensa serem parecidas com aquelas vistas em Neptuno e nos outros planetas exteriores.Crédito: NASA/JPL-Caltech

Os objetos fracos a que chamamos anãs castanhas, menos massivas que o Sol mas mais massivas que Júpiter, têm ventos e nuvens poderosas - especificamente, nuvens irregulares e quentes feitas de gotículas de ferro e poeira de silicato. Os cientistas perceberam recentemente que estas nuvens gigantes podem mover-se e engrossar ou diminuir surpreendentemente depressa, em menos de um dia terrestre, mas não entendiam porquê.

Agora, investigadores têm um novo modelo para explicar como as nuvens se movem e mudam de forma nas anãs castanhas, usando informações do Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Ondas gigantes provocam movimento em grande escala de partículas nas atmosferas das anãs castanhas, alterando a espessura das nuvens de silicato, divulgam os cientistas na revista Science. O estudo também sugere que estas nuvens estão organizadas em bandas confinadas a diferentes latitudes, viajando com diferentes velocidades em bandas diferentes.

"Esta é a primeira vez que vemos bandas atmosféricas e ondas nas anãs castanhas," comenta o autor principal Daniel Apai, professor associado de astronomia e ciências planetárias na Universidade do Arizona em Tucson, EUA. Tal como nos oceanos da Terra, tipos diferentes de ondas podem formar-se nas atmosferas planetárias. Por exemplo, na atmosfera da Terra, ondas muito longas misturam ar frio das regiões polares para latitudes médias, o que muitas vezes leva à formação ou dissipação de nuvens.

As distribuições e os movimentos das nuvens das anãs castanhas neste estudo são mais parecidos com aqueles observados em Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Neptuno tem estruturas de nuvens que também seguem bandas, mas as suas nuvens são feitas de gelo. As observações de Neptuno pelo Kepler da NASA, operando na sua missão K2, foram importantes nesta comparação entre o planeta e as anãs castanhas.

"Os ventos atmosféricos das anãs castanhas parecem ser mais como os padrões familiares e regulares de cinturas e zonas de Júpiter do que a 'fervura' atmosférica e caótica vista no Sol e em muitas outras estrelas," comenta Mark Marley, coautor do estudo e do Centro de Investigação Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Califórnia.

Equiparamos as anãs castanhas a estrelas falhadas porque são demasiado pequenas para fundir elementos químicos nos seus núcleos. Também podemos pensar nelas como "superplanetas" porque são mais massivas que Júpiter, mas têm aproximadamente o mesmo diâmetro. Tal como os planetas gigantes e gasosos, as anãs castanhas são constituídas principalmente por hidrogénio e hélio, mas encontram-se muitas vezes separadas de qualquer sistema planetário. Num estudo de 2014 usando o Spitzer, os cientistas descobriram que as anãs castanhas normalmente têm tempestades atmosféricas.
Devido à sua semelhança com exoplanetas gigantes, as anãs castanhas são janelas para os sistemas planetários além do nosso. É mais fácil estudar anãs castanhas do que planetas porque muitas vezes não possuem uma brilhante estrela hospedeira que as obscurece.

"É provável que as estruturas em banda e as grandes ondas atmosféricas que encontrámos nas anãs castanhas também sejam comuns nos exoplanetas gigantes," comenta Apai.

Usando o Spitzer, os cientistas monitorizaram mudanças de brilho em seis anãs castanhas durante mais de um ano, observando cada uma a completar 32 rotações. À medida que uma anã castanha gira, as suas nuvens movem-se para dentro e para fora do hemisfério observado telescopicamente, provocando mudanças no brilho da anã castanha. Os cientistas então analisaram estas variações de brilho a fim de explorar como as nuvens de silicato estão distribuídas nas anãs castanhas.

Os investigadores esperavam que estas anãs castanhas tivessem tempestades elípticas parecidas com a Grande Mancha Vermelha de Júpiter, provocadas por zonas de alta pressão. A Grande Mancha Vermelha existe em Júpiter há centenas de anos e muda muito devagar: estas "manchas" não podiam explicar as rápidas mudanças de brilho que os cientistas viram ao observar estas anãs castanhas. Os níveis de brilho das anãs castanhas variaram acentuadamente apenas ao longo de um dia terrestre.

Para perceber os altos e baixos do brilho, os cientistas tiveram que repensar os seus pressupostos sobre o que acontecia nas atmosferas das anãs castanhas. O melhor modelo para explicar as variações envolve ondas grandes, propagando-se pela atmosfera com períodos diferentes. Essas ondas fariam com que as estruturas das nuvens girassem com diferentes velocidades em bandas diferentes.

Theodora Karalidi, investigadora da Universidade do Arizona, usou um supercomputador e um novo algoritmo para produzir mapas de como as nuvens viajam nessas anãs castanhas.
"Quando os picos das duas ondas não estão em sintonia, ao longo do dia existem dois picos de brilho máximo," afirma Karalidi. "Quando as ondas estão em sincronia, obtemos um pico grande, tornando a anã castanha duas vezes mais brilhante do que com uma única onda."

Os resultados explicam o comportamento intrigante e as mudanças de brilho que os investigadores viram anteriormente. O próximo passo é tentar entender melhor o que faz com que as ondas comandem o comportamento das nuvens.
Fonte: Astronomia OnLine

Asteroide que extinguiu dinossauros trouxe dois anos de escuridão

© iStock Há 66 milhões de anos, o impacto de um asteroide de cerca de dez metros de diâmetro impediu a fotossíntese e a sobrevivência de grande parte dos seres vivos.

As cinzas e fuligem dos gigantescos incêndios provocados pelo asteroide que atingiu a Terra há cerca de 66 milhões de anos deixou o planeta na escuridão por quase dois anos, afirma um novo estudo publicado na última segunda-feira. O impacto, que extinguiu os dinossauros, mudou drasticamente as condições climáticas na superfície terrestre, impedindo a fotossíntese e a sobrevivência de grande parte dos seres vivos, afirmaram os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa do Clima dos Estados Unidos (NCAR), que contaram com o apoio da Nasa e da Universidade do Colorado em Boulder, para a pesquisa. A análise foi publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).
“A extinção da maior parte dos grandes animais terrestres pode ter ocorrido logo após o impacto, mas os animais que viviam nos oceanos, que podiam se esconder em tocas subterrâneas ou, temporariamente, no fundo das águas, sobreviveram. Nosso estudo olha para a história após os efeitos iniciais – depois dos terremotos, tsunamis e aquecimento. Queríamos verificar os efeitos de longo prazo gerados pela grande quantidade de fuligem criada e quais as consequências para os animais que sobreviveram”, explica Charles Bardeen, do NCAR, e um dos autores do estudo, em comunicado.

Asteroide que extinguiu os dinossauros

A hipótese mais conhecida para a extinção dos dinossauros é que um imenso asteroide caiu na Península de Yucatán, no México, originando a cratera de Chicxulub. No entanto, não se sabe ao certo o que aconteceu após o impacto. Uma das teorias mais aceitas conta que a queda da gigantesca rocha causou a liberação de enxofre e de nuvens de ácido sulfúrico que cobriram o globo e se precipitaram em longas chuvas ácidas. Barrando a entrada de luz solar, as nuvens tornaram o ambiente escuro, o que impediu a fotossíntese e levou a uma abrupta diminuição da temperatura. Contudo, os detalhes de como se deu esse processo ainda são misteriosos.
De acordo com o novo estudo, o choque do asteroide de cerca de dez quilômetros de diâmetro provocou grandes chamas e “enormes quantidades de cinzas”, que teriam obscurecido a luz solar por quase dois anos. Por um ano e meio, a fotossíntese foi interrompida e o planeta sofreu um violento resfriamento, fatores que contribuíram para a extinção dos dinossauros.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas usaram um modelo computadorizado para simular como seria a Terra no final do Cretáceo, o que ajudaria a compreender a razão por que algumas espécies desapareceram e outras se adaptaram e sobreviveram. Mais de três quartos das espécies que viviam na Terra, incluindo todas as de dinossauros não voadores, foram extintas nessa época e há evidências que essa extinção em massa estaria ligada ao asteroide que atingiu o planeta.
A colisão, de acordo com os cientistas, desencadeou terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas, e a força do impacto teria lançado rochas vaporizadas muito acima da superfície terrestre, onde teriam se condensado em pequenas partículas. Ao caírem novamente na Terra, esses fragmentos teriam se aquecido pela fricção até temperaturas suficientemente altas para provocar incêndios e aquecer a superfície. A simulação aponta também que as cinzas aquecidas pelo Sol subiram para a atmosfera até formarem uma barreira que bloqueou a luz solar que chegava à Terra.
“No início teria sido tão escuro como uma noite enluarada”, explicou Owen Toon, da Universidade de Colorado em Boulder, também autor do estudo, em comunicado.
Fonte: http://www.msn.com

Detalhe inesperado aparece em foto do eclipse

Milhões de americanos assistiram, através de telescópios, câmeras e óculos de proteção descartáveis, ao momento em que a Lua apagou o Sol, no primeiro eclipse solar total a cruzar os Estados Unidos de costa a costa em quase um século. Uma foto tirada pela NASA captou, além da beleza do fenômeno natural, um detalhe bastante inesperado. A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) cruzou o céu e passou em frente ao Sol bem no momento do eclipse.  A foto tirada pelo fotógrafo da NASA Joel Kowsky captou perfeitamente o instante em que a minúscula silhueta do ISS se aproxima do astro. A imagem foi capturada da cidade de Banner, no Wyoming. A agência espacial americana também registrou em vídeo o momento em que a Estação Espacial passa ao lado do Sol, a uma velocidade aproximada de 8 km/seg. Uma câmera de alta velocidade, que filma 1.500 quadros por segundo, foi usada para capturar o evento.
MSN

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