19 de out de 2017

A concha da enorme estrela G79.29+0.46

Estrelas assim tão voláteis são bastante raras. Capturada no meio de nuvens de poeira e visível para a direita e para cima do centro, está a massiva G79.29+0.46, uma das menos de 100 estrelas variáveis azuis luminosas (LBVs ou luminous blue variables) atualmente conhecidas na nossa Galáxia. As LBVs expelem conchas de gás e podem perder o equivalente à massa de Júpiter ao longo de 100 anos. A estrela, ela própria brilhante e azul, está envolta em poeira e, portanto, não é observável no visível. A estrela moribunda parece verde e rodeada por conchas vermelhas nesta imagem infravermelha que combina exposições do Observatório Espacial Spitzer e do WISE da NASA. G79.29+0.46 está localizada na região de formação estelar Cygnus X da Via Láctea. Não se sabe porque G79.29+0.46 é tão volátil, nem quanto tempo permanecerá na fase LBV nem quando explodirá como supernova.
Fonte: NASA

Quando duas estrelas de NÊUTRONS colidem

A imagem acima é uma ilustração e mostra a nuvem de expansão quente e densa de detritos arrancados de duas estrelas de nêutrons pouco antes de colidirem. Dentro desses detritos ricos em nêutrons, uma grande quantidade de alguns dos elementos mais pesados do universo foi forjada, incluindo o equivalente a centenas de vezes a massa da Terra de outro e platina. Isso representa a primeira vez que os cientistas detectaram a luz proveniente de um evento gerador de onda gravitacional, graças à fusão de duas estrelas de nêutrons, que ocorreu na galáxia NGC 4993, localizada a cerca de 130 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação da Hydra.
Crédito da Imagem: NASA Goddard Space Flight Center/CI Lab
Fonte: https://www.nasa.gov

Medição do VLBA promete imagem completa da VIA LÁCTEA

Os astrónomos mediram diretamente a distância a uma região no outro lado da Via Láctea, para lá do centro da Galáxia.Crédito: Bill Saxton, NRAO/UAI/NSF; Robert Hurt, NASA

Usando o VLBA (Very Long Baseline Array) da NSF (National Science Foundation), astrónomos mediram diretamente a distância de uma região de formação estelar no lado oposto ao Sol na nossa Via Láctea. Este feito quase que duplica o recorde anterior de medição de uma distância no interior da nossa Galáxia. Isto significa que, usando o VLBA, agora podemos mapear com precisão toda a extensão da nossa Galáxia," comenta Alberto Sanna, do Instituto Max Planck para Radioastronomia na Alemanha. 
As medições de distância são cruciais para a compreensão da estrutura da Via Láctea. A maioria do material da nossa Galáxia, composta principalmente por estrelas, gás e poeira, fica dentro de um disco achatado, no qual o nosso Sistema Solar está situado. Dado que não podemos ver a nossa Galáxia de face, a sua estrutura, incluindo a forma dos seus braços espirais, só pode ser mapeada medindo distâncias de objetos noutros lugares da Galáxia. 
Os astrónomos utilizaram uma técnica chamada paralaxe trigonométrica, usada pela primeira vez em 1838 para medir a distância a uma estrela. Esta técnica mede a aparente mudança da posição no céu de um objeto celeste visto em lados opostos da órbita da Terra em torno do Sol. Este efeito pode ser demonstrado colocando um dedo em frente do nariz e fechando, alternadamente, cada olho - o dedo parece saltar de um lado para o outro.

A técnica da paralaxe determina a distância medindo o ângulo da aparente mudança da posição de um objeto, visto em lados opostos da órbita da terra em torno do Sol.Crédito: Bill Saxton, NRAO/UAI/NSF; Robert Hurt, NASA

A medição do ângulo da aparente mudança de posição desse objeto permite que os astrónomos usem simples trigonometria para calcular diretamente a distância a esse objeto. Quanto menor o ângulo, maior a distância. O VLBA, um radiotelescópio com dez antenas distribuídas por toda a América do Norte, Hawaii e Caraíbas, pode medir os minúsculos ângulos associados a grandes distâncias. Neste caso, a medição foi equivalente ao tamanho angular de uma bola de basebol na Lua. As observações VLBA, feitas em 2014 e 2015, mediram uma distância de mais de 66.000 anos-luz para uma região de formação estelar chamada G007.47+00.05 no lado oposto ao Sol na Via Láctea, bem para lá do centro da Galáxia, que fica a mais ou menos 27.000 anos-luz de distância. O recorde anterior de medição de paralaxe estava situado nos 36.000 anos-luz. 
"A maioria das estrelas e gases na nossa Galáxia estão dentro desta distância recém-medida ao Sol. Com o VLBA, temos agora a capacidade de medir distâncias suficientes para rastrear com precisão os braços espirais da Via Láctea e conhecer a sua forma verdadeira," realça Sanna. As observações do VLBA mediram a distância a uma região onde se formam novas estrelas. Estas regiões incluem áreas onde as moléculas de água e metanol atuam como amplificadores naturais de sinais de rádio - masers, o equivalente rádio aos lasers das ondas de luz. Este efeito torna os sinais de rádio brilhantes e facilmente observáveis com radiotelescópios. 
"A Via Láctea tem centenas de regiões de formação estelar que incluem masers, de modo que temos muitos 'marcos' para usar no nosso projeto de mapeamento, mas este é especial. Estamos a observar o outro lado da Via Láctea, passando o seu centro," comenta Karl Menten, do Instituto Max Planck para Radioastronomia. O objetivo dos astrónomos é finalmente revelar o aspeto da nossa própria Galáxia, como se a víssemos de fora, talvez a um milhão de anos-luz, vendo-a de face, em vez de ao longo do plano do seu disco. Esta tarefa exige muitas mais observações e muito trabalho minucioso, mas, dizem os cientistas, as ferramentas desse trabalho estão já ao nosso alcance. Quanto tempo vai demorar?

"Nos próximos 10 anos, teremos uma imagem bastante completa," prevê Mark Reid do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica.
 Fonte: Astronomia OnLine


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