18 de jun de 2018

Uma galáxia, três supernovas

Crédito:ESA/Hubble & NASA, RELICS

Em astronomia, como diz aquele ditado, o diabo está nos detalhes, como nessa imagem feita com a Advanced Camera for Surveys e a Wide-Field Camera 3 do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, demonstra.  As numerosas bolhas difusas e as formas brilhantes se espalham pela imagem e constituem o aglomerado de galáxias conhecido como RXC J0949.8+1707. 

Localizada na parte superior direita do frame, está uma galáxia especialmente bela e interessante, uma galáxia do tipo espiral barrada e que se apresenta de frente para nós. Na última década, os astrônomos espiaram essa galáxia e descobriram não só um, mas três exemplos de um fenômeno cósmico conhecido como supernova, a impressionante explosão de uma estrela no final de sua vida.

A mais nova candidata a supernova é apelidada de SN Antikythera, e pode ser vista na parte inferior direita da galáxia. Essa brilhou intensamente na luz visível e no infravermelho por muito anos antes de se apagar vagarosamente. As duas outras supernovas, apelidadas de SN Eleanor e SN Alexander, estavam presentes nos dados coletados em 2011, mas não estão visíveis nessa imagem, que foi feita anos depois, a natureza temporária desses fenômenos confirmou que eram então supernovas. 

Se futuras observações do RXC J049.8+1707 mostrarem que a SN Antikytera desapareceu então nós poderemos classificar esse evento como uma supernova, assim como os outros foram.  Essa imagem foi feita como parte do programa de observação chamado de RELICS (Reionization Lensing cluster Survey). O RELICS fez imagem de 41 aglomerados de galáxias massivos para que o James Webb possa no futuro estudar melhor esses aglomerados e o efeito de lente gravitacional.
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