17 de março de 2010

Conheça quatro teorias sobre a origem da água na Lua

Para muitos, 2009 será lembrado como o ano em que a presença de água na Lua foi confirmada além de qualquer suspeita. "Você está vendo o ápice de um monte de missões criadas especificamente para responder a essa pergunta", disse Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário (LPI, no acrônimo em inglês), fundado pela Nasa e sediado em Houston, Texas.
No início deste ano, o Orbitador de Reconhecimento Lunar, da Nasa, e a espaçonave Chandrayaan-1, da Índia, detectaram possíveis vestígios químicos de água lunar. E, na semana passada, a Nasa anunciou que os choques com a lua do LCROSS haviam levantado quantidades "significativas" de água da cratera.

Mas de onde veio a água da lua?
"Será que ela foi depositada por um único grande evento recente? Ou será que está lá há bilhões de anos?", questionou Peter Schultz, cientista do LCROSS da Universidade Brown, em Rhode Island. "Não sabemos." Por enquanto existem três grandes teorias científicas de como a Lua conseguiu sua água - e uma "loucamente especulativa" quarta ideia que não pode ser descartada por enquanto.
Primeira teoria:
Vulcões Antigos Lançaram a Água da Lua à Superfície
A água da Lua estava lá desde o início, defende uma teoria - a água foi um ingrediente para a formação da Lua, assim como foi para a Terra. De acordo com essa ideia, a água está concentrada no interior do satélite. No passado distante, quando a Lua hoje "morta" tinha um núcleo quente, erupções vulcânicas ou "descargas" gasosas lentamente empurraram a água para a superfície, onde ficou congelada desde então, disse Spudis, do LPI, explicando a teoria.

Segunda teoria: A Água Foi "Produzida" na Superfície

A água lunar pode ter se formado lá mesmo, com certa ajuda do Sol, segundo hipótese de alguns cientistas. O Sol emite constantemente um fluxo de partículas chamado vento solar. De acordo com essa teoria, íons de hidrogênio positivamente carregados, ou prótons, no vento solar podem ter atingido a Lua e reagido com minerais ricos em oxigênio no solo lunar para formar H2O, também conhecida como água.
A formação de água pelo vento solar seria um processo vagaroso, disse Schutlz, da Universidade Brown. Mas "mesmo se você acumular uma molécula (de água) por dia dessa forma, ao longo de bilhões de anos dá pra fazer muita coisa".

Terceira teoria: Cometas e Asteroides Levaram Água à Lua

Alguns afirmam que a água da lua pode ter sido o presente de cometas com água e asteroides úmidos que atingiram o satélite num passado distante. Boa parte da água desses impactos teria sido ejetada para o espaço, mas algumas moléculas ociosas podem ter sido capturadas pela gravidade lunar.
"A ideia é que cometas ou asteroides com água atingem a Lua e criam uma nuvem de vapor d'água que paira próxima à superfície lunar", disse Spudis, do LPI. "Parte da água acaba migrando para as áreas polares, onde encontra uma armadilha gelada", uma área permanentemente fria, como uma cratera polar onde a luz do Sol nunca alcança. Como resultado, a água teoricamente permaneceria congelada por eras.

Quarta teoria: A Água da Lua Veio da Terra

Existem duas maneiras pelas quais a água da Terra poderia ter chegado até a Lua, e as duas seriam possíveis apenas quando a Terra e a Lua estavam muito mais próximas, há bilhões de anos, segundo Schultz, de Brown.
Para começar, durante períodos pré-históricos, quando o campo magnético terrestre era fraco ou inexistente, o vento solar poderia ter tirado vapor d¿água da atmosfera de nosso planeta e o depositado na Lua. Ou talvez impactos catastróficos de asteroide ou cometa na Terra tenham ejetado água do mar para o espaço, e a lua em órbita teria passado pela nuvem de vapor, saindo de certa forma encharcada.
Esses dois cenários são teoricamente possíveis, embora Schultz admita, "estamos no campo da especulação". Porém, era exatamente onde estava a água da Lua até poucos dias atrás.
Fonte: Terra
Tradução: Amy Traduções

Nebulosa da Serpente ou Barnard 72


As nebulosas escuras serpenteiam ao longo de uma grande área do céu nesta imagem na direção da bonita constelação de Ofiúco e no centro da nossa Via Láctea. De fato, a forma em "S" central é conhecida como Nebulosa da Serpente. Também é catalogada como Barnard 72 (B72), uma entre 182 marcas escuras do céu catalogadas no início do século XX pelo astrônomo E. E. Barnard. Ao invés das brilhantes nebulosas de emissão e enxames estelares, as nebulosas de Barnard são nuvens escuras interestelares de gás e poeira. As suas formas são apenas visíveis porque se situam no pano de frente dos vastos campos estelares e dos berçários de estrelas da nossa Galáxia. Muitas das nebulosas escuras de Barnard são até locais de futura formação estelar. Barnard 72 alguns anos-luz de comprimento e situa-se a cerca de 650 anos-luz de distância.
Créditos:imagensdouniverso.blogspot.com

Observatório W. M. Keck

O observatório W. M. Keck é um observatório astronómico que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. Situa-se no cume do monte Mauna Kea, no Havai, Estados Unidos da América. Cada telescópio tem um espelho de dez metros.
O observatório é gerido pela organização não governamental California Association for Research in Astronomy, tendo a NASA como parceiro.
O cume de Mauna Kea é considerado um dos locais mais importantes do mundo para observações astronómicas. Os telescópios gémeos Keck são dois dos maiores instrumentos operando no espectro visível/infravermelho próximo.

 Informações Gerais

Tipo de Telescópio: Reflector
Informações do telescópio
Comprimento de onda: visível, infravermelho próximo
Diâmetro: 10m cada
Distância focal: 17,5 m (f/1.75)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Curiosidades sobre Plutão

Se os humanos vivessem no tempo de Plutão, jamais chegariam ao primeiro aniversário. O Planeta completa sua órbita ao redor do Sol uma vez a cada 248 anos terrestres.
A força da gravidade em Plutão é tão fraca que um homem de 700 N na terra pesaria apenas 40 N em Plutão.
Em Plutão, não é possível respirar. Além do frio insuportável, Plutão tem uma atmosfera muito fina de moléculas de nitrogênio, com vestígios de Monóxido de Carbono e metano. Quando o planeta se distancia do Sol, a atmosfera congela junto a superfície novamente.
Plutão é um dos únicos planetas que giram sobre seu eixo horizontal. Urano é o outro. Um dia em Plutão equivale a 6,4 dias terrestres.
Um sinal de rádio transmitido na velocidade da Luz leva cerca de quatro horas e meia para ir da Terra a Plutão.
A órbita de Plutão em torno do Sol está em ressonância 3:2 com a órbita de Netuno. Isso garante que, mesmo com a projeção das órbitas na eclíptica se cruzando, os dois astros nunca se aproximem.

O centro da Nebulosa Cisne (M 17)

Esta "aquarela" no Universo é uma região de intensa formação de estrelas. Ela é a região central da nebulosa Cisne, também conhecida como M17. Esta nebulosa está a 5500 anos-luz de nós, na constelação Sagitário. A região mostrada na figura é 3500 vezes maior do que o Sistema Solar inteiro! Imersas em uma enorme nuvem de hidrogênio, escura e fria, circundada por gás brilhante, estrelas estão se formando, em grande número, nesta região. Ela é iluminada pela radiação ultravioleta emitida por estrelas jovens e de grande massa que estão localizadas na direção do canto direito, acima, mas fora da fotografia. Cada uma delas deve ser 6 vezes mais quente do que o nosso Sol e ter 30 vezes mais massa do que ele. As cores azul, verde e vermelho são produzidas por átomos excitados de hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre que existem nesta região. A direita do centro, vemos uma estrutura brilhante, grande, que brilha na luz vermelha emitida por átomos de hidrogênio e enxofre. A "Advanced Camera for Surveys (ACS)" a bordo do Hubble Space Telescope fez esta observação nos dias 1 e 2 de abril de 2002.
Fonte:www.on.br

Planeta Urano

Ao contrário dos planetas vistos até agora, Urano e Netuno e o planeta anão, Plutão não possuem um passado místico, onde eram considerados deuses, pois estes não podiam ser vistos a olho nu. Porém, seus nomes seguiram a mesma tradição. Este planeta tem participação recente na história da astronomia. Urano só entrou para a astronomia como planeta em 13 de março de 1781, quando Willian Herschel (1738-1822), o avistou pela primeira vez sem confundí-lo com uma estrela, pois mesmo Galileu já o havia avistado antes, mas registrou-o como um estrela de sexta magnitude. Mesmo Herschel achava que este corpo era um cometa, porém cinco meses depois, Pierre Simon Laplace (1749-1827), calculando sua órbita provou assim tratar-se de um novo planeta e que sua órbita estava além da de Saturno.

Os Campos Magnéticos
Quando a Voyager II passou por Urano, detectou um campo magnético inclinado 58o com o eixo de rotação do planeta e que não passa pelo centro do mesmo. Os astronômos pensaram que se tratava de um caso único no Sistema Solar e que por coincidência a sonda passou pelo planeta num exato momento de inversão desse campo (a exemplo do que acontece com a Terra). Porém a chance de acontecer esse encontro no período da inversão do campo magnético é muito pequena. Quando a sonda Voyager II passou por Netuno, essa situação deixou de ser um mero acaso, como nós veremos mais adiante.

Provável Interior

Apesar de se enquadrar nas características de planetas jovianos, sua massa é pequena se comparada com a de Júpiter. No entanto, a análise das informações mostrou que seu núcleo é mais denso (relativos à pressão) e de composição bem diferente quando comparados a Júpiter e Saturno. Apresenta maiores quantidades relativas de gelo, carbono, oxigênio, silício, nitrogênio e ferro, no lugar da predominância do hidrogênio e hélio nos dois planetas anteriores.

Atmosfera Superior
A astmosfera superior de Urano é muito calma, quando comparada com os demais planetas jovianos. A análise das imagens mostrou que as variações de tonalidade não excedem a 5% e ainda por cima na faixa verde do espectro da luz visível. A cor verde deve-se à absorção seletiva da luz solar por parte do metano atmosférico.

Órbita
No caso de Urano a inclinação do eixo de rotação chega a 82,5° . Por causa disso apenas uma parte do planeta é iluminada e a outra passa por períodos de até 42 anos na escuridão. Esse efeito é único no sistema solar e provoca no planeta profundas mudanças de circulação atmosférica alterando os fenômenos meteorológicos. Essa rotação tão inclinada com o plano de órbita pode ter sido provocada pelo choque com um corpo de massa próxima a da Terra, que se formou na mesma região de Urano. Esses choques também podem ter ocorridos com Júpiter e Saturno, mas como suas massas são bem maiores as consequências não foram tão extremas.

Anéis
Os anéis de Urano foram descobertos em 1977, por ocultação de uma estrela, numa série de fotos para análise sobre a atmosfera do planeta. Esses anéis estão no interior das órbitas dos satélites conhecidos, são opacos à luz, muito estreitos no sentido radial, com menos de cem quilômetros e com muitas divisões. Pelo que se sabe são constituidos de gelo e partículas escuras que não chegam a refletir 5% da luz incidente. A origem pode ser devido a choques de pequenos satélites, mas nada se pode afirmar. Nem mesmo uma hipótese é formulada por falta de dados conclusivos.

Satélites de Urano
Além dos onze existentes foram registrados muitos outros corpos nas proximidades de Urano, o que elevou o número de satélites naturais a 27. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno. Com órbitas que se aproximam da circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial. Os quatro maiores tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km, que são Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon. Sabe-se que não são constituídos de gelo sobre a superfície, por causa do baixo índice de reflexão. Alguns acreditam que o gelo esteja contaminado com uma substância escura, não indentificada. O quinto satélite conhecido (Miranda), tem 400 km de diâmetro, e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II. O satélite apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas, que mostram as atividades geológicas que lá existiram.
Fonte:cdcc.usp.br

As Luas de Urano

Foto: Lua Miranda, de 400 km de diâmetro, registrada pela Voyager 2 em 1986.
Crédito: Nasa.

As cinco maiores luas de Urano foram descobertas entre 1787 e 1848 e são conhecidas como as grandes luas de Urano. A missão Voyager detectou mais dez satélites entre 1985 e 1986 e outras foram descobertas recentemente, elevando o número de satélites naturais para 27. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno, com órbitas quase circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial. Os quatro maiores deles, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon, tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km e devido ao baixo índice de reflexão verificado são constituídos de gelo sobre a superfície. Alguns astrônomos acreditam que esse gelo esteja contaminado com uma substância escura, porém não indentificada. O quinto satélite conhecido é Miranda e tem 400 km de diâmetro. Miranda e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II e apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas que comprovam atividades geológicas no passado. Foi descoberto em 1948 pelo astrônomo Gerald Kuiper, Os picos mais elevados de Miranda chegam a mais de 15 mil metros de altitude.   

Fonte:apollo11.com

15 de março de 2010

NGC2264 - Nebulosa Cone

A Nebulosa Cone é uma famosa nebulosa no Braço de Orion ao redor do aglomerado de estrelas NGC 2264. A nebulosa Cone está a 2500 anos-luz de distância de nós, na constelação Monoceros. Esta imagem mostra os 2,5 anos-luz que formam a parte superior do pilar de gás e poeira desta nebulosa. O pilar gasoso possui 7 anos-luz de extensão. A radiação emitida por estrelas jovens e muito quentes que estão situadas na parte superior mas fora da fotografia, lentamente, ao longo de milhões de anos, tem desgastado esta nebulosa. A luz ultravioleta destas estrelas aquece as bordas da nuvem escura, liberando o seu gás para o espaço interestelar relativamente vazio que circunda a região. Além disso, a luz ultravioleta faz o hidrogênio brilhar, produzindo o halo vermelho que vemos em torno do pilar na fotografia. Com o passar do tempo, ou seja, milhões de anos, somente as regiões mais densas desta nebulosa irão sobreviver à ação da luz ultravioleta emitida pelas estrelas jovens e de grande massa que estão próximas a ela. A "Advanced Camera for Surveys (ACS)" a bordo do Hubble Space Telescope fez esta observação no dia 2 de abril de 2002.
Fonte:www.on.br

A dança de 3C75 no aglomerado galático Abell 400

O que está acontecendo no meio dessa galáxia massiva? Existem duas fontes brilhantes no centro dessa imagem que é uma composição de raios-X (azul) e ondas de rádio (rosa) que acredita-se sejam co-orbitadas por buracos negros supermassivos fornecendo assim energia para a gigante fonte de rádio 3C 75. Encontra-se no núcleo de duas galáxias em fusão no aglomerado galáctico Abell 400, a 300 milhões de anos-luz, dois buracos negros supermassivos ─ envolvidos em uma cápsula de gás que emite raios-X a milhões de graus e expele jatos de partículas relativísticas ─ estão separados por uma distância de 25 mil anos luz. Astrônomos concluíram, em parte, que esses dois buracos negros estão ligados gravitacionalmente em um sistema binário, pela constância na varredura dos jatos, provavelmente devida aos movimentos comuns de deslocamento através do gás quente do aglomerado onde se encontram, a uma velocidade de 1.200 km/s. Colisão de galáxias é considerado um evento cósmico comum em ambientes densamente povoados de aglomerados galácticos. Nos estágios finais, os objetos em fusão, provavelmente, se tornam intensas fontes de ondas gravitacionais. Aparentemente, o núcleo da galáxia ativa OJ 287, na constelação de Câncer, também abriga uma dupla de buracos negros supermassivos, de acordo com artigo publicado na Sky & Telescope em abril passado. O maior deles (primário) tem uma massa estimada em cerca de 18 bilhões de massas solares, o que o torna o maior objeto massivo conhecido, e o menor (secundário) tem uma massa estimada em 100 milhões de massas solares. Por mais assustadores que possam parecer, buracos negros são objetos relativamente comuns no Universo. Como a maioria das galáxias grandes, a Via Láctea engloba um buraco negro supermassivo no seu centro, um monstro à espreita, com 3,7 milhões de vezes a massa do Sol.
Fonte Cretidos:imagensdouniverso.blogspot.com

Estrela Gliese 710

Gliese 710 é uma anã vermelha da constelação Serpens, com magnitude 9,66 e massa estimada entre 0,4 e 0,6 massas solares. Está aproximadamente a 63,0 anos luz da Terra, mas é notável porque seu movimento, distância e velocidade radial indicam que vai chegar à distância de 1,1 anos luz (70 mil UA) da Terra em 1,4 milhões de anos, segundo dados do telescópio Hipparcos. Quando estiver à sua distância mínima, ela será uma estrela de primeira magnitude tão brilhante quanto Antares. Num intervalo de ±10 milhões de anos ao presente, Gliese 710 é a estrela cuja combinação de massa e menor distância que causará a maior perturbação gravitacional em nosso sistema solar. Especificamente, ela tem o potencial de perturbar a Nuvem de Oort o suficiente para enviar uma chuva de cometas ao sistema solar interno, causando, possivelmente, um evento de impacto. Contudo, recentes modelos dinâmicos por García-Sánchez, et al. indicam que o incremento médio da taxa de formação de crateras devido à passagem do Gliese 710 não será maior que 5%. Curiosamente, a estrela com o segundo maior efeito de perturbação nos próximos ou passados 10 milhões de anos foi Algol, um sistema estelar triplo que passou não mais perto que uma distância de 9,8 anos luz, 7,3 milhões de anos atrás, mas com uma massa total maior, de 5,8 massas solares. Algol (também conhecida como Estrela Demônio) era tradicionalmente considerada a estrela mais azarada no céu, daí seu nome (al-Ghul significa 'o Demônio' em árabe).
Fonte:Wikipédia

Uma visita ao Sistema Solar.

      Gliese 710 será a estrela mais próxima da Terra além do Sol     
Os dados do satélite Hipparcos originaram muitas e incríveis descobertas. Uma das mais curiosas prende-se com a descoberta de que o Sol poderá ter a visita de uma estrela dentro de um milhão de anos.
Com o objectivo de encontrar estrelas que tenham passado ou venham a passar perto do Sistema Solar nos últimos milhões de anos, os astrónomos Joan García-Sánchez e Robert A. Preston (Jet Propulsion Laboratory) procuraram entre os dados do satélite Hipparcos todas as estrelas com as seguintes características: encontrarem-se próximas do Sol e terem um movimento próprio pequeno. O movimento próprio de uma estrela mede a sua velocidade perpendicularmente à linha que une a estrela ao Sol (linha de visão). Assim, e como todas as estrelas se movem nalguma direcção relativamente às outras, se uma estrela tem um pequeno movimento próprio deverá estar a mover-se principalmente segundo a nossa linha de visão. Medindo então a velocidade da estrela na nossa direcção (pela medição do efeito de doppler), García-Sánchez e Preston determinaram o momento e a distância de maior aproximação para todas as estrelas que satisfaziam os critérios anteriores. Descobriram desta forma que várias estrelas passaram ou irão passar a menos de 10 anos-luz do Sol nos próximos milhões de anos.
Em particular, este estudo revelou que a estrela Gliese 710 (uma anã vermelha a 63 anos-luz do Sol) poderá passar, dentro de 1 milhão de anos, a apenas 1 ano-luz da nossa estrela. A essa distância a sua influência gravitacional poderá influenciar a nuvem de Oort (de onde vêm os cometas), fazendo precipitar sobre o interior do Sistema Solar uma "chuva" de cometas. As extinções em massa na Terra (em particular a que ocorreu há 65 milhões de anos e que extinguiu os dinossáurios) têm sido atribuídas à queda de cometas. Talvez tenha então sido um fenómeno semelhante a provocar algumas dessas extinções.
Imagem:Gliese 710 se aproxima. Crédito: ESO
Fontes:www.oal.ul.pt
eternosapredizes.com

12 de março de 2010

Objecto Herbig-Haro 47

Uma estrela forma-se a partir da fragmentação e colapso de uma nuvem de gás e poeira. Mas, ao contrário do que se poderia supor, a formação de uma estrela não é acompanhada simplesmente pela acumulação de massa. De fato, assiste-se igualmente à ejecção de massa para o espaço interestelar. É o que se vê nesta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. Uma estrela em formação, escondida no meio de gás e poeira no canto inferior esquerdo da imagem, está a expelir um jacto de matéria a uma velocidade de cerca de 300 km/s. Esta matéria a deslocar-se a alta velocidade interage com o meio envolvente dando origem a zonas de choque e de excitação do gás. Assim se formam aquilo que se designa por um objecto Herbig-Haro (HH), em homenagem aos que primeiro descobriram estes objectos, na década de 50 do século passado. Este objecto Herbig-Haro foi catalogado HH 47 e é um dos objectos do género mais conhecidos e estudados.
Crédito: NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2).
Fonte:portaldoastronomo.org

Planeta Netuno

Netuno é o oitavo e, desde o rebaixamento de Plutão para a categorias de planeta-anão, o último planeta do sistema solar em ordem de afastamento a partir do Sol. Netuno recebeu o nome do deus romano dos mares.

Características físicas

Orbitando tão longe do Sol, Netuno recebe muito pouco calor. A sua temperatura superficial média é de -218 °C. No entanto, o planeta parece ter uma fonte interna de calor. Pensa-se que isto se deve ao calor restante, gerado pela matéria em queda durante o nascimento do planeta, que agora erradia pelo espaço fora. A atmosfera de Netuno tem as mais altas velocidades de ventos no sistema solar, que são acima de 2000 km/h; acredita-se que os ventos são amplificados por este fluxo interno de calor. A estrutura interna lembra a de Urano -- um núcleo rochoso coberto por uma crosta de gelo, escondida no profundo de sua grossa atmosfera. Os dois terços internos de Netuno são compostos de uma mistura de rocha fundida, água, amônia líquida e metano. A terça parte exterior é uma mistura de gases aquecidos composta por hidrogênio, hélio, água e metano. Como Urano e diferentemente da composição uniforme de Júpiter e Saturno, acredita-se que a estrutura interna de Netuno consiste de três camadas. Como Urano, o campo magnético de Netuno é muito inclinado em relação ao seu eixo rotacional, a 47°, e desviado em no mínimo 0,55 radianos (cerca de 13500 quilômetros) do centro físico do planeta. Comparando o campo magnético dos dois planetas, os cientistas acham que esta orientação extrema se deve aos característicos fluxos no interior do planeta, e não do resultado da orientação lateral de Urano. Em Netuno ocorrem os ventos mais fortes do sistema solar, em tempestades relampejantes com rajadas de 2400km/h.

Exploração de Netuno 

Os desenhos astronômicos de Galileu mostram que ele observou Netuno em Janeiro de 1613, quando o planeta estava perto de Júpiter. Mas, como pensou que se tratasse de uma estrela, não lhe pode ser creditada a descoberta. Em 1821, Alexis Bouvard publicou tabelas astronômicas da órbita de Urano. Observações subsequentes revelaram desvios substanciais das tabelas, levando Bouvard a pôr a hipótese da existência de um corpo que perturbasse a órbita. Em 1843, John Couch Adams calculou a órbita de um oitavo planeta que pudesse explicar o movimento de Urano. Enviou os seus cálculos a Sir George Airy, que os rejeitou com alguma frieza, levando Adams a abandonar o assunto. Em 1846, Urbain Le Verrier, independentemente de Adams, reproduziu os seus cálculos mas também deparou com dificuldades em encorajar algum entusiasmo nos seus compatriotas. No entanto, no mesmo ano, John Herschel começou a promover a abordagem matemática e convenceu James Challis a procurar o planeta.

Anéis de Netuno 
Embora não sejam visíveis nas fotografias do telescópio espacial Hubble, Netuno faz parte dos planetas gigantes que possuem um complexo sistema de anéis. Possui cinco anéis principais e sua descoberta se deve a uma observação efetuada ainda em 1984 a bordo de um avião U2 que acompanhou o deslocamento do planeta por algumas horas durante a ocultação de uma estrela .

Satélites Naturais
Até agora (2009), o número total de satélites confirmados em Netuno é de 13 e não apresentam muitas novidades, exceto Tritão, o maior deles.
posição da atmosfera: Helio, metano e Hidrogênio.  

*Rotação: 16 horas 11 minutos
*Translação: 164 anos
*Diâmetro: 49492 km
*Temperatura: -193 C
*Gravidade: 11 m/s^2
*Luas: 13 confirmadas

Fonte:http://www.apolo11.com/tema_astronomia_netuno.php

Berçário de Estrelas NGC 604

Provavelmente uma das mais belas imagens espaciais, NGC 604 é uma nebulosa de grandes dimensões, repleta de estrelas em formação. Medindo aproximadamente 1500 anos-luz de comprimento, NGC 604 é uma verdadeira maternidade de estrelas, cem vezes maior que a nebulosa de Órion M42.
Descoberta em 1784 por William Herschel, a nebulosa abriga em seu interior mais de 300 estrelas quentes com massa 15 a 60 vezes maiores que nosso Sol e se localiza a 2.7 milhões de anos-luz da Terra, na borda da galáxia espiral M33, direção da constelação do Triângulo. A cena apresentada foi registrada em janeiro de 1995 através da Câmera Planetária de Campo Largo. Foram realizadas diversas exposições em diversos comprimentos de onda, com o propósito de estudar as propriedades dos gases ionizados que atingem mais de 10 mil graus Celsius. O estudo dessas imagens permitiu aos cientistas esclarecerem os diversos pontos referentes à formação e evolução do meio interestelar.
Fotos: Crédito das fotos: Nasa/Hubble Space Telescope Science Institute
Fonte:www.apolo11.com

A Maravilhosa Galáxia do Sombrero

Um objeto muito "caçado" pelos observadores noturnos é a famosa galáxia do Sombrero, aqui retratada em grande estilo pelo telescópio espacial Hubble. Olhando a imagem nem é necessário dizer por a galáxia recebeu esse nome.
Distante cerca de 30 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Virgem, a galáxia do Sombrero, ou M104, é formada por um proeminente disco de partículas e gás e uma gigantesca e brilhante protuberância central.
Em 1990, utilizando imagens do Telescópio Hubble, um grupo de pesquisadores demonstrou que era impossível manter a velocidade de rotação das estrelas em sua área central, a menos que uma gigantesca massa 1 bilhão maior que o Sol estivesse presente em seu centro, concluindo então pela existência de um dos maiores buracos negros já descobertos.
Fotos: Crédito das fotos: Nasa/Hubble Space Telescope Science Institute
Fonte:www.apolo11.com

11 de março de 2010

Sistema Solar

O sistema solar é formado por um conjunto de nove planetas, satélites naturais, milhares de asteróides e cometas que gravitam ao redor do Sol. O sistema solar também é composto por uma grande quantidade de gases e poeiras interplanetárias. O Sistema Solar situa-se na Via Láctea.

Conhecendo o Sistema Solar

A formação do sistema solar remonta há aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Formou-se de uma gigante nuvem formada por gases e poeira cósmica, originadas de uma grande explosão e colisão de estrelas. O tempo necessário para formação do sistema solar, calculam os astrônomos, foi de aproximadamente 100 mil anos. Neste período, os átomos foram se juntando e formando os planetas, satélites e estrelas que conhecemos hoje. O Sistema Solar é formado por oito planetas: Mercúrio, Terra, Marte, Júpiter,Vênus, Saturno, Urano e Netuno. Até agosto de 2006, Plutão era considerado um planeta, porem, a União Astronômica Internacional mudou os critérios para a definição de um planeta. Como Plutão é pequeno em relação aos outros, passou a ser considerado um planeta anão ou planetóide. Muitos destes planetas podemos visualizar a noite a olho nú ou com a ajuda de um telescópio. Os planetas, ao contrário das estrelas, não possuem luz própria e só podem ser vistos graças a luz que refletem do Sol. Ao redor dos planetas, gravitam 67 satélites, dentre eles a Lua (satélite natural do nosso planeta), que gravita ao redor no planeta Terra. Nas órbitas de Marte e Júpiter, localizam-se grande parte dos asteróides que variam de tamanho, podendo ser até mesmo minúsculos. Os asteróides são compostos de blocos de rocha, diferente dos cometas que são formados por poeira cósmica e gelo. Historiadores e paleontólogos acreditam que foi a queda de um cometa em nosso planeta que ocasionou a extinção dos dinossauros na Terra há milhões de anos. A preocupação ainda existe, pois muitos deles passam perto da órbita terrestre. O impacto de um cometa, de grandes proporções, poderia provocar danos incalculáveis ao nosso planeta.
Fonte:suapesquisa.com

Sonda Huygens revela primeiras impressões da superfície de Titã

A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou esta semana uma imagem do que seria a superfície da lua Titã de Saturno. A paisagem foi elaborada baseada em fotos enviadas pela sonda Huygens que pousou na região em 2005. A sonda enviou as impressões das camadas de nuvens de Titã por 90 minutos antes de ficar sem bateria.
A superfície da lua de Saturno contém muitas pedras, arredondadas e lisas que, segundo os cientistas, possivelmente possam conter água gelada. A imagem surpreendeu os estudiosos pela semelhança com a superfície da Terra primitiva. Huygens faz parte da sonda Cassini-Huygens enviada a Saturno num projeto da ESA e da NASA (agência espacial americana), para estudar o planeta e suas luas através de uma missão não tripulada. A sonda é a primeira a orbitar Saturno e foi lançada em 15 de outubro de 1997. Em julho de 2004 ela entrou na órbita do planeta. Depois de seis meses, Huygens aterrissou no solo de Titã.
A aproximação da sonda Cassini a 339 mil quilômetros de Titã já havia revelado as densas camadas de nuvens compostas de metano sobre a superfície da região em meados de 2004.
Anos depois, em 2008, a Nasa anunciou a descoberta de um lago líquido próximo à região polar sul da lua. Foram detectados hidrocarbonetos líquidos como metano e etano.
As baterias da Huygens acabaram e não é mais possível nenhum contato com a sonda. Mas, os dados enviados são preciosos e ajudam os cientistas a desvendar os segredos da lua que parece conter muitos elementos semelhantes aos que estavam presentes na Terra na época de sua formação.
Foto: Concepção artística mostra a superfície da lua saturniana, Titã. A paisagem foi elaborada baseada em fotos enviadas pela sonda Huygens em 2005. Crédito: Agência Espacial Europeia (ESA).
Fonte:www.apolo11.com

O Balé Celestial ARP 87

Registrada pelo telescópio Hubble em fevereiro de 2007, a cena ao lado mostra uma intrincada e maravilhosa coreografia espacial executada pelo par de galáxias ARP 87, distantes a mais de 300 milhões de anos-luz, na constelação de Leão. Estrelas, gás e poeira proveniente da grande galáxia espiral NGC 3808, à direita, parecem formar um gigantesco braço celestial que envolve por completo sua companheira menor, NGC 3808A, à esquerda. A colossal força gravitacional envolvida é nítida e distorce até mesmo o típico formato das galáxias. A partir das imagens feitas pelo Hubble, os cientistas descobriram que ARP 87 contém um número maior de clusters de super estrelas - regiões mais compactas e ricas em estrela jovens - do que os encontrados em nossas galáxias vizinhas.

O que é o Ano-luz

Ano-luz é uma unidade de medida utilizada em astronomia e corresponde à distância percorrida pela luz em um ano, no vácuo. Seu plural é anos-luz. Em inglês, costuma-se abreviá-lo por "ly", de "light-year".
A luz desloca-se a uma velocidade de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo, percorrendo 9,46 trilhões de quilômetros por ano entre os astros. Assim, a distância de alfa Centauro até nós equivale a 4,2 anos-luz (40 trilhões / 9,46).
Para se calcular o valor de 1 ano-luz em quilômetros é necessário saber que a velocidade da luz no vácuo é de 299.792,458 quilômetros por segundo (km/s) e que o tempo utilizado na definição é o chamado Ano Gregoriano Médio (ver Calendário gregoriano) com 365,2425 dias. Assim temos que o ano-luz vale 9 460 536 207 068 016 metros; ou também 63241,07710 UA (unidade astronômica).
A luz leva pouco mais de 1 segundo para viajar da Lua até a Terra.
A luz leva cerca de 8,3 minutos para viajar do Sol até a Terra.
A sonda espacial que se encontra mais distante de nós, Voyager 1, estava a 12,5 horas-luz de distância da Terra em Janeiro de 2004.
A segunda estrela mais próxima conhecida (a primeira mais próxima é o Sol), Proxima Centauri está a 4,22 anos-luz de distância.
Nossa Galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 100 000 anos-luz de diâmetro.
O universo observável tem um raio de cerca de 93 000 000 000 anos-luz. Esse raio expande-se em todas as direções em uma velocidade superior a da luz, isso se deve ao fato do espaço entre dois objetos poder se expandir sem um limite fixo.
Como nossa galáxia tem 100 000 anos-luz de diâmetro, uma nave espacial hipotética, viajando próximo à velocidade da luz, precisaria de pouco mais de 100 000 anos para cruzá-la. Entretanto, isso apenas é verdade para um observador em repouso com relação à galáxia; a tripulação da nave espacial experimentaria essa viagem em um tempo bem menor. Isso por causa da dilatação do tempo explicada pela teoria da relatividade especial. Por outro lado, a tripulação iria vivenciar uma contração da distância da galáxia: do ponto de vista deles, a galáxia vai aparentar estar muito menor.Principais distâncias de estrelas em anos-luz (em relação ao Planeta Terra):
- A estrela Próxima Centauri está localizada a 4,22 anos-luz
- A estrela Wolf 359 está localizada a 7,7 anos-luz
- A estrela Sirius A está localizada a 8,57 anos-luz
Fonte:Wikipédia

Observações de nebulosas Planetárias

As nebulosas planetárias são geralmente objectos ténues e nenhum é visível a olho nu. O primeiro destes objectos a ser descoberto foi a nebulosa de Dumbbell na constelação de Vulpecula, observado por Charles Messier em 1764 e listado como M27 no seu catálogo astronómico. Para os primeiros observadores (com telescópios de baixa resolução), M27 e outras nebulosas a seguir descobertas, assemelhavem-se a gigantes gasosos. William Herschel, que descobriu o planeta Urano, chamou-lhes 'nebulosas planetárias' apesar de não terem qualquer semelhança com planetas.

Tempo de vida
Os gases das nebulosas planetárias afastam-se da estrela central a uma velocidade aproximada de alguns quilómetros por hora. Simultaneamente à expansão dos gases, a estrela central arrefece à medida que irradia a sua energia - as reacções de fusão pararam porque a estela não tem a massa necessária para gerar no seu núcleo as temperaturas requeridas para se dar a fusão de carbono e oxigénio. Eventualmente, a temperatura estelar irá arrefecer de tal maneira que não poderá ser libertada suficiente radiação ultravioleta para ionizar a nuvem gasosa cada vez mais distante. A estrela transforma-se numa anã branca e o gás adjacente recombina-se, tornando-se invisível. Para uma nebulosa planetária tipica deverão passar 10 mil anos entre a sua formação e a recombinação dos gases.
Na figura;Nebulosa do Esquimó
Fonte:Wikipédia
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