18 de março de 2010

Violenta actividade no centro de Centauro A (NGC 5128)

Esta é uma imagem composta em raios-X (a azul), no rádio (a verde e a rosa) e no óptico (a laranja e a amarelo) da galáxia Centauro A. Uma grande nuvem de poeira e gás frio é atravessada por jactos de partículas altamente energéticas emitidos em sentidos opostos pelo buraco-negro super-maciço existente no coração central da galáxia. Pensa-se que esta actividade colossal deverá ter-se iniciado há 100 milhões de anos atrás após a colisão de Centauro A com uma pequena galáxia espiral. Tal colisão deverá ter despoletado uma fase de grande actividade de formação de estrelas, bem como a violenta actividade no núcleo da galáxia.
Crédito: Raios-X: NASA/CXC/M. Karovska;
Rádio: NRAO/VLA/J.Van Gorkom/Schminovich,
 J. Condon; Óptico: Digitized Sky
Fonte:www.portaldoastronomo.org

Explosões longínquas.

Os astrónomos encontraram fortes evidências de que as energéticas explosões de Raios-gamma provêm de objectos muito distantes, tendo assim de ser extremamente energéticos. As explosões de Raios-gamma têm sido um verdadeiro quebra-cabeças para os astrónomos. Ocorrem de forma aleatória no céu, sem qualquer preferência aparente, pelo que a maioria dos astrónomos concorda que ocorrem a milhares de milhões de anos-luz de distância. Mas tal significa que estas explosões são acontecimentos extremamente energéticos (em apenas alguns segundos libertariam mais energia que o Sol em mil milhões de anos), o que levou alguns astrónomos a pensar que estas misteriosas explosões teriam lugar muito mais perto, num halo esférico da nossa galáxia
Porém, a recente observação de uma explosão de Raios- gamma parece favorecer o primeiro cenário. Ao detectarem e seguirem a suposta componente óptica desta explosão, os astrónomos detectaram a presença de linhas de absorção de iões Ferro e Magnésio. Verificaram igualmente que estas linhas se encontravam desviadas para o vermelho, pelo que se concluiu que a nuvem de material que provocou a absorção se encontrava a cerca de 4 mil milhões de anos-luz, colocando a origem da explosão para lá dessa distância.
Esta conclusão pressupõe que a componente óptica encontrada e a explosão de raios- gamma estão na realidade fisicamente associadas. Tal parece plausível já que ambas apareceram próximas no tempo e na mesma zona do céu (dentro do mesmo minuto de arco quadrado). No entanto é preciso ser cauteloso; as galáxias do tipo BL Lacertae mostram ocasionalmente actividade com um espectro semelhante ao observado. Assim, o astrónomo Mark Metzger (Caltech) adverte que é necessário observar novas explosões de raios- gamma e respectivas componentes ópticas para podermos tirar uma conclusão definitiva.
Fonte:www.oal.ul.pt/observatorio

Telescópios da Nasa descobrem Buracos Negros primitivos

A Nasa, agência espacial americana, descobriu dois do que os cientistas acreditam ser os mais antigos e primitivos buracos negros já conhecidos. O achado, realizado por observações dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble, podem proporcionar uma melhor compreensão de como os buracos negros, galáxias e estrelas se formaram. "Nós encontramos integrantes da primeira geração de quasares nascidos em um meio livre de poeira e nas primeiras fases de evolução", disse Jiang Linhua, da Universidade do Arizona, em Tucson, autor do estudo divulgado na revista Nature. Os quasares são objetos astronômicos distantes e poderosamente energéticos com um núcleo galáctico ativo, algo maior do que uma estrela que, no entanto, é menor do que o mínimo para ser considerado uma galáxia.
Os buracos negros são distorções bestiais de espaço e tempo. Os mais maciços espreitam ativamente os núcleos das galáxias e, geralmente, são cercados por estruturas em forma de anel com poeira e gás que alimentam o crescimento de buracos negros.
Os cientistas acreditam que no universo primitivo era muito cedo para existir pó cósmico, o que os leva a concluir que os primeiros quasares também não continham o material. Os novos buracos negros foram batizados de 0005-0006 e J0303-0019, um deles foi registrado como o menor quasar já identificado a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra.
"Achamos que esses buracos negros primitivos se formaram no momento em que a poeira foi se desenvolvendo no universo, menos de um bilhão de anos após o Big Bang", disse Xiaohui Fan, coautor do estudo.
Imagem acima:Concepção artística mostra um dos mais primitivos
buracos negros no centro de uma galáxia
Fontes:Terra
Stella-Astrofísica Estelar

Disco Disperso

O disco disperso é uma região remota do nosso sistema solar, povoada por planetoides gelados conhecidos como objectos do disco disperso, um subgrupo da família de transneptunianos. A porção interior do disco disperso penetra nos domínios da cintura de Kuiper, mas o seu limite exterior prolonga-se para muito além do Sol e para mais acima e abaixo da elíptica que a cintura em si.
                                             Corpos celestres do disco disperso e da cintura de Kuiper.
O planeta anão Éris orbita nesta região do sistema solar, dado que encontra-se a cerca de 97 UA do Sol, no afélio e 35 UA no perélio. Durante a década de 1980, a introdução do charge-coupled device em telescópios em combinação com computadores de maior capacidade de análise de imagem permitiu mais eficiente inquéritos céu profundo do que era prática, utilizando a fotografia. Isto levou a uma enxurrada de novas descobertas: entre 1992 e 2006, mais de um milhar de Objectos transnepturianos foram detectados.
O objeto primeiro disco dispersos para ser reconhecido como tal foi uma (15874) 1996 TL66, originalmente identificado em 1996 por astrónomos com base na Mauna Kea no Havaí. Mais três foram identificados pela mesma pesquisa em 1999: 1999 CV118, 1999 CY118 e CF 1999119. O primeiro objeto atualmente classificado como um objeto do disco espalhados a ser descoberto foi (48639) 1995 TL8, Encontrado em 1995 por Spacewatch.
A partir de 2008, mais de 100 objetos espalhados disco foram identificados, incluindo 2007 UK126 (descoberto por Schwamb, Brown, e Rabinowitz), (84522) 2002 TC302 (NEAT), Eris (Brown, Trujillo, e Rabinowitz) Sedna (Brown, Trujillo, e Rabinowitz) e 2004 VN112 (Deep Survey Eclíptica). Embora o número de objetos no cinturão de Kuiper e do disco espalhados são supor para ser aproximadamente iguais, o viés de observação devido à sua maior distância significa que muito menos objectos espalhados disco têm sido observadas até à data.
Fonte:Wikipédia,inciclopédia livre

Planeta Terra

A Terra é um planeta que se encontra no sistema solar, está bem próximo ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros. Aparentemente é ondulado, porém possui forma elipsoidal, ou seja, possui os pólos achatados por causa do movimento que realiza em torno de si mesmo. Ainda é ondulado, irregular e matematicamente complexo. Possui aproximadamente ¾ de sua superfície formada por água e quimicamente é dividido em crosta, manto e núcleo.
O núcleo, a parte mais interna do planeta, é dividido em núcleo sólido e líquido. O núcleo sólido é composto predominantemente por ferro e níquel. Possui elevada temperatura em função do seu campo magnético. O núcleo líquido é composto pelos mesmos componentes do núcleo sólido, porém em estado líquido. A essa parte do núcleo é que se atribui a formação do campo magnético. O manto, a parte que se encontra entre o núcleo e a crosta, são formados por silício, ferro e magnésio em estado pastoso. Apesar de ser encontrado em estado sólido, acredita-se que permanece em estado pastoso em função das altas temperaturas, 3.400ºC. A crosta, também chamada de litosfera, é a parte externa do planeta que se forma a partir do oxigênio, silício, alumínio, magnésio e ferro. Possui placas tectônicas ou litosféricas que se movimentam de forma lenta e contínua sobre o manto. Tais movimentações ocorrem por causa das pressões que o manto exerce sobre a crosta, o que acarreta em deformações na crosta. Também sofre o rompimento de suas camadas rochosas resultantes da pressão do manto, provocando o vulcanismo, que se dá principalmente em regiões onde existe o encontro de placas tectônicas; e os terremotos que são vibrações induzidas pelos movimentos das placas litosféricas.
Acredita-se que o planeta Terra é o único a ter vida. O campo magnético formado no núcleo do planeta juntamente com a atmosfera é que contribui para a vida no planeta, pois juntos protegem o mesmo contra radioatividade vinda do Sol e das estrelas, além dos meteoros que são destruídos antes que cheguem à superfície.
Fonte:Blog da Astronomia
Creditos:Érika cunha e Letícia tognon

Jatos de partículas de gelo são observados em Saturno

A agência espacial americana, Nasa, apresentou nesta sexta-feira a imagem das famosas "Tiger Stripes", ou listras de tigre, próximas ao pólo sul de Enceladus, uma das luas de Saturno. As "Tiger Stripes" são jatos formados por partículas de gelo, vapor de água e compostos orgânicos.
A imagem é o resultado da sobreposição de duas imagens em alta resolução capturadas por uma câmera de ângulo fechado durante um vôo da sonda Cassini por Enceladus, em 21 de novembro de 2009. As imagens das "Tiger Stripes" permitirão que os cientistas estudem sua ação.
A sonda Cassini-Huygens é parte de um projeto da Agência Espacial Européia (ESA) e da Nasa para estudar Saturno e as suas luas em uma missão espacial não tripulada. A nave é formada por dois elementos principais: a Cassini orbiter e a sonda Huygens. Ela foi lançada em 15 de Outubro de 1997 e entrou na órbita de Saturno em 1° de julho de 2004. É a primeira sonda a orbitar Saturno.
Fonte:www.achetudoeregiao.com.br/Noticias

Rigel

Beta Orionis também conhecida como Rigel é a estrela mais brilhante da constelação de Orion, e a sétima mais brilhante do céu.
Apesar de ser a estrela Beta de Órion, ela é mais brilhante que Betelgeuse (Alpha Orionis) no espectro visivel. Isso se deve ao fato de que Betelgeuse é uma estrela variável que em curtos períodos atinge um brilho equivalente a de Rigel (embora seja de fato menos brilhante no espectro infravermelho).
Rigel tem como diâmetro 97.300.000 km sendo então aproximadamente 70 vezes maior do que o Sol e 7628 vezes do que o planeta Terra estando a 800 anos luz faz com que esta seja a estrela mais brilhante da constelação de Órion apesar de não ser a maior, a sua luminosidade é superior à do Sol em 62.000 vezes.
É uma estrela de classe espectral B, de cor branca azulada. Sua temperatura estimada na superífcie é de ~20.000 K (aproximadamente 19.726,85º C).
Outros nomes de Rigel:
Algebar
Elgebar
Orion Beta
Beta Orionis
HR 1713
HD 34085
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Descoberto exoplaneta semelhantes aos palnetas do sistema solar

Em um passo à frente na busca por novos planetas em órbita de outras estrelas, astrônomos anunciaram nesta quarta-feira, em um estudo publicado na revista científica britânica Nature, a descoberta de um planeta do tamanho de Júpiter, que circunda sua estrela a grande proximidade:
O exoplaneta recém-descoberto, batizado de CoRoT-9b em homenagem ao telescópio orbital francês que o avistou pela primeira vez em 2008, leva 95 dias para orbitar sua estrela quente, a CoRoT-9, situada 1.500 anos-luz da Constelação de Serpens, a serpente.
A título de comparação, nosso Mercúrio leva 88 dias para orbitar o sol.
"Este é o primeiro planeta extrassolar que se assemelha aos planetas do nosso Sistema Solar; é o primeiro planeta extrassolar no qual podemos testar modelos que desenvolvemos a partir dos planetas do Sistema Solar", disse à AFP o cientista que chefiou as pesquisas, Hans Deeg, do Instituto de Astrofísica do arquipélago espanhol das Ilhas Canárias.
"Este é o primeiro (exoplaneta) cujas propriedades podemos estudar em profundidade", disse Claire Moutou, que integra a equipe de 60 astrônomos que fez a descoberta sobre o novo exoplaneta, ou seja, um planeta situado fora do nosso Sistema Solar. Mais de 400 exoplanetas foram detectados desde que o primeiro foi descoberto, em 1995. Para desapontamento dos que sonham com a possibilidade de se descobrir um novo lar para a espécie humana, nenhum deles demonstrou ser pequeno, rochoso e hidrófilo como o nosso. A maioria se parecia mais com um "Júpiter quente", ou seja, uma grande bola gasosa tão próxima de seu sol que a temperatura da superfície seria de mil graus Celsius ou mais.
O CoRoT-9b, no entanto, é um gigante gasoso com uma massa correspondente a 80 aquela de Júpiter e - em comparação com outros exoplanetas - é relativamente temperado, com uma temperatura superficial entre 160 e -20 graus Celsius.
A grande margem desta estimativa provém, sobretudo, das incertezas sobre a reflexibilidade das nuveus na alta atmosfera do planeta.
O novo planeta, denominado CoRoT-9b, lembra bastante os encontrados no Sistema Solar.
Porém, mais informações sobre o CoRoT-9b devem começar a fluir, pois ele é um dos 70 exoplanetas que têm sido acompanhados de perto porque transitam diretamente entre a estrela e o telescópio.
Este alinhamento significa que a luz da estrela passa diretamente pela atmosfera do planeta, gerando dados chave sobre o seu tamanho e composição química.
No caso do CoRoT-9b, o trânsito leva cerca de oito horas, dando uma oportunidade única para os astrônomos. Nos primórdios da busca por exoplanetas, os planetas que apareciam ou eram muito quentes, ou circundavam suas estrelas em órbitas muito excêntricas.
Mas à medida que foram ganhando experiência e melhores ferramentas, os astrônomos se mostraram cada vez mais capazes de localizar planetas com características que parecem similares àquelas do nosso próprio quintal, acrescentou Deeg. Uma das descobertas é que existe uma "variação bastante considerável" nos tipos de planetas que orbitam perto de suas estrelas, afirmou.
"Por exemplo, Vênus provavelmente foi capaz de abrigar vida em seus primeiros estágios antes de um efeito estufa se estabelecer e a temperatura subir em algumas centenas de graus", declarou.
Fontes:astonomiahoje.blogspot.com
Terra Brasil

O Universo na sua infância: a galáxia UGC 10214

Em 1995 o Hubble Space Telescope, usando a Wide Field and Planetary Camera 2, obteve uma das mais incríveis imagens do nosso Universo. Esta imagem, que ficou conhecida como "Hubble Deep Field", nos revelou como era o Universo há quase 13 milhões de anos atrás. Agora, a nova câmera ACS nos faz uma enorme surpresa com esta foto. A ACS é tão superior à antiga WFPC2 que na imagem ao lado temos, aproximadamente, 3000 galáxias fracas, 2 vezes mais do que o número de galáxias anteriormente encontrado pelo HST com a câmera antiga! Estas galáxias estão a 13 bilhões de anos-luz de nós. Dominando a fotografia vemos a galáxia espiral UGC 10214, também conhecida como "galáxia girino" pela sua geometria. Ela está localizada a 420 milhões de anos-luz de nós, na constelação Draco. Esta galáxia está distorcida graças à ação de uma outra galáxia compacta e muito azul, vista no canto esquerdo superior da foto, brilhando através do disco da galáxia maior. A longa cauda vista na foto é composta por estrelas e gás e se estende por mais de 280000 anos-luz. A colisão das duas galáxias fez com que numerosos aglomerados de estrelas e estrelas azuis jovens surgissem nos braços espirais da UGC 10214 e ao longo de sua "cauda". Cada um destes aglomerados representa a formação de quase um milhão de estrelas! A cor azul revela que estas estrelas recém-formadas possuem grande massa, sendo 10 vezes mais quentes e 1 milhão de vezes mais brilhantes do que o Sol. A "Advanced Camera for Surveys (ACS)" a bordo do Hubble Space Telescope fez esta observação nos dias 1 e 9 de abril de 2002.
Fonte: www.nasa.gov

17 de março de 2010

Conheça quatro teorias sobre a origem da água na Lua

Para muitos, 2009 será lembrado como o ano em que a presença de água na Lua foi confirmada além de qualquer suspeita. "Você está vendo o ápice de um monte de missões criadas especificamente para responder a essa pergunta", disse Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário (LPI, no acrônimo em inglês), fundado pela Nasa e sediado em Houston, Texas.
No início deste ano, o Orbitador de Reconhecimento Lunar, da Nasa, e a espaçonave Chandrayaan-1, da Índia, detectaram possíveis vestígios químicos de água lunar. E, na semana passada, a Nasa anunciou que os choques com a lua do LCROSS haviam levantado quantidades "significativas" de água da cratera.

Mas de onde veio a água da lua?
"Será que ela foi depositada por um único grande evento recente? Ou será que está lá há bilhões de anos?", questionou Peter Schultz, cientista do LCROSS da Universidade Brown, em Rhode Island. "Não sabemos." Por enquanto existem três grandes teorias científicas de como a Lua conseguiu sua água - e uma "loucamente especulativa" quarta ideia que não pode ser descartada por enquanto.
Primeira teoria:
Vulcões Antigos Lançaram a Água da Lua à Superfície
A água da Lua estava lá desde o início, defende uma teoria - a água foi um ingrediente para a formação da Lua, assim como foi para a Terra. De acordo com essa ideia, a água está concentrada no interior do satélite. No passado distante, quando a Lua hoje "morta" tinha um núcleo quente, erupções vulcânicas ou "descargas" gasosas lentamente empurraram a água para a superfície, onde ficou congelada desde então, disse Spudis, do LPI, explicando a teoria.

Segunda teoria: A Água Foi "Produzida" na Superfície

A água lunar pode ter se formado lá mesmo, com certa ajuda do Sol, segundo hipótese de alguns cientistas. O Sol emite constantemente um fluxo de partículas chamado vento solar. De acordo com essa teoria, íons de hidrogênio positivamente carregados, ou prótons, no vento solar podem ter atingido a Lua e reagido com minerais ricos em oxigênio no solo lunar para formar H2O, também conhecida como água.
A formação de água pelo vento solar seria um processo vagaroso, disse Schutlz, da Universidade Brown. Mas "mesmo se você acumular uma molécula (de água) por dia dessa forma, ao longo de bilhões de anos dá pra fazer muita coisa".

Terceira teoria: Cometas e Asteroides Levaram Água à Lua

Alguns afirmam que a água da lua pode ter sido o presente de cometas com água e asteroides úmidos que atingiram o satélite num passado distante. Boa parte da água desses impactos teria sido ejetada para o espaço, mas algumas moléculas ociosas podem ter sido capturadas pela gravidade lunar.
"A ideia é que cometas ou asteroides com água atingem a Lua e criam uma nuvem de vapor d'água que paira próxima à superfície lunar", disse Spudis, do LPI. "Parte da água acaba migrando para as áreas polares, onde encontra uma armadilha gelada", uma área permanentemente fria, como uma cratera polar onde a luz do Sol nunca alcança. Como resultado, a água teoricamente permaneceria congelada por eras.

Quarta teoria: A Água da Lua Veio da Terra

Existem duas maneiras pelas quais a água da Terra poderia ter chegado até a Lua, e as duas seriam possíveis apenas quando a Terra e a Lua estavam muito mais próximas, há bilhões de anos, segundo Schultz, de Brown.
Para começar, durante períodos pré-históricos, quando o campo magnético terrestre era fraco ou inexistente, o vento solar poderia ter tirado vapor d¿água da atmosfera de nosso planeta e o depositado na Lua. Ou talvez impactos catastróficos de asteroide ou cometa na Terra tenham ejetado água do mar para o espaço, e a lua em órbita teria passado pela nuvem de vapor, saindo de certa forma encharcada.
Esses dois cenários são teoricamente possíveis, embora Schultz admita, "estamos no campo da especulação". Porém, era exatamente onde estava a água da Lua até poucos dias atrás.
Fonte: Terra
Tradução: Amy Traduções

Nebulosa da Serpente ou Barnard 72


As nebulosas escuras serpenteiam ao longo de uma grande área do céu nesta imagem na direção da bonita constelação de Ofiúco e no centro da nossa Via Láctea. De fato, a forma em "S" central é conhecida como Nebulosa da Serpente. Também é catalogada como Barnard 72 (B72), uma entre 182 marcas escuras do céu catalogadas no início do século XX pelo astrônomo E. E. Barnard. Ao invés das brilhantes nebulosas de emissão e enxames estelares, as nebulosas de Barnard são nuvens escuras interestelares de gás e poeira. As suas formas são apenas visíveis porque se situam no pano de frente dos vastos campos estelares e dos berçários de estrelas da nossa Galáxia. Muitas das nebulosas escuras de Barnard são até locais de futura formação estelar. Barnard 72 alguns anos-luz de comprimento e situa-se a cerca de 650 anos-luz de distância.
Créditos:imagensdouniverso.blogspot.com

Observatório W. M. Keck

O observatório W. M. Keck é um observatório astronómico que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. Situa-se no cume do monte Mauna Kea, no Havai, Estados Unidos da América. Cada telescópio tem um espelho de dez metros.
O observatório é gerido pela organização não governamental California Association for Research in Astronomy, tendo a NASA como parceiro.
O cume de Mauna Kea é considerado um dos locais mais importantes do mundo para observações astronómicas. Os telescópios gémeos Keck são dois dos maiores instrumentos operando no espectro visível/infravermelho próximo.

 Informações Gerais

Tipo de Telescópio: Reflector
Informações do telescópio
Comprimento de onda: visível, infravermelho próximo
Diâmetro: 10m cada
Distância focal: 17,5 m (f/1.75)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Curiosidades sobre Plutão

Se os humanos vivessem no tempo de Plutão, jamais chegariam ao primeiro aniversário. O Planeta completa sua órbita ao redor do Sol uma vez a cada 248 anos terrestres.
A força da gravidade em Plutão é tão fraca que um homem de 700 N na terra pesaria apenas 40 N em Plutão.
Em Plutão, não é possível respirar. Além do frio insuportável, Plutão tem uma atmosfera muito fina de moléculas de nitrogênio, com vestígios de Monóxido de Carbono e metano. Quando o planeta se distancia do Sol, a atmosfera congela junto a superfície novamente.
Plutão é um dos únicos planetas que giram sobre seu eixo horizontal. Urano é o outro. Um dia em Plutão equivale a 6,4 dias terrestres.
Um sinal de rádio transmitido na velocidade da Luz leva cerca de quatro horas e meia para ir da Terra a Plutão.
A órbita de Plutão em torno do Sol está em ressonância 3:2 com a órbita de Netuno. Isso garante que, mesmo com a projeção das órbitas na eclíptica se cruzando, os dois astros nunca se aproximem.

O centro da Nebulosa Cisne (M 17)

Esta "aquarela" no Universo é uma região de intensa formação de estrelas. Ela é a região central da nebulosa Cisne, também conhecida como M17. Esta nebulosa está a 5500 anos-luz de nós, na constelação Sagitário. A região mostrada na figura é 3500 vezes maior do que o Sistema Solar inteiro! Imersas em uma enorme nuvem de hidrogênio, escura e fria, circundada por gás brilhante, estrelas estão se formando, em grande número, nesta região. Ela é iluminada pela radiação ultravioleta emitida por estrelas jovens e de grande massa que estão localizadas na direção do canto direito, acima, mas fora da fotografia. Cada uma delas deve ser 6 vezes mais quente do que o nosso Sol e ter 30 vezes mais massa do que ele. As cores azul, verde e vermelho são produzidas por átomos excitados de hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre que existem nesta região. A direita do centro, vemos uma estrutura brilhante, grande, que brilha na luz vermelha emitida por átomos de hidrogênio e enxofre. A "Advanced Camera for Surveys (ACS)" a bordo do Hubble Space Telescope fez esta observação nos dias 1 e 2 de abril de 2002.
Fonte:www.on.br

Planeta Urano

Ao contrário dos planetas vistos até agora, Urano e Netuno e o planeta anão, Plutão não possuem um passado místico, onde eram considerados deuses, pois estes não podiam ser vistos a olho nu. Porém, seus nomes seguiram a mesma tradição. Este planeta tem participação recente na história da astronomia. Urano só entrou para a astronomia como planeta em 13 de março de 1781, quando Willian Herschel (1738-1822), o avistou pela primeira vez sem confundí-lo com uma estrela, pois mesmo Galileu já o havia avistado antes, mas registrou-o como um estrela de sexta magnitude. Mesmo Herschel achava que este corpo era um cometa, porém cinco meses depois, Pierre Simon Laplace (1749-1827), calculando sua órbita provou assim tratar-se de um novo planeta e que sua órbita estava além da de Saturno.

Os Campos Magnéticos
Quando a Voyager II passou por Urano, detectou um campo magnético inclinado 58o com o eixo de rotação do planeta e que não passa pelo centro do mesmo. Os astronômos pensaram que se tratava de um caso único no Sistema Solar e que por coincidência a sonda passou pelo planeta num exato momento de inversão desse campo (a exemplo do que acontece com a Terra). Porém a chance de acontecer esse encontro no período da inversão do campo magnético é muito pequena. Quando a sonda Voyager II passou por Netuno, essa situação deixou de ser um mero acaso, como nós veremos mais adiante.

Provável Interior

Apesar de se enquadrar nas características de planetas jovianos, sua massa é pequena se comparada com a de Júpiter. No entanto, a análise das informações mostrou que seu núcleo é mais denso (relativos à pressão) e de composição bem diferente quando comparados a Júpiter e Saturno. Apresenta maiores quantidades relativas de gelo, carbono, oxigênio, silício, nitrogênio e ferro, no lugar da predominância do hidrogênio e hélio nos dois planetas anteriores.

Atmosfera Superior
A astmosfera superior de Urano é muito calma, quando comparada com os demais planetas jovianos. A análise das imagens mostrou que as variações de tonalidade não excedem a 5% e ainda por cima na faixa verde do espectro da luz visível. A cor verde deve-se à absorção seletiva da luz solar por parte do metano atmosférico.

Órbita
No caso de Urano a inclinação do eixo de rotação chega a 82,5° . Por causa disso apenas uma parte do planeta é iluminada e a outra passa por períodos de até 42 anos na escuridão. Esse efeito é único no sistema solar e provoca no planeta profundas mudanças de circulação atmosférica alterando os fenômenos meteorológicos. Essa rotação tão inclinada com o plano de órbita pode ter sido provocada pelo choque com um corpo de massa próxima a da Terra, que se formou na mesma região de Urano. Esses choques também podem ter ocorridos com Júpiter e Saturno, mas como suas massas são bem maiores as consequências não foram tão extremas.

Anéis
Os anéis de Urano foram descobertos em 1977, por ocultação de uma estrela, numa série de fotos para análise sobre a atmosfera do planeta. Esses anéis estão no interior das órbitas dos satélites conhecidos, são opacos à luz, muito estreitos no sentido radial, com menos de cem quilômetros e com muitas divisões. Pelo que se sabe são constituidos de gelo e partículas escuras que não chegam a refletir 5% da luz incidente. A origem pode ser devido a choques de pequenos satélites, mas nada se pode afirmar. Nem mesmo uma hipótese é formulada por falta de dados conclusivos.

Satélites de Urano
Além dos onze existentes foram registrados muitos outros corpos nas proximidades de Urano, o que elevou o número de satélites naturais a 27. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno. Com órbitas que se aproximam da circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial. Os quatro maiores tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km, que são Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon. Sabe-se que não são constituídos de gelo sobre a superfície, por causa do baixo índice de reflexão. Alguns acreditam que o gelo esteja contaminado com uma substância escura, não indentificada. O quinto satélite conhecido (Miranda), tem 400 km de diâmetro, e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II. O satélite apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas, que mostram as atividades geológicas que lá existiram.
Fonte:cdcc.usp.br

As Luas de Urano

Foto: Lua Miranda, de 400 km de diâmetro, registrada pela Voyager 2 em 1986.
Crédito: Nasa.

As cinco maiores luas de Urano foram descobertas entre 1787 e 1848 e são conhecidas como as grandes luas de Urano. A missão Voyager detectou mais dez satélites entre 1985 e 1986 e outras foram descobertas recentemente, elevando o número de satélites naturais para 27. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno, com órbitas quase circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial. Os quatro maiores deles, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon, tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km e devido ao baixo índice de reflexão verificado são constituídos de gelo sobre a superfície. Alguns astrônomos acreditam que esse gelo esteja contaminado com uma substância escura, porém não indentificada. O quinto satélite conhecido é Miranda e tem 400 km de diâmetro. Miranda e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II e apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas que comprovam atividades geológicas no passado. Foi descoberto em 1948 pelo astrônomo Gerald Kuiper, Os picos mais elevados de Miranda chegam a mais de 15 mil metros de altitude.   

Fonte:apollo11.com

15 de março de 2010

NGC2264 - Nebulosa Cone

A Nebulosa Cone é uma famosa nebulosa no Braço de Orion ao redor do aglomerado de estrelas NGC 2264. A nebulosa Cone está a 2500 anos-luz de distância de nós, na constelação Monoceros. Esta imagem mostra os 2,5 anos-luz que formam a parte superior do pilar de gás e poeira desta nebulosa. O pilar gasoso possui 7 anos-luz de extensão. A radiação emitida por estrelas jovens e muito quentes que estão situadas na parte superior mas fora da fotografia, lentamente, ao longo de milhões de anos, tem desgastado esta nebulosa. A luz ultravioleta destas estrelas aquece as bordas da nuvem escura, liberando o seu gás para o espaço interestelar relativamente vazio que circunda a região. Além disso, a luz ultravioleta faz o hidrogênio brilhar, produzindo o halo vermelho que vemos em torno do pilar na fotografia. Com o passar do tempo, ou seja, milhões de anos, somente as regiões mais densas desta nebulosa irão sobreviver à ação da luz ultravioleta emitida pelas estrelas jovens e de grande massa que estão próximas a ela. A "Advanced Camera for Surveys (ACS)" a bordo do Hubble Space Telescope fez esta observação no dia 2 de abril de 2002.
Fonte:www.on.br

A dança de 3C75 no aglomerado galático Abell 400

O que está acontecendo no meio dessa galáxia massiva? Existem duas fontes brilhantes no centro dessa imagem que é uma composição de raios-X (azul) e ondas de rádio (rosa) que acredita-se sejam co-orbitadas por buracos negros supermassivos fornecendo assim energia para a gigante fonte de rádio 3C 75. Encontra-se no núcleo de duas galáxias em fusão no aglomerado galáctico Abell 400, a 300 milhões de anos-luz, dois buracos negros supermassivos ─ envolvidos em uma cápsula de gás que emite raios-X a milhões de graus e expele jatos de partículas relativísticas ─ estão separados por uma distância de 25 mil anos luz. Astrônomos concluíram, em parte, que esses dois buracos negros estão ligados gravitacionalmente em um sistema binário, pela constância na varredura dos jatos, provavelmente devida aos movimentos comuns de deslocamento através do gás quente do aglomerado onde se encontram, a uma velocidade de 1.200 km/s. Colisão de galáxias é considerado um evento cósmico comum em ambientes densamente povoados de aglomerados galácticos. Nos estágios finais, os objetos em fusão, provavelmente, se tornam intensas fontes de ondas gravitacionais. Aparentemente, o núcleo da galáxia ativa OJ 287, na constelação de Câncer, também abriga uma dupla de buracos negros supermassivos, de acordo com artigo publicado na Sky & Telescope em abril passado. O maior deles (primário) tem uma massa estimada em cerca de 18 bilhões de massas solares, o que o torna o maior objeto massivo conhecido, e o menor (secundário) tem uma massa estimada em 100 milhões de massas solares. Por mais assustadores que possam parecer, buracos negros são objetos relativamente comuns no Universo. Como a maioria das galáxias grandes, a Via Láctea engloba um buraco negro supermassivo no seu centro, um monstro à espreita, com 3,7 milhões de vezes a massa do Sol.
Fonte Cretidos:imagensdouniverso.blogspot.com

Estrela Gliese 710

Gliese 710 é uma anã vermelha da constelação Serpens, com magnitude 9,66 e massa estimada entre 0,4 e 0,6 massas solares. Está aproximadamente a 63,0 anos luz da Terra, mas é notável porque seu movimento, distância e velocidade radial indicam que vai chegar à distância de 1,1 anos luz (70 mil UA) da Terra em 1,4 milhões de anos, segundo dados do telescópio Hipparcos. Quando estiver à sua distância mínima, ela será uma estrela de primeira magnitude tão brilhante quanto Antares. Num intervalo de ±10 milhões de anos ao presente, Gliese 710 é a estrela cuja combinação de massa e menor distância que causará a maior perturbação gravitacional em nosso sistema solar. Especificamente, ela tem o potencial de perturbar a Nuvem de Oort o suficiente para enviar uma chuva de cometas ao sistema solar interno, causando, possivelmente, um evento de impacto. Contudo, recentes modelos dinâmicos por García-Sánchez, et al. indicam que o incremento médio da taxa de formação de crateras devido à passagem do Gliese 710 não será maior que 5%. Curiosamente, a estrela com o segundo maior efeito de perturbação nos próximos ou passados 10 milhões de anos foi Algol, um sistema estelar triplo que passou não mais perto que uma distância de 9,8 anos luz, 7,3 milhões de anos atrás, mas com uma massa total maior, de 5,8 massas solares. Algol (também conhecida como Estrela Demônio) era tradicionalmente considerada a estrela mais azarada no céu, daí seu nome (al-Ghul significa 'o Demônio' em árabe).
Fonte:Wikipédia

Uma visita ao Sistema Solar.

      Gliese 710 será a estrela mais próxima da Terra além do Sol     
Os dados do satélite Hipparcos originaram muitas e incríveis descobertas. Uma das mais curiosas prende-se com a descoberta de que o Sol poderá ter a visita de uma estrela dentro de um milhão de anos.
Com o objectivo de encontrar estrelas que tenham passado ou venham a passar perto do Sistema Solar nos últimos milhões de anos, os astrónomos Joan García-Sánchez e Robert A. Preston (Jet Propulsion Laboratory) procuraram entre os dados do satélite Hipparcos todas as estrelas com as seguintes características: encontrarem-se próximas do Sol e terem um movimento próprio pequeno. O movimento próprio de uma estrela mede a sua velocidade perpendicularmente à linha que une a estrela ao Sol (linha de visão). Assim, e como todas as estrelas se movem nalguma direcção relativamente às outras, se uma estrela tem um pequeno movimento próprio deverá estar a mover-se principalmente segundo a nossa linha de visão. Medindo então a velocidade da estrela na nossa direcção (pela medição do efeito de doppler), García-Sánchez e Preston determinaram o momento e a distância de maior aproximação para todas as estrelas que satisfaziam os critérios anteriores. Descobriram desta forma que várias estrelas passaram ou irão passar a menos de 10 anos-luz do Sol nos próximos milhões de anos.
Em particular, este estudo revelou que a estrela Gliese 710 (uma anã vermelha a 63 anos-luz do Sol) poderá passar, dentro de 1 milhão de anos, a apenas 1 ano-luz da nossa estrela. A essa distância a sua influência gravitacional poderá influenciar a nuvem de Oort (de onde vêm os cometas), fazendo precipitar sobre o interior do Sistema Solar uma "chuva" de cometas. As extinções em massa na Terra (em particular a que ocorreu há 65 milhões de anos e que extinguiu os dinossáurios) têm sido atribuídas à queda de cometas. Talvez tenha então sido um fenómeno semelhante a provocar algumas dessas extinções.
Imagem:Gliese 710 se aproxima. Crédito: ESO
Fontes:www.oal.ul.pt
eternosapredizes.com
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