19 de abril de 2010

Berçário Estelar na Nebulosa de Órion

Os Astrônomos têm virado seus olhos para analisar um grupo aquecido de estrelas jovens, acompanhando seu movimento como se fossem paparazzi cósmicos. Recentemente, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA capturou uma nova imagem em infravermelho que mostra a agitada maternidade estelar da Nebulosa de Órion, situada na espada do caçador da constelação de mesmo nome. Assim como as estrelas de Hollywood, estes corpos celestes não brilham sempre na sua plenitude, mas variam sua luminosidade ao longo do tempo. O Spitzer está observando este espetáculo cósmico, ajudando aos cientistas na busca do conhecimento sobre as razões das estrelas mudarem e no entendimento sobre os papéis na formação planetária.
                      Spitzer está acompanhando uma zona específica do berçário estelar na Nebulosa de Órion.
“Este é um projeto de exploração. Nunca havia sido realizado antes, em um comprimento de onda sensível ao calor da poeira que circunda tais estrelas,” afirmou John Stauffer, o cientista líder desta pesquisa elaborada pelo Centro Científico Spitzer da NASA, localizado no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena, EUA. “Estamos observando diversas variações, as quais podem ser um resultado dos aglomerados ou das estruturas deformadas nos discos de formação planetária.”
Esta nova imagem foi capturada depois do Spitzer ter ficado sem seu líquido refrigerante, em maio de 2009, ou seja, após o início de sua missão entendida “no quente”. Este líquido refrigerante era usado para esfriar os instrumentos, mas os dois canais infravermelhos de comprimento de onda mais curto ainda tem a capacidade de funcionar regularmente na mais “amena” temperatura de 30º K (-243º C). Agora, nesta no etapa da sua vida, o Spitzer é capaz de passar mais tempo em projetos que cobrem uma área mais abrangente do céu e que necessita de um maior tempo de exposição para atingir os resultados.
Um desses projetos da nova etapa da missão Spitzer é o programa de acompanhamento da “Variabilidade de Objetos Estelares Jovens”, no qual o Spitzer observa repetidamente a mesma zona da Nebulosa de Órion (M42), monitorando rotineiramente o mesmo conjunto de aproximadamente 1.500 estrelas variáveis ao longo do tempo. Neste programa o Spitzer já registrou cerca de 80 imagens desta região da nebulosa ao longo de 40 dias de observações. Está planejada a realização de um segundo conjunto de observações no segundo semestre de 2010, a partir de setembro. As estrelas cintilantes desta região têm cerca de ‘apenas’ um milhão de anos, idade esta que é considerada muito jovem para estrelas, nas escalas cósmicas. Devemos lembrar que nosso Sol, apresenta uma idade de cerca de 4,6 bilhões de anos.

Manchas estelares abundantes

Usualmente, estrelas jovens são instáveis, com níveis de brilho que variam de intensidade muito mais do que as estrelas mais velhas, como o Sol. Além disso, estrelas jovens também giram mais depressa. Por isto, uma das razões para os níveis altos e baixos verificados nos seus brilhos está associada com a existência de manchas estelares mais frias em suas superfícies. Diferentemente do que se possa imaginar, nas estrelas mais jovens a quantidade de manchas estelares é bem maior que as que proliferam na superfície de estrelas mais velhas. As manchas estelares frias aparecem e desaparecem à medida que a estrela jovem gira em torno do seu eixo, mudando a quantidade de luz que chega aos nossos telescópios, daí estas estrelas serem classificadas como variáveis.
O brilho estelar pode também mudar devido a presença de manchas estelares quentes, provocadas pelo gás do disco de acresção que espirala em queda sobre a estrela.
“Nos anos 50 e 60, os astrônomos já sabiam que as estrelas mais jovens variavam e assim postularam que isto tinha algo a ver com o seu processo de formação”, acrescentou Stauffer. “Mais tarde, graças a uso de melhores tecnologias, pudemos entender e aprender mais sobre o papel das manchas estelares.”

Discos protoplanetários enviesados

O Sptizer é particularmente ajustado para estudar ainda outra razão de porque estas estrelas sofrem contínuas mudanças. O olho infravermelho do Spitzer pode vislumbrar os discos de poeira aquecidos que as orbitam. Estes discos são à base da eventual aglomeração e formação planetária em novos sistemas. Quando os discos são jovens, podem ter assimetrias, possivelmente provocadas pela formação planetária ou perturbações gravitacionais de proto-planetas. À medida que os discos enviesados circulam uma estrela jovem, estes também bloqueiam quantidades diferentes da luz estelar.
Ao recolher mais dados sobre estes discos disformes que circulam as estrelas jovens, Stauffer e a sua equipe esperam aprender mais sobre o desenvolvimento dos sistemas estelares e o drama contínuo da formação de planetas em uma grande família estelar.
Creditos:NASA/Spitzer
Space.com

Charles Messier

Charles Messier nasceu na França em 26 de junho de 1730. Décimo entre doze irmãos, não tinha grandes possibilidades de seguir carreira acadêmica e a morte de seu pai, quando ainda era criança, piorou ainda mais as condições econômicas de sua família.
Possuidor de uma bela grafia e grande habilidade para o desenho, teve afinal sua oportunidade aos 21 anos, quando foi contratado pelo astrônomo da marinha francesa Joseph Nicolas I'Isle para trabalhar como copista. Introduzido aos poucos na prática da Astronomia, Messier se tornaria um hábil observador e redigia reportes cuidadosos de suas observações, medindo com precisão a posição dos corpos celestes.
Na sua época, a moda era “caçar cometas” e a história de seu famoso catálogo de objetos começou justamente quando seu chefe calculou a posição esperada do retorno do cometa de Halley, em 1757. I`Isle errara nas contas e isso fez com que o jovem Messier passasse noites inteiras procurando o famoso cometa na direção errada do céu.
Messier anotou com cuidado a posição de uma nebulosa que até lembrava um cometa difuso, na constelação de Touro. Era o dia 28 de agosto de 1758 e aquele seria o objeto número um de seu catálogo.                                                      Charles Messier (1730-1817)
Por fim Messier localizou o verdadeiro cometa, mas já estava entusiasmado com a idéia de catalogar outros objetos nebulosos, para que ele e outros observadores não se confundissem de novo em futuras observações. Messier descobriu 21 cometas ao longo de toda sua vida, 13 dos quais nunca haviam sido observados antes. Mas nem só de cometas era a fama de Messier. Ele foi um ardente observador de ocultações, trânsitos e eclipses. Seus cadernos eram repletos de anotações sobre manchas solares e observações meteorológicas também.

Catálogo Messier

CONTUDO, O QUE TORNOU MESSIER de fato conhecido para a Astronomia até os dias atuais foi seu catálogo de objetos difusos, publicado em sua versão final no ano de 1784 e contendo 103 objetos.
Nos anos seguintes outros objetos foram descobertos por Messier, mas acabaram não sendo incluídos em seu catálogo. Razão pela qual, um século mais tarde, alguns astrônomos decidiram eles próprios inserir tais objetos na lista de Messier, chegando assim aos 110 objetos conhecidos atualmente.

De aglomerados estelares a galáxias: os 110 objetos do catálogo de Messier

Os objetos do catálogo de Messier são precedidos pela letra M, sempre maiúscula, e alguns deles têm denominações próprias. É o caso de M1, o primeiro objeto de sua lista, também chamado “nebulosa do Caranguejo”. Mas Messier não descobriu essa nebulosa. Outros já haviam percebido aquela mancha esbranquiçada sobre o corno meridional do Touro, sem estrelas e com uma luz alongada como a chama de uma vela.
Com seus 110 OBJETOS, o catálogo de Messier é uma fonte INESGOTÁVEL de novas DESCOBERTAS A nebulosa do Caranguejo é, na verdade, os restos de uma supernova, uma estrela de grande massa que ao fim de seu ciclo de brilho explode, num estouro colossal capaz de sobrepujar em brilho a soma de todas as estrelas de uma galáxia. No centro da nebulosa ainda jaz a velha estrela que se desfez, agora uma esfera de altíssima densidade, girando em torno de si mesma 30 vezes por segundo: um pulsar. Com seus 110 objetos, entre nebulosas, galáxias e aglomerados estelares, o catálogo de Messier é uma fonte inesgotável de novas descobertas, tanto para astrônomos profissionais quanto para jovens amadores, que ainda gastam suas noites no puro prazer de redescobrir as jóias celestes classificadas por Messier no século XVIII.
Creditos:Astronomia no Zênite

Cassini mostra como Enceladus deixa bolhas de plasma em seu caminho pelo espaço

O papel que Enceladus exerce em relação a magnetosfera de Saturno pode ser similar ao da lua Io em Júpiter, a qual insere plasma no espaço interior da magnetosfera joviana. Observações de como Enceladus interage com o seu ambiente mostram como esta lua peculiar deixa um complexo padrão de ondas e bolhas em seu rastro na órbita ao redor de Saturno. Sheila Kanani falou sobre este tema e apresentou sua pesquisa na Reunião Nacional de Astronomia da RAS em Glasgow, no dia 14 de abril de 2010. Enceladus reside no interior profundo da magnetosfera de Saturno, que é preenchido com partículas eletricamente carregadas (plasma) provenientes tanto do planeta quanto de suas luas. A sonda Cassini fez nove vôos rasantes nesta lua misteriosa desde 2005.
O mais próximo dos flybys executados levou a espaçonave a apenas 25 km da superfície de Enceladus, um satélite onde os cientistas acreditam que exista um oceano subsuperficial salgado. Aberturas aquecidas no pólo sul desta lua lançam constantemente no espaço plumas de material, compostas principalmente de grãos de gelo e vapor de água. Medições realizadas pelo Espectrômetro de Plasma (CAPS) e pelo Magnetospheric Imaging Instrument (MIMI) da sonda robótica Cassini nos mostram que tanto a lua e suas plumas estão continuamente absorvendo o plasma, na sua passagem pelo espaço ionizado da magnetosfera a cerca de 30 quilômetros por segundo, deixando para trás uma cavidade no espaço. Em adição, as partículas mais energéticas que voam acompanhando para cima e para baixo as linhas de campo magnético de Saturno são varridas, deixando um vazio muito maior no campo de plasma de alta energia. Além disso, o material ejetado de Enceladus, pó e gás, também tem se ionizado, formando novo plasma.
Agora, a cientista Kanani e uma equipe do Mullard Space Science Laboratory da UCL, descobriram misteriosas características espelhadas nos dados do CAPS, que apresentam um quadro complexo de atividades de interação entre a matéria e o plasma a jusante de Enceladus.
“Eventualmente, o plasma fecha a abertura a jusante da Enceladus, mas nossas observações mostram que isso não está acontecendo de uma forma suave e ordenada. Estamos vendo picos característicos no plasma que duram entre algumas dezenas de segundos até um minuto ou dois. Nós pensamos que estes podem representar bolhas de partículas de baixa energia formadas quando o plasma preenche a lacuna a partir de diferentes direções”, expôs Kanani no encontro da RAS.
Desde que a Cassini chegou a Saturno, a espaçonave tem nos ajudado a construir uma imagem do papel vital e inesperado que Enceladus exerce na magnetosfera de Saturno.
Fonte de plasma
“Enceladus é a fonte da maior parte do plasma na magnetosfera de Saturno, contribuindo com água ionizada e oxigênio proveniente das suas aberturas, formando um toro grande de plasma que envolve Saturno. Podemos ver essas características nos caminhos das demais luas de Saturno, como elas interagem com o plasma, mas, até agora, só temos estudado Enceladus em um nível de detalhes suficiente”, concluiu Kanani.
Fonte:Astronomy.com
Science Daily

Uma belíssima galáxia espiralada


Esse lindo retrato é de uma galáxia chamada NGC 891. Essa galáxia em espiral se estende por 100 mil anos-luz e se parece muito com a nossa Via Láctea. Ela parece ser um disco fino, com uma poeira escura que forma filamentos – eles se estendem por centenas de anos-luz sobre e abaixo da linha do centro. A poeira escura deve ter se formado pela explosão de alguma supernova ou pela formação de estrelas na proximidade. Outras galáxias podem ser vistas nas redondezas da NGC 891.
 [APOD]

Uma das maiores proeminências solares

alguma vez vista esta semana no Sol. E, não, não há qualquer relação existente entre essa proeminência e os recentes acontecimentos da Terra como a recente erupção vulcânica ou os sismos. Uma proeminência é uma nuvem de plasma que surge acima da fotosfera e se sustém através do campo magnético do Sol. Porém, ainda não é bem conhecido o mecanismo que sustém a proeminência solar. Aquela enorme proeminência vista na parte de cima da foto englobaria várias Terras. Por vezes, as proeminências podem ser expelidas para o Sistema Solar através das ejecções de massa coronal (CME em inglês).
Fonte:astropt.org

Fatos Sobre Marte

Marte é o quarto planeta a partir do Sol. Um dos cinco planetas observado por antigas civilizações. Sétimo maior em tamanho. Seu diâmetro médio é de 6.780 quilômetros. Tem quase a metade do tamanho da Terra. Também é conhecido como Planeta Vermelho. Sua cor varia entre o castanho-amarelado e o avermelhado. Terceiro objeto mais brilhante no céu noturno, depois da Lua e do planeta Vênus. Duas luas de forma irregular, que medem apenas alguns quilômetros de largura. Sua lua maior e mais próxima chama-se Fobos. Na mitologia grega, Fobos é o filho de Ares (Marte) e em grego, a palavra significa “medo”.  A lua menor e mais distante é Deimos. É uma das menores luas do nosso Sistema Solar. Na mitologia grega, Deimos também é filho de Ares (Marte), e seu nome significa “pânico”. 

•Sua massa equivale a 1/10 da Terra. A força da gravidade é menos da metade da que experimentamos em nosso planeta. 
 
•Marte não possui um campo magnético detectável circundando o planeta. No entanto, pequenos campos remanescentes foram detectados em regiões isoladas.
 
•Ele recebeu o nome do deus romano da guerra, da agricultura e do estado. (Grego: Ares)
 
•Marte também deu origem ao nome do mês de março.

•A Mariner 4 foi a primeira espaçonave a visitar Marte em 1965.

•Viking 1 e Viking 2 pousaram em Marte em 1976.

•A órbita de Marte é elíptica. O planeta fica uma distância 1,5 vezes maior do Sol do que a Terra.

•Marte é significativamente menor que o Planeta Terra. Curiosamente, a área da superfície de Marte é quase igual à área da nossa superfície terrestre.

•Marte é um lugar muito frio. As temperaturas variam entre -125 graus centígrados nos pólos a 20 graus centígrados no equador.

•Marte possui uma atmosfera com padrões e sistema climático próprios. Ventos fortes e nuvens densas se movem por toda a superfície do planeta, provocando grandes tempestades de poeira que às vezes recobrem todo o planeta.

•Marte leva 687 dias da Terra para dar a volta ao redor do Sol.

•Um dia em Marte dura 24 horas, 39 minutos e 35 segundos.

•Os pólos marcianos têm uma inclinação de 25 graus, o que permite estações similares às que temos na Terra.

•Sua atmosfera é composta por 95,3% de dióxido de carbono, 2,7% de nitrogênio e 1,6% argônio.

•Marte é vermelho por causa da ferrugem. Há uma grande quantidade de ferro oxidado (enferrujado) no solo marciano. O ferro oxidado pode parecer marrom, laranja ou vermelho de acordo com o nível de oxidação.

Por que exploração a Marte

Bem mais fácil tecnicamente, e com possíveis benefícios econômicos, seria uma visita a um asteróide próximo da Terra. Mais dramática e emocionante explorar um cometa ativo. Isso poderá ser feito no ano de 2061, quando o histórico Cometa Haley irá etornar ao nosso Sistema Solar interior. Astronautas poderiam, a princípio, pousar no cometa antes que ele se aproxime demais do Sol. Antes dos cometas, a próxima grande façanha humana será a conquista de Marte. Por que Marte é o próximo candidato? Os gigantes gasosos distantes do Sistema Solar exterior apresentam problemas intransponíveis. Seu cinturão de radiação torna as visitas tripuladas extremamente perigosas, e como não possuem superfície sólida, o pouso é impossível. Mas as paisagens espetaculares das luas mais hospitaleiras significam que Júpiter, Saturno e mesmo os afastados Netuno e Urano poderiam se tornar atrações turísticas nos próximos séculos. Imagine a visão do gigantesco planeta Júpiter, em todo o seu esplendor, a partir da superfície de sua lua gelada, Ganímedes. Ou os gloriosos anéis de Saturno ocupando metade do céu, vistos de um de seus satélites, como Mimas. Entre os planetas menores, o pequeno Mercúrio está logo ali, próximo ao Sol. Apenas uma única sonda, em vôo de passagem, conseguiu fotografar sua superfície cheia de crateras.
E o belo planeta Vênus, irmão mais quente da Terra? Poderíamos transformá-lo em um resort tropical? Apenas 15 espaçonaves – 14 delas russas – penetraram em suas nuvens sulfurosas. Mas a alta temperatura, a esmagadora pressão atmosférica e a dificuldade de locomoção impossibilitariam uma visita humana a Vênus.  Aparentemente, nem o Sistema Solar interior nem o exterior estão “implorando” por nossa presença. Terence Murtagh - Astrônomo "O problema da exploração tripulada do Sistema Solar exterior reside em dois fatores. Primeiro, seus planetas são distantes demais, e segundo, todos eles possuem ambientes muito perigosos para os seres humanos. O Sistema Solar interior também apresenta uma série de problemas. Em primeiro lugar, temos Mercúrio: perto demais do Sol, pequeno demais, sem atmosfera. Depois temos Vênus, o “gêmeo” da Terra – um lugar possível, mas cuja atmosfera é densa e venenosa. Diante disso, só nos resta Marte: tem metade do tamanho da Terra, um pouco de atmosfera, e vários outros fatores. Isso significa que Marte será o lugar onde estabeleceremos a primeira colônia humana."

Missões Futuras a Marte

A NASA está desenvolvendo um programa de exploração de Marte de longo prazo que definirá o curso das próximas duas décadas. Este programa visionário se baseará nas descobertas científicas de missões passadas, incorporando as lições aprendidas dos sucessos e fracassos anteriores.

Missões de Reconhecimento
A NASA continua com o compromisso de criar mais missões de reconhecimento, como a do aterrissador Phoenix, que seriam selecionadas por meio de propostas enviadas pelos membros da comunidade científica. Tais missões podem envolver veículos aerotransportados, como aviões e balões, ou pequenos aterrissadores que funcionem como plataformas de investigação. Esta abordagem poderia abrir novas e interessantes perspectivas ao ampliar o número de locais visitados no planeta. A próxima missão de reconhecimento, chamada MAVEN, é um orbitador que irá fornecer informações sobre a atmosfera marciana, sua história climática e sua potencial habitabilidade. Seu lançamento está programado para 2013.

Envio de Amostras de Marte
Na segunda década do século 21, a NASA planeja lançar novos orbitadores científicos, exploradores e aterrissadores. Uma das propostas é a missão Mars Sample Return, que irá utilizar sistemas robóticos e um foguete de ascensão para coletar e enviar amostras de rochas, solos e atmosfera para a Terra, para análises físico-químicas detalhadas. Pesquisadores na Terra poderiam mensurar as características físicas e químicas com muito mais precisão do que fariam por controle remoto. Na Terra, eles teriam a flexibilidade de fazer as mudanças necessárias para preparação de amostras, instrumentação e análise, se obtiverem resultados inesperados. Além disso, nas próximas décadas, as rochas recolhidas em Marte poderiam gerar novas descobertas, à medida que as novas gerações de pesquisadores apliquem novas tecnologias ao estudá-las.
 
Laboratório de Astrobiologia  
Outra proposta é a criação de um Laboratório de Astrobiologia, que conduziria uma busca robótica por sinais de vida. Seria a primeira missão.  Ampliar a imágem.desde a Viking, nos anos de 1970, que procuraria especificamente evidências de vida no passado ou presente. O laboratório robótico transportaria instrumentos para identificar e medir os componentes químicos da vida (como a conhecemos), incluindo milhares de compostos de carbono, elementos como o enxofre e o nitrogênio, e distintos estados de oxidação em rastros de metais associados à vida.  Também conduziria análises detalhadas dos ambientes geológicos identificados pelo Mars Science Laboratory em 2009, com a intenção de verificar se conduzem a algum tipo de vida. Estes ambientes podem incluir camadas sedimentares finamente granuladas, depósitos minerais de fontes termais, camadas de gelo nos pólos, e locais como ravinas, onde a água líquida fluiu em algum momento ou continua a se infiltrar no solo pelo derretimento de blocos.

Perfuração Profunda e Outras Tecnologias A NASA está interessada em tecnologias que possam aumentar a taxa de lançamento de missões ou acelerar a programação de explorações. A agência planeja investir em recursos avançados, como instrumentos científicos miniaturizados e sistemas de perfuração profunda, capazes de adentrar centenas de metros na superfície.
Credito: NASA

16 de abril de 2010

Modesto Telescópio Terrestre Fotografa Três Exoplanetas

Astrónomos capturaram uma imagem de três planetas em órbita de uma estrela para lá do Sistema Solar usando um telescópio terrestre de tamanho modesto. O feito surpreendente foi alcançado por uma equipa do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA, ao usar uma pequena porção do Telescópio Hale do Observatório Palomar.
Os planetas já tinham sido fotografados por dois dos maiores telescópios terrestres do mundo -- por um dos dois telescópios de 10 metros do Observatório Keck e pelo telescópio de 8 metros do Observatório Gemini Norte, ambos em Mauna Kea, Hawaii. Os planetas, que orbitam a estrela HR 8799, estiveram entre os primeiros a ser observados directamente, numa descoberta anunciada em Novembro de 2008.
A nova imagem dos planetas, obtida, tal como anteriormente, no infravermelho, foi capturada usando apenas uma porção de 1,5 metros do espelho do Telescópio Hale. A equipa de astrónomos fez imensos esforços no desenvolvimento de nova tecnologia, até ao ponto de usarem apenas um telescópio assim tão pequeno. Depois, combinaram duas técnicas -- ópticas adaptivas e um coronógrafo -- para minimizar o brilho da estrela e revelar o brilho dos planetas muito mais ténues.
"A nossa técnica poderá ser usada em telescópios terrestres maiores, para fotografar planetas que estão muito mais perto das suas estrelas-mãe, ou poderá ser usada em pequenos telescópios espaciais para descobrir mundos tipo-Terra perto de estrelas brilhantes," afirma Gene Serabyn, astrofísico do JPL em associação com o Instituto de Tecnologia da Califórnia. Serabyn é o autor principal do artigo científico que reporta as descobertas na edição de 15 de Abril da revista Nature. Pensa-se que os três planetas, denominados HR8799b, c e d, sejam gigantes gasosos como Júpiter, mas mais massivos. Orbitam a sua estrela a aproximadamente 24, 37 e 68 vezes a distância entre a Terra e o Sol, respectivamente (Júpiter orbita a 5 vezes a distância Terra-Sol). É possível que mundos rochosos orbitem mais perto da estrela, mas com a tecnologia actual, são impossíveis de ver devido ao seu brilho.
A estrela HR 8799 é um pouco mais massiva que o nosso Sol, mas muito mais jovem, com cerca de 60 milhões de anos, em comparação com os mais ou menos 4,6 mil milhões de anos do Sol. Está a 120 anos-luz de distância na direcção da constelação de Pégaso. O sistema planetário desta estrela é ainda activo, com corpos em colisão e expelindo poeira, recentemente detectada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Tal como pão acabado de fazer, os planetas estão ainda quentes da sua formação e emitem suficiente radiação infravermelha para serem observados pelos telescópios.
Para obter uma imagem dos planetas de HR 8799, Serabyn e seus colegas usam ao início um método chamado ópticas adaptivas para reduzir a quantidade de desfocagem atmosférica, ou para retirar o "cintilar" da estrela. Esta técnica foi optimizada ao usar apenas uma pequena parte do telescópio. Após removerem o cintilar, a luz da própria estrela foi bloqueada usando o coronógrafo da equipa, um instrumento que selectivamente tapa a estrela. Um novo "coronógrafo vórtice", inventado pelo membro da equipa Dimitri Mawet do JPL, foi usado neste passo. O resultado final foi uma imagem que mostra a luz dos três planetas.
"O truque está em suprimir a luz estelar sem suprimir a luz planetária," afirma Serabyn. A técnica pode ser usada para observar o espaço a apenas uma fracção de grau da estrela (cerca de um grau dividido por 10.000). Esta separação angular é mais ou menos a mesma atingida pelo Gemini e pelo Keck -- telescópios que são, respectivamente, cinco e sete vezes maiores. Manter os telescópios pequenos é muito importante para as missões espaciais. "Este é o tipo de tecnologia que conseguirá fotografar outras Terras," afirma Wesley Traub, líder científico do Programa de Exploração Exoplanetária do JPL. "Estamos a caminho de obter uma imagem de outro pálido ponto azul no espaço."

Fonte:ccvalg.pt

Buracos Negros Supermassivos Podem Exterminar Galáxias Inteiras

Energia liberada pelo mergulho de matéria no abismo afasta o gás que poderia dar origem a novas estrelas
Pesquisadores britânicos determinaram que buracos negros superpesados são capazes de privar galáxias inteiras dos gases necessários para a criação de novas estrelas, deixando apenas as estrelas gigantes vermelhas condenadas ao desaparecimento, e nada para substituí-las.
O estudo, encabeçado por Asa Bluck da Universidade de Nottingham, usou imagens obtidas pelos telescópios espaciais Hubble e Chandra para detectar buracos negros em galáxias distantes.
Pesquisadores buscaram galáxias com alto grau de emissão de radiação e raios-X, a assinatura clássica de buracos negros devorando gás e poeira. O trabalho mostra que, no caso dos buracos negros superpesados, essa radiação atinge níveis enormes, com a emissão de raios-X superando a de todos os demais objetos da galáxia somados. De fato, a energia liberada é suficiente para eliminar todo o gás da galáxia, várias vezes.
A radiação é produzida nos discos formados pela matéria que gira enquanto mergulha no buraco negro. Esse disco atinge temperaturas tão elevadas que brilha em todo o espectro eletromagnético - de ondas de rádio a raios gama. Isso aquece o gás acumulado no centro da galáxia, afastando-o dessa região e tornando-o menos denso. O gás precisa estar frio e denso para iniciar o processo de formação de estrelas.
Com isso, as estrelas velhas ficam para morrer sem que novas estrelas surjam para substituí-las, o que faz com que as galáxias escureçam e morram. Os resultados estão sendo apresentados na reunião da Royal Astronomical Society.
Fonte:Estadão

Titãs Estelares da Pismis 24

Lar de algumas das maiores estrelas, já descobertas, o aglomerado estelar aberto Pismis 24 se inflama a partir do núcleo da NGC6357, uma nebulosa na constelação do Escorpião. Algumas estrelas nesse aglomerado têm uma massa 100 vezes maior que o Sol, fazendo delas verdadeiros monstros estelares.
As estranhas formas feitas pelas nuvens são resultados da grande quantidade de radiação emitida por essas estrelas massivas. O gás e a poeira da nebulosa escondem estrelas recém nascidas gigantes na nebulosa, das observações por telescópios feitas na luz visível do mesmo modo que aparecem confusas nessa imagem. A imagem aqui reproduzida combina observações realizadas por meio de três diferentes filtros na luz visível (B, V, R) feitas com o telescópio Dinamarquês de 1.5 metros localizado no Observatório La Silla do ESO no Chile.
Fonte:cientec.com.br

Pontos Brilhantes na Superfície Solar Calma

Observada bem de perto a superfície do Sol é um impressionante trabalho de patch work de grânulos, que pode ser observado nessa imagem aqui reproduzida de alta resolução obtida em um momento em que o nosso astro rei estava em um momento de calmaria. Causados pela convecção, os grânulos são quentes, são gerados pelas colunas de plasma que ascendem enquanto linhas frias negras carregam o plasma mais frio para baixo. Porém essa imagem em alta resolução mostra que as linhas negras são ornamentadas com pontos brilhantes. Constantemente presentes na superfície solar, os pontos brilhantes não são relacionados com as manchas solares que aparecem devido ao ciclo magnético solar. Apesar disso, os pontos brilhantes são regiões de campo magnético concentrado e são brilhantes pelo fato da pressão magnética abrir uma janela para as regiões mais quentes e mais profundas da fotosfera. Para se ter uma noção de escala a barra branca representa 5000 km na superfície do Sol. Essa imagem foi obtida em Setembro de 2007, utilizando o Swedish Solar Telescope localizado na ilha astronômica de La Palma.
Fonte:cientec.com.br

Remanescente de supernova "Cygnus Loop"

Esta é uma imagem de uma pequena porção do remanescente de supernova Laço do Cisne (Cygnus Loop), correspondendo a uma bolha em expansão devido a uma enorme explosão estelar ocorrida há cerca de 15000 anos. Esta imagem obtida com o Hubble permite visualizar as frentes de choque provocados pela explosão da supernova nas nuvens interestelares de gás. Estas colisões aquecem e comprimem o gás, fazendo-o brilhar. Este remanescente de supernova situa-se a 2600 anos-luz de distância na constelação do Cisne. Uma supernova é uma explosão cataclísmica de uma estrela de elevada massa devido ao facto de a estrela já ter consumido todo o seu "combustível" nuclear, não podendo, assim, suportar o peso da suas camadas estelares. A imagem é uma composição de três imagens obtidas separadamente, uma correspondendo a emissão proveniente de átomos de oxigénio (azul), outra a emissão de hidrogénio (verde) e outra a emissão de enxofre (vermelho).
Crédito: Hester Arizona State University & NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Fonte:portaldoastronomo.org

Novo Espectrógrafo do Hubble Observa WASP-12b

O WASP-12b é um exoplaneta que orbita uma estrela muito semelhante ao Sol na constelação Cocheiro. O seu período orbital de apenas 1.09 dias, e a consequente pequena distância à sua estrela hospedeira, tornam-no num dos exoplanetas mais fortemente irradiados. Este facto reflete-se nos parâmetros físicos do planeta. Com uma massa 40% superior à de Júpiter, o seu raio deveria ser sensivelmente igual ao do nosso planeta gigante. As observações, no entanto, apontam para um valor 79% superior. O planeta está literalmente inchado. Hoje foi publicado um artigo na revista Astrophysical Journal (Letters), que descreve a observação de trânsitos deste planeta pelo Cosmic Origins Spectrograph, o novo espectrógrafo do telescópio espacial Hubble (ver fotografia).Os resultados apresentados são espectaculares demonstrando a qualidade soberba do instrumento. As observações foram realizadas em três janelas do ultravioleta próximo designadas por: NUVA (2539-2580 Å), NUVB (2655-2696 Å) e NUVC (2770-2811 Å). As curvas de luz dos trânsitos nas três janelas referidas revelam que o planeta parece estar rodeado de uma ténue nuvem de gás que é muito eficiente na absorção de radiação ultravioleta. De facto, o raio do planeta medido nestes três comprimentos de onda é de 2.69 ± 0.24, 2.18 ± 0.18 e 2.66 ± 0.22 vezes o raio de Júpiter, respectivamente, e portanto muito superior ao raio de 1.79 vezes o de Júpiter inferido das observações no visível. Esta nuvem de gás preenche aparentemente o volume de espaço sob a influência gravitacional dominante do planeta, o seu “Lóbulo de Roche”. O planeta parece estar a evaporar-se lentamente. O poderoso espectrógrafo observou a luz da estrela durante os trânsitos, altura em que os átomos na nuvem que rodeia o planeta introduzem linhas de absorção extra no espectro da estrela hospedeira. A análise desse espectro revelou a existência na dita nuvem de átomos neutros de sódio, estanho e manganésio, bem como átomos simplesmente ionizados de itérbio, escândio, manganésio, alumínio, vanádio e magnésio.
Estes resultados mostram que o Cosmic Origins Spectrograph poderá elevar o estudo dos trânsitos de exoplanetas a um nível nunca antes visto e mostra a contínua importância do Hubble como instrumento científico.
Fonte:astropt.org

Vulcões deVênus podem estar ativos

Dados coletados pela sonda europeia Venus Express sugerem que os vulcões do planeta Vênus ainda podem estar ativos. Fluxos de lava relativamente jovem foram identificados na superfície do planeta por um instrumento de medição ultra-vermelho da sonda espacial, o Virtis, que analisa emissões térmicas.
ESA (mapa de temperatura de Vênus)
As imagens mostram que o fluxo tem composição diferente do material da superfície à sua volta e para a cientista Suzanne Smrekar, do Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, e seus colegas, poderiam indicar que alguns vulcões ainda estariam ativos.
© ESA (vulcão em Vênus)
Há muito se debate a existência de vulcões ativos em Vênus, cuja atmosfera apresenta dióxido de enxofre, um gás expelido pela erupção de vulcões. Alguns cientistas acreditam que a presença do gás é uma indicação de atividade vulcânica recente, mas outros argumentam que as erupções podem ter ocorrido há cerca de 100 milhões de anos, mas o gás permanece na atmosfera porque demora muito a reagir com as rochas da superfície do planeta. A única forma de saber se há vulcões ativos em Vênus é observá-los em atividade, afirma a Agência Espacial Europeia. Mas isso é dificultado pela densa e nebulosa atmosfera do planeta, com 100 quilômetros de espessura. A sonda Venus Express tenta detectar a atividade de vulcões procurando por aumento da concentração de dióxido de enxofre em regiões específicas e por locais onde a temperatura é mais alta do que em outros. A equipe publicou sua análise sobre os fluxos de lava nas regiões de Imdr, Themis e Dione, em Vênus na revista Science.
Creditos:Science
Fonte: Astro News

Descobertas novas provas de que há água na Lua e em Marte

Depósitos de gelo com pelo menos 2 metros de profundidade podem ser encontrados em algumas pequenas crateras lunares, disseram pesquisadores na segunda-feira, enquanto um segundo estudo sugeriu que recentemente houve degelo e recongelamento da água em Marte, aumentando alguns dos característicos canais da sua superfície. Os dois estudos contribuem com o debate político e científico sobre qual seria a melhor forma de estudar o Sistema Solar e o universo - com missões tripuladas, ou com robôs e sondas.
Num dos estudos divulgados na segunda-feira, Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário de Houston, e seus colegas analisaram medições feitas pela sonda indiana Chandrayaan, a fim de buscar provas de que havia depósitos de gelo em algumas crateras lunares perenemente à sombra.
"Conforme a Lua foi bombardeada por objetos com água, como cometas e meteoritos, e implantada pelo hidrogênio do gelo polar ao longo do tempo geológico, parte desse material pode ter ido parar nessas áreas frias e escuras", escreveram os cientistas na revista Geophysical Research Letters.
Eles mediram a chamada razão de polarização circular, para demonstrar que ou a superfície é excepcionalmente áspera, ou existem de 2 a 3 metros de gelo acumulado.
O segundo estudo mostrou que um canal de 2 metros de largura em Marte se tornou quase 120 metros mais longo em dois anos.
Dennis Reiss, do Instituto de Planetologia da Westfalische Wilhelms-Universitat, em Munster, na Alemanha, e seus colegas disseram que a melhor explicação para isso é o degelo de uma pequena quantidade de água em forma de gelo.
Fotos mostram manchas marrons na vala, bem como canais novos e menores, disseram eles na mesma revista. A superfície, segundo eles, talvez fique quente a ponto de que a água dessa região de Marte derreta.
Em setembro, várias equipes haviam noticiado evidências de água, provavelmente congelada, em superfícies desérticas da Lua e de Marte, e pesquisadores também já viram nevar em Marte.
(Reportagem de Maggie Fox). [Fonte: Yahoo Notícias]

Para acabar com as dúvidas sobre vida fora da Terra

M31 ou NGC 224 - Nossa Vizinha, aqui do lado a pouco mais de 2.5 milhões de anos-luz! - Foto: NASA
Não sei porque muitas pessoas ainda têm dúvidas. Os leigos, até se admite, mas e alguns professores universitários? E cientistas que dizem que "estudam" o cosmos? Basta olhar para o céu numa noite estrelada para imaginar quantos mundos, quantas civilizações estarão fazendo o mesmo. São tantas galáxias que não se dá mais nome e apenas um número, como uma Carteira de identidade. Claro que seus habitantes darão nomes as suas galáxias e vão considerar a nossa, a Via Láctea, apenas um número. A lei universal parece tentar juntar as coisas. Assim, as estrelas com seus inúmeros planetas, planetoides, luas, asteróides, cometas etc também gostam de viver próximas umas das outras, formando o que se chama de Galáxias. Galáxias são conjuntos de bilhões de estrelas. A maior delas que se conhece possui trilhões de estrelas. Muitas vezes, quando se olha para o céu e observamos um ponto luminoso, pode ser uma galáxia, ou melhor, centenas ou mesmo milhares de galáxias muito próximas umas das outras, com trilhões de trilhões de estrelas e sabe-se lá quantos decilhões de planetas. Esses dados são o que conseguimos ver com nossos ainda "toscos" equipamentos. Isso num pequeno ponto apenas. Imagine tudo o que você já viu no cinema em matéria de ETs e tudo que voce poderá sonhar? Em algum lugar eles existem!
Fonte:brasilwiki.com.br

Quasares


Os primeiros quasares observados pareciam nas fotografias ser estrelas pouco luminosas, mas sabia-se que eram fontes de rádio muito fortes. Os quasares foram descobertos na década de 60 quando radioastrónomos australianos localizaram uma forte fonte de rádio que vinha de uma determinada região na constelação de Virgem. Essa fonte de rádio ficou conhecida como 3C-273. Os astrónomos do Monte Palomar procuraram uma imagem óptica referente a essa fonte de rádio, e então localizaram o que parecia ser uma estrela de fraca luminosidade.

Daí vem o nome que foi dado a este ainda misterioso objecto celeste, quasar, que vem de "quasi stellar radio sources" (fonte de rádio quase estelar). Entretanto foi detectado mais uma fonte de rádio da mesma natureza, ficando esta conhecida como 3C-48. O espectro destes dois corpos celestes foram analisados e concluiu-se que estes objectos estão muito distantes de nós. Pensa-se que o quasar 3C-273 está a 2 mil milhões de anos luz de distância e a afastar-se a uma velocidade que corresponde a 16% da velocidade da luz.

Outro facto extraordinário acerca deste objecto é a sua luminosidade que parece ser de várias centenas de vezes superior à da nossa galáxia! Desde então descobriram-se muitos outros quasares, na sua grande maioria não ultrapassam as dimensões do nosso Sistema Solar, mas emitem uma enormíssima quantidade de energia ao longo de uma vasta gama de comprimentos de onda, que vai desde as ondas de rádio até aos raios gama. Dada a sua enorme distância em relação a nós, quando observamos os quasares estamos a observar como era o Universo nos seus primórdios. Nas nossas proximidades não existem quasares o que indica que no início do Universo eram objectos comuns mas não na actualidade.

Se as medições das distâncias destes corpos celestes estiverem correctas, estamos diante dos mais distantes alguma vez detectados. Em redor dos quasares foram observados nebulosidades que indiciam que estes corpos celestes são núcleos de galáxias, provavelmente com um buraco negro extremamente maciço.
Créditos:astro.110mb.com

Meteoro risca o céu e explode no meio-oeste americano

Uma grande bola de fogo vinda do espaço cruzou o céu de pelo menos cinco estados americanos e em seguida explodiu na alta atmosfera produzindo um forte clarão. O evento ocorreu na noite de quinta-feira e foi testemunhado por milhares de pessoas, além de ter sido detectado por diversos radares meteorológicos dos EUA. Como não havia qualquer informação sobre reentrada de satélites ou lixo espacial, é possível que o bólido seja proveniente do espaço e tenha penetrado a atmosfera terrestre a mais de 40 mil quilômetros por hora. Considerando-se eventos anteriores, o clarão parece ter sido provocado por um objeto de grandes proporções, de aproximadamente 1 metro de comprimento com 1 tonelada de peso. Não se sabe exatamente a origem do meteoroide, mas existe a possibilidade do bólido ser um fragmento da chuva de meteoros Gamma Virgem, que vai de 14 a 21 de abril, com pico entre quarta-feira e quinta-feira passadas, mas essa é apenas uma das hipóteses levantadas. Além das testemunhas oculares, o bólido também foi registrado pelo radar Doppler do NWS, o Serviço Meteorológico dos EUA, que detectou a trilha de fumaça deixada pela fulgurante passagem na atmosfera. Observadores em Minnessota reportaram que o evento foi acompanhado por um estrondo similar ao produzido por aviões quando quebram a barreira do som e fez balançar casas, janelas e vários outros objetos.
Fonte:apolo11.com

Cassini Observa Relâmpagos em Saturno

Em Novembro de 2009 a sonda Cassini observou de perto a evolução de uma tempestade de dimensão modesta (cerca de 3000 km) na atmosfera de Saturno. Durante estas observações a sonda realizou uma sequência de exposições durante 16 minutos que foram depois editadas na animação de 10 segundos que se segue.As manchas sensivelmente circulares e com aproximadamente 300 km de diâmetro que ocorrem durante a animação, em vários pontos da tempestade, são relâmpagos ! Devido ao curto intervalo de tempo em que foram obtidas as imagens, a forma da tempestade mantêm-se essencialmente inalterada. Aparentemente, a energia libertada nestes relâmpagos é comparável à dos relâmpagos mais energéticos observados na Terra. Nesta parte da atmosfera de Saturno existem três tipos de nuvens que podem produzir relâmpagos e que estão organizadas em 3 camadas com uma espessura total de 100 km. A camada de topo é constituída por nuvens de cristais de gelo de amónio (NH4), a intermédia por nuvens de hidrosulfureto de amónio (NH4SH), e a camada mais profunda por nuvens de àgua. A luz proveniente dos relâmpagos tem de atravessar as nuvens até ser captada pela Cassini, pelo que o tamanho dos relâmpagos nas imagens é proporcional à profundidade a que eles ocorrem. De facto, quanto maior for a profundidade de um relâmpago, mais a luz dele proveniente viaja transversalmente até atingir o topo da camada de nuvens. A análise das imagens permitiu assim aos cientistas da missão estimar que os relâmpagos devem ter ocorrido na camada de nuvens de hidrosulfureto de amónio ou no topo da camada de nuvens de àgua.
Fonte:astropt.org
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