20 de abril de 2010

Raios-X da supernova SNR 0540-69.3

Esta imagem de raios-X mostra a intensa radiação proveniente da supernova SNR 0540-69.3, o resultado da explosão de uma estrela maciça. Esta explosão catastrófica resultou da implosão inicial do material da estrela até se ter formado uma estrela de neutrões em rápida rotação, com um diâmetro de apenas 10 km. A explosão disseminou a matéria em redor do pulsar formado no centro à incrível velocidade de vários milhões de kilómetros por hora. O pulsar roda cerca de 20 vezes por segundo, gerando uma quantidade enorme de radiação-X e de partículas altamente energéticas. O gás que o envolve encontra-se a cerca de 50 milhões de graus Celsius. Esta supernova situa-se a cerca de 160000 anos-luz de distância.
Crédito: NASA/CXC/SAO.
Telescópio: Chandra.
Fonte:portaldoastronomo.org

Nasa estende contrato de administração do Hubble até 2013

Em 1999, o Hubble registrou imagem da nebulosa Carina, uma intensa região de nascimento de estrelas na Via Láctea
 
A Nasa estendeu o contrato com a Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia para a administração do centro de operações do telescópio Hubble, em Baltimore, nos Estados Unidos. Na prática, a renovação significa que o Hubble vai funcionar por pelo menos mais 36 meses, até 30 abril de 2013, por um valor de aproximadamente US$ 113 milhões. De acordo com a Nasa, cabe à associação ser responsável por prover produtos e serviços necessários para executar o programa; processar, arquivar e distribuir dados científicos; manter e calibrar o telescópio; manter as operações científicas a partir da Terra; administrar as bolsas de estudo e ações educacionais; realizar pesquisas astronômicas durante os anos restantes da missão do Hubble. O substituto do Hubble, o telescópio James Webb, está previsto para entrar em operação em 2013. A Nasa afirma que o novo equipamento permitirá observar as galáxias formadas na infância do universo, os planetas e as possíveis formas de vida em outros sistemas solares.
Fonte:Terra

Galáxia Anémica NGC 4921

Qual é a distância da galáxia espiral NGC 4921? Embora actualmente estimada a cerca de 320 milhões de anos-luz, uma determinação mais precisa poderá ser agrupada com a sua conhecida velocidade de recessão para ajudar a Humanidade a melhor calibrar a velocidade de expansão do Universo visível. Para atingir este objectivo, esta imagem foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble de modo a ajudar a identificar marcadores-chave de distâncias estelares conhecidas como estrelas variáveis Cefeidas. NGC 4921 tem sido apelidada de uma galáxia com anemia devido à pouca formação estelar e baixo brilho superficial. Esta magnífica imagem foi tirada pelo instrumento ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble, actualmente necessitando de reparações. Visíveis na imagem estão, a partir do centro: um brilhante núcleo, uma brilhante barra central, um anel proeminente de poeira escura, enxames azuis de estrelas recém-formadas, várias galáxias vizinhas mais pequenas, galáxias sem relação no pano de fundo, e estrelas da nossa própria Via Láctea.
Crédito: NASA, ESA, K. Cook (LLNL)

Luz Zodiacal Vs. Via Láctea

Dois fundamentais planos do céu do planeta Terra competem pela sua atenção nesta magnífica imagem de ângulo largo, registada no dia 23 de Janeiro. Percorrendo a abóbada nocturna à esquerda está a linda banda da Luz Zodiacal - luz solar espalhada pela poeira no plano da eclíptica do Sistema Solar. A sua oponente à direita é composta por ténues estrelas, nuvens de poeira e nebulosas ao longo do plano da nossa Via Láctea. As duas bandas celestes situam-se por cima das cúpulas e torres do Observatório Teide na ilha de Tenerife. Também em jogo nos pristinos e escuros céus das Ilhas Canárias, está o brilhante Vénus (esquerda e para baixo), a distante Galáxia de Andrómeda (perto do centro), e o esplêndido enxame das Plêiades (topo do centro). Claro, os experientes observadores do céu poderão até avistar M33, a Nebulosa da Califórnia, IC1805, e o enxame duplo de Perseu.
Crédito: Daniel López, IAC

EXPLICADA A ORIGEM DA MISTERIOSA LUZ ZODIACAL

A poeira entre os planetas que espalha a luz do Sol em nossa direção não é proveniente do cinturão de asteróides (em verde), mas é originada a partir de cometas destruídos afetados por Júpiter (a família 'Júpiter' de cometas).
 A origem do misterioso brilho que se prolonga pelo céu nocturno foi identificado por cientistas que examinaram as partículas que compõem a luminosa nuvem de poeira. Com o nome de Luz Zodiacal, o ténue brilho é provocado por milhões de pequenas partículas ao longo do percurso seguido pelo Sol, pela Lua e pelos planetas, também conhecido como eclíptica.
O brilho ténue e esbranquiçado, que pode melhor ser observado no céu nocturno mesmo depois do pôr-do-Sol ou antes do nascer-do-Sol na Primavera e no Outono, foi pela primeira vez identificado por Joshua Childrey em 1661 como luz solar espalhada na nossa direcção por partículas de poeira no Sistema Solar.
Mesmo assim, a fonte desta espessa nuvem de poeira tem sido tópico de debate.
Num novo estudo, David Nesvorny e Peter Jenniskens descobriram que mais de 85% da poeira zodiacal é oriunda da família de cometas de Júpiter (assim denominados porque as suas órbitas são alteradas pela passagem próxima pelo gigante gasoso, Júpiter), e não de asteróides, como se pensava anteriormente.
"Este é o primeiro modelo inteiramente dinâmico da nuvem zodiacal," afirma Nesvorny, cientista planetário do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado, EUA. "Nós descobrimos que a poeira dos asteróides não é agitada o suficiente ao longo da sua vida para tornar a nuvem de poeira zodiacal tão espessa como é. Apenas a poeira de cometas de curto-período é suficientemente dispersada por Júpiter para tal acontecer."
Luz Zodiacal observada em Paranal.
Crédito: ESO
Os investigadores identificaram a poeira oriunda da família de cometas de Júpiter após examinar a forma da nuvem zodiacal, afirma Nesvorny. "Outros cometas, como os cometas tipo-Halley, têm grandes inclinações orbitais," salienta Nesvorny. "Eles aproximam-se do Sistema Solar interior a partir de todas as direcções, por isso se fossem estes os produtores da nuvem zodiacal, seria quase uma bola e não um disco. Os telescópios como o Spitzer, mostram que a nuvem zodiacal é um disco. Isto aponta para a família de cometas de Júpiter, que têm inclinações mais moderadas."
Estes resultados confirmam o que Jenniskens, um astrónomo do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, há muito suspeitava. Perito em chuvas de meteoros, Jenniskens notou que a maioria delas consiste de poeira que se move em órbitas similares às dos cometas da família de Júpiter.
Jenniskens descobriu um cometa inactivo na chuva de meteoros Quadrântidas em 2003 e desde aí já identificou vários corpos do mesmo género.

Dominic Cantin fotografou a Luz Zodiacal perto de Quebec, Canadá, em agosto de 2000, um uma exposição de 2 minutos. O ponto brilhante à direita é o planeta Vênus. Crédito: Dominic Cantin

Embora a maioria deles estejam actualmente inactivos na sua órbita actual em torno do Sol, todos se fragmentaram violentamente à mesma altura, há milhares de anos atrás, criando detritos na forma de correntes de poeira que agora migraram para a órbita da Terra.
Nesvorny e Jenniskens, com a ajuda de Harold Levison e William Bottke do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, David Vokrouhlicky do Instituto de Astronomia da Universidade Charles em Praga, e Matthieu Gounelle do Museu de História Natural em Paris, demonstraram que estas perturbações cometárias explicam a espessura observada na camada de poeira da nuvem zodiacal.

E ao fazê-lo, resolveram outro mistério.

Há muito que se sabe que a neve na Antártica contém uma percentagem notável de micrometeoritos, e que 80-90% destes têm uma composição primitiva peculiar, rara entre os meteoritos maiores que se formaram a partir de asteróides. "Estes micrometeoritos são pequenos meteoritos com aproximadamente 0,1 mm em tamanho," explica Nesvorny. "São encontrados no gelo da Antártica, e não se sabia porque é que têm uma composição diferente dos maiores meteoritos encontrados noutros lados."
Nesvorny e Jenniskens sugerem que os micrometeoritos da Antártica são na realidade fragmentos de cometas, o que explica a composição diferente dos outros meteoritos que vêm da cintura de asteróides. De acordo com os seus cálculos, os grãos cometários mergulham pela atmosfera da Terra a velocidades baixas o suficiente para sobreviverem e alcançarem o chão. O estudo encontra-se na edição de 20 de Abril do Astrophysical Journal.
Fonte:Astronomia On-Line

A energia escura no Universo

Está em fase de preparação no Estado americano do Texas um experimento que pretende criar um mapa tridimensional do Universo há 11 bilhões de anos e, assim, tentar desvendar um dos grandes mistérios da astronomia: a energia escura. O projeto vai utilizar o telescópio Hobby-Eberle, um dos maiores do mundo. A ideia dos pesquisadores é que o estudo ajude os astrônomos a entender a natureza dessa energia hipotética que constituiria cerca de 75% da massa do Universo.
Telescópio Chandra (possível existência de energia escura)
O termo energia escura foi cunhado para explicar por que a expansão do Universo está em aceleração, já que deveria ocorrer o contrário devido à gravidade. O problema é que praticamente nada se sabe sobre ela: seria uma partícula, uma onda ou uma propriedade fundamental do espaço-tempo? É constante ou ganha força com a expansão do Universo? Existem muitas hipóteses, mas nenhuma evidência observada.
Segundo a reportagem, o Experimento Telescópio Hobby-Eberly de Energia Escura (HETDEX), é um dos três mais ambiciosos projetos sobre o tema, os outros são o Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (Boss), que utiliza o telescópio Apache no Estado americano do Novo México, e a Pesquisa sobre a Energia Escura (DES), que tem uma câmera de 500 megapixels apontada para o espaço no telescópio Blanco, no Chile. A ideia do projeto é mapear as posições de 1 milhão de galáxias ao medir a emissão espectrográfica de conglomerados de estrelas pequenos e ricos em hidrogênio formadas apenas 2,7 bilhões de anos após o Big Bang, momento em que os astrônomos acreditam que a energia escura seria suficiente para ser detectada.
Os cientistas irão comparar os dados com a distribuição das galáxias 5 bilhões e 11 bilhões de anos depois para determinar onde o índice de expansão mudou ou permaneceu constante durante esses enormes períodos, o que pode levar a alguma explicação sobre a energia escura.
Observatório McDonald (Telescópio Hobby-Eberly)
Fonte: Scientific American

19 de abril de 2010

Berçário Estelar na Nebulosa de Órion

Os Astrônomos têm virado seus olhos para analisar um grupo aquecido de estrelas jovens, acompanhando seu movimento como se fossem paparazzi cósmicos. Recentemente, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA capturou uma nova imagem em infravermelho que mostra a agitada maternidade estelar da Nebulosa de Órion, situada na espada do caçador da constelação de mesmo nome. Assim como as estrelas de Hollywood, estes corpos celestes não brilham sempre na sua plenitude, mas variam sua luminosidade ao longo do tempo. O Spitzer está observando este espetáculo cósmico, ajudando aos cientistas na busca do conhecimento sobre as razões das estrelas mudarem e no entendimento sobre os papéis na formação planetária.
                      Spitzer está acompanhando uma zona específica do berçário estelar na Nebulosa de Órion.
“Este é um projeto de exploração. Nunca havia sido realizado antes, em um comprimento de onda sensível ao calor da poeira que circunda tais estrelas,” afirmou John Stauffer, o cientista líder desta pesquisa elaborada pelo Centro Científico Spitzer da NASA, localizado no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena, EUA. “Estamos observando diversas variações, as quais podem ser um resultado dos aglomerados ou das estruturas deformadas nos discos de formação planetária.”
Esta nova imagem foi capturada depois do Spitzer ter ficado sem seu líquido refrigerante, em maio de 2009, ou seja, após o início de sua missão entendida “no quente”. Este líquido refrigerante era usado para esfriar os instrumentos, mas os dois canais infravermelhos de comprimento de onda mais curto ainda tem a capacidade de funcionar regularmente na mais “amena” temperatura de 30º K (-243º C). Agora, nesta no etapa da sua vida, o Spitzer é capaz de passar mais tempo em projetos que cobrem uma área mais abrangente do céu e que necessita de um maior tempo de exposição para atingir os resultados.
Um desses projetos da nova etapa da missão Spitzer é o programa de acompanhamento da “Variabilidade de Objetos Estelares Jovens”, no qual o Spitzer observa repetidamente a mesma zona da Nebulosa de Órion (M42), monitorando rotineiramente o mesmo conjunto de aproximadamente 1.500 estrelas variáveis ao longo do tempo. Neste programa o Spitzer já registrou cerca de 80 imagens desta região da nebulosa ao longo de 40 dias de observações. Está planejada a realização de um segundo conjunto de observações no segundo semestre de 2010, a partir de setembro. As estrelas cintilantes desta região têm cerca de ‘apenas’ um milhão de anos, idade esta que é considerada muito jovem para estrelas, nas escalas cósmicas. Devemos lembrar que nosso Sol, apresenta uma idade de cerca de 4,6 bilhões de anos.

Manchas estelares abundantes

Usualmente, estrelas jovens são instáveis, com níveis de brilho que variam de intensidade muito mais do que as estrelas mais velhas, como o Sol. Além disso, estrelas jovens também giram mais depressa. Por isto, uma das razões para os níveis altos e baixos verificados nos seus brilhos está associada com a existência de manchas estelares mais frias em suas superfícies. Diferentemente do que se possa imaginar, nas estrelas mais jovens a quantidade de manchas estelares é bem maior que as que proliferam na superfície de estrelas mais velhas. As manchas estelares frias aparecem e desaparecem à medida que a estrela jovem gira em torno do seu eixo, mudando a quantidade de luz que chega aos nossos telescópios, daí estas estrelas serem classificadas como variáveis.
O brilho estelar pode também mudar devido a presença de manchas estelares quentes, provocadas pelo gás do disco de acresção que espirala em queda sobre a estrela.
“Nos anos 50 e 60, os astrônomos já sabiam que as estrelas mais jovens variavam e assim postularam que isto tinha algo a ver com o seu processo de formação”, acrescentou Stauffer. “Mais tarde, graças a uso de melhores tecnologias, pudemos entender e aprender mais sobre o papel das manchas estelares.”

Discos protoplanetários enviesados

O Sptizer é particularmente ajustado para estudar ainda outra razão de porque estas estrelas sofrem contínuas mudanças. O olho infravermelho do Spitzer pode vislumbrar os discos de poeira aquecidos que as orbitam. Estes discos são à base da eventual aglomeração e formação planetária em novos sistemas. Quando os discos são jovens, podem ter assimetrias, possivelmente provocadas pela formação planetária ou perturbações gravitacionais de proto-planetas. À medida que os discos enviesados circulam uma estrela jovem, estes também bloqueiam quantidades diferentes da luz estelar.
Ao recolher mais dados sobre estes discos disformes que circulam as estrelas jovens, Stauffer e a sua equipe esperam aprender mais sobre o desenvolvimento dos sistemas estelares e o drama contínuo da formação de planetas em uma grande família estelar.
Creditos:NASA/Spitzer
Space.com

Charles Messier

Charles Messier nasceu na França em 26 de junho de 1730. Décimo entre doze irmãos, não tinha grandes possibilidades de seguir carreira acadêmica e a morte de seu pai, quando ainda era criança, piorou ainda mais as condições econômicas de sua família.
Possuidor de uma bela grafia e grande habilidade para o desenho, teve afinal sua oportunidade aos 21 anos, quando foi contratado pelo astrônomo da marinha francesa Joseph Nicolas I'Isle para trabalhar como copista. Introduzido aos poucos na prática da Astronomia, Messier se tornaria um hábil observador e redigia reportes cuidadosos de suas observações, medindo com precisão a posição dos corpos celestes.
Na sua época, a moda era “caçar cometas” e a história de seu famoso catálogo de objetos começou justamente quando seu chefe calculou a posição esperada do retorno do cometa de Halley, em 1757. I`Isle errara nas contas e isso fez com que o jovem Messier passasse noites inteiras procurando o famoso cometa na direção errada do céu.
Messier anotou com cuidado a posição de uma nebulosa que até lembrava um cometa difuso, na constelação de Touro. Era o dia 28 de agosto de 1758 e aquele seria o objeto número um de seu catálogo.                                                      Charles Messier (1730-1817)
Por fim Messier localizou o verdadeiro cometa, mas já estava entusiasmado com a idéia de catalogar outros objetos nebulosos, para que ele e outros observadores não se confundissem de novo em futuras observações. Messier descobriu 21 cometas ao longo de toda sua vida, 13 dos quais nunca haviam sido observados antes. Mas nem só de cometas era a fama de Messier. Ele foi um ardente observador de ocultações, trânsitos e eclipses. Seus cadernos eram repletos de anotações sobre manchas solares e observações meteorológicas também.

Catálogo Messier

CONTUDO, O QUE TORNOU MESSIER de fato conhecido para a Astronomia até os dias atuais foi seu catálogo de objetos difusos, publicado em sua versão final no ano de 1784 e contendo 103 objetos.
Nos anos seguintes outros objetos foram descobertos por Messier, mas acabaram não sendo incluídos em seu catálogo. Razão pela qual, um século mais tarde, alguns astrônomos decidiram eles próprios inserir tais objetos na lista de Messier, chegando assim aos 110 objetos conhecidos atualmente.

De aglomerados estelares a galáxias: os 110 objetos do catálogo de Messier

Os objetos do catálogo de Messier são precedidos pela letra M, sempre maiúscula, e alguns deles têm denominações próprias. É o caso de M1, o primeiro objeto de sua lista, também chamado “nebulosa do Caranguejo”. Mas Messier não descobriu essa nebulosa. Outros já haviam percebido aquela mancha esbranquiçada sobre o corno meridional do Touro, sem estrelas e com uma luz alongada como a chama de uma vela.
Com seus 110 OBJETOS, o catálogo de Messier é uma fonte INESGOTÁVEL de novas DESCOBERTAS A nebulosa do Caranguejo é, na verdade, os restos de uma supernova, uma estrela de grande massa que ao fim de seu ciclo de brilho explode, num estouro colossal capaz de sobrepujar em brilho a soma de todas as estrelas de uma galáxia. No centro da nebulosa ainda jaz a velha estrela que se desfez, agora uma esfera de altíssima densidade, girando em torno de si mesma 30 vezes por segundo: um pulsar. Com seus 110 objetos, entre nebulosas, galáxias e aglomerados estelares, o catálogo de Messier é uma fonte inesgotável de novas descobertas, tanto para astrônomos profissionais quanto para jovens amadores, que ainda gastam suas noites no puro prazer de redescobrir as jóias celestes classificadas por Messier no século XVIII.
Creditos:Astronomia no Zênite

Cassini mostra como Enceladus deixa bolhas de plasma em seu caminho pelo espaço

O papel que Enceladus exerce em relação a magnetosfera de Saturno pode ser similar ao da lua Io em Júpiter, a qual insere plasma no espaço interior da magnetosfera joviana. Observações de como Enceladus interage com o seu ambiente mostram como esta lua peculiar deixa um complexo padrão de ondas e bolhas em seu rastro na órbita ao redor de Saturno. Sheila Kanani falou sobre este tema e apresentou sua pesquisa na Reunião Nacional de Astronomia da RAS em Glasgow, no dia 14 de abril de 2010. Enceladus reside no interior profundo da magnetosfera de Saturno, que é preenchido com partículas eletricamente carregadas (plasma) provenientes tanto do planeta quanto de suas luas. A sonda Cassini fez nove vôos rasantes nesta lua misteriosa desde 2005.
O mais próximo dos flybys executados levou a espaçonave a apenas 25 km da superfície de Enceladus, um satélite onde os cientistas acreditam que exista um oceano subsuperficial salgado. Aberturas aquecidas no pólo sul desta lua lançam constantemente no espaço plumas de material, compostas principalmente de grãos de gelo e vapor de água. Medições realizadas pelo Espectrômetro de Plasma (CAPS) e pelo Magnetospheric Imaging Instrument (MIMI) da sonda robótica Cassini nos mostram que tanto a lua e suas plumas estão continuamente absorvendo o plasma, na sua passagem pelo espaço ionizado da magnetosfera a cerca de 30 quilômetros por segundo, deixando para trás uma cavidade no espaço. Em adição, as partículas mais energéticas que voam acompanhando para cima e para baixo as linhas de campo magnético de Saturno são varridas, deixando um vazio muito maior no campo de plasma de alta energia. Além disso, o material ejetado de Enceladus, pó e gás, também tem se ionizado, formando novo plasma.
Agora, a cientista Kanani e uma equipe do Mullard Space Science Laboratory da UCL, descobriram misteriosas características espelhadas nos dados do CAPS, que apresentam um quadro complexo de atividades de interação entre a matéria e o plasma a jusante de Enceladus.
“Eventualmente, o plasma fecha a abertura a jusante da Enceladus, mas nossas observações mostram que isso não está acontecendo de uma forma suave e ordenada. Estamos vendo picos característicos no plasma que duram entre algumas dezenas de segundos até um minuto ou dois. Nós pensamos que estes podem representar bolhas de partículas de baixa energia formadas quando o plasma preenche a lacuna a partir de diferentes direções”, expôs Kanani no encontro da RAS.
Desde que a Cassini chegou a Saturno, a espaçonave tem nos ajudado a construir uma imagem do papel vital e inesperado que Enceladus exerce na magnetosfera de Saturno.
Fonte de plasma
“Enceladus é a fonte da maior parte do plasma na magnetosfera de Saturno, contribuindo com água ionizada e oxigênio proveniente das suas aberturas, formando um toro grande de plasma que envolve Saturno. Podemos ver essas características nos caminhos das demais luas de Saturno, como elas interagem com o plasma, mas, até agora, só temos estudado Enceladus em um nível de detalhes suficiente”, concluiu Kanani.
Fonte:Astronomy.com
Science Daily

Uma belíssima galáxia espiralada


Esse lindo retrato é de uma galáxia chamada NGC 891. Essa galáxia em espiral se estende por 100 mil anos-luz e se parece muito com a nossa Via Láctea. Ela parece ser um disco fino, com uma poeira escura que forma filamentos – eles se estendem por centenas de anos-luz sobre e abaixo da linha do centro. A poeira escura deve ter se formado pela explosão de alguma supernova ou pela formação de estrelas na proximidade. Outras galáxias podem ser vistas nas redondezas da NGC 891.
 [APOD]

Uma das maiores proeminências solares

alguma vez vista esta semana no Sol. E, não, não há qualquer relação existente entre essa proeminência e os recentes acontecimentos da Terra como a recente erupção vulcânica ou os sismos. Uma proeminência é uma nuvem de plasma que surge acima da fotosfera e se sustém através do campo magnético do Sol. Porém, ainda não é bem conhecido o mecanismo que sustém a proeminência solar. Aquela enorme proeminência vista na parte de cima da foto englobaria várias Terras. Por vezes, as proeminências podem ser expelidas para o Sistema Solar através das ejecções de massa coronal (CME em inglês).
Fonte:astropt.org

Fatos Sobre Marte

Marte é o quarto planeta a partir do Sol. Um dos cinco planetas observado por antigas civilizações. Sétimo maior em tamanho. Seu diâmetro médio é de 6.780 quilômetros. Tem quase a metade do tamanho da Terra. Também é conhecido como Planeta Vermelho. Sua cor varia entre o castanho-amarelado e o avermelhado. Terceiro objeto mais brilhante no céu noturno, depois da Lua e do planeta Vênus. Duas luas de forma irregular, que medem apenas alguns quilômetros de largura. Sua lua maior e mais próxima chama-se Fobos. Na mitologia grega, Fobos é o filho de Ares (Marte) e em grego, a palavra significa “medo”.  A lua menor e mais distante é Deimos. É uma das menores luas do nosso Sistema Solar. Na mitologia grega, Deimos também é filho de Ares (Marte), e seu nome significa “pânico”. 

•Sua massa equivale a 1/10 da Terra. A força da gravidade é menos da metade da que experimentamos em nosso planeta. 
 
•Marte não possui um campo magnético detectável circundando o planeta. No entanto, pequenos campos remanescentes foram detectados em regiões isoladas.
 
•Ele recebeu o nome do deus romano da guerra, da agricultura e do estado. (Grego: Ares)
 
•Marte também deu origem ao nome do mês de março.

•A Mariner 4 foi a primeira espaçonave a visitar Marte em 1965.

•Viking 1 e Viking 2 pousaram em Marte em 1976.

•A órbita de Marte é elíptica. O planeta fica uma distância 1,5 vezes maior do Sol do que a Terra.

•Marte é significativamente menor que o Planeta Terra. Curiosamente, a área da superfície de Marte é quase igual à área da nossa superfície terrestre.

•Marte é um lugar muito frio. As temperaturas variam entre -125 graus centígrados nos pólos a 20 graus centígrados no equador.

•Marte possui uma atmosfera com padrões e sistema climático próprios. Ventos fortes e nuvens densas se movem por toda a superfície do planeta, provocando grandes tempestades de poeira que às vezes recobrem todo o planeta.

•Marte leva 687 dias da Terra para dar a volta ao redor do Sol.

•Um dia em Marte dura 24 horas, 39 minutos e 35 segundos.

•Os pólos marcianos têm uma inclinação de 25 graus, o que permite estações similares às que temos na Terra.

•Sua atmosfera é composta por 95,3% de dióxido de carbono, 2,7% de nitrogênio e 1,6% argônio.

•Marte é vermelho por causa da ferrugem. Há uma grande quantidade de ferro oxidado (enferrujado) no solo marciano. O ferro oxidado pode parecer marrom, laranja ou vermelho de acordo com o nível de oxidação.

Por que exploração a Marte

Bem mais fácil tecnicamente, e com possíveis benefícios econômicos, seria uma visita a um asteróide próximo da Terra. Mais dramática e emocionante explorar um cometa ativo. Isso poderá ser feito no ano de 2061, quando o histórico Cometa Haley irá etornar ao nosso Sistema Solar interior. Astronautas poderiam, a princípio, pousar no cometa antes que ele se aproxime demais do Sol. Antes dos cometas, a próxima grande façanha humana será a conquista de Marte. Por que Marte é o próximo candidato? Os gigantes gasosos distantes do Sistema Solar exterior apresentam problemas intransponíveis. Seu cinturão de radiação torna as visitas tripuladas extremamente perigosas, e como não possuem superfície sólida, o pouso é impossível. Mas as paisagens espetaculares das luas mais hospitaleiras significam que Júpiter, Saturno e mesmo os afastados Netuno e Urano poderiam se tornar atrações turísticas nos próximos séculos. Imagine a visão do gigantesco planeta Júpiter, em todo o seu esplendor, a partir da superfície de sua lua gelada, Ganímedes. Ou os gloriosos anéis de Saturno ocupando metade do céu, vistos de um de seus satélites, como Mimas. Entre os planetas menores, o pequeno Mercúrio está logo ali, próximo ao Sol. Apenas uma única sonda, em vôo de passagem, conseguiu fotografar sua superfície cheia de crateras.
E o belo planeta Vênus, irmão mais quente da Terra? Poderíamos transformá-lo em um resort tropical? Apenas 15 espaçonaves – 14 delas russas – penetraram em suas nuvens sulfurosas. Mas a alta temperatura, a esmagadora pressão atmosférica e a dificuldade de locomoção impossibilitariam uma visita humana a Vênus.  Aparentemente, nem o Sistema Solar interior nem o exterior estão “implorando” por nossa presença. Terence Murtagh - Astrônomo "O problema da exploração tripulada do Sistema Solar exterior reside em dois fatores. Primeiro, seus planetas são distantes demais, e segundo, todos eles possuem ambientes muito perigosos para os seres humanos. O Sistema Solar interior também apresenta uma série de problemas. Em primeiro lugar, temos Mercúrio: perto demais do Sol, pequeno demais, sem atmosfera. Depois temos Vênus, o “gêmeo” da Terra – um lugar possível, mas cuja atmosfera é densa e venenosa. Diante disso, só nos resta Marte: tem metade do tamanho da Terra, um pouco de atmosfera, e vários outros fatores. Isso significa que Marte será o lugar onde estabeleceremos a primeira colônia humana."

Missões Futuras a Marte

A NASA está desenvolvendo um programa de exploração de Marte de longo prazo que definirá o curso das próximas duas décadas. Este programa visionário se baseará nas descobertas científicas de missões passadas, incorporando as lições aprendidas dos sucessos e fracassos anteriores.

Missões de Reconhecimento
A NASA continua com o compromisso de criar mais missões de reconhecimento, como a do aterrissador Phoenix, que seriam selecionadas por meio de propostas enviadas pelos membros da comunidade científica. Tais missões podem envolver veículos aerotransportados, como aviões e balões, ou pequenos aterrissadores que funcionem como plataformas de investigação. Esta abordagem poderia abrir novas e interessantes perspectivas ao ampliar o número de locais visitados no planeta. A próxima missão de reconhecimento, chamada MAVEN, é um orbitador que irá fornecer informações sobre a atmosfera marciana, sua história climática e sua potencial habitabilidade. Seu lançamento está programado para 2013.

Envio de Amostras de Marte
Na segunda década do século 21, a NASA planeja lançar novos orbitadores científicos, exploradores e aterrissadores. Uma das propostas é a missão Mars Sample Return, que irá utilizar sistemas robóticos e um foguete de ascensão para coletar e enviar amostras de rochas, solos e atmosfera para a Terra, para análises físico-químicas detalhadas. Pesquisadores na Terra poderiam mensurar as características físicas e químicas com muito mais precisão do que fariam por controle remoto. Na Terra, eles teriam a flexibilidade de fazer as mudanças necessárias para preparação de amostras, instrumentação e análise, se obtiverem resultados inesperados. Além disso, nas próximas décadas, as rochas recolhidas em Marte poderiam gerar novas descobertas, à medida que as novas gerações de pesquisadores apliquem novas tecnologias ao estudá-las.
 
Laboratório de Astrobiologia  
Outra proposta é a criação de um Laboratório de Astrobiologia, que conduziria uma busca robótica por sinais de vida. Seria a primeira missão.  Ampliar a imágem.desde a Viking, nos anos de 1970, que procuraria especificamente evidências de vida no passado ou presente. O laboratório robótico transportaria instrumentos para identificar e medir os componentes químicos da vida (como a conhecemos), incluindo milhares de compostos de carbono, elementos como o enxofre e o nitrogênio, e distintos estados de oxidação em rastros de metais associados à vida.  Também conduziria análises detalhadas dos ambientes geológicos identificados pelo Mars Science Laboratory em 2009, com a intenção de verificar se conduzem a algum tipo de vida. Estes ambientes podem incluir camadas sedimentares finamente granuladas, depósitos minerais de fontes termais, camadas de gelo nos pólos, e locais como ravinas, onde a água líquida fluiu em algum momento ou continua a se infiltrar no solo pelo derretimento de blocos.

Perfuração Profunda e Outras Tecnologias A NASA está interessada em tecnologias que possam aumentar a taxa de lançamento de missões ou acelerar a programação de explorações. A agência planeja investir em recursos avançados, como instrumentos científicos miniaturizados e sistemas de perfuração profunda, capazes de adentrar centenas de metros na superfície.
Credito: NASA

16 de abril de 2010

Modesto Telescópio Terrestre Fotografa Três Exoplanetas

Astrónomos capturaram uma imagem de três planetas em órbita de uma estrela para lá do Sistema Solar usando um telescópio terrestre de tamanho modesto. O feito surpreendente foi alcançado por uma equipa do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA, ao usar uma pequena porção do Telescópio Hale do Observatório Palomar.
Os planetas já tinham sido fotografados por dois dos maiores telescópios terrestres do mundo -- por um dos dois telescópios de 10 metros do Observatório Keck e pelo telescópio de 8 metros do Observatório Gemini Norte, ambos em Mauna Kea, Hawaii. Os planetas, que orbitam a estrela HR 8799, estiveram entre os primeiros a ser observados directamente, numa descoberta anunciada em Novembro de 2008.
A nova imagem dos planetas, obtida, tal como anteriormente, no infravermelho, foi capturada usando apenas uma porção de 1,5 metros do espelho do Telescópio Hale. A equipa de astrónomos fez imensos esforços no desenvolvimento de nova tecnologia, até ao ponto de usarem apenas um telescópio assim tão pequeno. Depois, combinaram duas técnicas -- ópticas adaptivas e um coronógrafo -- para minimizar o brilho da estrela e revelar o brilho dos planetas muito mais ténues.
"A nossa técnica poderá ser usada em telescópios terrestres maiores, para fotografar planetas que estão muito mais perto das suas estrelas-mãe, ou poderá ser usada em pequenos telescópios espaciais para descobrir mundos tipo-Terra perto de estrelas brilhantes," afirma Gene Serabyn, astrofísico do JPL em associação com o Instituto de Tecnologia da Califórnia. Serabyn é o autor principal do artigo científico que reporta as descobertas na edição de 15 de Abril da revista Nature. Pensa-se que os três planetas, denominados HR8799b, c e d, sejam gigantes gasosos como Júpiter, mas mais massivos. Orbitam a sua estrela a aproximadamente 24, 37 e 68 vezes a distância entre a Terra e o Sol, respectivamente (Júpiter orbita a 5 vezes a distância Terra-Sol). É possível que mundos rochosos orbitem mais perto da estrela, mas com a tecnologia actual, são impossíveis de ver devido ao seu brilho.
A estrela HR 8799 é um pouco mais massiva que o nosso Sol, mas muito mais jovem, com cerca de 60 milhões de anos, em comparação com os mais ou menos 4,6 mil milhões de anos do Sol. Está a 120 anos-luz de distância na direcção da constelação de Pégaso. O sistema planetário desta estrela é ainda activo, com corpos em colisão e expelindo poeira, recentemente detectada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Tal como pão acabado de fazer, os planetas estão ainda quentes da sua formação e emitem suficiente radiação infravermelha para serem observados pelos telescópios.
Para obter uma imagem dos planetas de HR 8799, Serabyn e seus colegas usam ao início um método chamado ópticas adaptivas para reduzir a quantidade de desfocagem atmosférica, ou para retirar o "cintilar" da estrela. Esta técnica foi optimizada ao usar apenas uma pequena parte do telescópio. Após removerem o cintilar, a luz da própria estrela foi bloqueada usando o coronógrafo da equipa, um instrumento que selectivamente tapa a estrela. Um novo "coronógrafo vórtice", inventado pelo membro da equipa Dimitri Mawet do JPL, foi usado neste passo. O resultado final foi uma imagem que mostra a luz dos três planetas.
"O truque está em suprimir a luz estelar sem suprimir a luz planetária," afirma Serabyn. A técnica pode ser usada para observar o espaço a apenas uma fracção de grau da estrela (cerca de um grau dividido por 10.000). Esta separação angular é mais ou menos a mesma atingida pelo Gemini e pelo Keck -- telescópios que são, respectivamente, cinco e sete vezes maiores. Manter os telescópios pequenos é muito importante para as missões espaciais. "Este é o tipo de tecnologia que conseguirá fotografar outras Terras," afirma Wesley Traub, líder científico do Programa de Exploração Exoplanetária do JPL. "Estamos a caminho de obter uma imagem de outro pálido ponto azul no espaço."

Fonte:ccvalg.pt

Buracos Negros Supermassivos Podem Exterminar Galáxias Inteiras

Energia liberada pelo mergulho de matéria no abismo afasta o gás que poderia dar origem a novas estrelas
Pesquisadores britânicos determinaram que buracos negros superpesados são capazes de privar galáxias inteiras dos gases necessários para a criação de novas estrelas, deixando apenas as estrelas gigantes vermelhas condenadas ao desaparecimento, e nada para substituí-las.
O estudo, encabeçado por Asa Bluck da Universidade de Nottingham, usou imagens obtidas pelos telescópios espaciais Hubble e Chandra para detectar buracos negros em galáxias distantes.
Pesquisadores buscaram galáxias com alto grau de emissão de radiação e raios-X, a assinatura clássica de buracos negros devorando gás e poeira. O trabalho mostra que, no caso dos buracos negros superpesados, essa radiação atinge níveis enormes, com a emissão de raios-X superando a de todos os demais objetos da galáxia somados. De fato, a energia liberada é suficiente para eliminar todo o gás da galáxia, várias vezes.
A radiação é produzida nos discos formados pela matéria que gira enquanto mergulha no buraco negro. Esse disco atinge temperaturas tão elevadas que brilha em todo o espectro eletromagnético - de ondas de rádio a raios gama. Isso aquece o gás acumulado no centro da galáxia, afastando-o dessa região e tornando-o menos denso. O gás precisa estar frio e denso para iniciar o processo de formação de estrelas.
Com isso, as estrelas velhas ficam para morrer sem que novas estrelas surjam para substituí-las, o que faz com que as galáxias escureçam e morram. Os resultados estão sendo apresentados na reunião da Royal Astronomical Society.
Fonte:Estadão

Titãs Estelares da Pismis 24

Lar de algumas das maiores estrelas, já descobertas, o aglomerado estelar aberto Pismis 24 se inflama a partir do núcleo da NGC6357, uma nebulosa na constelação do Escorpião. Algumas estrelas nesse aglomerado têm uma massa 100 vezes maior que o Sol, fazendo delas verdadeiros monstros estelares.
As estranhas formas feitas pelas nuvens são resultados da grande quantidade de radiação emitida por essas estrelas massivas. O gás e a poeira da nebulosa escondem estrelas recém nascidas gigantes na nebulosa, das observações por telescópios feitas na luz visível do mesmo modo que aparecem confusas nessa imagem. A imagem aqui reproduzida combina observações realizadas por meio de três diferentes filtros na luz visível (B, V, R) feitas com o telescópio Dinamarquês de 1.5 metros localizado no Observatório La Silla do ESO no Chile.
Fonte:cientec.com.br

Pontos Brilhantes na Superfície Solar Calma

Observada bem de perto a superfície do Sol é um impressionante trabalho de patch work de grânulos, que pode ser observado nessa imagem aqui reproduzida de alta resolução obtida em um momento em que o nosso astro rei estava em um momento de calmaria. Causados pela convecção, os grânulos são quentes, são gerados pelas colunas de plasma que ascendem enquanto linhas frias negras carregam o plasma mais frio para baixo. Porém essa imagem em alta resolução mostra que as linhas negras são ornamentadas com pontos brilhantes. Constantemente presentes na superfície solar, os pontos brilhantes não são relacionados com as manchas solares que aparecem devido ao ciclo magnético solar. Apesar disso, os pontos brilhantes são regiões de campo magnético concentrado e são brilhantes pelo fato da pressão magnética abrir uma janela para as regiões mais quentes e mais profundas da fotosfera. Para se ter uma noção de escala a barra branca representa 5000 km na superfície do Sol. Essa imagem foi obtida em Setembro de 2007, utilizando o Swedish Solar Telescope localizado na ilha astronômica de La Palma.
Fonte:cientec.com.br

Remanescente de supernova "Cygnus Loop"

Esta é uma imagem de uma pequena porção do remanescente de supernova Laço do Cisne (Cygnus Loop), correspondendo a uma bolha em expansão devido a uma enorme explosão estelar ocorrida há cerca de 15000 anos. Esta imagem obtida com o Hubble permite visualizar as frentes de choque provocados pela explosão da supernova nas nuvens interestelares de gás. Estas colisões aquecem e comprimem o gás, fazendo-o brilhar. Este remanescente de supernova situa-se a 2600 anos-luz de distância na constelação do Cisne. Uma supernova é uma explosão cataclísmica de uma estrela de elevada massa devido ao facto de a estrela já ter consumido todo o seu "combustível" nuclear, não podendo, assim, suportar o peso da suas camadas estelares. A imagem é uma composição de três imagens obtidas separadamente, uma correspondendo a emissão proveniente de átomos de oxigénio (azul), outra a emissão de hidrogénio (verde) e outra a emissão de enxofre (vermelho).
Crédito: Hester Arizona State University & NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Fonte:portaldoastronomo.org

Novo Espectrógrafo do Hubble Observa WASP-12b

O WASP-12b é um exoplaneta que orbita uma estrela muito semelhante ao Sol na constelação Cocheiro. O seu período orbital de apenas 1.09 dias, e a consequente pequena distância à sua estrela hospedeira, tornam-no num dos exoplanetas mais fortemente irradiados. Este facto reflete-se nos parâmetros físicos do planeta. Com uma massa 40% superior à de Júpiter, o seu raio deveria ser sensivelmente igual ao do nosso planeta gigante. As observações, no entanto, apontam para um valor 79% superior. O planeta está literalmente inchado. Hoje foi publicado um artigo na revista Astrophysical Journal (Letters), que descreve a observação de trânsitos deste planeta pelo Cosmic Origins Spectrograph, o novo espectrógrafo do telescópio espacial Hubble (ver fotografia).Os resultados apresentados são espectaculares demonstrando a qualidade soberba do instrumento. As observações foram realizadas em três janelas do ultravioleta próximo designadas por: NUVA (2539-2580 Å), NUVB (2655-2696 Å) e NUVC (2770-2811 Å). As curvas de luz dos trânsitos nas três janelas referidas revelam que o planeta parece estar rodeado de uma ténue nuvem de gás que é muito eficiente na absorção de radiação ultravioleta. De facto, o raio do planeta medido nestes três comprimentos de onda é de 2.69 ± 0.24, 2.18 ± 0.18 e 2.66 ± 0.22 vezes o raio de Júpiter, respectivamente, e portanto muito superior ao raio de 1.79 vezes o de Júpiter inferido das observações no visível. Esta nuvem de gás preenche aparentemente o volume de espaço sob a influência gravitacional dominante do planeta, o seu “Lóbulo de Roche”. O planeta parece estar a evaporar-se lentamente. O poderoso espectrógrafo observou a luz da estrela durante os trânsitos, altura em que os átomos na nuvem que rodeia o planeta introduzem linhas de absorção extra no espectro da estrela hospedeira. A análise desse espectro revelou a existência na dita nuvem de átomos neutros de sódio, estanho e manganésio, bem como átomos simplesmente ionizados de itérbio, escândio, manganésio, alumínio, vanádio e magnésio.
Estes resultados mostram que o Cosmic Origins Spectrograph poderá elevar o estudo dos trânsitos de exoplanetas a um nível nunca antes visto e mostra a contínua importância do Hubble como instrumento científico.
Fonte:astropt.org
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