9 de abril de 2010

Telescópio europeu revela novas informações sobre lua de Netuno

Com ajuda do telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos conseguiram analisar pela primeira vez o infravermelho da atmosfera de Tritão, satélite de Netuno, corpo celeste 30 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. “Descobrimos evidências concretas de que o Sol marca a sua presença em Tritão, mesmo encontrando-se a tão grande distância. Esta lua gelada tem estações como a Terra, mas elas variam muito mais lentamente,” diz Emmanuel Lellouch, autor principal de artigo científico na revista Astronomy & Astrophysics.
A temperatura média da superfície de Tritão ronda os - 235º Celsius. Segundo os cientistas descobriram, atualmente é verão no hemisfério sul do satélite. As estações duram pouco mais de 40 anos.
Baseando-se na quantidade de gás medido, Lelouch e colegas estimam que a pressão atmosférica de Tritão aumentou em relação às medições feitas pela sonda Voyager 2 em 1989, quando ainda era primavera no satélite gigante. A pressão atmosférica de Tritão encontra-se agora entre os 40 e os 65 microbars - 20.000 menor do que a da Terra.
Concepção artística de Tritão, uma das luas de Netuno
Já se sabia da existência de monóxido de carbono na superfície de Tritão sob a forma de gelo, mas Lellouch e a sua equipe descobriram que a camada mais superficial se encontra enriquecida por gelo de monóxido de carbono em quantidade dez vezes maior que a das camadas mais profundas. Embora a maior parte da atmosfera de Tritão seja composta por nitrogênio (tal como na Terra), o metano na atmosfera, primeiramente detectado pela Voyager 2 e só agora confirmado por este estudo feito a partir da Terra, desempenha igualmente um papel importante. “O clima e os modelos atmosféricos de Tritão terão que ser revistos, agora que descobrimos monóxido de carbono e tornamos a medir o metano,” diz a coautora Catherine de Bergh.
Dos 13 satélites de Netuno, Tritão é claramente o maior, com 2700 quilômetros de diâmetro (cerca de três quartos da Lua), sendo o sétimo maior satélite de todo o Sistema Solar.
Desde a sua descoberta em 1846, Tritão tem fascinado os astrônomos devido à sua atividade geológica, às muito diferentes superfícies de gelos, tais como o nitrogênio gelado, a água e o gelo seco (dióxido de carbono gelado), e ao seu movimento retrógrado.
Observar a atmosfera de Tritão não é fácil, por causa de sua distância. Nos anos de 1980, os astrônomos pensavam que a atmosfera deste satélite de Netuno devia ser tão espessa como a de Marte (7 milibars). Só quando a sonda Voyager 2 passou pelo planeta em 1989 é que a atmosfera de nitrogênio e metano, com uma pressão atual de 14 microbars, 70.000 vezes menos densa que a da Terra, pôde ser medida. Desde então, as observações a partir do solo têm sido escassas. Plutão, considerado muitas vezes como o primo de Tritão, tem condições similares e, por isso, a descoberta de monóxido de carbono em Tritão é importante. Este é apenas o primeiro passo para que os astrônomos compreendam a física dos corpos distantes do Sistema Solar.
Fonte:noticias.uol.com.br

Nasa faz fotos em alta definição de Marte com ajuda de internautas

Projeto HiWish permite que pessoas façam sugestões de locais para serem fotografados pela agência espacial.

A agência espacial americana Nasa divulgou as primeiras imagens de alta definição de Marte feitas pela câmera mais sofisticada da sua nave que orbita o planeta em locais sugeridos por internautas. As imagens foram feitas pela "câmera do povo", o apelido dado pela Nasa à câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE).

Foto de dunas nos vales Samara. (Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)

A interatividade faz parte do projeto HiWish, lançado pela Nasa em janeiro. O projeto permite que internautas façam sugestões de locais diversos no planeta para serem captados com as poderosas lentes do HiRise. Para escolher os locais, os internautas têm acesso pela internet a mapas de Marte e imagens de baixa definição feitas por outras câmeras da Nasa. Os cientistas da agência espacial selecionam algumas das sugestões, de acordo com a relevância científica e com a posição da nave. Até o momento, a Nasa já recebeu mais de mil sugestões de internautas.
Imagem do solo na região de Deuteronilus Mensae (Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)

"Algumas pessoas gostam de trens em miniatura ou de encenações de batalhas da Guerra Civil. O meu negócio é explorar Marte", diz James Secosky, um professor aposentado no Estado de Nova York, que teve uma das suas imagens selecionadas.
A HiRISE é um dos seis instrumentos que está a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter, uma nave não-tripulada que orbita o planeta. A câmera é operada por um laboratório da Universidade do Arizona. Desde 2006, a HiRISE já fez 13 mil imagens de Marte, cobrindo dezenas de quilômetros quadrados. No entanto, apenas 1% da superfície do planeta foi fotografada.
Fonte:g1.globo.com

Astéroide 2010 GA6

Com observações adicionais nos último dias, os cientistas da NASA do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, na Califórnia conseguiram refinar a trajetória da órbita do asteróide 2010 GA6. A trajetória indicou que a maior aproximação do asteróide 2010 GA6 foi apenas um pouco além da órbita da Lua, situada a 434.000 quilômetros da Terra. O dia de maior aproximação foi dia 08 de Abril, as 7:06 UTC. O recém descoberto asteróide, passou com segurança por terra. O momento da aproximação máxima de GA6 2010 foi de cerca de 359.000 quilômetros da Terra. O asteróide, mede 22 metros de largura, foi descoberto pelo Catalina Sky Survey, Tucson, Arizona. "Flybys" de objetos próximos da Terra na órbita da Lua ocorrem a cada poucas semanas", disse Don Yeomans do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia.
Créditos: NASA

8 de abril de 2010

Passaro Comisco

A colisão de três galáxias está produzindo um espetáculo raro a 650 milhões de anos-luz da Terra. O evento, de proporções sobre-humanas, gerou a imagem de um beija-flor cósmico, flutuando serenamente contra o céu escuro.
Óptica adaptativa
A galáxia ESO 593-IG 008 foi fotografada por um dos instrumentos do Telescópio VLT ("Very Large Telescope"). Até agora imaginava-se que a colisão estava acontecendo entre duas galáxias apenas. Mas o instrumento chamado NACO utilizou seu mecanismo de óptica adaptativa para gerar uma imagem de maior resolução e permitir que os astrônomos vissem que são três galáxias que estão se chocando.

Beija-flor cósmico

Devido à sua semelhança com um pássaro, os astrônomos passaram a chamar a galáxia tripla de Bird. Apenas o "rabo" do pássaro cósmico mede mais de 100.000 anos luz de comprimento, o tamanho de toda a nossa Via Láctea. A resolução final da imagem é de um décimo de arco-segundo - algo como o ângulo de uma moeda de 2 centímetros de diâmetro visto de uma distância de 40 km. Isto é cerca de 600 vezes mais do que o olho humano consegue distinguir.
Fonte: inovaçãotecnológica.com.br

Imagem inédita desvenda mistério de eclipse estelar

Através de telescópios, cientistas descobrem que estrela supergigante Epsilon Aurigae é coberta a cada 27 anos por disco de poeira.
Imagem em alta resolução do eclipse da estrela Epsilon Aurigae, divulgada pela Nasa. (Foto: Nasa/ JPL-Caltech)
 
Pela primeira vez, uma equipe de astrônomos conseguiu imagens em alta resolução do eclipse da estrela Epsilon Aurigae, um fenômeno que acontece a cada 27 anos e era até agora considerado um mistério pelos especialistas. As imagens, publicadas no site da revista científica "Nature", mostram que o eclipse é provocado por um disco de um material semelhante ao encontrado quando a Terra e os outros planetas do nosso Sistema Solar se formaram, há 4,5 bilhões de anos. A Epsilon Aurigae é conhecida desde 1821 como sendo uma estrela binária eclipsante, formada por uma supergigante e uma companheira menos luminosa de mesma massa. Mas há várias décadas, os astrônomos vinham tentando decifrar as pistas para as causas desses eclipses.

Disco de poeira 

"Venho estudando essa estrela desde meu pós-doutorado, nos anos 80, e é muito gratificante finalmente responder a algumas dúvidas ligadas a esse famoso astro", disse Robert Stencel, da Universidade de Denver, no Estado americano do Colorado, e um dos autores do artigo. As imagens da Epsilon Aurigae mostram a intrusão de uma estrutura alongada sobre a estrela supergigante, encobrindo a segunda estrela companheira. Essa estrutura é um disco de poeira tão extenso quanto a órbita de Júpiter e quase da mesma altura que a órbita da Terra, mas com uma massa pouco menor que a terrestre.

As fotos foram obtidas usando uma técnica que combina vários telescópios com associações a laser e com o controle de um computador para se conseguir um sinal equivalente ao de um telescópio gigante. "Construímos o maior telescópio óptico da Terra, com 330 metros de diâmetro", explicou Brian Kloppenborg, outro autor do estudo. O atual eclipse da Epsilon Aurigae teve início no segundo semestre de 2009 e deve durar até o final deste ano. A estrela está em uma constelação localizada a cerca de 2 mil anos-luz da Terra.
Fonte:g1.globo.com

Objeto avistado pelo Hubble desafia classificações astrônomicas

Pequeno demais para ser uma estrela, talvez tenha se formado de modo diferente dos planetas comuns
                       Ilustração mostra a estrela anã marrom e seu "companheiro" distante. Divulgação/Hubble
Um objeto do tamanho de um planeta, circulando em órbita de uma estrela anã marrom, é jovem demais para se encaixar nas teorias atuais sobre formação de planetas, de acordo com pesquisadores que avistaram o astro, usando o Telescópio Espacial Hubble. Com massa de 5 a 10 vezes maior que a de Júpiter, o objeto teria se formado em menos de 1 milhão de anos.
Kamen Todorov, da Universidade Penn State, e colegas usaram o Hubble e o Observatório Gemini para fazer imagens do jovem companheiro da anã marrom, que foi descoberto durante uma pesquisa de 32 estrelas anãs na região de formação de estrelas de Touro. Anãs marrons são objetos pequenos demais para sustentar o processo de fusão nuclear que gera o brilho das estrelas.
O companheiro orbita a estrela a uma distância de 3,6 bilhões de quilômetros, algo entre as distâncias que separam Saturno e Urano do Sol. A descoberta causa um problema de classificação: qual o tamanho mínimo que separa uma estrela anã marrom de um planeta gigante? O companheiro tem massa correspondente à de corpos que já foram classificados como planetas, mas seu mecanismo de formação pode ser mais típico de estrelas.
Imagens, feitas pelo Hubble, da estrela e de seu "companheiro" planetário. Divulgação/Nasa-ESA
Há, segundo os pesquisadores ligados ao Hubble, três possíveis cenários de formação: poeira em um disco que se aglomera lentamente para formar um planeta rochoso muito maior que a Terra, e que por sua vez atrai uma enorme atmosfera; um amontoado de gás no disco que se concentra rapidamente, para formar um objeto do tamanho de um planeta gigante gasoso; ou, em vez de nascer num disco, o companheiro poderia ter se formado a partir do colapso de uma grande nuvem de gás e poeira.
Se o terceiro cenário for o correto, a descoberta mostra que objetos de massa planetária podem ser feitos pelo mesmo processo que cria estrelas.
Fonte:Estadão

Possibilidade do LHC criar Buracos Negros na Terra é alta

Enquanto muitos comemoraram o sucesso das primeiras colisões do Large Hadron Collider (LHC) outros não conseguiram dormir, pensando que o mundo seria engolido por um buraco negro feito pelo homem. Mas, como você pode perceber, a Terra está muito bem. Mesmo assim, será que não existe o risco de criar um buraco negro nas próximas colisões? Um par de cientistas está tentando calcular a probabilidade de isso acontecer. Baseados na teoria das cordas e em suas dimensões extras, eles concluíram que as colisões realmente podem formar buracos negros. Mas as chances de que eles iriam destruir o planeta ou até mesmo serem notados pelos mecanismos do LHC são pequenas. Basicamente, é possível que os buracos negros sejam criados, mas eles seriam tão pequenos que não seriam notados. Para comprovar a existência deles, os cientistas precisariam estudar partículas que são criadas e deixam de existir quase instantaneamente.
Fonte: DailyTech

7 de abril de 2010

Perigo Direto do Espaço

O perigo cósmico parece estar à espreita em todos os cantos da nossa galáxia. É por isso que os homens e mulheres que trabalham no Jet Propulsion Laboratory (JPL) em Pasadena, Califórnia, mantêm o céu sob vigilância constante para saber se algo pousa ou ameaça nosso querido planeta.
Você deve estar se perguntando: “Mas do que eles têm tanto medo?” Asteroides! Isso mesmo. Antigos escombros que viajam pelo universo, de todas as formas e tamanhos. Um asteroide em particular, chamado Apophis, foi descoberto em 2004, e, desde então, tem sido assunto para discussões calorosas. Calcula-se que ele tenha 2,7% de chance de se chocar com o nosso planeta no ano de 2029 ou 2039. Estudos a respeito dessa data ainda são conflitantes.
Os cientistas da JPL querem garantir que está tudo bem e que mesmo que o asteroide (com tamanho estimado de dois campos de futebol) colida com a Terra, não será o fim da civilização. Mas eles são obrigados a assumir que essa colisão causaria alguns problemas sérios ao planeta. Para calcular os danos que o Apophis poderia causar, é só pensar em impactos anteriores e colocá-los em uma escala.
Estima-se que a colisão do cometa/asteroide que criou a cratera Barringer tenha atingido entre 3 e 10 megatons.
A erupção do Krakatoa atingiu 200 megatons.
Estima-se que a possível colisão do Apophis com a Terra atinja de 800 a 1000 megatons!
Fonte:blogs.discoveryblasil.com

Telescópio espacial Spitzer

O telescópio espacial Spitzer foi inicialmente denominado de SIRTF, que significa Space Infrared Telescope Facility. Lançado ao espaço por um Foguete Delta II da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Estado da Flórida em 25 de agosto de 2003. Trata-se de um telescópio norte-americano lançado pela NASA e gerenciado pelo Jet Propulsion Laboratory - JPL. Com uma missão inicial de 2,5 anos, o Spitzer deve obter imagens e espectros obtidos pela detecção de radiação infravermelha ou de calor, que os objetos do espaço irradiam no comprimento de ondas entre 3 a 180 micrômetros. 1 micrômetro corresponde a 1 milionésimo de metro. Como a maioria das radiações infravermelha é bloqueada pela atmosfera da Terra ela não podem ser observadas de sua superfície.

 O telescópio consiste em uma estrutura tubular de 85 cm de diâmetro, que é resfriado criogenicamente. Spitzer é o maior telescópio infravermelho lançado no espaço. É um instrumento muito sensível, que permite observar regiões do Universo antes não observadas pelos telescópios terrestres. Muitas áreas do espaço estão cheias de nuvens de gás e de poeira que bloqueiam a luz visível. A radiação infravermelha consegue passar por estas nuvens e permite observar estrelas em formação, o centro das galáxias e a formação de novos sistemas solares. A luz infravermelha transporta informações sobre os objetos mais frios do espaço, tal como uma pequena estrela que produz pouca luz visível, planetas extra-solares e grandes nuvens moleculares. Muitas moléculas estão dispersas no espaço, incluindo as orgânicas, podem ser detectadas pelo telescópio.
Como o infravermelho é basicamente uma radiação de calor, o telescópio deve ser esfriado próximo ao zero absoluto, ou seja a -273º Celsius, para poder observar sinais do espaço sem sofrer a interferência do calor do próprio telescópio. Também ele deverá ser protegido do Sol e das radiações infravermelhas provenientes da Terra. Para fazer tudo isso o telescópio Spitzer leva um escudo solar e foi lançado em uma órbita distante da Terra. Assim o telescópio pode se esfriar rapidamente sem ter que transporta uma grande quantidade de criogênio, reduzindo o custo da missão.

O Spitzer faz parte do programa da NASA denominado de Programa Astronômico de Pesquisa das Origens' - Astronomical Search for Origins Program. Ele foi criado para obter informações do espaço a fim de entender as origens do universo, como as estrela e galáxias se formaram. O telescópio Spitzer é a última missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios Espaciais- Great Observatories Program, consistindo numa família de Quarto Observatórios Orbitais, cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho.
As outras missões relacionados a este programa são:
Hubble - Telescópio Espacial Hubbe
Chandra - Observatório de Raio-X
Compton - Observatório de Raios Gama
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Terra é atingida por tempestade espacial superpoderosa

De acordo com cientistas americanos, em abril a Terra foi atingida pela mais poderosa tempestade geomagnética de um período de três anos.
No começo do mês a nave espacial SOHO encontrou uma nuvem de partículas chamada de ejeção de massa coronal (CME) que estava sendo disparada do Sol a uma velocidade de 500 km por segundo. Isso significa que a nuvem conseguiria fazer a viagem do Sol a Terra em apenas três dias. Por sorte a tempestade não foi forte o suficiente para interferir em redes de energia e na transmissão via satélite, mas conseguiu provocar auroras incríveis em lugares como a Islândia ( foto).
O problema com as CMEs é que suas chegadas são difíceis de prever. Como os ventos solares mudam constantemente, as previsões podem ter uma margem de erro de até 15 horas.
Fonte:hypescience.com

6 de abril de 2010

Sistema Planetário


Uma concepção artística de um sistema planetário
Um sistema planetário consiste em objetos não-estelares que orbitam uma estrela, tal como planetas, Satélites Naturais, asteróides, meteoros, cometas e poeira cósmica. O sistema planetário ao qual pertence o planeta Terra é denominado Sistema Solar. Aos demais, se dá a denominação de extra-solares.

Origem e Evolução

Acredita-se que os sistemas planetários se formam através do mesmo processo que a formação de estrelas. Algumas das primeiras teorias envolvem a passagem de outra estrela muito próximo do Sol, o que implica o afastamento de material do mesmo que formará posteriormente novos planetas. Contudo, a probabilidade dessa tão próxima colisão é demasiado pequena para que esta teoria se torne viável. As teorias que são aceitáveis actualmente discutem que um disco protoplanetário forma através de um colapso gravitacional uma nuvem molecular e que se desenvolve num sistema planetário através de colisões e captura gravitacional. Alguns sistemas planetários podem formar-se de forma diferente.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Constelação do Cruzeiro do Sul e o Aglomerado Caixa de Jóias

A grande variedade de cores de estrelas neste aglomerado aberto é adequada ao seu nome: A Caixa de Jóias. Umas das brilhantes estrelas é uma supergigante vermelha, em contraste com as muitas outras estrelas azuis que a rodeia. O enxame, também conhecido como Kappa Crucis, contém pouco mais de 100 estrelas, e uma idade de cerca de 10 milhões de anos. Os enxames abertos são jovens, contêm menos estrelas e uma maior fração de estrelas azuis que os enxames globulares. NGC 4755 situa-se a mais ou menos 7.500 anos-luz de distância, a luz que vemos hoje, foi emitida pelo aglomerado antes da construção das grandes Pirâmides do Egito. Cobre uma área de cerca de 20 anos-luz, e pode ser vista a olho nu na direção da constelação do Cruzeiro do Sul, o aglomerado encontra-se ao lado da estrela Mimosa. As estrelas que dominam as noites de outono são as da constelação Crux ou Cruzeiro do Sul, a mais célebre, embora a menor de todas as constelações. O documento mais antigo que registra o nome Crux é a carta que Mestre João, físico da comitiva de Pedro Álvares Cabral, enviou ao rei de Portugal, dom Manuel, em abril de 1.500.
Notável pelo brilho de suas componentes, o Cruzeiro do Sul situa-se ao lado de inúmeras manchas mais escuras, entre elas a nebulosa Saco de Carvão. O fundo negro dessa parte do céu contribui para realçá-la. Alfa (Acrux - 320 anos-luz), Beta (Mimosa - 353 anos-luz), Gama (Gacrux - 88 anos-luz) e Delta (Pálida - 364 anos-luz) do Cruzeiro, as quatro principais estrelas dessa constelação, são de primeira magnitude. A elas se junta, Epsilon do Cruzeiro (150 anos-luz), de terceira magnitude, mais conhecida como Intrometida. A olho nu, só é possível observar cinco estrelas, quatro delas dispostas em forma de cruz, onde Alfa e Gama formam a haste - Alfa fica ao pé da cruz - e Beta e Delta definem os braços. Epsilon está sob o braço menor da cruz. Na bandeira brasileira, que também estampa a constelação, a Intrometida está do lado direito e isso tem provocado polêmicas. As controvérsias se devem, em parte, ao fato de se ter usado em nossa bandeira a mesma representação dos globos celestes que mostram as estrelas, como seriam vistas se estivéssemos fora da esfera celeste.
Fonte: imagensdouniverso.blogspot.com

Aglomerados de galáxias de Quinteto

Quinteto de Stephan é um aglomerado de galáxias, ou seja, um grupo de galáxias muito perto de si. É normalmente contém 5 galáxias maiores, mas apenas 4 são visíveis sobre esta imagem, incluindo 2 muito próximo. Galáxias atrair por sua grande massa, e é provável que mesclar um dia porque as galáxias estão muito perturbados pelo efeito de gravitação de sua interação. Vemos nessa imagem distorcida pelas formas dos filamentos que se estendem muito longe do centro da galáxia. Os membros deste grupo são a NGC 7317, NGC 7318a, 7318b NGC, NGC 7319 e NGC 7320. Se as primeiras 4 galáxias formam um sistema relativamente compacto, o quinto invisível sobre esta imagem, NGC 7320 é fora do grupo, mas ao mesmo localizadas na região. Bem conhecido amadores, o aglomerado de galáxias do Quinte o está localizado na constelação do Pégaso, a uma distância de cerca de 340 milhões de anos-luz da Via Láctea. Foi descoberto em 1877 pelo astrónomo francês Edouard Stephan, a partir do observatório de Marselha. 
Crédito NASA/ESA

Aglomerado estelar Pismis 24 e NGC 6357

A jovem estrela Pismis 24-1, brilhante, localizado 8 000 anos-luz da Terra, os cientistas se interessaram muito desde que atingiu um limite de tamanho que a teoria considerada possível. Que massa pode chegar a uma estrela? Os modelos solares foram usados para determinar a massa de 200 vezes a do Sol, porque haviam descoberto no aglomerado aberto Pismis 24, a estrela Pismis 24-1. Esta estrela é o objeto mais brilhante do aglomerado de estrelas na parte superior da imagem para os contras. Um exame cuidadoso das imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble revelou que Pismis 24-1 é uma estrela dupla e, talvez, uma estrela tripla.
Cada estrela deste sistema estelar teria uma massa de cerca de 100 vezes a do Sol, que ainda classifica-las na categoria de estrelas entre as mais maciças. Muitas estrelas continuam a formar na emissão nebulosa NGC 6357. A equipe de cientistas liderada por Jesus Maiz Apellaniz, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, também foi capaz de estimar a massa de uma outra estrela próxima, Pismis 24-17, também estimado em cem vezes o sol.
Encontre pelo menos três estrelas massivas em um aglomerado de estrelas também é restrito extremamente raros, os cientistas explicaram.  As grandes estrelas vivem apenas 3 milhões de anos, é de 3 000 vezes menos do que um sol como o nosso. As estrelas, por vezes, se encontram concentradas em aglomerados apertdado de alguns anos-luz de diâmetro, principalmente porque eles nasceram na mesma nebulosa. Esses clusters dispensão geralmente em poucos milhões de anos, embora alguns tenham mais de um bilhão de anos. Um conjunto aberto é um aglomerado de estrelas, que compreende 100 a 1.000 estrelas de idades semelhantes e unidos pela gravidade. Aglomerados abertos são fracos e não observadas em nossa galáxia, onde as galáxias no nosso cluster galáctico que inclui as duas Nuvens de Magalhães e da nebulosa de Andrômeda. Na parte inferior da imagem da nebulosa NGC 6357, que é 8 000 anos-luz na constelação de Sagitário. A nebulosa é iluminada pela estrela cluster Pismis 24, no topo da imagem. A mais brilhante dessas estrelas, Pismis 24-1, com um tamanho de 200 a 300 vezes a massa do Sol, é na verdade uma estrela dupla, como revelado pelo Hubble.
Crédito: NASA, ESA & J. Sr. Apellaniz (IAA, Espanha).

Sistema Estelar

Um sistema estelar é um grupo de estrelas (e possivelmente outros corpos mais pequenos como planetas ou planetóides) que se orbitam umas às outras. Embora seja uma definição semelhante à de enxame estelar, o termo é geralmente usado para descrever um grupo de poucas estrelas, geralmente duas ou três, dando valor à influência gravitacional que têm umas sobre as outras. Um sistema estelar tem um centro definitivo ao qual as estrelas do sistema orbitam, e um comportamento orbital bem delineado.
Figura - Talvez o mais famoso sistema duplo, Albireo, a cabeça do Cisne. As suas duas estrelas têm cores bastante diferentes. A mais pequena tem um tom azul-esbranquiçado e a maior um tom mais dourado.
Crédito: Michael Pagitz
Os sistemas binários e múltiplos são comuns no Universo. A formação estelar resulta em sistemas múltiplos tanto como em estrelas individuais, tal como o Sol, de acordo com as observações. As estrelas dos sistemas múltiplos orbitam-se mutuamente, e movem-se em torno do seu centro de massa, devido à interacção gravitacional, um efeito que pode ser observado nas mudanças das suas posições relativas e velocidades radiais, e estão mais ou menos à mesma distância do Sistema Solar.
Embora o catálogo de Messier tivesse sido feito com o propósito de enumerar apenas objectos nebulosos que pudessem ser confundidos com cometas, que hoje sabemos serem enxames, nebulosas ou galáxias, os sistemas duplos ou múltiplos certamente não caem nestas categorias. Mesmo assim, sabe-se de dois objectos de Messier que, no entanto, estão listados: M40 e M73. Estas entradas eram mais anotações posicionais. No caso de M40 foi um erro de Hevelius que registou uma nebulosa não existente, e no caso de M73, Messier teve a impressão de ver uma nebulosa por trás das suas quatro estrelas.
Fonte:www.ccvalg.pt

5 de abril de 2010

A cascata de Kemble

A Cascata de Kemble e o aglomerado estelar aberto NGC 1502. Créditos©: Noel Carboni pelo processamento / Greg Parker, New Forest Observatory pela imagem
Um asterismo é um desenho facilmente reconhecível de estrelas no céu que não faz parte das 88 constelações oficialmente classificadas.
Por exemplo, um dos mais famosos asterismos é a formação de estrelas Big Dipper (o Grande Carro, a Caçarola ou Carro de David), situada dentro da constelação da Ursa Maior, nos céus do hemisfério norte,
que vemos abaixo nesta imagem capturada por Till Credner (AlltheSky.com):

A Cascata de Kemble

Na imagem produzida por Greg Parker e Noel Carboni vemos um asterismo formado por belíssima cadeia de estrelas, visível com binóculos na constelação da Girafa (Camelopardalis).
Esta formação visual, chamada de Cascata de Kemble, contém cerca de 20 estrelas enfileiradas (não relacionados entre si), em uma área celeste que mede visualmente cerca de 5 vezes o diâmetro da Lua cheia. Esta cascata estelar inicia na esquerda inferior e seguindo até acima da foto, à direita. O objeto compacto
brilhante na esquerda inferior é o aglomerado estelar aberto NGC 1502.

Como surgiu o nome?

A Cascata de Kemble foi nomeada assim por Walter Scott Houston em homenagem ao padre Lucian J. Kemble (1922–1999), um frei franciscano e astrônomo amador que escreveu uma carta para Walter sobre este asterismo, descrevendo-o como “uma belíssima cascata de tênues estrelas descendo do noroeste até o aglomerado estelar aberto NGC 1502″ que ele observou enquanto vasculhando o céu com um par de binóculos 7×35.
Assim, Walter ficou tão impressionado que escreveu um artigo sobre este asterismo em sua coluna “Deep Sky Wonders” na revista astronômica Sky & Telescope, em 1980, chamando este asterismo de Kemble’s Cascade (Cascata de Kemble).
Créditos:etenosaprendizes.com

NGC 6872 e IC 4970

      Imagem das galáxias NGC 6872 e IC 4970, pelo ESO. A pequena galáxia IC 4970 pode ser vista acima de NGC 6872.
Esta imagem, obtida em 1999, mostra a espectacular galáxia espiral com barra NGC 6872, cuja forma lembra a letra "S". É uma galáxia do tipo SBb e está a interagir com outra galáxia mais pequena, IC 4970, do tipo S0, visível acima do centro da imagem. O braço espiral de NGC 6872 que se encontra do lado superior esquerdo da imagem apresenta inúmeras regiões em tons azulados, muitas das quais são, na verdade, regiões de formação de estrelas. É provável que esta actividade de formação estelar em larga escala tenha sido provocada pela passagem recente da galáxia IC 4970. Este sistema pertence à constelação austral do Pavão e encontra-se a uma distância de 300 milhões de anos-luz. A sua extensão no céu é superior a 7 minutos de arco e o seu tamanho físico real são cerca de 750 mil anos-luz. NGC 6872 é, de facto, uma das maiores espirais com barra que se conhece. Nesta imagem pode ainda ver-se muitas outras galáxias, menos brilhantes e mais longínquas.  Essas duas  galáxias se chocaram e estão girando entorno de um buraco negro. A imagem foi feita por três telescópios espaciais da agência espacial e mostra as galáxias NGC 6872 e IC 4970.Os dados do Observatório Chandra de Raios-X da Nasa são mostrados em púrpura. Já a contribuição via espectro infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer está em vermelho. Há também os dados ópticos do Very Large Telescope (VLT, na sigla em inglês, ou "Telescópio Muito Grande", em tradução livre), em um misto de cores vermelha, verde e azul - a identificação do verde não é precisa na imagem.                                                                                     

Simbiose

Astrônomos acreditam que buracos negros supermassivos existam no centro da maioria das galáxias. Não apenas as galáxias e os buracos negros parecem coexistir, mas eles também parecem essencialmente vinculados à evolução delas. Para melhor compreender esta relação simbiótica, os cientistas se voltaram para buracos negros em rápido crescimento, chamados Núcleos Galácticos Ativos (AGN, na sigla em inglês). Com isso, buscam estudar como os buracos negros são afetados por seu ambiente galáctico. Os últimos dados dos telescópios Chandra e Spitzer mostram que a IC 4970, a pequena galáxia no topo da imagem, contém um buraco negro AGN fortemente envolvido por gás e poeira. Isto significa que, em telescópios de luz óptica, como o VLT, há pouco para ver. Já os raios-X e a luz infravermelha podem penetrar neste véu e revelar o show de luzes gerado enquanto materiais são aquecidos e antes de cair no buraco negro --visto como um ponto brilhante.

Combustível

Apesar do gás e poeira escuros em volta da galáxia IC 4970, os dados do telescópio Chandra conseguem indicar que não há gás quente suficiente nessa galáxia para servir de combustível ao crescimento do buraco negro. Assim, a fonte de alimento para esse buraco negro deve estar na galáxia parceira, a NGC 6872. As duas galáxias estão no processo de uma colisão, e a atração gravitacional da IC provavelmente tragou algo do profundo reservatório de gás da galáxia NGC --vista principalmente pelos dados do telescópio Spitzer.
Isso forneceria então o combustível para o buraco negro gigante.

Fontes:portaldoastronomo.org
Folha online

NGC 4676, conhecida como os ratos

Localizada a 300 milhões de anos-luz na constelação Coma Berenices, estas galáxias colidindo foram apelidadas de "Os Ratos" por causa da longa cauda de estrelas e gás emanando de cada galáxia. Também conhecida como NGC 4676, o par eventualmente se fundirá em uma única galáxia gigante. As estrelas, o gás, e as aglomerações luminosas de estrelas serão absorvidas pela união das galáxias ou orbitarão o halo da nova galáxia. Na galáxia à esquerda, o remendo brilhante azul é constituído de uma potente cascata de aglomerados e associações de jovens estrelas quentes azuis, cuja formação foi despertada pelas forças das interações gravitacionais. Jatos de material pode também ser visto fluindo entre as duas galáxias. As aglomerações de estrelas jovens na longa, e reta cauda (superior a direita) estão separadas por regiões mais tênues de material. Estas regiões mais escuras sugerem que as aglomerações de estrelas se formaram de um colapso gravitacional de gás e poeira que uma vez ocuparam estas áreas. Algumas aglomerações têm massas luminosas comparáveis às galáxias anãs que orbitam no halo de nossa Via-Láctea.
Créditos: Astronomia na Web
Fonte:imagensdouniverso.blogspot.com

ESO revela o Morcego Cósmico na Constelação de Órion

NGC 1788 é uma ilha de estrelas bebês que reside nos arredores de Órion
O ESO revelou detalhes da delicada nebulosa do Morcego em Órion. Esta imagem foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile. Crédito: ESO
 
A Nebulosa NGC 1788 reside em um canto escuro e esquecido da constelação de Órion. Agora, o ESO (Observatório Europeu do Sul) liberou uma nova e detalhada imagem que nos mostra sua exuberância. Embora esta nuvem fantasmagórica se encontre afastada das estrelas brilhantes de Órion, os poderosos ventos e radiação oriundos destas estrelas tem provocado um forte impacto na nebulosa, formatando-a transformando-a em uma maternidade estelar repleta de estrelas bebês. Os observadores assíduos do céu estão bem familiarizados com a forma característica da constelação do Órion, o caçador. Poucos deles, no entanto, conhecem a nebulosa NGC 1788, um tesouro cósmico sutil, escondido apenas a alguns graus de distância das estrelas brilhantes do cinturão de Órion (as 3 Marias).
A região em volta da NGC 1788, na constelação de Órion. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2

NGC 1788 é uma nebulosa de reflexão, na qual o gás e poeira dispersam a radiação emanada de grupo de estrelas jovens, de tal modo que este brilho tênue toma a forma de um gigantesco morcego de asas abertas. Nesta imagem são visíveis bem poucas estrelas pertencentes à nebulosa, uma vez que a maior parte delas se encontra obscurecida pelos casulos de poeira que as rodeiam. O sol mais proeminente, chamado de HD 293815, é visível como a estrela brilhante na parte superior da nuvem, logo acima do centro da imagem e da zona de poeira bem obscura que atravessa toda a nebulosa.

Embora à primeira vista a nebulosa NGC 1788 pareça uma nuvem cósmica isolada, observações que cobrem um campo maior do apresentado na imagem revelou que as estrelas brilhantes de grande massa, pertencentes ao vasto conjunto de grupos estelares de Órion, foram decisivas no processo de formação da NGC 1788 estimulando a formação estelar na nebulosa. Estas estrelas de grande massa são também responsáveis pela ignição do hidrogênio gasoso nas partes da nebulosa que se encontram de frente para Órion, originando a borda vermelha quase vertical que se pode observar na metade esquerda da imagem.

Estrelas com menos de 1 milhão de anos!
Todas as estrelas desta região são extremamente jovens, com idades médias de apenas um milhão de anos, um mero piscar de olhos quando comparados com os 4,55 bilhões de anos do nosso Sol. Analisando-as em detalhe, os astrônomos descobriram que estas estrelas “da pré-escola” se separam naturalmente em três classes diferentes: as ligeiramente mais velhas, situadas do lado esquerdo da borda vermelha, as relativamente jovens, à sua direita, formando o pequeno agrupamento fechado no interior da nebulosa, iluminando-a, e eventualmente as muito jovens, ainda bastante embebidas no interior dos seus casulos de poeira, local onde nascem, mais para a direita.

Embora nenhuma destas últimas seja visível na imagem devido ao obscurecimento por parte da poeira, dúzias delas foram reveladas através de observações feitas nos comprimentos de onda do infravermelho e do milímetro. Esta fina distribuição de estrelas, com as mais velhas situadas mais próximo de Órion e as mais jovens concentradas no lado oposto, sugere que a onda de formação estelar, gerada em torno das estrelas quentes de grande massa de Órion, se propagou ao longo de NGC 1788 e também bem além. Esta imagem foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile.
Créditos:ESO

10 milhões de estrelas no aglomerado globular alienígena Omega Centauri

NGC 5139: ω Centauri sob a lente de Fred Lehman (South Florida Dark Sky Observers)
Na imagem do lado vemos o aglomerado globular Omega Centauri (NGC 5139 ou ω Cen) que reside a 15.000 anos luz de distância da Terra e tem 150 anos-luz de diâmetro. Agrupando mais de 10 milhões de estrelas, muito mais antigas que o Sol, Omega Cen é o maior dos 200 aglomerados globulares que se distribuem pelo halo da nossa galáxia, a Via Láctea. Embora a maioria dos aglomerados seja composta da estrelas praticamente da mesma idade e composição, o enigmático aglomerado de Omega Centauri exibe a presença de populações estelares diferentes com uma gama de idades e de abundâncias químicas.

Uma galaxia anã corrompida?
Imagem feita pelo telescópio espacial Hubble ajudou a comprovar a existência de um massivo buraco negro no centro do aglomerado globular Omega Centauri. Crédito: NASA/ESA/Hubble

De fato, os astrônomos especulam que na verdade Omega Centauri pode ser o núcleo remanescente de uma galáxia anã que se fundiu com a Via Láctea. A química de Omega Centauri e o movimento relativo em relação a Via Láctea são considerados consistentes com este cenário, ou seja, ω Cen seria possivelmente um aglomerado estelar alienígena. De forma similar ao aglomerado globular Mayall II, Omega Centauri tem uma gama de metalicidades e idades estelares que indicam que a sua formação não ocorreu de uma só vez, como os aglomerados globulares usualmente se originam.
Fonte:eternosaprendizes.com

Spitzer revela segredos do frenético berçário estelar na Nebulosa de Órion

Spitzer está acompanhando uma zona específica do berçário estelar na Nebulosa de Órion. Clique na imagem para ver a versão de alta resolução desta fantástica foto. Crédito: NASA/Spitzer
Nebulosa de Órion está sendo monitorada pelo Spitzer
Os Astrônomos têm virado seus olhos para analisar um grupo aquecido de estrelas jovens, acompanhando seu movimento como se fossem paparazzi cósmicos. Recentemente, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA capturou uma nova imagem em infravermelho que mostra a agitada maternidade estelar da Nebulosa de Órion, situada na espada do caçador da constelação de mesmo nome. Assim como as estrelas de Hollywood, estes corpos celestes não brilham sempre na sua plenitude, mas variam sua luminosidade ao longo do tempo. O Spitzer está observando este espetáculo cósmico, ajudando aos cientistas na busca do conhecimento sobre as razões das estrelas mudarem e no entendimento sobre os papéis na formação planetária.
“Este é um projeto de exploração. Nunca havia sido realizado antes, em um comprimento de onda sensível ao calor da poeira que circunda tais estrelas,” afirmou John Stauffer, o cientista líder desta pesquisa elaborada pelo Centro Científico Spitzer da NASA, localizado no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena, EUA. “Estamos observando diversas variações, as quais podem ser um resultado dos aglomerados ou das estruturas deformadas nos discos de formação planetária.”
Esta nova imagem foi capturada depois do Spitzer ter ficado sem seu líquido refrigerante, em maio de 2009, ou seja, após o início de sua missão entendida “no quente”. Este líquido refrigerante era usado para esfriar os instrumentos, mas os dois canais infravermelhos de comprimento de onda mais curto ainda tem a capacidade de funcionar regularmente na mais “amena” temperatura de 30º K (-243º C). Agora, nesta no etapa da sua vida, o Spitzer é capaz de passar mais tempo em projetos que cobrem uma área mais abrangente do céu e que necessita de um maior tempo de exposição para atingir os resultados.
Um desses projetos da nova etapa da missão Spitzer é o programa de acompanhamento da “Variabilidade de Objetos Estelares Jovens”, no qual o Spitzer observa repetidamente a mesma zona da Nebulosa de Órion (M42), monitorando rotineiramente o mesmo conjunto de aproximadamente 1.500 estrelas variáveis ao longo do tempo. Neste programa o Spitzer já registrou cerca de 80 imagens desta região da nebulosa ao longo de 40 dias de observações. Está planejada a realização de um segundo conjunto de observações no segundo semestre de 2010, a partir de setembro. As estrelas cintilantes desta região têm cerca de ‘apenas’ um milhão de anos, idade esta que é considerada muito jovem para estrelas, nas escalas cósmicas. Devemos lembrar que nosso Sol, apresenta uma idade de cerca de 4,6 bilhões de anos.
Fonte:eternosaprendizes.com

Supergigante azul

As supergigantes azuis são estrelas supergigantes de classe O ou B. São extremamente quentes e luminosas, com temperaturas à superfície entre 20.000 e 50.000K. Têm tipicamente de 10 a 50 massas solares e podem atingir um raio 25 vezes superior ao raio do Sol. Esse raro tipo de estrelas está entre as estrelas mais quentes e mais brilhates do Universo conhecido.
Por causa de sua extrema massas têm expectativa de vida relativamente baixa e são observadas principalmente em jovens estruturas cósmicas tais como aglomerados abertos, nos braços de galáxias espirais e em galáxias irregulares. Supergigantes azuis raramente são observadas nos núcleos de galáxias espirais, galáxias elípticas ou aglomerados globulares, que geralmente têm estrelas mais velhas.

Principais supergigantes azuis

Provavelmente a supergigante azul mais conhecida é Rigel, que com uma magnitude de 0,12 é a estrela mais brilhante da constelação de Orion. Sua luminosidade é de 66.000 maior que a do Sol e sua massa é de 20 massas solares. Outras supergigantes azuis conhecidas são Zeta Orionis, Alnilam e Saiph.
Fonte:Wikipédia

Gigante azul

Em astronomia, uma estrela Gigante azul é uma estrela pesada, com massa maior que 18 vezes a massa do Sol, e muito quente e brilhante de tipo espectral O ou B.No Diagrama de Hertzsprung-Russell, Gigantes azuis são encontradas no canto superior esquerdo graças a sua luminosidade. Gigantes azuis são extremamente luminosas, atingindo magnitudes absolutas de -5, -6 ou mesmo menor (magnitudes estelares seguem uma escala logaritmica e portanto, quando mais negativa maior o valor da grandeza). Suas temperaturas são tão altas (20.000 K ou mais) que uma quantidade considerável de sua energia é emitida através de radiação ultra-violeta, e portanto invisível para os nossos olhos. Muitas destas estrelas são encontradas em Associações OBs, grandes grupos de estrelas fracamente ligadas entre si pela gravidade. Como elas são muito pesadas, espera-se que seu tempo de vida seja muito menor do que o de estrelas menores (da ordem de dezenas a centenas de milhões de anos), as teorias atuais preveêm que estas estrelas devem terminar sua vida em uma supernova.Exemplos conhecidos de estrelas Gigantes azuis incluem Mu, Regor, Rigel, Regulus, Saiph, Deneb assim com a precursora da Supernova 1987a, mas de forma geral, gigantes azuis são estrelas raras.
Figura:Gigantes azuis no centro do globular M15.

NGC 6369

Créditos da Imagem: Hubble Heritage Team, NASA
Esta bonita nebulosa planetária, catalogada como NGC 6369, foi descoberta no século XVIII pelo astrónomo William Herschel, enquanto usava um telescópio para explorar a constelação de Ofíuco. Com uma forma arredondada, esta nebulosa é também relativamente ténue e recebeu a alcunha popular de Nebulosa do Pequeno Fantasma. As nebulosas planetárias em geral não têm nenhuma relação com planetas, mas são criadas no fim da vida de uma estrela do tipo do Sol, à medida que liberta as suas camadas exteriores para o espaço enquanto o núcleo encolhe para se tornar uma anã branca. Esta, vista perto do centro, irradia fortemente no ultravioleta e faz brilhar a nebulosa em expansão. Detalhes bastante complexos e estruturas em NGC 6369 são aqui reveladas nesta imagem a cores do Hubble. O anel principal da nebulosa mede cerca de um ano-luz de diâmetro e o brilho dos átomos ionizados de oxigénio, hidrogénio e nitrogénio têm as cores azul, verde e vermelho respectivamente. A mais de 2,000 anos-luz de distância, a Nebulosa do Pequeno Fantasma oferece um olhar para o futuro do nosso Sol, que produzirá a sua própria nebulosa planetária daqui a apenas 5 mil milhões de anos.
Fonte: www.Astronomy.com

M 97 - Nebulosa do Mocho

Esta imagem da nebulosa planetária do Mocho (NGC 3587 ou M 97), situada a cerca de 2000 anos-luz de distância da Terra na constelação da Ursa Maior, permitiu aos seus autores apresentar o primeiro modelo capaz de explicar a sua complexa estrutura formada por três camadas concêntricas. Apesar do seu nome, as nebulosas planetárias nada têm a ver com planetas. O astrónomo William Herschel deu-lhes este nome enganador devido ao facto de elas se assemelharem a Úrano e Neptuno quando foram vistas pela primeira vez através do seu telescópio nos finais do séc. XVIII. Na realidade, as nebulosas planetárias são camadas de gás e poeira ejectadas por certas estrelas no final das suas vidas. O nosso próprio Sol terminará a sua vida sob a forma de uma nebulosa planetária daqui a cerca de 5 mil milhões de anos, altura em que terá gasto todo o hidrogénio que lhe permite radiar energia como estrela que é. 
Crédito: Karen Kwitter (Williams College), Ron Downes (STScI), 
You-Hua Chu (University of Illinois) & NOAO/AURA/NSF.
Telescópio: 0.6m Burrell Schmidt - Kitt Peak National Observatory, USA.

Fonte:portaldoastronomo.org

2 de abril de 2010

Mimas (satélite)

Mimas é uma das grandes luas de Saturno. Com 397,2 quilômetros de diâmetro e com um período orbital de 0,94 dias, é o menor corpo do sistema solar a conseguir tomar um formato praticamente esférico.
O período orbital de 22 horas 37 minutos e 5 segundos de Mimas é metade do de Tétis. Assim, Mimas e Tétis estão envolvidos numa ressonância orbital alcançando a conjunção no mesmo lado de Saturno. A origem desta ressonância não é inteiramente compreendida. A rotação de Mimas é síncrona, mantendo sempre o mesmo hemisfério virado para Saturno.
A densidade média de Mimas é somente 1,2 da densidade da água, e a sua superfície mostra características de gelo de água, dado o seu brilho. A superfície é densamente crivada por profundas crateras. A profundidade das crateras parece ser uma consequência da baixa gravidade da lua. Apesar do seu pequeno tamanho, existem algumas evidências de remodelação da superfície, possivelmente o resultado do derretimento parcial da crosta gelada. Algumas das crateras têm mais de 90 quilómetros de comprimento, 10,2 de profundidade e 10 de largura. Não se sabe se estas crateras são causadas por pressão do efeito das marés ou pelo impacto de corpos celestes. No entanto, sabe-se que são bastante antigas.

Mimas é um mundo exíguo e gelado, mas suficientemente complexo e com uma vista extraordinária sobre Saturno.

Entre as várias crateras sobressai uma no hemisfério que comanda o movimento orbital, a cratera Herschel. O nome da cratera homenageia o astrônomo William Herschel que descobriu Mimas em 18 de junho de 1789. A cratera Herschel é uma gigantesca depressão com um terço do diâmetro de Mimas: 130 km de diâmetro e 9 de profundidade e um pico central, sendo assim a maior estrutura de impacto do sistema solar, o que levou a ser comparada à "Estrela da Morte" dos filmes Star Wars. O impacto colossal apenas por pouco não destruiu Mimas.
No hemisfério rebocado, oposto à cratera Herschel, apresenta outras numerosas crateras, quiçá relacionadas com o impacto que produziu a Herschel.
Na mitologia grega, Mimas (Μίμᾱς) era um dos titãs que combateram ao lado de Cronos (Saturno) contra Zeus (Júpiter). Mimas foi fulminado por Zeus, ou então morto por Hefesto (Vulcano), que lançou contra ele projécteis de metal em brasa. 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

NGC 3242

NGC 3242, também conhecida como Nebulosa Fantasma de Jupiter. Depois de uma estrela como o nosso Sol ter completado a fusão no seu núcleo, liberta as suas camadas exteriores, formando um objecto chamado nebulosa planetária. NGC 3242 é um exemplo de tal formação, com o resto estelar (uma anã branca) visível no centro. A sua alcunha "Fantasma de Júpiter" deriva de se parecer com o planeta. NGC 3242, no entanto, está muito mais longe que os meros 40 minutos-luz até Júpiter. De facto, ao comparar a velocidade de expansão aparente com a velocidade actual determinada por estudos do efeito Doppler, os astrónomos estimaram que a distância até NGC 3242 situa-se pelos 1,400 anos-luz. As zonas vermelhas perto dos limites da nebulosa são ainda um mistério.
Crédito: B. Balick (U. Washington) et al., WFPC2, HST, NASA

1 de abril de 2010

Explosão de raios-gama.

As explosões de raios-gama são misteriosos flashes de radiaçãode alta energia (radiaçãogama) que aparecem no céu de direcções  perfeitamente aleatórias. Desde que foram descobertas (na década de 60), estes fenómenos desafiam a astronomia. A sua distribuição uniforme no céu parece indicar que devem ter origem em regiões longínquas do universo. No entanto, e embora várias teorias tenham já sido propostas, nenhuma até hoje foi capaz de explicar a origem destas misteriosas explosões.
Agora, uma explosão recentemente detectada adensou ainda mais o mistério, e deixou os astrónomos perplexos. Esta foi detectada pelo satélite de raios-gama BeppoSAX, sendo de seguida observada noutros comprimentos de onda com o auxílio de vários telescópios. Em particular, observações com o telescópio Keck II (no Hawaii) mostraram que a radiação proveniente desta explosão provinha da direcçãode uma galáxia extremamente longínqua, a cerca de 12 mil milhões de anos luz de distância. Tendo em conta esta distância e o brilho da explosão (detectado pelo BeppoSAX), os astrónomos derivaram a quantidade de energia libertada. Os números são impressionantes: a explosão libertou em 50 segundos mais energia do que uma supernova - a morte de uma estrela de grande massa. Libertou mesmo mais energia do que a que nossa galáxia emite durante um período de 200 anos.
Entretanto, a NASA pretende enviar mais 2 missões para estudar as enigmáticas explosões de raios-gama. Em particular, espera-se conseguir determinar com maior certeza a origem das explosões, e assim melhor calcular a energia libertada.
Fonte:www.oal.ul.pt/observatorio

Aglomerado de galáxias CL0024+1654

Esta imagem é um mapa da distribuição de massa no enxame de galáxias CL0024+1654, obtido através de um vasto programa de observações realizado com o telescópio Hubble. A imagem a cores é o resultado da combinação de duas imagens: uma imagem a vermelho, referente à distribuição das galáxias, e uma a azul, referente à distribuição da matéria escura. Esta última foi obtida recorrendo-se a modelos de matéria escura. A matéria escura, tal como o nome indica, é matéria que não é visível, mas cuja presença é inferida através dos seus efeitos gravitacionais sobre o meio envolvente. Neste caso, a matéria escura parece funcionar como uma "cola", mantendo o enxame agregado. Pensa-se que cerca de 90% da matéria do Universo deverá estar sob a forma de matéria escura, sendo a sua natureza ainda fonte de mistério e discussão.
Crédito: European Space Agency, NASA & Jean-Paul Kneib
(Observatoire Midi-Pyrénées, France/Caltech, USA).
Telescópio: Telescópio Espacial Hubble (composição).
Fonte:portaldoastronomo.org

Estrela negra (gravitação semiclássica)

Uma estrela negra é um objeto gravitacional composto de matéria. É uma alternativa teórica ao conceito de buraco negro da relatividade geral. A construção teórica foi desenvolvida através do uso da teoria da gravitação semiclássica. Uma estrutura similar deveria existir também pelo sistema Einstein-Maxwell-Dirac o qual é o limite (super)clássico da eletrodinâmica quântica.
Uma estrela negra não necessita ter um horizonte de eventos, e pode ou não ser uma fase transicional entre uma estrela em colapso e uma singularidade. Uma estrela negra é criada qaundo matéria se comprime a uma taxa significativamente mmenor que a velocidade de queda livre de uma partícula hipotética caindo para o centro desta estela, devido ao fato que processos quânticos criam polarização do vácuo, o qual cria uma forma de pressão de degereração, prevenindo o espaço-tempo (e as partículas retidas nele) de ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Esta energia é teoricamente ilimitada, e se forma-se rapidamente o suficiente, irá deter o colapso gravitacional de criar uma singularidade. Isto pode implicar numa taxa cada vez menor de colapso, conduzindo a um tempo infinito para o colapso, ou assintoticamente aproximando-se a um raio que não seja zero.

Ecos no espaço revelam novos ângulos de Supernovas assimétricas

 Os telescópios baseados na Terra só são capazes de revelar os fenômenos espaciais a partir de um único ponto de vista, centrado no Sistema Solar, mas uma nova técnica pode permitir que cientistas finalmente obtenham uma "perspectiva alienígena" do que se passa no Universo. A equipe de Armin Rest, da Universidade Harvard, está explorando uma supernova de diversos ângulos diferentes. "O mesmo evento parece diferente em diferentes locais da Via-Láctea", disse ele, em nota divulgada pelo Centro Harvard de Astrofísica.
A luz da supernova que deixou para trás o remanescente conhecido como Cassiopeia A passou pela Terra há 330 anos, mas outras porções da luminosidade da explosão, que não estavam apontadas diretamente para a Terra e que foram refletidas por nuvens de poeira no espaço, estão chegando agora ao Sistema Solar. Esse eco é o que está sendo detectado.
"Do mesmo modo que os espelhos num closet podem mostrar as roupas que você veste de vários ângulos, as nuvens de poeira interestelar agem como espelhos e nos mostram diferentes faces da supernova", explicou Rest.Os ecos de luz não só dão aos astrônomos a oportunidade de estudar supernovas do passado, mas também oferecem uma perspectiva tridimensional do evento, já que cada eco traz um ponto de vista diferente da mesma explosão. A equipe de Rest descobriu que a supernova não foi perfeitamente simétrica. O estudo dos ecos mostrou que uma direção foi favorecida na explosão. Há sinais de que o gás que se dirigiu a um ponto viajava quase 12 milhões de km/h mais depressa do que nas demais direções observadas. "Essa supernova tinha duas caras", disse outro autor do trabalho, Ryan Foley. Essa descoberta tem o apoio de achados anteriores. Por exemplo, a estrela de nêutrons criada na explosão está voando pelo espaço numa direção oposta á do eco superveloz. A explosão pode ter arremessado gás para um lado e a estrela para o outro, como um motor de foguete. 
Fonte:Estadão

Brincando de Deus

Cientistas conseguem fazer feixes de prótons viajarem a uma velocidade próxima à da luz.Cientistas do maior colisor de partículas do mundo, o LHC, conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia de 7 TeV (tera ou trilhão de elétron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. A intenção é recriar as condições que teriam gerado o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo conhecido, há quase 14 bilhões de anos.Em novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente, ainda chegando a 2,36 TeV, em 2009 –, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.– Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV – disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, em francês), de Genebra, Suíça. Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz (300 mil km/segundo). O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).– Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade – comentou, entusiasmado, Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que os cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu num nanossegundo (bilionésima parte do segundo) depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás. O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008. O motivo da interrupção: superaquecimento em um cabo supercondutor.Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.
Fonte: DC
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