28 de abril de 2010

SGR 1627-41, um zumbi cósmico

As áreas em vermelho representam os detritos da estrela que explodiu, deixando apenas uma parcela do seu núcleo, que se recusa a morrer. "Uma classe extremamente rara de zumbi estelar, cada um deles sendo o coração morto de uma estrela que se recusa a morrer." Assim os astrônomos definiram os corpos celestes inusitados que eles acabaram de estudar utilizando o telescópio espacial XMM-Newton. Por enquanto foram localizados apenas cinco desses zumbis estelares, quatro em nossa Via Láctea e um na Grande Nuvem de Magalhães. Cada um desses corpos celestes mede entre 10 e 30 quilômetros de diâmetro e contém nada menos do que duas vezes a massa do Sol. Os zumbis cósmicos são remanescentes dos núcleos de estrelas que explodiram, conhecidas como estrelas de nêutrons. O nome técnico dos zumbis estelares é SGR (Soft Gamma-ray Repeaters). O que diferencia os SGRs das estrelas de nêutrons é que eles possuem campos magnéticos até 1.000 vezes mais intensos do que os campos magnéticos dessas estrelas. É por isso que os astrônomos os chamam de magnetares. Um desses magnetares, o SGR 1627-41, foi observado há dez anos atrás, quando ele emitiu cerca de 100 pulsos de raios X em um período de seis semanas. Mas ele desapareceu subitamente, antes que um telescópio de raios X pudesse medir sua rotação. Em meados do ano passado ele voltou à vida e ficou ativo por outros quatro meses. Inicialmente não foi possível estudá-lo, porque o telescópio XMM-Newton deve manter seus painéis solares voltados para o Sol, o que impedia que ele fosse apontado para a região onde estava o magnetar. Os astrônomos então esperaram que a Terra se movesse, levando com ela o telescópio espacial, até chegar a um ponto em que o XMM-Newton pudesse ser apontado diretamente para o zumbi estelar antes que ele desaparecesse de novo. Os astrônomos verificaram que o magnetar dá uma volta em torno de seu próprio eixo a cada 2,6 segundos. "Isto o torna o magnetar com a segunda maior taxa de rotação conhecida," explica o Dr. Sandro Mereghetti, um dos autores do estudo. Os pesquisadores ainda não sabem exatamente o que faz com que esses objetos tenham campos magnéticos tão fortes. Uma das hipóteses é que eles nasceram girando ainda mais rapidamente, uma vez a cada 2 ou 3 milissegundos. As estrelas de nêutrons tradicionais nascem girando pelo menos 10 vezes mais lentamente. A rápida rotação, combinada com padrões de convecção em seu interior, dá a ele um dínamo interno extremamente eficiente, capaz de gerar esse tremendo campo magnético. Agora os astrônomos vão esperar pacientemente até que esse zumbi cósmico brilhe de novo. Então será possível medir novamente sua taxa de rotação e verificar se ele está desacelerando e se isto altera o seu campo magnético.
Fonte: Inovação Tecnológica & ESA/XMM-Newton

Estrela-bebê L1157

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, captou pela primeira em 04 de setenbro de 2009  o nascimento de uma estrela. O retrato estelar, visto à luz infravermelho, é de uma estrela embrionária no preciso momento em que começa a contrair-se e a emitir gases para o vazio cósmico. É a imagem de como poderá ter surgido o nosso próprio sistema solar há bilhões de anos, dizem os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato. "A observação irá ajudar os astrônomos a compreender melhor como se formam as estrelas e os planetas."Normalmente, o nascimento das estrelas ocorre nos lugares mais escuros e empoeirados do espaço, mas o calor gerado por este nascimento permitiu a sua detecção pelas câmeras de infravermelho do Sptitzer. A imagem confirma ainda a teoria de que a formação de uma estrela é precedida de um colapso dos gases e do pó cósmico que a rodeia. A estrela-bebê, chamada L1157, está a 800 anos-luz da Terra, na constelação do Cefeu, tem dez mil anos e irá se transformar numa estrela adulta, semelhante ao nosso Sol, dentro de um milhão de anos. Na imagem em infravermelho feita pelo Spitzer, a estrela L1157 não aparece, mas é visível em um silhueta como uma espessa barra negra. Embora o Spitzer possa vasculhar a poeira dessa região, ele não consegue penetrar o invólucro em si. Em conseqüência, o invólucro aparece negro. A parte mais espessa do invólucro pode ser vista como a linha preta que cruza os jatos gigantescos. A cor branca mostra a parte mais quente dos jatos, com temperaturas por volta de 100ºC, A maior parte do material dos jatos, em laranja, está por volta de zero grau, a parte avermelhada por toda a foto é poeira, e os pontos brancos são outras estrelas, a maioria no plano de fundo.
Créditos: Spitzer & NASA

27 de abril de 2010

PARABÉNS, HUBBLE PELO SEUS 20 ANOS A DESVENDAR O COSMOS

O telescópio mais famoso da História, o Hubble, completou, sábado 24 de Abril, duas décadas em órbita. E continua em forma...A sua capacidade é tal que se olhássemos através dele para Tóquio a partir de Nova Iorque conseguiríamos ver uma mosca. Nome completo: Telescópio Espacial Hubble (Hubble Space Telescope). Idade: 20 anos. Actividade: fotografar o espaço enquanto dá voltas à Terra. Para quem não conhece o seu portfolio, ficam algumas descobertas que nos foram transmitidas pelo telescópio mais famoso da História: a determinação da idade do Universo (treze mil milhões de anos); planetas extrasolares; os buracos negros; galáxias de diferentes tipos e formas...Mais próximo do nosso planeta, o Hubble registou ainda acontecimentos únicos, como a colisão dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra o gigante Júpiter, em 1994. A lista de contributos para a Ciência continua. A Lei de Hubble, que estabeleceu que o Universo se encontra em expansão, só foi visualmente comprovada através deste autêntico observatório espacial. No entanto, tinha começado mal. Primeiro, só foi lançado no dia 24 Abril de 1990, pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), cinco anos depois do previsto, porque a tragédia do vaivém Challenger, na qual morreram sete astronautas, interrompeu o programa espacial norte-americano.
Hubble Ultra Deep Field (HUDF)
Crédito: NASA/ESA Hubble Space Telescope
 Depois, quando ficou finalmente em órbita, as suas primeiras fotografias estavam turvas e desfocadas. Descoberta a razão para a má qualidade das imagens -- defeitos de polimento no o espelho principal --, lá seguiram os astronautas Jeffrey Hoffmann e Story Musgrave em Dezembro de 1993 para o repara.Desde então, o Hubble conseguiu calar todas as vozes críticas, mostrando pormenores nunca vistos de estrelas, nebulosas, explosões de raios gama, galáxias vizinhas e longínquas, etc. Ao todo, o Hubble observou mais de trinta mil objectos celestes e tirou meio milhão de fotografias. Nestes vinte anos, o telescópio (13 metros de altura por 4 de diâmetro, pesando 11 toneladas) recebeu a visita de cinco missões de reparação e actualização. Como por vezes fica com vista cansada, as câmaras têm de ser substituídas. A última missão de serviço realizou-se no ano passado, e não haverá outra. O Hubble continuará a observar o espaço até deixar de funcionar. Quando isso acontecer, cairá no oceano. A NASA prevê que chegue aos 25 anos de vida. O seu sucessor já tem nome: chama-se James Webb Space Telescope, baptizado em honra do segundo administrador da NASA, James Edwin Webb.
Fonte: http://www.nasa.gov/

SEGUINDO AS PEGADAS DO HUBBLE: MAIORES E MELHORES TELESCÓPIOS ESPACIAIS

O Hubble celebra por esta altura o seu 20.º aniversário. Mas nem por isso os cientistas deixam de trabalhar na próxima geração de telescópios espaciais, sucessores maiores e mais poderosos que o famoso instrumento orbital. O Telescópio Espacial Hubble foi lançado no dia 24 de Abril de 1990, com um espelho imperfeito, mas sobreviveu duas décadas em grande parte devido às cinco missões de manutenção e reparação levadas a cabo pelos astronautas a bordo dos vaivéns espaciais. O seu olhar cósmico levou a descobertas sem paralelo acerca do Universo e a espantosas imagens do Cosmos que agora estão embebidas nos corações e mentes do público. "O Hubble tornou-se num ícone da Ciência porque consegue produzir imagens gloriosas," afirma Rick Fienberg, astrónomo da Sociedade Astronómica Americana. Mas dentro em breve a Ciência dará outros passos em frente.O Telescópio Espacial James Webb da NASA tem lançamento previsto para daqui a alguns anos. E outros novos observatórios espaciais estão também a ser considerados, mesmo que ainda não tenham recebido um avale oficial. A visão colectiva destes telescópios espaciais gigantes cobre um espectro que varia desde o infravermelho até aos raios-X, e poderá permitir aos cientistas ver ainda mais para o passado, na direcção do início do Universo.
Os futuros telescópios espaciais, desenhados à escala com o Hubble.Crédito: Karl Tate, SPACE.com, NASA
"Cada geração de telescópios lançada para o espaço é largamente superior que as anteriores, parcialmente devido à maior abertura mas também a melhores detectores," realça Fienberg. O muito antecipado Telescópio James Webb (JWST) da NASA representa o próximo sucessor do Hubble, com lançamento previsto para 2014. Com um espelho primário de 6,5 metros, tem quase sete vezes o poder do espelho do Hubble (2,4 metros). O JWST também bate o seu antecessor com um comprimento de 22 metros, quase o tamanho de um campo de ténis, em comparação com o tamanho de um autocarro escolar, 13,4 metros.
Modelo do JWST em tamanho normal, no centro Goddard da NASA. Crédito: NASA
O Hubble observa o Universo principalmente na luz visível e em comprimentos de onda ultravioleta, com também uma pitada de infravermelho. Mas o JWST vai focar as suas observações em maiores comprimentos de onda. Isto significa que o JWST conseguirá ver as primeiras galáxias que se moveram devido à expansão do Universo, dado que a luz emitida por estas galáxias-bebés deslocou-se para a parte mais vermelho do espectro. Existe um outro sucessor do Hubble e (já) do JWST ainda maior, mas por enquanto apenas em papel. O Advanced Technology Large Aperture (ATLAST) tem um espelho principal de pelo menos 8 metros de diâmetro, mas possivelmente poderá chegar aos 16 m. Este telescópio teórico da NASA representa um dos seus pontos altos para os anos entre 2025 e 2035. Outros telescópios espaciais poderão complementar os sucessores directos do Hubble e ajudar a substituír outros telescópios espaciais actualmente em órbita como o Observatório de raios-X Chandra, o Telescópio Espacial Spitzer ou o Observatório Espacial Herschel. Tais instrumentos cobrem as periferias mais extremas do espectro, que raramente conseguem atravessar a atmosfera da Terra até telescópios no chão. A próxima geração do Spitzer e Herschel poderá ser lançada em 2015. O observatório Single Apertur Far-InfraRed (SAFIR) usa um único espelho primário que mede entre 5 e 10 metros de diâmetro, em comparação com os 0,85 metros do Spitzer. Assim sendo, o SAFIR será 1000 vezes mais sensível que o Spitzer e o Herschel a detectar sinais infravermelhos e microondas. Outro projecto, o Observatório Internacional de raios-X (IXO), representa um esforço conjunto entre a NASA, a ESA e a JAXA (a agência espacial japonesa). Está desenhado como tendo um espelho raios-X concatenado com cerca de 20 vezes mais área que qualquer outro observatório em raios-X, e com um lançamento possível por volta de 2021.
Impressão de artista do Terrestrial Planet Finder da NASA.Crédito: NASA
Mas ao contrário dos telescópios que observam o Universo no infravermelho ou no ultravioleta, o IXO usa espelhos primários e secundários colocados quase de lado na direcção oriunda dos raios-X, para que a radiação ressalte de ambos num ângulo baixo. Isto impede com que os raios-X sejam simplesmente absorvidos pelos espelhos. Outro projecto implica a construção de um telescópio raios-X numa escala ainda maior que a do IXO. A missão Generation-X tem 500 vezes a área de recolha do Observatório Chandra, e poderá examinar o nascimento e evolução das primeiras estrelas, galáxias e buracos negros. Ainda outros projectos, como o Terrestrial Planet Finder (TPF) proposto pela NASA, envolvem uma rede de dois ou mais telescópios espaciais. Tais instrumentos podem imitar a resolução angular de lentes telescópicas muito maiores, ou até complementar observatórios na observação de fenómenos diferentes, como é o caso do TPF. Os astrónomos naturalmente anseiam pela próxima geração de maiores e melhores telescópios espaciais, porque cada destas importantes missões custa para cima de mil milhões de dólares e podem levar entre 10 e 20 anos a desenvolver. As missões de serviço ajudaram o venerável Hubble a exceder o seu tempo esperado de vida, mas a maioria dos instrumentos apenas dura entre 5 e 10 anos. "Mesmo que se construa um hoje e lance amanhã outro, estamos já a pensar no próximo e a fazer planos," explica Fienberg. "Caso contrário, acabamos com missões separadas por uma década."  Só o JWST vai custar à NASA, à ESA e ao Canadá qualquer coisa como 5 mil milhões de dólares, durante todo o seu ciclo de vida. "De momento, todos estes projectos à excepção do James Webb estão apenas no papel," afirma Fienberg. "O JWST vai ser o maior telescópio em órbita ainda durante algum tempo."
 Fonte: http://www.ccvalg.pt/
Crédito:NASA

Movimento retrógrado de Vênus

Comparando Vênus com todos os demais planetas do Sistema Solar, nota-se que esse planeta tem uma rotação única. Visto de cima, todos os planetas giram no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Tal comportamento é natural de ser esperado uma vez que se supõe que todos os planetas se formaram da mesma nebulosa planetária há mais de 4,5 bilhões de anos.Assim, a rotação de Vênus no sentido dos ponteiros de um relógio é o que os astrônomos denominam de movimento retrógrado. Assim Vênus gira “para trás” do sentido “normal” de giro dos planetas.
Além disso, a rotação de Vênus é muito lenta, tanto é que o tempo para ele girar completamente em torno de seu eixo [≈243 dias terrestres] é maior que o tempo gasto por Vênus para dar uma volta completa no Sol [≈224,7 dias terrestres]. Assim o dia de Vênus é mais longo que o ano de Vênus.

Qual o motivo de Vênus apresentar movimento retrógrado?

A questão de como Vênus tem esse lento e retrógrado movimento de rotação constitui um enigma para os cientistas desde que seus movimentos foram medidos pela primeira vez.
Uma das teorias aponta para a hipótese que Vênus inicialmente teria se formado na nebulosa solar com movimento prógrado, mas efeitos de maré na causados pela sua super densa atmosfera teria amortecido seu movimento de rotação ao longo do tempo, conforme os estudos de Correia e Laskar (2003)
Outro curioso aspecto da órbita de Vênus e seu período de rotação é que os 584 dias necessários para a sua aproximação máxima da Terra são exatamente iguais a 5 dias solares venusianos. Embora essa relação possa eventualmente tratar-se de alguma ressonância orbital com a Terra, essa mistério permanece ainda sem solução.
Um impacto colossal pode ser a causa da anomalia do movimento de Vênus
Outra teoria é que diversos impactos gigantes no inicio da história de Vênus teriam parado e a seguir revertido sua rotação. Um impacto similar aconteceu na Terra bilhões de anos atrás e originou a Lua. Conforme os estudos de Alex Alemi e David Stevenson da California Institute of Technology, os modelos de formação primordial do sistema Solar mostram que possivelmente Vênus tinha pelo menos uma lua criada por um gigantesco evento de impacto.Cerca de 10 milhões de anos após esse impacto que formou essa hipotética lua, de acordo com Alemi and Stevenson, um outro impacto reverteu o giro desse planeta. Tal reversão causou o espiralamento e queda dessa lua, que se fundiu com Vênus. Se impactos posteriores criaram outras luas, essas tiveram o mesmo destino e foram absorvidas por Vênus.
                                      Inclinação do eixo de rotação dos 8 planetas e de Plutão
Outro exemplo de comportamentos anômalo é planeta Urano, que gira ‘deitado’ com seu eixo inclinado a 98º. Assim pode-se dizer que Urano também tem um movimento retrógrado. Plutão também gira de forma retrógrada, seu eixo está inclinado em 120º.
Fontehttp://eternosaprendizes.com/2009/04/24/qual-a-razao-do-movimento-retrogrado-de-venus/

Edwin Hubble

Edwin Powell Hubble era advogado de formação, mas sua dedicação à Astronomia acabou lhe roubando mais tempo que a carreira legal.
Foi também onde Hubble foi mais bem sucedido, tornando-se um do mais importantes astrônomos do século XX, a ponto de seu nome hoje estar associado ao mais famoso telescópio espacial – o segundo projeto mais caro de toda a história da ciência.
Hubble nasceu em 20 de novembro de 1889 numa pequena cidade do interior do Missouri, nos Estados Unidos. Com o avô aprendeu a gostar de Astronomia e viveu a ascensão de seu país à condição de potência mundial, durante a década de 1910.
Aos 21 anos, Hubble ganhou uma bolsa para estudar Direito em Londres, voltando aos Estados Unidos após se tornar bacharel. Ele jamais fez o exame da Ordem dos Advogados, necessário para exercer a profissão. Hubble gostava mesmo era de Astronomia, e sua formação em Direito fora apenas para agradar o pai. Aos 24 anos mudou-se para Chicago e foi trabalhar no Observatório de Yerkes, que possuía um telescópio refrator (luneta) de um metro de diâmetro, o maior já construído. Sua persistência e dedicação o fizeram ser convidado, mais tarde, para um cargo no Observatório de Monte Wilson, perto de Los Angeles, na Califórnia. Ali Hubble terminou seu doutorado em Astronomia.
Em 1917, com a Primeira Guerra Mundial, Hubble alistou-se no Exército e graças a sua excelente forma física e igual pontaria, serviu junto as tropas aliadas na França, no posto de major, mas sem nunca ter ído ao campo de batalha.
HUBBLE jamais definiu uma teoria sobre a EXPANSÃO DO UNIVERSO
Ao voltar para o Monte Wilson, Hubble dedicou-se a observação das galáxias, propondo um sistema de classificação que as subdivide em quatro grupos principais, segundo sua forma. Foi ele quem confirmou, incontestavelmente, que a Via Láctea é apenas uma entre bilhões de outras galáxias, que são como verdadeiros “universos-ilha” – centenas de bilhões de estrelas unidas gravitacionalmente.

Lei de Hubble

HUBBLE ESTUDOU A LUZ emitida pelas galáxias distantes, observando que o comprimento de onda em alguns casos era maior que aquele obtido em laboratório. Esse fenômeno, uma conseqüência do chamado Efeito Doppler, ocorre quando a fonte e o observador se movem. Quando se afastam um do outro, o comprimento de onda visto pelo observador aumenta, diminuindo quando fonte e observador se aproximam.
Em outras palavras, se uma galáxia estiver se aproximando, sua luz se desloca para o azul. Se estiver se afastando, para o vermelho. Em qualquer caso, a variação relativa do comprimento de onda é proporcional à velocidade da fonte.
Hubble deduziu que as galáxias se afastam umas das outras (desvio para o vermelho) e que a velocidade de distanciamento é tanto maior quanto maior a distância entre elas. Ele usou métodos precisos para determinar uma relação entre o deslocamento do comprimento de onda e a distância de uma galáxia. Essa relação que entrou para a história da ciência como a Lei de Hubble.
À sua revelia, a Lei de Hubble foi usada por aqueles que defendiam a expansão do Universo (Hubble jamais definiu uma teoria sobre isso). Hoje sabemos que o Efeito Doppler é apenas uma aproximação – é o próprio espaço quem cresce, aumentando o comprimento de onda e arrastando as galáxias. Muitos dos estudos quantitativos sobre a origem do Universo nasceram das idéias de Hubble aliadas as equações de Einstein. Edwin Hubble faleceu no ano de 1953.
Fonte:Astronomia no Zênite

Galáxia espiral NGC 1350

Há 85 milhões de anos, os dinossauros ainda dominavam a Terra, ignorantes da sua futura extinção em massa, enquanto que os mamíferos terrestres eram criaturas pequenas e tímidas. A América do Sul ainda era um continente ilha. Nesta mesma época o Sol e o Sistema Solar estavam a 60.000 anos-luz do local onde atualmente se encontram (o Sol completa uma órbita em torno do centro da Via Láctea a cada 200 milhões de anos). E foi há 85 milhões de anos que num outro canto do Universo, a luz abandonou a galáxia NGC 1350 para uma longa viagem através do espaço. Parte desta luz foi captada por um dos telescópios do observatório VLT (ESO), situado no monte Paranal nos andes chilenos. A NGC 1350 foi classificada como uma galáxia Sa(r). Isto significa que a NGC 1350 é uma galáxia espiral com uma região central de grandes dimensões.  No entanto, em termos de classificação morfológica, esta galáxia parece estar na fronteira entre as galáxias espirais de braços quebrados e as de "grand design" (bem desenhadas), com dois grandes braços exteriores. Os tênues braços exteriores da NGC 1350 parecem originar no principal anel interior, e podemos acompanhá-los durante cerca de meio círculo até que se encontram com o braço oposto. Juntos parecem completar um segundo anel mais exterior - o "olho".
 Os braços da galáxia têm uma cor azulada porque contêm uma grande quantidade de estrelas jovens e de grande massa. A poeira que vemos em pequenos fragmentos na região central da galáxia parece produzir um padrão que se assemelha a vasos sanguíneos no olho. É nas regiões onde existem as maiores concentrações de poeira que nascem as estrelas. As regiões exteriores da galáxia são tão tênues, que é possível observar num segundo plano da imagem uma série de outras galáxias. Estas fornecem aos astrônomos uma importante noção de profundidade. É realmente impressionante que em apenas 16 minutos o VLT tenha sido capaz de recolher tanta informação acerca destes pequenos e distantes universos "ilha". A NGC 1350 encontra-se na direção da constelação austral Fornax (o Forno), mas não parece fazer parte do enxame de galáxias com o mesmo nome, que se encontra a 65 milhões de anos-luz de distância. Tem cerca de 130.000 anos-luz de extensão e, neste momento está se afastando de nós à velocidade de 1.860 Km/s.

Créditos: Centro de Astrofísica da Universidade do Porto,
 Portal do Astrónomo & ESO

O peculiar grupo de galáxias ARP 194

ARP 194, um peculiar grupo de galáxias com mais de 100 mil anos-luz de comprimento. Nos últimos anos o telescópio Hubble registrou centenas de imagens exóticas de galáxias colidindo. As cenas foram tantas que os pesquisadores não acreditavam que pudessem ver algo novo e estranho, mas a composição registrada surpreendeu novamente. A foto mostra o objeto ARP 194, um conjunto triplo de galáxias onde se tem a impressão de que as estrelas estão "escorrendo" através de um fluxo azul, visto no centro da foto. Na realidade, o fluxo observado é o braço de uma das galáxias, repleto de centenas de estrelas que acabaram de nascer e foi criado pela interação da gigantesca força gravitacional entre as duas galáxias vistas no topo da imagem. Os núcleos das duas galáxias que estão se fundindo pode ser visto no alto da composição. O bizarro fluxo azul, uma espécie de ponte cósmica, parece se conectar à galáxia inferior, mas na realidade não passa de uma ilusão de ótica. A galáxia inferior não está no mesmo plano das duas que se fundem, mas muito atrás delas, não existindo nenhum contato físico entre os objetos. O berçário azul de estrelas é sem dúvida o que mais chama a atenção na imagem. Contém enormes aglomerados estelares que por sua vez podem conter outras dezenas de jovens aglomerados. Ali, as forças gravitacionais envolvidas podem aumentar a taxa da criação estelar, dando origem à brilhantes estrelas que se formam em galáxias em fusão. Arp 194 encontra-se a 600 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Créditos: Telescópio Hubble

Mz3: a Nebulosa da Formiga revelada pelo Hubble

                     Mz3 - a Nebulosa da Formiga. Créditos©: R. Sahai (JPL) et al., Hubble Heritage Team, ESA, NASA Por que esta nebulosa parece uma formiga e não uma grande esfera? A nebulosa planetária Mz3 (Menzel 3) foi gerada a partir dos escombros ejetados por uma estrela similar ao Sol que obviamente tinha um formato redondo. Por que afinal, na Mz3, o gás que expulso da estrela central criou esta nebulosa com formato incomum do tórax de uma formiga e não o de nuvens concêntricas, como na Nebulosa do Gato?

Várias explicações e nenhuma conclusão
Explicações plausíveis relacionam algumas possíveis causas:
•A altíssima velocidade da expansão do gás expelido (1.000 km/s);
•A estrutura de grande porte, com comprimento de 1 ano-luz;
•O magnetismo da estrela vista acima no centro da nebulosa.
Outra solução possível para o enigma da Mz3 é que esta nebulosa pode esconder uma segunda estrela mais tênue cuja órbita fica bem perto da estrela que aqui vista, o que prejudica sua visualização direta.
Também existe uma quinta hipótese que suporta a idéia que o próprio giro da estrela central da nebulosa e seu campo magnético estão, de alguma forma, canalizando o gás.
Tendo em vista que a estrela moribunda formadora desta nebulosa tem massa da ordem de grandeza da massa do nosso Sol, os astrônomos buscam aqui um melhor entendimento dos processos de construção dessa gigantesca formiga cósmica, para saber mais sobre o provável futuro do nosso próprio Sol e da Terra.
Formato incomum
Nenhuma outra nebulosa planetária já observada lembra a Mz3. A nebulosa M2-9 chega perto deste padrão, mas as velocidades do fluxo em Mz3 são 10 vezes maiores que as observadas em M2-9.Além disso, notamos que a ultra massiva estrela Eta Carinae tem mostado padrões similares aos da Mz3 e da M2-9.Os astrônomos Bruce Balick (Universidade de Washington) e Vincent Icke (Universidade de Leiden) usaram o Hubble para analisar esta nebulosa planetária, Mz3, em julho de 1997 com a câmera WFPC2 (Wide Field Planetary Camera 2). Um anos depois, os astrônomos Raghvendra Sahai e John Trauger do JPL (Jet Propulsion Lab) da NASA na Califórnia criaram novas imagens usando filtros distintos. O Hubble Heritage Team criou esta bela composição, baseando-se nos dois bancos de dados de 1997 (Balick et at.) e 1998 (R. Sahai (JPL) et al.).
A Nebulosa da Formiga reside a 4.500 anos-luz da Terra, tem uma magnitude de +13,8 e foi descoberta por Donald Howard Menzel em 1922.

Fonte:eternosaprendizes.com

Nasa divulga imagem de aglomerado estelar

A NASA, agência espacial americana, divulgou a imagem inédita de um aglomerado estelar na fronteira com as constelações de Sagitário e Corona Australis. Localizado cerca de 420 anos-luz da Terra, o aglomerado chamado de "Cluster Coronet" tem um diâmetro de aproximadamente 10 anos-luz.A imagem, feita pela câmera infravermelho Wise, mostra a área central do aglomerado Coronet. Segundo a Nasa, a luz infravermelha do Wise permite visualizar em verde e vermelho o pó de formação estelar aquecido pelas próprias estrelas recém-nascidas em uma região de formação estelar. Em azul, as estrelas recém-nascidas aninhadas nas proximidades do aglomerado. A diferença de cor se dá em função de comprimentos de onda diferentes. Azul e turquesa são a leitura da luz infravermelha em comprimentos de onda de 3,4 e 4,6 mícrons, produzido pela luz das estrelas. Verde e vermelho representam a luz aos 12 e 22 mícrons, que é principalmente produzida pela poeira quente.

Fonte: NASA e AFP

Um Saturno na Zona Habitável de uma Anã Vermelha

O projecto Lick-Carnegie Exoplanet Survey, em que está envolvido o conhecido Paul Butler, acaba de anunciar a descoberta de um planeta com pelo menos a massa de Saturno em torno de uma estrela anã vermelha próxima. A estrela, de tipo espectral M4V e designada de HIP57050 no catálogo da missão Hipparcos, é duas vezes mais rica que o Sol em “metais” o que, de acordo com a teoria actualmente mais aceite de formação planetária, favorece a criação de planetas gigantes. A órbita tem um período de 41.4 dias e uma excentricidade elevada de 0.31. Uma característica interessante do planeta consiste no facto deste se encontrar dentro da chamada zona habitável da estrela, isto é, a uma distância da estrela que permite a existência de água no estado líquido. Embora a definição de zona habitável não seja consensual entre os cientistas, não deixa de ser interessante pensar nas possibilidades que isto introduz relativamente à existência de vida no planeta ou, mais provavelmente, em eventuais luas em seu redor. Embora o planeta não tenha sido observado em trânsito, e apesar de existir apenas uma probabilidade de 1% de o ser, a sua detecção seria importante pois o eclipse provocaria uma diminuição em 7% do brilho da estrela e permitiria a telescópios como o Hubble o estudo das propriedades da sua atmosfera.

O berçário estelar da Nebulosa Carina


Esta montanha escarpada envolta por nuvens espessas parece uma paisagem bizarra do Tolkien, O Senhor dos Anéis ". Esse pilar de gás e poeira, tem 3 anos-luz de altura, e está sendo devorado pela luz de estrelas brilhantes bem próximas. O pilar também está sendo atacado por dentro, por uma estrela-bebê enterrada dentro dela, disparando jatos de gás que podem ser vistos no pico danebulosa. O pontos cor-de-rosa, são estrelas que já se libertaram da nebulosa. Esta turbulenta poeira cósmica, faz parte de um berçário estelar na Nebulosa Carina, 7.500 anos-luz de distância na constelação de Carina. A nebulosa nasceu a três milhões de anos atrás, quando a primeira geração de estrelas condensadas acendeu em meio a uma gigante e fria nuvem de hidrogênio. A nebulosa de Carina contém cerca de uma dúzia de astros com uma massa 50 ou 100 vezes maior do que a do Sol. Uma arrasadora radiação e ventos rápidos (fluxos de partículas carregadas) de estrelas quentes recém-nascidas na nebulosa estão moldando e comprimindo a coluna, formando novas estrelas dentro dele. Longas correntes de gás podem ser vistos atirados em direções opostas a partir do pedestal na parte superior da imagem. Outro par de jatos é visível no outro pico, perto do centro da imagem. Estes jatos são causados pelo nascimento de estrelas. O nome técnico dos jatos emitidos pela estrela é Herbig-Haro. Como uma estrela cria um Herbig-Haro ainda está em discussão mas suspeita-se que envolva um disco de acreção girando em volta de uma estrela central. O "Hubble Wide Field Camera 3" observou o pilar dias 1 e 2 de Fevereiro de 2010. As cores desta imagem correspondem ao brilho do oxigênio (azul), hidrogênio e nitrogênio (verde) e enxofre (vermelho). A imagem marca o 20° aniversário do lançamento do Hubble.

Créditos: Hubble

26 de abril de 2010

Maior telescópio do mundo será construído no Chile


A organização europeia para a astronomia (ESO, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira ter escolhido o território chileno de Cerro Armazones para construir o maior telescópio do mundo, o European Extremely Large Telescope (E-ELT). Cinco países - Espanha, Marrocos, África do Sul, Argentina e Chile - competiam para abrigar o telescópio óptico, com custo estimado em 1 bilhão de euros e que deverá ficar pronto em 2018, depois de sete anos de obras. Muito esperado pela comunidade científica, o E-ELT terá um espelho sem precedentes, com diâmetro de 42 metros, que permitirá observar o universo e suas galáxias como nunca antes. O telescópio será instalado no norte do Chile, a uma altitude de 3.060 metros no deserto de Atacama, segundo um comunicado da ESO, com sede em Munique (sul da Alemanha). Entre os fatores que infuenciaram a decisão de escolher o local estão a qualidade da atmosfera e o custo da contrução, segundo o ESO. O sítio chileno garante mais de 320 noites claras por ano, e o governo ofereceu, além disso, ao ESO, um amplo perímetro de terreno em torno da futura instalação científica, a fim de evitar qualquer tipo de poluição luminosa, no caso de eventuais assentamentos de minas na região, num futuro. O E-ELT "será o maior olho do mundo dirigido para o céu" e "nos permitirá, talvez, mudar nossa percepção do universo como o fez o telescópio de Galileu há 400 anos", afirmou Tim de Zeeuw, diretor do ESO.
Fonte:Terra

Via-Láctea....Nossa Galáxia

Com a ajuda do telescópio espacial Spitzer, da NASA, astrônomos conduziram a mais extensa análise estrutural de nossa galáxia e descobriram indícios tantalizantes de que a Via Láctea é muito diferente da galáxia em espiral comum.A pesquisa usando o telescópio infravermelho em órbita forneceu detalhes de uma longa estrutura central em forma de barra que distingue a Via Láctea de galáxias espirais ordinárias.O grupo de astrônomos pesquisou em torno de 30 milhões de estrelas no plano da galáxia em um esforço para construir um retrato detalhado das regiões internas da Via Láctea.A possibilidade de que a galáxia Via Láctea tenha uma longa barra estelar através de seu centro tem sido considerada há muito por astrônomos, e tais fenômenos não são inéditos na taxonomia galáctica. São claramente evidentes em outras galáxias, e é uma característica estrutural que soma definição além dos braços espiralados de galáxias espirais comuns.O novo estudo fornece estimativas melhores do tamanho e orientação da barra, que são bem diferentes das estimativas anteriores."Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem." (Salmos 14:1)
Fonte: astronomiahoje.blogspot.com

Sonda da Nasa envia imagens inéditas do Sol

Imagem ultravioleta composta, sobrepondo múltiplos comprimentos de onda. As falsas cores indicam diferentes temperaturas, indo do vermelho relativamente frio (60.000 º C) até os azuis e verdes super quentes (1 milhão de graus Celsius). [Imagem: NASA]

Observatório solar
A sonda espacial SDO (Solar Dynamics Observatory: Observatório de Dinâmica Solar) lançada pela NASA para estudar o Sol, enviou as primeiras imagens do astro.
A alta resolução das imagens enviadas pela sonda deve ajudar os cientistas a compreender a atividade solar e o impacto desta atividade na Terra.

Clima do Sol

O observatório solar SDO foi lançado do Cabo Canaveral em fevereiro de 2010, custou US$ 800 milhões e deve operar por pelo menos cinco anos. Os pesquisadores esperam que, com este prazo de funcionamento da sonda, eles consigam prever o comportamento do Sol da mesma forma que os meteorologistas conseguem prever o clima da Terra. A atividade solar tem uma influência profunda na Terra. Grandes erupções de partículas carregadas e a emissão de radiação intensa podem interferir no funcionamento de satélites, sistemas de comunicação além de significar um risco à saúde de astronautas.

Atividade solar

Os cientistas da equipe do SDO afirmam que as imagens recebidas abrem caminho para novas descobertas sobre nossa estrela.
"As imagens do SDO são impressionantes e o nível de detalhe que elas revelam, sem dúvida, vai liderar um novo ramo de pesquisa, sobre como os campos magnéticos solares se formam e evoluem, levando a uma compreensão muito melhor de como a atividade solar se desenvolve", disse um dos pesquisadores, o professor Richard Harrison, que trabalha no Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha.
"É como olhar os detalhes de nossa estrela pelo microscópio", disse o cientista em entrevista à BBC.

Raio X do Sol

O SDO está equipado com instrumentos para investigar o funcionamento no interior, na superfície e na atmosfera do Sol. A sonda consegue imagens completas do Sol com uma resolução dez vezes melhor do que a média conseguida por uma câmera de televisão de alta definição. Isto permite que a escolha de imagens de aspectos na superfície do Sol e em sua atmosfera cujo tamanho pode chegar até 350 quilômetros.
A comparação mostra a qualidade das imagens do observatório solar SDO. Soho e Stereo são as duas sondas lançadas anteriormente pela NASA, e que continuam estudando o Sol. [Imagem: NASA]

Outra vantagem é que as imagens são enviadas rapidamente, em segundos, pela alta capacidade de comunicação da sonda.

Dínamo solar

Os instrumentos do SDO operam em comprimentos de onda diferentes, com isso os cientistas poderão estudar a atmosfera do Sol em camadas.
Mas o grande desafio para a sonda será analisar o funcionamento do dínamo solar, uma profunda rede de correntes de plasma que geram o campo magnético do Sol.
É este dínamo que, em última análise, é responsável por todas as formas de atividade solar, desde as explosões na atmosfera do Sol até as áreas da estrela relativamente mais frias, as chamadas manchas solares.
Fonte:Inovação Tecnológica

Foto incrível: Buraco negro binário

O que você vê é uma enorme galáxia e as duas grandes fontes de brilho são buracos negros supermassivos, que estão co-orbitando. Apesar de parecerem próximos, eles estão a 25 mil anos luz de distância um do outro.
Cercados por gás que emite raios X e jatos de partículas eles estão no centro de duas galáxias vizinhas, no conjunto de galáxias Abel 400. Eles estão a, aproximadamente, 300 milhões de anos-luz da Terra. Os astrônomos acham que os buracos negros estão “juntos” por causa da gravidade de um sistema binário, além dos jatos de gás que passam por eles terem a velocidade média de 1200 km por segundo. Cenas como essa em grupos de galáxias (pelo que estimam os cientistas, pois não há como comprovar isso) seriam comuns nas partes mais distantes do universo, pela proximidade de uma galáxia com outra.
 [APOD]

Orionte através de uma máquina fotográfica

Orionte, o Caçador, é uma das mais facilmente reconhecidas constelações do céu nocturno do planeta Terra. Mas as estrelas e nebulosas de Orionte não parecem tão coloridas para o olho humano como nesta bonita fotografia, tirada no princípio do mês passado. Nesta exposição única, a fria gigante vermelha Betelgeuse, a estrela mais brilhante à esquerda, tem um tom amarelado. Por outro lado, as quentes estrelas azuis de Orionte estão em grande número, com a supergigante Rigel contrastando com Betelgeuse no canto superior direito, Bellatrix no canto superior esquerdo, e Saiph, no canto inferior direito. Alinhadas na cintura de Orionte (baixo para cima) estão Alnitak, Alnilam e Mintaka, todas a cerca de 1500 anos-luz de distância, nascidas nas bem estudadas nuvens interestelares da constelação. E se a "estrela" do meio da espada de Orionte lhe parece avermelhada e difusa, é porque é mesmo. É o berçário estelar conhecido como a Grande Nebulosa de Orionte.
Crédito: John Gauvreau
Fonte: Astronomy.com

Observatório registra processo de formação de estrela


O observatório espacial Planck, lançado ao espaço em 2009, observa o processo de formação de estrelas em Perseu. A imagem divulgada combina as três frequências que o equipamento é capaz de captar

Imagens captadas pelo observatório Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), podem ajudar a entender a complexa física da poeira e do gás que levam à formação de estrelas na nossa galáxia. A agência afirma que as estrelas se formam a partir de aglomerados de poeira e gás. Contudo, a capacidade do Planck de utilizar microondas para investigar essas regiões mostra detalhes que o olho humano não consegue ver. Com essa capacidade, o observatório foi direcionado para duas regiões relativamente próximas de formação de estrelas: Órion e Perseu.
A observação da região de Perseu mostra três processos físicos na nuvem de gás e poeira. Nas frequências mais baixas, o observatório capta a emissão causada pela interação em alta velocidade de elétrons e do campo magnético, além de partículas da nuvem de poeira que podem ser detectadas.
Em uma frequência intermediária, o Planck observa o gás quente emitido por estrelas recém-formadas. Nas frequências mais altas, o observatório capta o calor escasso emitido pela nuvem de poeira fria. Esse último estágio pode revelar os núcleos mais frios nas nuvens, os quais estão se aproximando do estágio de colapso, antes de se tornarem estrelas que vão, finalmente, dispersar as nuvens ao redor.
De acordo com a ESA, o delicado balanço entre o colapso da nuvem e a dispersão regula o número de estrelas que uma galáxia pode criar. O trabalho do observatório pode ajudar na compreensão desse processo porque, pela primeira vez, fornece dados sobre a emissão de vários mecanismos importantes de uma só vez.
 
Fonte:Terra

Galáxia NGC 1275

Esta imagem mostra traços da estrutura espiral acompanhada pelos dramáticos caminhos de poeira e as brilhantes regiões azuis que marcam as áreas de intensa formação estelar. Observações detalhadas da NGC1275 indicam que o material poeirento pertence ao sistema espiral visto próximo à borda no plano de fundo. A segunda galáxia, situada atrás da primeira, é realmente uma gigante elíptica com uma peculiar estrutura espiral débil no seu núcleo. Imagina-se que estas galáxias estão colidindo a cerca de 10.000 Km/h. A NGC 1275 está a cerca de 235 milhões de anos-luz na constelação de Perseus. Localizada no centro de um grande aglomerado de galáxias conhecido como Aglomerado de Perseus, é também conhecida por emitir um poderoso sinal nas faixas de raio-X e rádio freqüência. A colisão das galáxias faz o gás e a poeira existente na brilhante galáxia central girar no centro do objeto. As emissões de raio-X e rádio indicam a provável existência de um buraco negro no centro da galáxia brilhante. Enquanto o escuro e poeirento material nas imagens do Hubble cai em direção ao centro, a NGC 1275 mostra intrincadas estruturas filamentárias. Isto é uma característica típica dos brilhantes aglomerados de galáxias. Evidências de observações adicionais de fortes interações entre pelo menos duas galáxias, e possivelmente umas poucas galáxias menores, incluem a formação de novas estrelas e maiores aglomerados estelares. Embora similar em formato aos velhos aglomerados globulares da Via Láctea, os aglomerados da NGC 1275 são muito mais jovens e contém de 100.000 a 1.000.000 de estrelas cada. As estrelas à frente, são da nosssa galáxia.

Créditos: Astronomia na Web & Hubble

Betelgeuse

Alpha Orionis (α Orionis) conhecida como Betelgeuse é uma estrela de brilho variável sendo a 10ª ou 12ª estrela mais brilhante no firmamento. É também a segunda estrela mais brilhante na constelação de Orion. Apesar de ter a designação α ("alpha") na Classificação de Bayer, ela não é mais brilhante que Rigel (β Orionis). Betelgeuse é na verdade mais brilhante do que Rigel no comprimento de onda infravermelho, mas não nos comprimentos de onda visíveis.

Características

 Betelgeuse é uma estrela gigante vermelha, e uma das maiores estrelas conhecidas, sendo de grande interesse para a astronomia. O diâmetro angular de Betelgeuse foi medido pela primeira vez em 1920-1921 por Michelson e Pease, sendo uma das cinco primeiras a serem medidas usando um interferómetro no telescópio de 100 polegadas do Monte Wilson. O seu diâmetro varia entre 500 e 900 vezes o do Sol. No diâmetro máximo, a estrela seria maior que a órbita de Saturno se colocada no lugar do Sol. Apesar de ser apenas 14 vezes mais massiva que o Sol, é cerca de algumas dezenas de milhões de vezes maior em volume, como uma bola de futebol comparada a um grande estádio de futebol. A sua proximidade à Terra e o seu enorme tamanho fazem dela a estrela com o terceiro maior diâmetro angular vista da Terra, menor apenas que o Sol e R Doradus. É uma das 12 estrelas em que os telescópios atuais podem visualizar o seu disco real.

Supernova

Os astrónomos prevêem que Betelgeuse pode passar por uma explosão supernova tipo II. No entanto, as opiniões estão divididas quanto ao momento em que isto deve ocorrer. Alguns sugerem que a variabilidade actual como um sinal de que já está na fase de queima de carbono do seu ciclo de vida, e deve sofrer uma explosão supernova aproximadamente nos próximos mil anos. Cépticos discordam com esse ponto de vista e afirmam que a estrela deve sobreviver muito mais tempo.
Há consenso de que tal supernova seria um evento astronómico espectacular, mas não seria uma ameaça para a vida na Terra, dada a enorme distância a que se encontra. Mas a estrela vai tornar-se pelo menos 10000 vezes mais brilhante, o que significa um brilho equivalente ao de uma Lua crescente. Entretanto alguns crêem que ela pode chegar ao brilho de uma Lua cheia (mv = -12.5). Esse fenómeno deve durar por alguns meses, parecendo uma pequena Lua cheia com a cor de uma lâmpada incandescente à noite e facilmente visível durante o dia. Após esse período a estrela vai apagar-se gradualmente até que após alguns meses ou anos desapareça complectamente e Orion perca o ombro esquerdo(ombro direito).

               Imagem UV de Betelgeuse pelo Hubble
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nebulosa da Águia

A Nebulosa da Águia (também conhecida como M16, ou Messier Object 16 ou NGC 6611) é uma nebulosa localizada na cauda da constelação de Serpente. Contém um berçário de estrelas jovens e é muito luminosa. Apresenta uma torre de gases e poeiras com aproximadamente 9,5 anos-luz, ou seja, sensivelmente o dobro da distância entre o Sol e a segunda estrela mais próxima da Terra. Na imagem à direita é possível visualizar duas zonas com cores distintas. A coloração deriva dos gases energizados pela poderosa luz ultra-violeta emitida pelo enxame. Na parte superior, a concentração de oxigénio é bastante superior às restantes enquanto que na parte inferior, a concentração de hidrogénio é dominante, e daí resultam as duas cores apresentadas na imagem.

Explosão estelar destrói "Pilares da Criação"

As grandes nuvens de poeira cósmica conhecidas como "Pilares da Criação" foram destruídas por uma explosão estelar (supernova) próxima. Os cientistas acreditam que os objetos, uma das mais famosas imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, foram destruídos há seis mil anos, mas só poderão ser observadas da Terra daqui a um milênio. Isso porque os "Pilares da Criação", que faziam parte de uma formação estelar chamada de Nebulosa da Águia, estão distante sete mil anos-luz da Terra. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, o físico Nicolas Flagey, do Instituto de Astrofísica Espacial da França, identificou e mediu a temperatura da nuvem aquecida por trás da nebulosa e associou-a a uma supernova. Essa explosão estelar aconteceu há cerca de oito mil anos. Quando a onda da supernova chegar até os "Pilares da Criação", a poeira cósmica será varrida para longe.
Fontes:Terra

MWC 922: Nebulosa do Quadrado Vermelho

Ninguém sabe ao certo, no entanto MWC 922 mostra que é possivel
Crédito: Peter Tuthill (Sydney U.) and James Lloyd (Cornell)
O que pode causar uma nebulosa parecer quadrada? Ninguém sabe. O quente sistema estelar, conhecido como MWC 922, no entanto, parece estar embebido numa nebulosa com tal forma. A imagem do lado combina exposições no infravermelho a partir do Telescópio Hale no Monte Palomar, Califórnia, com as do Telescópio Keck-2 no Mauna Kea, Hawaii. Uma hipótese para a nebulosa quadrada diz que a estrela ou estrelas centrais de alguma maneira expeliram cones de gás durante uma fase avançada do seu desenvolvimento. Para MWC 922, estes cones parecem incorporar ângulos quase direitos e são visíveis dos lados. Evidências para esta teoria includem raios na imagem que podem correr ao longo das paredes dos cones. Os cientistas especulam que os cones vistos de outro ângulo pareceriam semelhantes aos anéis da supernova 1987A, possivelmente indicando que uma estrela em MWC 922 poderia um dia explodir e formar uma supernova do género.
Fonte:NASA

Aglomerado Cabeleira de Berenice

Créditos: Spitzer & Astronovas
Com o auxílio do telescópio espacial Spitzer, uma equipe de astrônomos descobriu um conjunto de mais de mil galáxias anãs num aglomerado gigante de galáxias. As galáxias anãs, apesar dos seus tamanhos diminutos, desempenham um papel crucial na evolução cósmica. Os astrônomos acreditam que estas foram as primeiras galáxias a se formar e que são os blocos de construção de galáxias de maior dimensão. Este tipo de galáxias é de longe o mais numeroso no universo e ajudam a mapear a estrutura de larga escala do cosmos. Simulações computorizadas de evolução cósmica sugerem que regiões do universo de grande densidade, tais como os aglomerados gigantes de galáxias, deveriam conter um número muito maior de galáxias anãs do que aquele que tem vindo a ser observado.

Localizado na constelação Cabeleira de Berenice, o aglomerado estudado pela equipe de astrônomos encontra-se a 320 milhões de anos-luz da Terra, e dele conheciam-se previamente algumas centenas de galáxias, espalhadas por mais de 20 milhões de anos-luz. A equipe utilizou dados do Spitzer para estudar as galáxias presentes no centro do aglomerado. Galáxias localizadas nas regiões exteriores do aglomerado foram também observadas com o objetivo de comparar as populações de galáxias em diferentes localizações no aglomerado. Isto permite estudar como as variações do meio influenciam a evolução destes objetos. A equipe descobriu cerca de 30 mil objetos tendo alguns destes sido identificados como galáxias pertencentes ao aglomerado da Cabeleira de Berenice. Porém, muitas das galáxias observadas teriam de ser galáxias de fundo, não pertencendo ao aglomerado.

 Na imagem acima, podem-se observar alguns objetos pouco luminosos detectados pela equipe. Muitos destes objetos são galáxias anãs pertencentes ao aglomerado. Pode-se ainda observar duas grandes galáxias elípticas, a NGC 4889 e a NGC 4874, que dominam o centro do aglomerado. Com o auxílio do telescópio terrestre de 4 metros William Herschel, a equipe mediu a distância de centenas de galáxias com o objetivo de estimar que porcentagem pertenceria, na realidade, ao aglomerado em estudo. Surpreendentemente, concluiu-se que um grande número de galáxias pertence de fato ao aglomerado.

Estes objetos aparentam possuir massas comparáveis ou mesmo menores que a da Pequena Nuvem de Magalhães, a segunda maior galáxia satélite da Via Láctea. Foi estimado que cerca de 1.200 dos 30 mil objetos identificados, sejam galáxias anãs pertencentes ao aglomerado. É um número muito superior aquele identificado no passado. Pois, as observações efetuadas abrangem apenas uma porção do aglomerado, os resultados obtidos implicam uma população total de galáxias anãs de pelo menos 4.000. Outras galáxias anãs pertencentes ao aglomerado da Cabeleira de Berenice poderão estar à espera de serem descobertas nos dados do Spitzer, mas outros estudos serão necessários para determinar quantas.
Fonte:imagensdouniverso.blogspot.com

Pulsar PSR B1509-58

Quando se fala em galáxias, estrelas e universo, a primeira coisa que impressiona são os números verdadeiramente astronômicos relacionados a eles. São valores tão grandes que até para medí-los é necessário o uso de uma unidade também gigantesca, chamada de ano-luz (equivalente a mais de 9 trilhões de quilômetros). Algumas vezes, no entanto, nos deparamos com objetos bastante pequenos, mas de energia tão intensa que fica difícil de compará-los a algo conhecido aqui na Terra. Um desses objetos é um pulsar de aproximadamente 1.700 anos de idade localizado a 17 mil anos-luz da Terra. O objeto é realmente pequeno, com menos de 20 quilômetros de diâmetro, mas apesar de suas pequenas dimensões é responsável por uma gigantesca nebulosa de raios-x que se expande por mais de 150 anos-luz desde seu centro. O pulsar em questão, conhecido como PSR B1509-58, é uma estrela de nêutrons que rotaciona em velocidade muito alta, jorrando enormes feixes de energia ao redor do espaço, criando complexas e intrigantes estruturas. Na imagem mostrada, captada pelo telescópio espacial Chandra, os raios-x de menor energia são vistos em vermelho, enquanto os de média energia são destacados em verde e os mais energéticos em azul. Uma estrela de nêutrons é o que resta quando uma estrela de grande massa esgota seu combustível nuclear e desmorona, produzindo um núcleo muito pequeno e altamente denso. No caso de B1509, seu período de rotação é de 7 revoluções por segundo, lançando energia ao seu redor a uma taxa realmente impressionante, provavelmente devido ao intenso campo magnético de sua superfície estimado em nada menos que 15 trilhões de vezes o campo magnético da Terra. A combinação da rápida rotação e do campo magnético ultra-intenso faz de B1509 um dos mais poderosos geradores eletromagnéticos da Galáxia. Esse gerador produz um intenso vento energético de íons e elétrons que se propaga pela nebulosa, ionizando o gás ao redor e produzindo a bela imagem no espectro dos raios-x, captada pelo telescópio espacial. O pulsar é o ponto branco que encontra-se um pouco abaixo do centro da imagem.
Créditos: Chandra & Apolo 11

Aglomerado MACS J0025.4-1222

Uma poderosa colisão de galáxias foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble e o Observatório de Raios-X Chandra. Esta colisão de aglomerados fornece espetaculares evidências da existência da matéria escura e um melhor entendimento sobre suas propriedades. As observações do aglomerado conhecido como MACS J0025.4-1222 indicam que uma colossal colisão separou a matéria escura da matéria comum e forneceu uma confirmação independente de um efeito similar detectado anteriormente em uma observação chamada Aglomerado da Bala. Estes novos resultados mostram que o Aglomerado da Bala não é um caso anormal. A MACS J0025 formou-se após uma enorme colisão energética entre dois gigantescos aglomerados. Usando as imagens na luz visível obtidas pelo Hubble, a equipe foi capaz de inferir a distribuição total de massa - entre matéria comum e escura. O Hubble foi usado para mapear a matéria escura (colorida de azul) usando uma técnica chamada de lente gravitacional. Os dados do Chandra permitiram que os astrônomos mapeassem com acurácia a posição da matéria comum, a maior parte sob a forma de gás quente, que brilha intensamente ao ser visto na faixa de Raios-X (rosa). Quando os dois aglomerados que formaram a MACS J0025 se fundiram na velocidade de milhões de quilômetros por hora, o gás quente nos dois aglomerados colidiu e perdeu velocidade, mas a matéria escura passou direto através da colisão. A separação entre o material mostrado em rosa e azul provê desta forma a evidência observacional da presença de matéria escura e suporta a visão de que as particulas de matéria escura interagem muito pouco entre si apesar da força gravitacional.

Créditos: NASA, ESA, CXC, M. Bradac (Universidade da Califórnia, Santa Barbara),
e S. Allen (Universidade de Stanford).
Fonte:imagensdouniversoblogspot.com

Matéria escura no aglomerado ZwCl0024+1652

Astrônomos suspeitam há tempos da existência de uma substância invisível como fonte da gravidade adicional que mantém os aglomerados de galáxias. Chamada de matéria escura, ela evitaria que os aglomerados se desmontassem, o que ocorreria caso tivessem que contar apenas com a gravidade de suas estrelas visíveis.
Matéria escura (nuvem azul)
Embora ninguém saiba do que poderia ser feita essa substância hipotética, a suspeita é que seria um tipo de partícula elementar que permeia o Universo. Ponto para os defensores da teoria, pois cientistas europeus e norte-americanos acabam de anunciar a descoberta do que classificaram como anel de matéria escura no aglomerado ZwCl0024+1652, a partir de observações feita com o telescópio espacial Hubble. Segundo eles, trata-se de uma das mais fortes evidências da existência da matéria escura. "Esta é a primeira vez que detectamos sinais de matéria negra em uma estrutura única, diferente do gás e das galáxias em aglomerados", disse M. James Jee, da Universidade Johns Hopkins, que participou do estudo. Embora não seja possível ver a matéria escura, os astrônomos podem inferir sua existência pela observação de como a gravidade curva a luz de galáxias mais distantes em seu fundo. O anel agora identificado mede 2,6 milhões de anos-luz de um lado a outro. "Ainda que matéria invisível tenha sido encontrada anteriormente em outros aglomerados, essa é a primeira vez que é identificada em região tão distante do gás quente e das galáxias que compõem os aglomerados", disse Jee. Em suas observações, os cientistas encontraram ainda uma variação na substância misteriosa, parecida com as ondas que se formam ao se atirar uma pedra em um lago.
"A princípio, não podíamos acreditar no que encontramos mas, quanto mais tentávamos remover o anel dos resultados, mais ele aparecia em destaque. Foi preciso mais de um ano para que ficássemos convencidos de que o anel era real. Nunca vimos nada parecido", disse Jee. Segundo os cientistas, a maior parte da matéria no Universo seria formada pela matéria escura. A chamada matéria ordinária, que compõe planetas e estrelas, responderia por uma pequena porcentagem do total. O aglomerado galáctico CL 0024+17 (ZwCl 0024+1652) está localizado a 5 bilhões de anos-luz da Terra.
Luz visível







Créditos: Hubble Site

Hubble, 20 anos no espaço a observar planetas fora do sistema solar

               O Hubble tem capacidade para observações desde o espectro ultravioleta ao infravermelho (NASA/Reuters)
A observação e caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao sistema solar, até então quase desconhecidos, foi um dos principais feitos do telescópio Hubble, lançado há 20 anos e que assinala amanhã o seu aniversário. Resultado da colaboração entre as agências espaciais europeia (ESA) e norte-americana (NASA), o Hubble é um telescópio espacial com 2,4 metros de diâmetro, com capacidade para observações desde o espectro ultravioleta ao infravermelho. De acordo com a ESA, o Hubble, lançado pelo vaivém espacial norte-americano Discovery, “revolucionou a astronomia moderna” e um dos seus maiores feitos é a caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao nosso sistema solar (exoplanetas) que, até ao seu lançamento, nunca tinham sido observados. O telescópio Hubble efectuou a primeira medição da composição da atmosfera em torno de outra estrela (HD 209458), descobrindo evidências de sódio, carbono e oxigénio. O Hubble encontrou ainda evidência de metano na atmosfera de um planeta com a dimensão de Júpiter, o HD 189733b e, mais recentemente, registou imagens de um exoplaneta que orbita em torno da estrela Formalhaut. Quando foi lançado, os cientistas pensavam que a expansão do universo estaria a desacelerar, pois a gravidade actua como um redutor da velocidade.
Porém, através do estudo de supernovas do tipo Ia - estrelas que explodem no fim da sua vida -, enquanto indicadores de distância, o Hubble descobriu que a velocidade a que o Universo actualmente se expande tem aumentado nos últimos mil milhões de anos. Isto aponta para a existência da “energia negra”, uma força que consegue exceder a da gravidade e acelera a expansão do Universo. Apetrechado com três câmaras, dois espectógrafos e um conjunto de sensores muito sensíveis, o Hubble foi colocado numa órbita baixa (a 575 quilómetros do solo) e preparado para ser assistido no espaço, o que permite substituir os seus instrumentos à medida que a tecnologia evolui. A energia para os computadores de bordo e instrumentos científicos é fornecida por dois painéis solares, que carregam também seis baterias de níquel e hidrogénio que mantém a nave durante os 25 minutos, em cada órbita, em que atravessa a sombra da Terra. Cada órbita demora cerca de 96 a 97 minutos. Desde a sua colocação em órbita, o Hubble foi já assistido no espaço cinco vezes: a primeira em Dezembro de 1993 e a última das em Maio de 2009, pelo vaivém Atlantis.

Disco de estrelas alimentaria super buracos negros

No canto direito superior, imagem ampliada do centro da galáxia de Andrômeda mostra o que parece ser um disco de estrelas azuis próximo a um buraco negro. No canto inferior direito, uma simulação do disco junto ao buraco negro
Um dos grandes mistérios da ciência pode estar próximo de uma explicação. Por anos os cientistas estão intrigados sobre como os buracos negros supermassivos conseguem matéria suficiente para atingirem seus tamanhos. A resposta pode estar em um disco de estrelas encontrado próximo ao centro da galáxia de Andrômeda, um fenômeno que pode ser mais comum do que se pensava. As informações são da New Cientist. Buracos negros que tem massas milhões ou até bilhões de vezes maiores que a do Sol ficam no centro de galáxias, inclusive na nossa. Esses buracos foram "engordados" por gigantescos amontoados de gás, mas os astrônomos não sabem como esse gás fazia a última parte da migração, um caminho por dezenas ou centenas de anos-luz, para ser "comido".
Os astrônomos Philip Hopkins e Eliot Quataert da Universidade de Berkeley, no Estado americano da Califórnia, sugerem que a formação de um disco de estrelas facilita o curso do gás, formando um caminho pela espiral até o buraco negro. De acordo com simulações dos cientistas, quando há gás suficiente para a formação de um amontoado de estrelas orbitando um buraco negro, essas estruturas se alinham em forma de um disco elíptico que pode se estender por dezenas de anos-luz do centro da galáxia. Essa estrutura oval acaba por atrair gás, criando diversos fluxos. O gás perde força ao longo do processo e, finalmente, acaba por ser "engolido" pelo buraco negro. Dessa forma, os buracos negros poderiam consumir 10 vezes a massa do Sol por ano, segundo os cientistas. Os pesquisadores ainda dizem que no auge da "gula" dos buracos negros, há 10 bilhões de anos, essa maneira seria suficiente para alimentar esses gordões do espaço. Os astrônomos afirmam que uma evidência para esta teoria pode ser encontrada em Andrômeda, uma galáxia vizinha que tem um espécie de "núcleo duplo" - dois pontos brilhantes no seu centro - junto ao que parece ser um sinal de um disco oval de estrelas e gás. De acordo com a reportagem, um teste vai tentar ver se outras galáxias possuem essa característica de um disco de estrelas no seu centro. "(O que ocorre em Andrômeda) não é único. O que vemos provavelmente é comum", diz Tod Lauer, do National Optical Astronomy Observatory, em Tucson, Arizona, que identificou diversas galáxias semelhantes à nossa vizinha.
Fonte:Terra
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