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Carta feroz sobre as origens do universo é assinada por Stephen Hawking e outros 32 físicos proeminentes

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Como nosso universo começou? Essa é uma questão que ainda não está totalmente resolvida na comunidade científica, mas, até pouco tempo atrás, havia uma espécie de consenso . Agora, o debate acabou de esquentar: 33 dos físicos mais famosos do mundo publicaram uma carta feroz defendendo uma das principais hipóteses que temos para a origem do universo, em resposta a um artigo escrito em fevereiro no qual três físicos criticaram pesadamente a teoria da inflação – a ideia que o universo expandiu apenas como um balão logo após o Big Bang. Os dois lados O artigo, divulgado na Scientific American, chegou a afirmar que o modelo “não pode ser avaliado usando o método científico” – o equivalente acadêmico de dizer que não é ciência de verdade. Ele foi assinado por Paul Steinhardt e Anna Ijjas, da Universidade de Princeton, e Abraham Loeb da Universidade de Harvard. Em resposta, 33 dos maiores físicos do mundo, incluindo Stephen Hawking, Lisa Randall e Leonard Susskind, publicaram uma

Dois buracos negros vão colidir na constelação de Virgem

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A COLISÃO DE DOIS BURACOS NEGROS PROPAGA ONDAS GRAVITACIONAIS PELO TECIDO DO ESPAÇO-TEMPO (FOTO: SWINBURNE ASTRONOMY PRODUCTIONS | REPRODUÇÃO) E m uma região muito distante da Terra, nas profundezas da constelação de Virgem, dois buracos negros monstruosos estão prestes a se chocar. O evento cataclísmico vai ocorrer a 3,5 bilhões de anos luz daqui, e quando digo que eles estão “prestes a se chocar”, não se engane - estou falando em termos cósmicos. A colisão deve acontecer só daqui a 100 mil anos. Para a escala de tempo humana, isso é uma eternidade, mas quando o papo é sobre estrelas ou buracos negros, esse período não passa de um piscar de olhos.  tem mais: no momento crítico em que as duas estruturas colidirem, tamanha violência deve  liberar uma grande quantidade de ondas gravitacionais, que são deformações propagadas pelo tecido do espaço-tempo previstas pela teoria da relatividade geral de Einstein. Até agora, muitos tentaram, mas ninguém conseguiu detectar essas

Um novo Netuno quente pode ser um enorme mundo com água

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Um exoplaneta um pouco maior do que Netuno, localizado a cerca de 440 anos-luz de distância, parece possuir água.                              © Goddard Space Flight Center (ilustração da atmosfera do exoplaneta  HAT-P-26b ) O exoplaneta HAT-P-26b devido aos padrões iniciais é provavelmente um Netuno quente. Teoricamente, deve ter uma composição semelhante à Urano e Netuno, o último dos quais é mais denso e compacto que os outros planetas gigantes no Sistema Solar exterior. Mas apesar de seu tamanho estar mais perto dos gigantes gélidos, o planeta real é apenas um pouco mais denso do que Saturno, que é o planeta menos denso do Sistema Solar. Então, deve ser constituído de água, ou, mais precisamente, vapor de água. A 700 graus Celsius o planeta não é exatamente propício de alguma forma ser um mundo oceânico. Apesar de uma abundância de água em Urano e Netuno, eles são chamados de “gigantes de gelo” porque a pressão atmosférica empurra o vapor de água para um estado conhec

Galáxias em fusão têm buracos negros envoltos

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Esta ilustração compara o crescimento de buracos negros supermassivos em dois tipos diferentes de galáxias. Um buraco negro supermassivo em crescimento, numa galáxia normal, teria gás e poeira numa estrutura em forma de donut em seu redor (esquerda). Numa galáxia em fusão, uma esfera de material obscurece o buraco negro (direita). Crédito: NAOJ Os buracos negros têm uma má reputação na cultura popular pois engolem tudo o que conseguem apanhar. Na realidade, as estrelas, gases e poeiras podem orbitar os buracos negros durante longos períodos de tempo, até que uma grande perturbação empurra esse material. A fusão entre duas galáxias é uma dessas perturbações. À medida que as galáxias se combinam e os seus buracos negros centrais se aproximam, o gás e a poeira nas proximidades são empurrados para os seus respetivos buracos negros. É libertada uma quantidade enorme de radiação altamente energética à medida que o material espirala rapidamente em direção ao buraco negro faminto, q

Sonda New Horizons se aproxima de misterioso objeto vermelho

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A sonda New Horizons da NASA está neste momento acelerando em direção a um objeto misterioso chamado MU69, no Cinturão de Kuiper. Observações recentes do objeto distante indicam uma superfície avermelhada, talvez até mais vermelha que os borrões localizados em Plutão. Este pequeno KBO (Kuiper Belt object) mede entre 30 a 45 km de diâmetro e está a 2,6 bilhões de km de Plutão. Quando New Horizons chegar lá em janeiro de 2019, a sonda estará 43,3 vezes mais distante do Sol do que a Terra está distante do Sol. A sonda se aproximará mais deste objeto do que Plutão quando fez a histórica passagem pelo planeta em 15 de julho de 2015. Comparação de tamanhos de MU69. (Imagem: New Horizons / NASA) A cor avermelhada de MU69, assim como as manchas de Plutão e da sua lua Charon, sugere a presença de tolina, uma classe de moléculas que é formada através da irradiação ultravioleta de componentes simples como o metano e etano. Tonlina não se forma naturalmente na Terra, mas é abundant

Uum incrível retrato da nebulosa do Caranguejo

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Animação da composição da nova imagem da Nebulosa do Caranguejo, obtida através da combinação de dados de cinco telescópios que abrangem quase todo o espectro eletromagnético: o VLA, o Telescópio Espacial Spitzer, o Telescópio Espacial Hubble, o Observatório XMM-Newton e o Observatórios de raios-X Chandra. Crédito: NASA, ESA, NRAO/AUI/NSF e G. Dubner (Universidade de Buenos Aires) Astrónomos produziram uma imagem altamente detalhada da Nebulosa do Caranguejo, combinando dados de telescópios que abrangem quase toda a amplitude do espectro eletromagnético, desde ondas de rádio vistas pelo VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) até ao poderoso brilho de raios-X visto pelo Observatório Chandra. E, entre essa gama de comprimentos de onda, a nítida visão ótica do Telescópio Espacial Hubble e a perspetiva infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer. A Nebulosa do Caranguejo, o resultado de uma brilhante explosão de supernova vista pelos chineses e outros astrónomos no ano 1054, e

Harmonias planetárias salvaram TRAPPIST-1 da destruição

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O sistema TRAPPIST-1 , descoberto em fevereiro deste ano, causou um furor na comunidade científica por uma boa razão: três de seus sete planetas do tamanho da Terra estão na zona habitável de sua estrela, o que significa que podem abrigar condições adequadas para a vida. Mas um dos enigmas principais da pesquisa original que descreveu o sistema era que ele parece instável.   Se você simula o sistema, os planetas começam a colidir uns com os outros em menos de um milhão de anos”, explica Dan Tamayo, pós-doutorando no Centro de Ciências Planetárias da Universidade de Toronto em Scarborough, no Canadá. “Isso pode parecer um longo tempo, mas é apenas um piscar de olhos astronômico. Seria muita sorte nós termos descoberto TRAPPIST-1 antes que ele se destruísse, então deve haver uma razão pela qual ele permanece estável”. Estabilidade e harmonia Tamayo e seus colegas parecem ter encontrado essa razão. Em uma pesquisa publicada na revista Astrophysical Journal Letters, os cientistas

Ondas gravitacionais podem revelar novas dimensões

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Dimensões escondidas podem causar ondulações através da realidade ao modificar ondas gravitacionais – e detectar tais assinaturas de dimensões extras pode ajudar os físicos a resolver alguns dos maiores mistérios do universo. Os físicos há muito se perguntam por que a gravidade é tão fraca em comparação com as outras forças fundamentais. Isso pode ser porque uma parte dela estaria escapando em dimensões extras além das três dimensões espaciais que experimentamos. Algumas teorias que procuram explicar como a gravidade e os efeitos quânticos se mesclam, incluindo a teoria das cordas, requerem dimensões extras, muitas vezes com a gravidade se propagando através delas. Encontrar evidências de tais dimensões poderia, portanto, ajudar a caracterizar a gravidade, ou encontrar uma maneira de unir a gravidade e a mecânica quântica – ou, também, sugerir uma explicação de por que a expansão do universo está se acelerando. Mas a detecção de dimensões extras é um grande desafio. Caso al

Cheops: Um telescópio para observar exoplanetas

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Caracterização de exoplanetas Apesar do atraso de um ano, agora está tudo arranjado para o lançamento de um novo telescópio espacial projetado especificamente para observar exoplanetas em estrelas relativamente próximas à Terra. O Observatório Espacial Cheops -CHaracterising ExOPlanet Satellite, ou satélite de caracterização de exoplanetas - garantiu uma vaga em um foguete Ariane, que será lançado a partir do porto espacial em Kourou, na Guiana.  Embora a data exata de lançamento ainda não tenha sido confirmada, o telescópio deverá estar pronto para ser transportado para Kourou no final de 2018, com todos os testes concluídos. Densidade dos planetas O alvo preferencial do observatório serão estrelas próximas e brilhantes que já se saiba terem planetas.  Para monitorar o brilho de cada estrela, em busca dos planetas em trânsito, o telescópio usará aquele que é considerado o  melhor fotômetro já construído , fabricado por uma equipe da Suíça. Quando o planeta passar brevement

O Hexágono de SATURNO em toda sua GRANDIOSIDADE

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  A tempestade polar hexagonal de Saturno é a feição que se destaca em quase todas as imagens feitas do polo norte do planeta dos anéis. A região, que ficou nas sombras durante a primeira parte da missão da sonda Cassini, agora experimenta toda a luz do Sol, o que permite que os cientistas possam observá-la diretamente e estuda-la em detalhe. Embora a luz do Sol esteja caindo diretamente no polo norte de Saturno, permitindo que possamos estudar essa região com um bom nível de detalhe, ela não fornece muito calor não. Além do fato de nos polos de Saturno o Sol sempre estar baixo no horizonte, como na Terra, o Sol está aproximadamente 10 vezes mais distante de Saturno do que da Terra. Isso resulta que a luz solar que chega ali naquela região tem uma intensidade de 1% daquela que chega no nosso planeta. Essa imagem foi feita com a Cassini apontada para Saturno a partir de uma altura de 31 graus acima do plano dos anéis do planeta. A imagem foi feita com a câmera grande angular

Cientistas encontram onda gigante no exame galáctico de Perseu

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Simulação de computador do gás quente no enxame galáctico de Perseu. Crédito: John ZuHone/Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica Combinando dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA com observações de rádio e simulações de computador, uma equipe internacional de cientistas descobriu uma vasta onda de gás quente no enxame galáctico de Perseu. Abrangendo cerca de 200.000 anos-luz, a onda tem o dobro do tamanho da nossa própria Via Láctea.  Os investigadores dizem que a onda foi formada há milhares de milhões de anos atrás, depois de um pequeno enxame galáctico ter passado pelo enxame de Perseu e ter feito com que o seu vasto reservatório de gás se "agitasse" em torno de um grande volume de espaço. "Perseu é um dos enxames galácticos mais massivos e próximos e o mais brilhante em raios-X, assim que os dados do Chandra nos fornecem detalhes incomparáveis," comenta o líder científico Stephen Walker, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Gre

O que a ciência já sabe sobre buracos negros?

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Confira uma explicação sobre como ele surge, quais são suas principais partes e as respostas para outras dúvidas frequentes a respeito desse grande mistério COMO ELE SURGE? 1.  O buraco negro é um corpo celeste que tem uma concentração de massa muito grande em um espaço infinitamente pequeno. Isso gera um campo gravitacional tão forte que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar de sua atração. Mas como ele é criado? Tudo começa quando uma  estrela gigante  (com cerca de 20 vezes a massa do Sol) queima todo o seu combustível (hidrogênio, hélio e carbono). 2.  Quando não tem mais nada para gastar, a estrela não consegue gerar pressão suficiente para compensar o peso de suas camadas externas. É como se a estrela fosse um prédio e não tivesse mais estrutura na base para suportar os andares superiores. Ela colapsa sobre o próprio peso. Com isso, o núcleo implode e, em seguida, vem uma  grande explosão,  chamada supernova. 3.  Com a contração infinita de sua massa, surge ali u