15 de janeiro de 2020

Betelgeuse


Por que o Betelgeuse está desaparecendo? Ninguém sabe. Betelgeuse , uma das estrelas mais brilhantes e mais reconhecidas no céu noturno, tem apenas a metade do brilho que costumava ser apenas cinco meses atrás. Essa variabilidade provavelmente é apenas um comportamento normal para essa supergigante famosa e variável , mas o escurecimento recente reacendeu a discussão sobre quanto tempo pode demorar até Betelgeuse se tornar supernova. Conhecido pela sua cor vermelha, Betelgeuse é uma das poucas estrelas a ser re resolvidos por telescópios modernos, embora apenas mal.

A ilustração do artista em destaque imagina como Betelgeuse pode olhar de perto. Pensa-se que Betelgeuse tenha uma superfície complexa e tumultuada que freqüentemente lança labaredas impressionantes. Se substituísse o Sol ( não recomendado ), sua superfície se estenderia perto da órbita de Júpiter , enquanto as plumas de gás irromperiam por Netuno . Como Betelgeuse está a cerca de 700 anos-luz de distância, sua eventual supernova não colocará em risco a vida na Terra, embora seu brilho possa rivalizar com o de uma lua cheia. Astrônomos - amadores e profissionais - certamente continuarão monitorando Betelgeuse à medida que esta nova década se desenrolar.
Fonte: NASA

Novo lote de exoplanetas tem duas 'super Terras' e um 'Netuno gelado'

A ilustração de um artista do recém-descoberto exoplaneta GJ180 d, que é a super-Terra temperada mais próxima de nós que não está presa à sua estrela por maré, aumentando a probabilidade de ser capaz de hospedar a vida. (Imagem: © Robin Dienel, cortesia da Carnegie Institution for Science)

GJ229A c e GJ180 d orbitam anãs vermelhas a 19 e 39 a nos luz de distância de nós

Uma equipe de astrônomos liderada por Fabo Feng, da Carnegie Institution for Science em Washington, nos EUA, anunciou a descoberta de mais três exoplanetas dignos de nota: dois deles são “super Terras” potencialmente habitáveis, enquanto o outro é similar a Netuno, porém mais “gelado”.

Os planetas potencialmente habitáveis são chamados GJ229A c e GJ180 d. Eles orbitam anãs vermelhas, o tipo de estrela mais “amigável” ao desenvolvimento da vida, a 19 e 39 anos-luz de distância, o que em uma escala astronômica é “ali pertinho”.

Exoplanetas orbitando anãs vermelhas geralmente apresentam rotação sincronizada, ou seja, um lado é permanentemente voltado para a estrela (dia), enquanto o outro é mergulhado em uma noite eterna.

Mas GJ229A c e GJ180 d estão a uma distância de suas estrelas grande o bastante para escapar deste efeito. Isto torna GJ180 d um recordista: ele é “a super Terra temperada mais próxima de nós que não tem rotação sincronizada com sua estrela”. Isso, segundo Feng, aumenta as chances de que seja capaz de abrigar e sustentar vida.

GJ180 d tem 7,5 vezes a massa de nosso planeta e completa uma órbita ao redor de sua estrela, Gliese 180, a cada 106 dias terrestres. Ele é o terceiro planeta descoberto ao redor desta estrela: GJ 180 b e GJ 180 c foram descobertos em 2014.

Já GJ229 A c tem 7,9 vezes a massa de nosso planeta e completa uma órbita ao redor da estrela Gliese 229, na constelação da Lebre, a cada 122 dias e tem um companheiro conhecido como GJ 229 A b, descoberto em 2014.

Gliese 229 é um sistema binário, composto pela anã vermelha GJ229A e pela “anã marrom” GJ229B. Anãs marrons são objetos misteriosos, grandes demais para serem considerados planetas, mas pequenos demais para sustentar fusão nuclear, como as estrelas. Por isso, também são chamados de “estrelas fracassadas”.

A descoberta dos dois planetas é interessante, pois eles estão próximos o suficiente do sol para ser fotografados diretamente com a nova geração de telescópios espaciais, como o James Webb. "Nossa descoberta aumenta a lista de planetas que podem ser potencialmente fotografados diretamente pela próxima geração de telescópios", disse Feng. "Estamos trabalhando no objetivo de determinar se os planetas que orbitam estrelas próximas abrigam vida".

"Eventualmente, queremos construir um mapa de todos os planetas que orbitam as estrelas mais próximas de nosso próprio sistema solar, especialmente aqueles que são potencialmente habitáveis", disse Jeff Crane, também da Carnegie Institution e co-autor do mesmo estudo.

Além das super Terras, os cientistas descobriram GJ 433 d, um planeta gelado com 4,9 vezes a massa da Terra. Segundo Feng ele é o mais próximo, mais largo e mais frio planeta similar a Netuno já encontrado, e também poderá ser analisado diretamente pelos novos telescópios.

Os pesquisadores fizeram as descobertas reanalisando dados obtidos pelo instrumento Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph (UVES) do European Southern Observatory (ESO) coletados durante uma análise de 33 anãs vermelhas próximas, feita entre 2000 e 2007. 

Os dados do UVES foram suplementados com medidas feitas por outros instrumentos como o Carnegie Planet Finder Spectrograph (PFS) no observatório Las Campanas, no Chile, o High Accuracy Radial velocity Planet Searcher (HARPS) no observatório La Silla , também no Chile e o High Resolution Echelle Spectrometer (HIRES) no observatório Keck, no Havaí.

No total o trabalho resultou na descoberta de cinco exoplanetas, e oito candidatos a exoplanetas ainda não confirmados.

Fonte: Olhar Digital

14 de janeiro de 2020

Por que olhar para as estrelas é vislumbrar o passado?


Muitos já devem ter ouvido que quando olhamos para o céu estrelado estamos olhando para o passado. Mas qual o significado disso? A luz é composta por partículas-ondas denominadas fótons, os quais viajam na incrível velocidade de 300 000 km/s no espaço (o limite de velocidade no nosso Universo, segundo a teoria da relatividade). Como é difícil imaginar essa velocidade, parece que a luz alcança, instantaneamente, qualquer distância. Isso pode até ser uma quase verdade aqui nas limitações dimensionais do nosso planetinha, mas quando comparamos as distâncias no Universo, a frase mencionada acima começa a ganhar sentido.

Para se ter uma ideia, apenas a distância da Terra ao Sol é de 149.600.000 km! Isso significa que o tempo necessário para a luz chegar até nós é de 8 minutos e18 segundos! Sim, a luz solar não chega instantaneamente a nós, pelo contrário, demora um bom tempo. E isso porque nossa estrela está aqui no nosso Sistema Solar. A outra estrela mais próxima de nós, a Alfa Centauro, está à uma distância de 40 trilhões e 700 bilhões de km de nós! Ou seja, a luz emitida por ela demora 4 anos e 3 meses e meio para chegar até nós!! Começou a entender? Por isso foi-se adotado a medida de ´Anos-Luz´ para se medir as distâncias no Universo. Um ano-luz corresponde à distância percorrida pela luz em um ano, viajando em sua velocidade máxima de 300 000 km/s. Portanto, a Alfa Centauro está à uma distância de 4,3 anos-luz de nós.

Agora, vamos pegar a nossa galáxia, a Via-Láctea. A distância entre a Terra e o centro dela é de impressionantes 40 000 anos-luz!! Sim, mesmo dentro da nossa própria 'casa' galática, se alguém do nosso planeta quisesse se comunicar conosco do centro da Via-Láctea, as ondas de rádio de informação (as quais também viajam na velocidade da luz, por serem compostas de fótons) demorariam 40 mil anos para chegarem até nós! Está ficando ainda mais claro o significado da frase inicial? Não? Então vamos ser mais agressivos!

Das estimadas 2 trilhões de galáxias no Universo, as quais contêm acima de 100 sextilhões de estrelas (segundo as evidências mais recentes), a mais próxima de nós é a galáxia de Andrômeda. A distância das estrelas mais próximas dentro de Andrômeda até a Terra é de cerca de 2 milhões de anos-luz!! Demora-se 2 milhões de anos para a luz dessas estrelas chegar até nós! Ou seja, quando olhamos por um telescópio para Andrômeda, estamos vendo como ela era há 2 milhões de anos atrás! Portanto, agora ficou claro, certo? Grande parte dos pontos brilhantes que vemos no céu à noite são apenas projeções de um passado muito distante, de corpos celestes ou galáxias inteiras que podem até não existir mais! Impressionante, não?

Ao mesmo temo que isso fascina, o conhecimento disso nos traz também uma tristeza. O Universo é tão grande e vasto que, muito provavelmente, nunca exploraremos praticamente nada dele. Povos extraterrestres diversos podem estar inalcançáveis para a nossa raça e o máximo que talvez teremos é o vislumbre de um maravilhoso passado.

Fonte: Saberatualizado.com.br

Estrelas do bebê encontradas na parte antiga de nossa galáxia


As observações terrestres e espaciais revelaram um grupo de estrelas no topo do gigantesco fluxo de gás que atravessa a Via Láctea.
Um novo conjunto de jovens estrelas (estrela azul) fica na periferia da Via Láctea. Essas estrelas provavelmente se formaram a partir de material originário das galáxias anãs vizinhas chamadas Nuvens de Magalhães. D. Nidever / NASA

Os astrônomos descobriram uma coleção de jovens estrelas em um local surpreendente - no fundo do halo de estrelas antigas que cercam a Via Láctea. 

Adrian Price-Whelan (Instituto Flatiron) encontrou o aglomerado solto enquanto vasculhava o segundo lançamento de dados da missão européia de Gaia. Atualmente, Gaia está mapeando os movimentos e a localização de mais de 1 bilhão de estrelas , estendendo o alcance dos astrônomos de apenas algumas centenas de anos-luz para a maior parte de nossa galáxia (veja nossa próxima edição de março de 2020).

As estrelas recém-encontradas claramente se movem juntas como um conjunto. Com 116 milhões de anos, o aglomerado é jovem e também bastante leve, semelhante às Plêiades em idade e massa.

Mas, ao contrário das Plêiades, essas estrelas estão distantes : cerca de 94.000 anos-luz, cerca de 200 vezes mais longe da Terra do que as icônicas Sete Irmãs. Eles também estão espalhados, abrangendo cerca de 1.600 anos-luz. Isso significa que eles provavelmente não estão mais gravitacionalmente unidos e, portanto, não são um agrupamento no sentido técnico da palavra.

Por direito, as estrelas não deveriam estar por aí. Não há muito gás para fazer estrelas na auréola da Via Láctea - o gás que está lá é muito quente e se espalha para colapsar e criar novos sóis. A pouca coisa legal que existe é quase inteiramente no fluxo de Magalhães, uma vasta faixa de (principalmente) gás hidrogênio viajando com as Grandes e Pequenas Nuvens de Magalhães através das regiões externas de nossas galáxias.

E as estrelas parecem estar navegando bem na frente dessa faixa de gás.

A primeira vez no fluxo de Magalhães

Para confirmar a localização das estrelas, Price-Whelan, David Nidever (Universidade Estadual de Montana) e seus colegas usaram espectros de 28 das estrelas mais brilhantes do grupo. As medições confirmaram a idade das estrelas e que elas têm composições bastante primitivas, poluídas com apenas pequenas quantidades de elementos pesados. As composições não parecem nada com recém-nascidos estelares na Via Láctea, mas combinam com o gás no braço principal do rio. As velocidades das estrelas também se alinham com as do fluxo.

Combinadas, as várias observações levaram a equipe a concluir que essas estrelas provavelmente se formaram a partir do gás na cabeceira do Magellanic Stream, relataram Price-Whelan e Nidever na reunião da Sociedade Astronômica Americana de inverno em Honolulu. Os resultados também aparecem em dois trabalhos no Astrophysical Journal .

Murmúrios de excitação de colegas astrônomos receberam as apresentações da equipe. Os observadores procuram estrelas associadas ao Magellanic Stream há décadas, explica Jeremy Bailin (Universidade do Alabama). Os astrônomos não sabem a que distância o fluxo está, porque é difícil determinar distâncias a uma nuvem de gás hidrogênio. Mas as estrelas são diferentes - e podemos aprender todo tipo de coisas legais com as estrelas.

A dificuldade com a distância pode explicar por que a distância estimada do novo cluster é aproximadamente a metade do número que é frequentemente usado para o fluxo de Magalhães. Se a corrente estiver realmente muito mais próxima, isso pode significar que seu gás - e o gás das Nuvens de Magalhães - despejará a Via Láctea e estimulará o nascimento de estrelas antes do que os astrônomos previram.

As estrelas estão na frente do riacho, no entanto, não nele. A equipe acha que esse deslocamento existe porque, à medida que o fluxo atravessa o gás quente no halo, ele sente uma chatice. As estrelas, no entanto. Com o tempo, o gás diminuiria e ficaria para trás, explicou Nidever durante uma conferência de imprensa.

De fato, as idades das estrelas coincidem quando o fluxo passou pelo disco externo de nossa galáxia no passado recente. Essa passagem poderia ter comprimido o gás da corrente, estimulando o nascimento de estrelas.

Fonte: Skyandtelescope.com

Astrônomos acreditam ter descoberto buracos negros da época do Big Bang


Desde 2002, o Observatório das Ondas Gravitacionais por Inferômetro Laser (LIGO) tem permitido que pesquisadores usem ondulações no espaço-tempo para estudar o funcionamento interno da fusão de buracos negros. O LIGO também detectou já ondas gravitacionais que vêm de outros tipos de colisões espaciais, como as colisões de restos estelares ultradensos chamados de estrelas de nêutrons.

De vez em quando, porém, o observatório capta informações de ondas gravitacionais que deixam os astrônomos muito curiosos. Um desses casos é o da GW190425, detectado pela primeira vem em abril de 2019 e que foi recentemente atribuída a uma colisão entre estrelas de nêutrons.

O problema é que dados do LIGO sugerem que essas supostas estrelas de nêutron tinham juntas uma massa absurdamente grande, algo como 3,4 vezes a massa do sol, que por si só já tem uma massa muito maior que a dupla de estrelas de nêutrons mais massivas que já conhecemos.

“Isso é muito mais pesado do que o conhecido por uma margem bem grande”, aponta Chad Hanna, um astrofísico da Universidade Estadual de Pensilvânia e “caçador” de ondas gravitacionais.

Toda essa massa extra está fazendo com que muitos pesquisadores suspeitem que a GW190425 não tenha surgido da colisão de duas estrelas de nêutron, mas sim de algo muito mais incomum: a fusão de dois buracos negros primordiais.

Do tempo do Big Bang

Buracos negros primordiais são um tipo hipotético de buraco negro que não seriam formados pelo colapso gravitacional de uma estrela, mas sim pela extrema densidade da matéria presente  durante a expansão inicial do universo. Durante os primeiros momentos após o Big Bang, a pressão e temperatura extremamente altas teriam resultado em flutuações na densidade da matéria suficientes para a criação de buracos negros.

Esses buracos poderiam ser os responsáveis pela discrepância de massas identificada pela observação recente do LIGO.

Os buracos negros primordiais ajudariam a comprovar a existência da matéria escura por vários motivos, mas o mais importante deles é que, sendo buracos negros, eles têm um grande empuxo gravitacional.

Apesar deste fato, Hanna garante que se esses buracos especiais fossem abundantes o suficiente para serem responsáveis por toda a energia escura do universo, pesquisas astronômicas que procuram por eles teriam resultados diferentes do que observamos até agora.

Por isso, ele acredita que os buracos negros primordiais seriam responsáveis por apenas uma pequena fração de matéria escura.

Apesar de as observações do LIGO marcarem a primeira detecção desses tipos de buracos negros, Hanna concorda que é mais possível que as ondas gravitacionais sejam, no final das contas, apenas o resultado de uma fusão entre estrelas de nêutrons.

Alguns pesquisadores, como Juan García Bellido, cosmologista teórico da Universidade de Madrid (Espanha), porém, continuam otimistas que o LIGO pode ter captado indícios da existência desses buracos.

“Todos os eventos LIGO poderiam ser buracos negros primordiais”, diz ele. Apenas o tempo e mais dados vão revelar a verdade sobre isso.
Fonte: Hypescience.com
[Scientific American]

13 de janeiro de 2020

O que são aglomerados de galáxias? Astrônoma explica


Nesta coluna das "Mulheres das Estrelas", a astrônoma Ana Carolina Posses explica o que se sabe sobre as regiões do Universo que abrigam galáxias com comportamentos peculiares
Nesta coluna, eu, Ana Carolina Posses, irei contar um pouquinho sobre meu trabalho. Tenho um grande fascínio pelas galáxias; descobri essa paixão ainda na graduação, quando estudei galáxias que estão em processo de colisão. E agora vou falar sobre minha tese de mestrado que defendi no Observatório Nacional, Rio de Janeiro. 

A Via Láctea faz parte do Grupo Local, que é formado por ela, mais duas galáxias massivas e dezenas de galáxias anãs. Porém, existem regiões no Universo com centenas e até milhares de galáxias próximas com comportamentos bastante peculiares comparados aos que observamos aqui na nossa vizinhança. Essas regiões são chamadas de aglomerados de galáxias e são as maiores estruturas que observamos no Universo!

Mas que comportamentos peculiares? As galáxias dos aglomerados passam por processos muito hostis: elas se movimentam mais rapidamente do que as galáxias do Grupo Local e, quando elas se aproximam, a violenta interação gravitacional retira de cada galáxia as estrelas velhas e o gás (combustível para formar novas estrelas), que se depositarão no meio intraglomerado.

Esse meio pode chegar à temperatura de 100.000.000 °C, emitindo bastante raios X. As galáxias com gás remanescente frio podem interagir com esse meio quente e perder mais gás. Como consequência, nós observamos que a maioria das galáxias de aglomerados é avermelhada (com formas elípticas e lenticulares) e tem pouca formação estelar recente.

Nos meus estudos, procurei saber mais sobre essas interações. Para isso, estudei as galáxias do aglomerado de nome grande e esquisito RX J0152.3-1357. Ele é composto de grupos menores de galáxias que estão em processo de fusão para formar um único aglomerado bastante massivo. 

Como ele está muito distante de nós, a luz que detectamos saiu de lá quando o Universo possuía metade de sua idade. Nosso grupo de astrônomos usou imagens de dois grandes telescópios terrestres com espelhos de 8 metros chamados Subaru (no Havaí) e VLT (no Chile). Além disso, contamos com a ajuda dos telescópios espaciais Galex e Hubble.

Durante anos de estudos, percebemos como as galáxias de aglomerados podem se modificar drasticamente com o tempo. Descobri que cada grupo do aglomerado já possui uma grande quantidade de galáxias vermelhas no seu centro, o que nos mostra que essas violentas transformações ocorrem mesmo antes de o aglomerado se formar completamente. Compreender o que está acontecendo nesse aglomerado nos ajuda a compor as peças de todo o grande quebra-cabeça que é entender como as galáxias evoluem.

Fonte: Galileu

Via Láctea tem 890 bilhões de vezes a massa do Sol, concluem astrônomos


 Astrônomos “pesaram” a Via Láctea — e ela é muito maior do que se imaginava. De acordo com o estudo, publicado no periódico científico arXiv, nossa galáxia pesa aproximadamente 1,8 tredecilhão de quilogramas — sendo 1 tredecilhão o mesmo que o número 1 seguido de 42 zeros. 

Isso equivale a cerca de 296 quadrilhões planetas como a Terra ou 135 vezes a massa do buraco negro supermassivo fotografado no início de 2019. Mas a comparação mais utilizada pelos astrônomos é a de que a Via Láctea tem 890 bilhões de vezes a massa do Sol.

Fazer medições de nossa própria galáxia não é tarefa fácil, considerando que estamos dentro dela. Como os especialistas explicaram em comunicado, não podemos ver muito bem o que está à nossa volta por causa de gases interestelares e estrelas oclusivas.

Por isso, os cientistas se basearam nos dados de diversos sensores astronômicos, com o intuito de estudar como o gás, as estrelas e outros materiais se movem em diferentes partes da Via Láctea. A ideia foi produzir a chamada “curva de rotação”, medida que revela como os corpos gravitam em diferentes pontos da galáxia.

O “disco” da nossa galáxia gira, afetando os corpos celestes de diversas formas, já que eles desenvolvem velocidades diferentes de acordo com sua massa e sua distância do centro. Se a mesma força atuasse em todos os sistemas, esses astros seriam destruídos.

Os astrônomos consideraram essas diferenças para realizar a medição do peso da Via Láctea. “Se você faz isso usando diferentes distâncias, do centro até muito longe, você obtém uma estimativa da massa envolvida em distâncias crescentes. Assim, é possível deduzir não apenas uma massa total, mas também a distribuição dessa massa”, disse Fabio Iocco, astrofísico do Imperial College de Londres, ao site LiveScience.

Além disso, os pesquisadores sugerem que aproximadamente 93% da massa total da nossa galáxia seja de matéria escura – ou seja, dos 890 bilhões de “sóis”, apenas 60 bilhões são de matéria conhecida.

Fonte: Espacoecologiconoar.com.br

800 mil anos atrás, um meteoro atingiu a Terra. Agora, os cientistas encontraram a cratera


Um estudo de colaboração internacional entre cientistas de Singapura, EUA, Tailândia e Laos finalmente conseguiu identificar o local da cratera deixada por um impacto de meteoro que ocorreu nada menos do que 790.000 anos atrás.

Tectitos

Os cientistas sabiam que um meteoro havia atingido a Terra nessa época por causa de resíduos de rocha vítrea chamados de tectitos. Uma vez que haviam tectitos espalhados da Indochina ao leste da Antártica e do Oceano Índico ao Pacífico ocidental, os pesquisadores estimavam uma explosão com tanta força que cobriu cerca de 10% do planeta com esses pedaços pretos brilhantes.

Também estimaram que a força do impacto havia criado um buraco com mais de 100 metros de espessura, e com um tamanho que poderia variar entre 15 a 300 quilômetros de diâmetro.

Ok. Mas onde exatamente caiu esse meteoro?

Esconde-esconde

Por mais de um século, os cientistas procuraram evidências do local de impacto sem sucesso. O novo estudo utilizou análise geoquímica e leituras da gravidade local para estimar algumas áreas prováveis para a localização da cratera. Primeiro, a equipe investigou vários candidatos promissores no sul da China, no norte do Camboja e no centro do Laos.

Rapidamente, esses pontos foram descartados. As características suspeitas de serem crateras eram na verdade muito mais antigas, datando da era mesozoica, cerca de 252 milhões de anos a 66 milhões de anos atrás.

Então, os pesquisadores se voltaram para o sul do Laos, mais especificamente o planalto de Bolaven.

Eureca!
No planalto Bolaven, existe um campo de lava vulcânica resfriada que mede cerca de 5.000 quilômetros quadrados sob a qual a cratera poderia estar escondida. A maioria dos fluxos de lava estava na faixa etária certa: entre 51.000 e 780.000 anos.

O próximo passo foi investigar o solo abaixo da superfície de lava, fazendo leituras de gravidade em mais de 400 locais. O mapa resultante indicou uma área de interesse com uma anomalia gravitacional.

As medições sugeriram uma “cratera alongada elíptica” com cerca de 100 metros de espessura, 13 quilômetros de largura e 17 quilômetros de comprimento. Juntos, os dados levaram os pesquisadores a concluíram que “a espessa pilha de rochas vulcânicas realmente enterra o local do impacto”.

Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. [LiveScience]
Fonte: Hypescience.com

O jovem de 17 anos que descobriu planeta com dois sóis em seu 3º dia na Nasa

© Chris Smith/NASA's Goddard Space Flight Center Jovem de 17 anos foi peça-chave para descoberta de planeta a 1.300 anos-luz da Terra

O jovem de 17 anos havia recém-chegado ao estágio de verão na Nasa (agência espacial americana), mas em seu terceiro dia de estágio descobriu um planeta com dois sóis.  Ainda faltava um ano para Wolf Cukier terminar o ensino médio em Nova York, mas ainda assim conseguiu fazer parte de um grupo de voluntários que passaria um período na agência espacial.

Seu ingresso na Nasa não foi pouco, mas não se compara ao que aconteceu em seguida: no terceiro dia de treinamento, ele fazia parte da equipe que descobriu um planeta a 1.300 anos-luz da Terra.

O achado

Cukier iniciou um estágio no Goddard Space Flight Center, instituto de pesquisa da NASA em Greenbelt, no Estado de Maryland (no leste dos Estados Unidos). Seu trabalho era examinar os dados do TESS, satélite conhecido como Satélite de Pesquisa de Exoplaneta em Transição ou, mais informalmente, "caçador de planetas".

A peculiaridade do projeto TESS é que ele convida pessoas sem treinamento aprofundado na área a serem voluntárias para assistir à transmissão on-line de padrões no brilho das estrelas que podem sugerir a existência de um novo planeta.

A descoberta da qual Cukier participou aconteceu no meio do ano passado, mas só veio à público há poucos dias depois de ter passado por checagem.

A checagem foi feita a partir de um programa batizado de Eleanor, em homenagem à personagem Eleanor Arroway, protagonista da obra Contato, de Carl Sagan. A ferramenta avalia se as transições são reais ou resultado de distorções ou interferências, por exemplo.

Cukier teve a missão de estudar como duas estrelas se cruzariam criando um eclipse no sistema solar TOI 1338, mas em sua observação ele notou algo na órbita de duas estrelas que bloqueavam a luz.

Segundo a NASA, após a descoberta, especialistas passaram várias semanas verificando a observação e finalmente concluíram que Cukier havia descoberto um planeta 6,9 vezes maior que a Terra.

É também o planeta do seu tipo de número 13 identificado ao longo da história.

"Eu estava procurando nos dados tudo o que os voluntários apontaram como um binário que eclipsou um sistema no qual duas estrelas giram em círculo, e do nosso ponto de vista são eclipsados ​​a cada órbita", disse Cukier, segundo um comunicado da NASA.

Fã de Star Wars

Um artigo escrito por Cukier e membros da equipe de pesquisadores da Nasa onde ele colaborava trouxe mais detalhes sobre a descoberta.

O TESS foi capaz de detectar o novo planeta por causa de sua capacidade de monitoramento permanente. O satélite tem quatro câmeras, que registram um pedaço do espaço a cada 30 minutos, ao longo de 27 dias.

Os cientistas usam essas informações para gerar gráficos e detectar como o brilho muda ao longo do tempo. Mas a detecção de um planeta com dois Sóis é mais difícil do que o com um.

Segundo o principal autor do artigo, o cientista Veselin Kostov, os dados analisados sobre o TOI 1338 b traziam variações e passaram batidos por algoritmos. "O olho humano é extremamente bom para encontrar padrões em dados, especialmente padrões não periódicos como as transições nesse sistema."

"Nossas certezas vieram e se foram algumas vezes, mas ao final estávamos seguros de que havíamos encontrado um planeta", disse Cukier à rede de TV americana ABC.

O jovem de 17 anos é fã da série Star Wars — que retrata um planeta ficcional com dois sóis (Tatooine, onde vivia Luke Skywalker) — e afirmou esperar que essa descoberta possa ser o começo de sua carreira no campo de exploração espacial.

Fonte: MSN

10 de janeiro de 2020

Cientistas identificam o elemento que apontará a vida fora da terra


Estamos cada vez mais próximos de descobrir a existência de vida fora do planeta Terra. Contudo, ao contrário do que muitos podem pensar, o oxigênio pode não ser o elemento essencial, para formação de vida. Recentemente, cientistas identificaram o elemento que apontará a vida fora da Terra e a resposta é surpreendente.  Sendo um assunto que nos assola há tantos e tantos anos, não é de surpreender que novas discussões, sobre a presença ou ausência de vida fora do planeta, sejam realizadas. Dessa forma, além de hidrogênio e oxigênio, fosfina e fosfato também podem ser marcadores muito promissores para a vida, entenda.

Existe vida em outro planeta? Uma pergunta que persegue a humanidade e nos faz, cada dia mais, manter esforços em busca de uma resposta positiva. Dessa forma, para afirmar se há, ou não, um possível recipiente de vida é preciso utilizar o que chamamos de "marcadores biológicos".

Biomarcadores, ou marcadores biológicos, são principalmente gases que se acumulam na atmosfera dos planetas com vida em sua superfície. Assim, os mais comuns marcadores são o hidrogênio e oxigênio, encontrados em abundância em nosso planeta. Além desses, outros biomarcadores também são muito comuns, como por exemplo, ozônio, metano e óxido nitroso. Contudo, descobertas indicam que há um outro marcador que poderia ter passado despercebido até agora.

De acordo com a Dra. Clara Sousa-Silva, pesquisadora do Departamento de Ciências da Terra do MIT, há outras moléculas raras que poderiam produzir vida. Dessa forma, estaríamos pensando além de seres vivos que produzem oxigênio. Com isso, em sua nova pesquisa, a Dra. Sousa-Silva e outros pesquisadores descobriram que a fosfina e o fosfato são importante marcadores de vida. Além disso, podem ser muito promissores, caso sejam encontrados em planetas rochosos. 

Para afirmar que, de fato, esse gás só seria produzido por seres vivos, um longo processo de pesquisa foi realizado pelos cientistas. Para se ter uma ideia, eles passaram os últimos anos, testando diferentes espécies de fósforo, composto essencial da fosfina. Através de uma análise química em extremos opostos, eles puderam verificar se o fósforo poderia ser convertido em fosfina, de maneira abiótica. Ou seja, por influência de outros fatores do ecossistema envolvido.

Para os testes, os cenários variaram, desde raios que atingem depósitos de fósforo, até o impacto de um meteorito que continha o elemento. De forma que, se descobrisse se a fosfina poderia ser gerada sem a intervenção de um ser vivo. 

Assim, as investigações para o caso duraram anos e anos. Por fim, os cientistas concluíram que apenas uma forma de vida poderia ser responsável pela presença do elemento, na atmosfera de um planeta. E por menor que fosse a quantidade, essa seria uma bioassinatura, que confirmaria a presença de vida em outro planeta.

Apenas para se ter uma ideia, caso a fosfina fosse produzida em pequenas quantidades, já seria o suficiente para ser detectado o fato, no Telescópio Espacial James Webb. Contudo, o planeta precisaria estar no máximo, a 16 anos-luz do nosso mundo. Além disso, a quantidade de fosfina do planeta precisaria ser igual a que temos de metano, em nossa atmosfera. 

Mais do que estabelecer a fosfina como um marcador biológico possível, o pesquisadores estão animados com a possibilidade de qualquer um dos 16.000 planetas possa abrigar alienígenas.

Fonte: Fatos desconhecidos
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