Estudo explica por que as galáxias mais massivas do universo jovem pararam de formar estrelas precocemente
Por José Tadeu Arantes - Agência FAPESP | As observações astronômicas mostram que as galáxias mais massivas do Universo jovem, formadas aproximadamente 3 a 4 bilhões de anos após o Big Bang, pararam de produzir estrelas muito cedo na história cósmica: cerca de 1 bilhão de anos depois de começarem. Esse comportamento, bastante estranho, vinha intrigando os especialistas da área. Para efeito de comparação, nossa galáxia, a Via Láctea, cuja idade é equivalente à do próprio Universo, continua produzindo estrelas ainda que com uma taxa baixa de forma çã o mesmo 13,5 bilh õ es de anos depois de constitu í da. Um estudo realizado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) com parcerias internacionais, publicado no periódico Astronomy & Astrophysics, propõe uma resposta consistente para o problema. Enfocamos duas populações aparentemente distintas: galáxias intensamente formadoras de estrelas, ricas ...