21 de agosto de 2018

Hubble pinta retrato do Universo em evolução

Os astrónomos "pintaram" um dos retratos mais abrangentes da história evolutiva do Universo, baseado num amplo espectro de observações pelo Telescópio Espacial Hubble e por outros telescópios espaciais e terrestres. Em particular, a visão ultravioleta do Hubble abre uma nova janela no Universo em evolução, acompanhando o nascimento de estrela ao longo dos últimos 11 mil milhões de anos até ao mais movimentado período de formação estelar do cosmos, cerca de 3 mil milhões de anos após o Big Bang. Esta imagem engloba um mar de aproximadamente 15.000 galáxias - 12.000 das quais estão a formar estrelas - amplamente distribuídas no tempo e no espaço. Este mosaico tem 14 vezes a área do Hubble Ultra Violeta Ultra Deep Field, divulgado em 2014.Crédito: NASA, ESA, P. Oesch (Universidade de Genebra) e M. Montes (Universidade de Nova Gales do Sul)

Os astrónomos que usam a visão ultravioleta do Telescópio Espacial Hubble da NASA capturaram uma das maiores imagens panorâmicas do fogo e da fúria do nascimento estelar no Universo distante. O campo apresenta aproximadamente 15.000 galáxias, das quais cerca de 12.000 estão a formar estrelas. A visão ultravioleta do Hubble abre uma nova janela no Universo em evolução, acompanhando o nascimento das estrelas ao longo dos últimos 11 mil milhões de anos, até ao mais movimentado período de formação estelar do cosmos, que teve lugar cerca de 3 mil milhões de anos após o Big Bang. 

A radiação ultravioleta tem sido a peça que faltava no quebra-cabeças cósmico. Agora, combinada com dados infravermelhos e visíveis do Hubble e de outros telescópios espaciais e terrestres, os astrónomos divulgaram um dos retratos mais compreensivos, até agora, da história evolutiva do Universo. 

A imagem atravessa a lacuna entre as galáxias muito distantes, que só podem ser vistas no infravermelho, e as galáxias mais próximas, que podem ser vistas através de um amplo espectro. A luz de distantes regiões de formação estelar em galáxias remotas começou por ser ultravioleta. No entanto, a expansão do Universo desviou a luz até comprimentos de onda infravermelhos. Ao comparar imagens da formação estelar no Universo distante e próximo, os astrónomos obtêm uma melhor compreensão de como as galáxias vizinhas cresceram a partir de pequenos aglomerados de estrelas jovens e quentes há muito tempo atrás. 

Dado que a atmosfera da Terra filtra a maior parte da radiação ultravioleta, o Hubble pode fornecer algumas das observações ultravioletas mais sensíveis baseadas em observações espaciais. 

O programa, de nome Levantamento de Legado HDUV (Hubble Deep UV), amplia e apoia-se em dados anteriores de vários comprimentos de onda com o Hubble nos campos CANDELS-Deep (Cosmic Assembly Near-infrared Deep Extragalactic Legacy Survey) dentro da região central dos campos GOODS (Great Observatories Origins Deep Survey). O mosaico tem 14 vezes a área do Hubble Ultra Violet Ultra Deep Field, anunciado em 2014. Esta imagem é uma porção do campo GOODS-Norte, localizado na constelação de Ursa Maior.
FONTE: http://www.ccvalg.pt

Adolescentes descobrem novo tipo de objeto astronômico

Alunos do ensino médio na Itália descobriram um estranho objeto durante o projeto EXTraS, dedicado a uma busca sistemática por variabilidade nos dados de arquivo do satélite XMM-Newton. Depois que os estudantes apresentaram suas descobertas aos cientistas, uma análise feita por Sandro Mereghetti, do Instituto Nacional de Astrofísica em Milão, e seus colegas mostrou que a luminosidade do objeto é significativamente maior do que é comumente observado em erupções estelares de tão curta duração, deixando em aberto a possibilidade de outras interpretações.

Nova classe?

Estrelas podem emitir chamas de intensa radiação de raios-X. Em particular, uma estrela sob a influência de um buraco negro próximo ou uma estrela de nêutrons vizinha pode produzir chamas extremamente brilhantes e breves. Em busca de tais objetos, uma equipe de estudantes em seu último ano do ensino médio em Saronno, na Itália, analisou dados do satélite XMM-Newton, identificando um objeto no centro do aglomerado globular NGC 6540 que sofreu um surto curioso em 2005.

A descoberta foi relatada para astrônomos, que examinaram as informações. De acordo com Mereghetti, a fonte de raios-X brilhou por 5 minutos. No seu auge, tinha mais de 40 vezes o seu brilho normal. A explosão foi breve demais para ter sido de uma única estrela, mas muito fraca para ter sido produzida por um objeto nas proximidades de um companheiro, como um buraco negro ou uma estrela de nêutrons. Isso pode significar que tal objeto não é uma estrela regular, mas sim uma nova classe astronômica. Mais objetos como este provavelmente se escondem nos arquivos do XMM-Newton, de forma que os cientistas precisarão encontrá-los para desvendar o mistério.
FONTE: https://hypescience.com
 [Nature]


A incrível tempestade planetária que mudou a face de Marte

Marte como costumamos ver nas fotos (esquerda) e Marte hoje, depois de uma tempestade global que já dura dois meses.[Imagem: NASA]

Marte sob tempestade

Quando uma tempestade em Marte desligou o robô Opportunity, em 10 de Junho passado, ninguém imaginava que o fenômeno atingisse as proporções que se vê agora. A NASA compilou imagens de suas sondas em órbita para compor um novo mapa planetário que mostra um Marte totalmente diferente do que estamos acostumados.

A boa notícia é que justamente agora estão surgindo os primeiros indícios de que a tempestade de poeira global está se acalmando - mais poeira está saindo da atmosfera do que está sendo levantada do solo. Isso aumenta a expectativa de que o robô marciano, de 15 anos de idade, possa "telefonar para casa".

É impossível saber como o rover foi afetado até que ele se comunique. Mas a equipe observa que há motivos para ser otimista: eles realizaram vários estudos sobre o estado das baterias do Opportunity antes da tempestade e as temperaturas no local onde ele se encontra. Como as baterias estavam em boa saúde antes da tempestade, provavelmente não deverá haver muita degradação. E como as tempestades de poeira tendem a aquecer o ambiente - e essa tempestade veio quando a localização do Opportunity em Marte entrou no verão - o rover deve ter ficado quente o suficiente para que as baterias não tenham morrido de vez.
É difícil reconhecer o planeta vermelho em meio a tanta poeira. [Imagem: NASA]

Tau abaixo de 2 

Tempestades de poeira em Marte impedem que a luz solar alcance a superfície, elevando o nível de um indicador chamado "tau". Quanto mais alto o tau, menos luz solar está disponível; o último tau medido pelo Opportunity foi de 10,8 em 10 de junho. Para comparação, um tau médio para a sua localização em Marte é geralmente de 0,5.

Os engenheiros da NASA preveem que o Opportunity precisará de um tau inferior a 2,0 antes que a energia solar chegue aos seus painéis com intensidade suficiente para recarregar suas baterias.  Contudo, mesmo que o Opportunity mande uma mensagem para casa, existe uma possibilidade real de que o rover não seja mais o mesmo.

Suas baterias podem ter descarregado tanto - e ficado inativas por tanto tempo - que sua capacidade poderá se reduzir. Se elas não puderem armazenar a mesma carga de antes, isso poderá afetar as operações do rover. E poderá ser ainda mais sério no inverno, quando o robô depende das baterias para alimentar seus aquecedores - eles poderão zerá-las de vez.
FONTE: Inovação Tecnológica
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