2 de dez de 2011

Nos limites do Sistema Solar, sonda detecta raios inéditos na Via Láctea

Emissões Lyman-alfa já tinham sido percebidas, mas não em nossa galáxia. Lançada pela Nasa em 1977, Voyager ainda funciona.

Pela primeira vez, cientistas conseguiram detectar emissões Lyman-alfa da Via Láctea. Essa radiação ultravioleta é uma luz brilhante, gerada pela interação entre átomos de hidrogênio, o elemento mais abundante do Universo. Fora da nossa galáxia, essa de radiação já tinha sido detectada. Em locais distantes, é considerada um indicador de estrelas em formação. Na nossa própria galáxia, porém, nunca tínhamos conseguido perceber essas emissões, justamente porque elas não podem ser captadas na Terra. Nossa “proximidade” do Sol (pouco menos de 150 milhões de quilômetros) faz com que a luz emitida por ele impeça a chegada dos raios Lyman-alfa.

A descoberta foi feita com dados obtidos pelas sondas Voyager, lançadas em 1977, que já atingiram os limites do Sistema Solar. Com eles, uma equipe de cientistas liderada pela francesa Rosine Lallement, da Universidade de Paris, escreveu um estudo publicado na edição desta quinta-feira (1º) da revista “Science”. No artigo, os cientistas sustentam que a emissão tem origem em regiões de formação de estrelas, e acreditam que a detecção desses raios na nossa própria galáxia vai fornecer dados mais precisos para estudos futuros. "Na Via Láctea, sabemos exactamente onde estão as novas estrelas, o seu movimento, sabemos tudo o que precisamos de saber para testar com exactidão os modelos de propagação," acrescenta.

"Como sabemos tudo em detalhe, é agora possível testar estes modelos." Jeffrey Linsky da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, diz que o achado é um bónus. "A missão principal das Voyager era estudar os planetas exteriores e os seus ambientes," escreve num comentário acerca do estudo. "Quem teria imaginado estes novos feitos das sondas mais de 20 anos depois?" 

Para conservar energia, os sistemas das Voyager que pesquisavam os céus por sinais Lyman-alpha foram desligados há alguns anos. "É irónico que a energia nas Voyager continua a diminuir com o tempo, ao mesmo tempo que a radiação Lyman-alpha oriunda da Via Láctea continua a crescer," afirma Linsky. Mas Lallement diz que não se importa. A 119 e 97 UA do Sol, a Voyager 1 e 2 estão no limite da região do espaço dominada pelo Sol e pelo seu campo magnético. O desligar dos espectrógrafos ultravioletas permite com que as sondas continuem a enviar dados para a Terra até pelo menos 2020.  "Pela primeira vez, vamos realmente conseguir informação tal como se estivéssemos a viajar no espaço interestelar," conclui Lallement. "Não me posso queixar disso.
Fonte: G1/Astronomia On-line

Fica para a próxima

No último final de semana, partiu para Marte o mais ambicioso (e caro) equipamento para estudar o planeta vermelho. Entre seus objetivos, o jipe Curiosity deve investigar se a região da cratera de Gale (o seu local de pouso) teve condições de abrigar vida microbiana. Como objetivo geral, o Curiosity deve dar mais pistas sobre como e porque Marte se tornou inóspito para abrigar vida em uma escala de tempo geológica tão curta. Para essa investigação, o jipe conta com 10 instrumentos e tem 15 vezes mais massa que seus predecessores Opportunity e Spirit. Você pode saber tudo sobre o Curiosity aqui no G1. Na minha opinião, o fato deste jipe ser abastecido de energia por uma bateria nuclear é um marco na exploração de outros planetas. Os jipes marcianos sempre foram abastecidos por painéis solares e sofrem muito com a chegada do inverno. Eles são colocados em modo de hibernação, de modo que toda energia captada seja revertida para aquecedores que mantêm a saúde das baterias. Além disso, os jipes sofrem com a poeira marciana, que se deposita sobre os painéis diminuindo em muito a captação de energia solar. Com essa bateria nuclear, eu não me espantaria se daqui a uns 10 anos ainda estejamos falando do Curiosity. Mas eu queria falar sobre outra sonda espacial que tinha como destino Marte, a sonda russa Fobos-Grunt que foi lançada no dia 8 de novembro. Essa missão conjunta da agência espacial europeia (ESA) e da Rússia marcava um retorno à exploração de Marte pelos russos após um intervalo de 20 anos. E o projeto era bem ambicioso, com uma cápsula que pousaria em Fobus, uma das luas de Marte, e retornaria à Terra com uma amostra do seu solo. Além disso, a Fobos-Grunt carrega de carona uma pequena sonda chinesa de 115 kg , a Yinghuo-1. Essa sonda iria orbitar Marte por 2 anos estudando sua atmosfera, campo magnético e suas tempestades de areia.  Iria.  Após ser lançada com sucesso e inserida em uma órbita baixa de transferência, a Fobos-Grunt não respondeu aos comandos de disparar seus foguetes para colocar as duas sondas na rota para Marte. Incapazes de entender o que estava acontecendo, os técnicos russos e da ESA imediatamente mandaram um sinal para que a sonda abrisse seus painéis solares, isso para evitar que as baterias se esgotassem em 2-3 dias. Com essa estratégia, os técnicos esperavam entender o que tinha se passado e tentariam disparar os foguetes para retomar a missão. Para deixar as coisas mais dramáticas, os técnicos só podiam contar com 8-10 minutos diários de transmissão da sonda. Esse é o tempo em que ela sobrevoa a estação de rastreio em Perth, na Austrália. Nas outras estações, esse sobrevoo se dá durante a noite, o que enfraquece e muito o sinal. Além de tudo isso, havia a questão do tempo.  Lançamentos para Marte podem ocorrer a qualquer tempo, mas a cada 26 meses a Terra e Marte mantêm uma posição relativa privilegiada, de modo que o tempo de viagem é muito reduzido, reduzindo também a quantidade de combustível para manobrar as sondas. Por isso de dois em dois anos a gente vê sondas sendo lançadas em direção ao planeta vermelho. A atual “janela de lançamento”, como é conhecido esse período de tempo abriu-se no dia 8 de novembro e fechou-se dia 25, ou seja, se os foguetes da Fobos-Grunt não fossem disparados até essa data, as duas sondas estariam perdidas. E os foguetes não foram disparados. As curtas transmissões da sonda não foram decifradas a tempo e os técnicos ainda não sabem o que ocasionou a falha que impediu o acionamento dos foguetes, e tampouco conseguiram acioná-los para posicionar a sonda em outra órbita. Desta maneira, a missão foi considerada oficialmente perdida no dia 26 de novembro. A luta agora é tentar descobrir o que saiu errado. Mais do que mais uma perda lamentável (a Nasa afirma que a antiga União Soviética e a Rússia falharam em todas as suas 17 tentativas de mandar uma sonda à Marte, mas os russos, é claro, não admitem), a Fobos-Grunt agora representa um grave perigo ambiental. Sua órbita é baixa e está diminuindo rapidamente por causa do arrasto da atmosfera. Ninguém sabe quando, mas é certo que ela vai reentrar na atmosfera, como fez recentemente o satélite alemão Rosat. Mas o problema é que, neste caso, os tanques da Phobos-Grunt estão cheios de hidrazina, um combustível altamente tóxico que é usado em manobras orbitais. A menos que os técnicos consigam disparar os foguetes da sonda para afastá-la da Terra, não há muito a fazer, a não ser monitorá-la continuamente. Com isso, espera-se que o local da queda possa ser previsto. Com sorte ela cairá no mar, diminuindo o estrago ambiental provocado pela hidrazina.
Créditos: Cassio Leandro Dal Ri Barbosa - G1

Imagens Mostram Projeção de Mercúrio do Polo Sul e do Polo Norte

A imagem acima mostra uma projeção ortográfica do mosaico global de Mercúrio construído pela sonda MESSENGER centrado no polo sul do planeta. A posição de 0º de longitude está na parte de cima da imagem. A área ao redor e no polo sul de Mercúrio tem sido monitorada de forma exaustiva pelo instrumento MDIS a bordo da sonda MESSENGER.
Já essa outra imagem acima mostra a mesma projeção orográfica do mosaico global de Mercúrio, porém agora centra no polo norte do planeta. Nesse caso a posição correspondente a 0º de longitude está para baixo na imagem. A área em preto na imagem acima representa a única lacuna de cobertura de Mercúrio quando se usou tanto a sonda Mariner 10 como a nova sonda MESSENGER no mapeamento do planeta. A região do polo norte de Mercúrio inclui uma vasta área de planícies suaves. A cratera Hokusai é visível um pouco abaixo do centro, embora não seja possível ver nessas condições de iluminação os belos raios que emanam dessa cratera.
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=22466

Eclipse parcial Solar sobre a Antártida

Créditos e Direitos Autorais: Carlos Zelayeta (San Martín Station, Antarctica)
Na última sexta-feira, dia 25 de Novembro de 2011, o quarto e último eclipse parcial solar de 2011, só foi visível nas altas latitudes do hemisfério sul da Terra. Se você perdeu esse eclipse, e provavelmente perdeu, a imagem acima mostra uma bela imagem do evento celeste geocêntrico desde uma latitude alta no continente Antártico. Desde uma câmera posicionada na estação de San Martín, na Argentina, perto de uma cadeia de montanha na península Antártica, a imagem acima foi feita olhando-se na direção sul e leste. O Sol tem sua silhueta desenhada pelo disco lunar e o conjunto pode ser visto através de finas nuvens baixas que dominam o horizonte. O talude de montanha visto em primeiro plano na imagem acima deve ser parte do grande complexo de montanhas chamado de Promontório do Quatro em Romano, assim chamado pois a sua forma lembra o número quatro apresentado na forma da numeração romana (IV). Para 2011, está programado mais um eclipse, dessa vez, um eclipse total da Lua que será visível em grande parte do planeta Terra, mas não na Antártica e nem no Brasil e que acontecerá no dia 10 de Dezembro de 2011, veja abaixo todos os detalhes desse evento.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111202.html

Novos radiotelescópios permitirão estudos inéditos sobre explosões solares

Aparelhos financiados por instituição brasileira são os únicos do gênero no mundo
Um grupo brasileiro de cientistas liderou a instalação de um sistema de dois radiotelescópios polarimétricos solares na Argentina no dia 22 de novembro. Os instrumentos são os únicos no mundo a operar em frequências entre 20 e 200 gigahertz, preenchendo uma grande lacuna que impedia o estudo de vários aspectos relacionados às explosões solares.
Os instrumentos, financiados pela Fapesp, serão operados por um convênio que envolve há 11 anos cientistas do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Craam) e do observatório do Complexo Astronômico El Leoncito (Casleo), localizado em San Juan, na Argentina - onde os radioteslescópios foram instalados, alinhados e já começaram a operar. De acordo com Kaufmann, os dois radiotelescópios para ondas milimétricas permitirão a realização de observações, respectivamente, em 45 e em 90 gigahertz. “São os únicos radiotelescópios do gênero existentes em operação no mundo. Suas medições complementarão espectros de explosões solares observadas em frequências mais elevadas feitas no Casleo - entre 200 e 400 gigahertz - e em frequências mais baixas do que 20 gigahertz, obtidas em instrumentos instalados nos Estados Unidos”, disse Kaufmann. A lacuna na faixa de frequências de 20 a 200 gigahertz não apenas tem limitado os estudos sobre determinados parâmetros das explosões solares, como tem trazido grandes complicações para a interpretações dos resultados obtidos nos instrumentos existentes.  “Trata-se de uma faixa muito crítica sobre a qual a comunidade científica não dispõe de informações. Os novos instrumentos deverão trazer informações cruciais para a interpretação das explosões solares”, disse.  Os radiotelescópios terão a função de estudar mecanismos de conversão e produção de energia por trás das explosões solares. “Embora atualmente seja possível assistir com riqueza de detalhes às espetaculares ejeções de massa das explosões solares, o fenômeno físico que dá origem a todas essas manifestações é desconhecido”, explicou. Além da relevância científica, o estudo do mecanismo energético das explosões solares, segundo Kaufmann, é importante também por causa de seus subprodutos que têm impacto no planeta Terra, alterando o chamado “clima espacial”.  “Embora não tenhamos detalhes sobre a física das explosões solares, é certo que esses fenômenos têm forte impacto no clima terrestre. Essas explosões liberam imensas quantidades de energia, interagindo com o espaço interplanetário e com a Terra”, disse.
Fonte: ESTADÃO

Astrônomos descobrem galáxias totalmente vermelhas

Os cientistas ainda não sabem explicar porque as quatro galáxias, que parecem estar fisicamente associadas, são tão vermelhas. [Imagem: David A. Aguilar (CfA)]

Vermelhidão galáctica

Astrônomos descobriram uma "família" de quatro galáxias absolutamente vermelhas. Eles ainda não sabem explicar a razão dessa "vermelhidão".  "Nós tivemos que levar nossos modelos ao extremo para explicar nossas observações," afirmou Jiasheng Huang, coordenador da equipe que utilizou o Telescópio Espacial Spitzer para fazer a descoberta. O Spitzer encontrou as galáxias vermelhas onde o Hubble havia visto apenas poeira porque ele observa o Universo na faixa do infravermelho - as galáxias super-vermelhas são 60 vezes mais brilhantes no infravermelho do que na cor mais vermelha que o Hubble consegue detectar. As quatro galáxias formam um grupo e parecem estar fisicamente inter-relacionadas. Devido à sua enorme distância, nós as vemos como elas eram poucos bilhões de anos após o Big Bang, ou seja, quando elas ainda eram muito jovens.

Galáxias vermelhas

As galáxias podem ser vermelhas por várias razões. Uma das possibilidades é que uma galáxia contenha muitas estrelas velhas, que são avermelhadas, mas este não parece ser o caso. Ou elas podem ser muitíssimo "empoeiradas" - ricas em poeira interestelar. Uma terceira possibilidade é que uma galáxia seja vermelha porque está muito distante de nós, quando então a expansão do Universo estica o comprimento de onda de sua luz, que tende para o lado vermelho do espectro. Os cientistas acreditam que, com base nos dados dessa primeira descoberta, poderão agora encontrar outras galáxias super-vermelhas, uma vez que já sabem onde e como encontrá-las. Nesse meio-tempo, eles pretendem levantar hipóteses para tentar explicar essa vermelhidão galáctica.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...