10 de abr de 2012

Portugueses descobrem que sistema solar é a regra

Investigadores do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) verificaram que os exoplanetas também orbitam as suas estrelas num mesmo plano
O sistema solar, com os planetas orbitando todos no mesmo plano em torno da sua estrela, é a norma e não a exceção na Via Láctea. Isto significa que os planetas que orbitam as outras estrelas na galáxia também se organizam na mesma estrutura espacial do sistema solar. A descoberta foi feita por um grupo de investigadores portugueses do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), em colaboração com o Observatório Astronómico de Genebra.

Este arranjo dos planetas num mesmo plano era uma suspeita e estudos anteriores indicavam que isso podia ser assim, mas não havia certezas, nem dados concretos. A equipa do CAUP conseguiu agora determinar essa realidade, chegando ao detalhe da diferença máxima de um grau entre os planetas na amostra estudada.  "Esta descoberta é importante porque nos mostra que os outros sistemas solares também devem formar-se como o nosso se formou", afirmou ao DN Pedro Figueira, do CAUP, e investigador principal do projeto que permitiu fazer a descoberta.

Para chegar aqui, a equipa liderada pelo CAUP analisou uma amostra de 800 estrelas estudadas com o HARPS, um espetrógrafo de alta precisão instalado no telescópio de La Silla, do European Southern Observatory, no Chile, e determinou a frequência de estrelas com mais de um exoplaneta descobertos pelo método do trânsito. Este método permite detectar exoplanetas através do efeito na luz da estrela causado pela passagem dos planetas na sua frente.  Graças a uma simulação, a equipa obteve os planos desses planetas, e a comparação desses resultados com uma amostra de 150 mil estrelas estudadas pelo observatório espacial Kepler, permitiu chegar a esta conclusão. A descoberta foi aceite para publicação na Astronomy&Astrophysics e já está on line no site daquela publicação científica.

Novas estruturas descobertas no Sol

Imagens de satélite permitiram identificar um fenómeno chamado "células coronais".
Cientistas que estudavam imagens do satélite da NASA Solar Dynamics Observatory (ODS) descobriram estruturas até hoje desconhecidas na atmosfera da estrela, às quais chamaram células coronais. A investigação, publicada no Astrophysical Journal por Neil Sheeley e Harry Warren, do Laboratório de Investigação Naval, em Washington, baseia-se em imagens tiradas durante um período de vários dias e mostra formas tridimensionais que parecem ser colunas da gás que se estendem verticalmente na coroa solar.

O vídeo resultantes da composição de imagens pode ser visto no site da NASA. Os cientistas descrevem a sua descoberta comparando as estruturas "a velas em bolos de aniversário". Vistas de cima, parecem células solares, sendo semelhantes às da superfície da estrela; mas vistas de lado, sugerem as chamas da vela, sendo próximas de plumas. O ponto crucial é a natureza vertical do fenómeno.

As células coronais são distintas de outra estrutura já conhecida, a chamada supergranulação, que corresponde a um movimento ondulatório que pode durar pouco mais de uma semana. As novas estruturas estão aparentemente ligadas a buracos coronais, zonas mais escuras da atmosfera da estrela. Os investigadores tentam agora perceber a razão destas células coronais não terem sido descobertas antes. A melhoria dos satélites e a possível relação com número elevado de manchas solares são hipóteses plausíveis para que a primeira observação só tenha acontecido no ano passado.
Fonte: http://www.dn.pt

O Fim da Humanidade

A morte de nosso sistema planetário acontecerá daqui uns 5 bilhões de anos. Um pouco antes disso teremos o fim de nosso planeta, quando o Sol se transformar em uma gigante vermelha. Esse é um estágio final na 'vida' de uma estrela. Quando o Sol chegar a essa fase, as suas camadas externas 'incharão' tanto que irão além da órbita de Marte. Seremos assim pulverizados, juntamente com nossos vizinhos Mercúrio, Vênus e Marte. O fim de nosso planeta, sabemos quando e como acontecerá. Mas, e o fim da vida em nosso planeta? E o fim da Humanidade?  Seremos destruídos pela colisão de um corpo de grande massa com a Terra, como explorado em filmes de ficção científica? Ou quem sabe pela esterilização de grande parte da nossa Galáxia por raios gama? Será que o nosso fim só acontecerá com o fim do Sol?  A ciência hoje admite cerca de vinte possibilidades para o fim da Humanidade! O maior risco disso vir a acontecer nos próximos milênios talvez seja por auto-destruição (guerras; desrespeito à natureza; experiência científica mal sucedida; etc.) ou, dentro dos fenômenos naturais, pela colisão de um grande cometa ou asteróide com nosso planeta. O que devemos fazer frente a essas ameaças? Ficarmos indefinidamente deixando o problema para gerações futuras? Independente de 'como' será o nosso fim, o 'quando' demorará tanto mais quanto mais rápido for o desenvolvimento do nosso conhecimento das várias causas possíveis e à nossa capacidade de organização para nos prevenirmos e afastá-las.
Fonte: http://wwo.uai.com.br

Resolvido mistério de lua de Saturno com forma de noz

Uma cordilheira que segue o equador da lua de Saturno, Jápeto, dá-lhe o aspecto de uma noz gigante. Fotografada em 2004 pela sonda Cassini, mede em média 100 km de largura e por vezes chega a 20 km de altura. Em comparação, o monte Evereste mede 8,8 km de altura.Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
Segundo os investigadores, a cordilheira gigante em torno do meio da lua de Saturno, Jápeto, que faz com que se assemelhe a uma noz espacial, pode ter-se formado essencialmente como um "abraço" de uma lua morta. Jápeto, a terceira maior das luas de Saturno, possui uma cadeia montanhosa como nenhuma outra no Sistema Solar. Esta enorme cordilheira envolve o equador, chegando a 20 km de altura e 200 km de largura, e rodeia mais de 75% da lua. No total, esta cordilheira pode constituir cerca de um milésimo da massa de Jápeto.  "Adoraria estar na base desta parede de gelo com 20 km de altura que se alonga em qualquer direcção até que desaparece no horizonte," afirma Andrew Dombard, autor principal do estudo e cientista planetário da Universidade de Illinois em Chicago, EUA. Os cientistas até agora não conseguiam explicar como é que esta cadeia montanhosa se tinha formado. De todos os planetas e luas no nosso Sistema Solar, aparentemente apenas Jápeto tem este tipo de cordilheira - qualquer processo que os cientistas previamente sugeriram para explicar esta formação também teria criado características semelhantes noutros corpos. Agora, investigadores sugerem que a cordilheira pode ser os restos de uma lua morta. O seu modelo propõe que um impacto gigante expeliu detritos de Jápeto no fim de um período de crescimento planetário há mais de 4,5 mil milhões de anos atrás. Estes pedregulhos podem ter coalescido em torno de Jápeto, tornando-o num "subsatélite", a lua de uma lua. Neste cenário, o puxo gravitacional que Jápeto exerceu sobre este subsatélite eventualmente quebrou-o em bocados, formando um anel de detritos em torno da lua. A matéria deste anel de detritos então caiu sobre a lua, formando a cordilheira equatorial de Jápeto rapidamente, "provavelmente numa escala de séculos," afirma Dombard. Os investigadores sugerem que, de todos os planetas e luas no nosso Sistema Solar, apenas Jápeto tem este género de cordilheira global devido à sua órbita única, tão distante de Saturno. Isto fez com que tivesse a sua própria lua mais facilmente - se Jápeto estivesse mais próximo, Saturno teria raptado qualquer das luas de Jápeto, acrescenta Dombard. Serão precisas mais elaboradas simulações computacionais deste processo, desde o impacto gigante até à chuva de detritos, para testar se o modelo que Dombard e colegas sugerem pode ter realmente formado a cordilheira equatorial de Jápeto. Tal análise também ajudaria a medir com precisão a especificidade da ideia, tal como o tempo que demorou até o subsatélite se quebrar. "A minha intuição pessoal sugere que deve ter demorado entre 500 e 1000 milhões de anos," conclui Dombard.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

O Que Aconteceu Antes do Big Bang

Esta é uma pergunta frequente feita por quem começou a estudar ou ler sobre cosmologia. As respostas curtas são: só Deus sabe; ninguém sabe. Se soubéssemos da gravitação quântica, da massa de Higgs (LHC pode ajudar), da matéria e da massa escura saberíamos algo mais dos eventos logo após o que entendemos ter sido o Big Bang. Mas não antes, se é que haveria um antes. A gente nunca está satisfeita com o que já sabemos! E isto é interessante nas ciências: a cada nova descoberta ou resposta, novas perguntas e inquietações. Vamos por partes. Quem faz esta pergunta já tem noções da Cosmologia moderna, mas reproduzo o texto sintético e cuidadoso do Dr. Rogério Rosenfeld.Cosmologia é a Ciência que estuda a estrutura, evolução e composição do universo. O que aconteceu antes do Big Bang só pode ser respondido se entendermos o que aconteceu no Big Bang. Há pesquisas, teóricas obviamente, que abordam algumas especulações, usando a metodologia científica, isto é, faz-se modelos matemáticos e explora-se o que seriam suas previsões de observações. Se elas forem compatíveis, o modelo pode ser aprimorado para fornecer novas previsões e assim por diante. Se as previsões forem incompatíveis com as observações, o modelo é descartado! Nesta linha há alguns físicos teóricos trabalhando no que é chamado de Cosmologia Quântica. Eventualmente a compreensão do que é o Big Bang, vai tornar a pergunta “o que aconteceu antes”, sem sentido. Mas não custa perguntar por enquanto.
Fonte: http://www.grupoescolar.com/

HD 10180 pode ter nove planetas

Impressão de artista do sistema planetário em torno da estrela tipo-Sol, HD 10180.Crédito: ESO/L. Calçada
O astrónomo Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire no Reino Unido, após estudar dados do sistema solar que rodeia a estrela HD 10180, descobriu que provavelmente tem nove planetas, o que o torna no sistema planetário mais populoso que se conhece (o nosso tem apenas oito após a despromoção de Plutão). Os seus achados estão detalhados num artigo pré-publicado no site arXiv (em breve será publicado na revista Astronomy & Astrophysics) que descreve como após analisar ligeiras oscilações da estrelas devido à gravidade planetária, descobriu o que acredita ser a confirmação de um sétimo planeta, e evidências de mais dois. HD 10180 encontra-se a cerca de 130 anos-luz de distância, na direcção da constelação de Hidra e foi tornado célebre pelos astrónomos em 2010. Na altura, pensava-se que o sistema consistia de apenas cinco planetas, embora se tivesse especulado que poderiam haver até sete. Desde aí, outros trabalhos demonstraram a provável existência de seis planetas, cinco dos quais se acredita terem uma massa perto da de Neptuno. O outro parece ter uma massa semelhante à de Saturno. Os investigadores chegam a estas conclusões ao estudar o modo como uma estrela parece oscilar (um efeito Doppler) à medida que responde ao puxo gravitacional de planetas em órbita. Ao examinar estas ligeiras oscilações, os astrónomos podem deduzir não só o tamanho do planeta que a provoca, como também o seu período. Os períodos originalmente estabelecidos variavam entre os 5 e os 2000 dias. Tuomi não fez observações novas, ao invés estudou novamente os dados originais usando diferentes técnicas de análise estatística. Ao fazê-lo, descobriu evidências de três planetas adicionais, todos muito mais pequenos que os seis originais. Estes novos planetas, que estima ter 1,3, 1,9 e 5,1 vezes o tamanho da Terra, têm períodos de translação bastante mais curtos (1,2, 10 e 68 dias) que os outros planetas, indicando que estão muito perto da estrela, mais perto até que Mercúrio está do nosso Sol, o que significa que são demasiado quentes para serem habitáveis, pelo menos para vida como a conhecemos. É importante realçar que este trabalho não prova que nenhum dos novos planetas suspeitos em torno de HD 10180 existem realmente, meramente fornece fortes evidências. Além disto, as evidências estatísticas levadas a cabo por Tuomi sugerem que, a existirem de facto planetas, todos parecem ter órbitas estáveis.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

LHC bate recorde mundial em energia

Colisão de prótons no interior do acelerador de partículas gera 8 teraletron-volts
Corredor do Grande Colisor de Hadrons, no complexo do CERN, Suíça. (Getty Images)
O maior acelerador de partículas do mundo o Grande Colisor de Hádrons (LHC), do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), rompeu um novo recorde mundial de energia na madrugada desta quinta-feira. Dois feixes de prótons que circulavam em direções opostas colidiram gerando uma energia recorde de 8 TeV (teraelétron-volts). O marco foi atingido pouco após a meia-noite local (por volta das 19h, no Horário de Brasília), seis semanas depois de o LHC ter voltado a funcionar - o equipamento teve uma parada técnica para manutenção. Com a colisão entre prótons a uma energia tão elevada, cientistas esperam encontrar novas partículas que já foram anunciadas em tratados teóricos, mas que nunca foram vistas. A mais procurada é o bóson de Higgs, partícula que, na teoria, confere massa a todas as outras.
 
Próximos passos — A marca alcançada nesta quinta equivale ao dobro da expectativa do CERN para experimentos deste gênero. Esse avanço aumenta a possibilidade de descoberta de partículas hipotéticas, como as chamadas 'supersimétricas', cujo aumento de produção é estimado a uma energia mais alta. A supersimetria é uma teoria da física de partículas que busca explicar por que a matéria visível só responde por 4% da formação do cosmo. A matéria escura (23%) e a energia escura (73%) compõem o restante.
Pesquisadores consideram ser necessário pelo menos um ano completo de exploração para que os dados de 2011sejam convertidos em descobertas. Em dezembro do ano passado, equipes do LHC focadas em buscar partículas novas anunciaram os resultados obtidos até a data. Esses dados davam indícios da presença do bóson de Higgs, mas a um nível estatístico ainda insuficiente para confirmar a descoberta.

SAIBA MAIS

LHC - O Grande Colisor de Hádrons (do inglês Large Hadron Collider, LHC) é o maior acelerador de partículas do mundo. Ele pertence ao CERN, o centro europeu de pesquisas nucleares e está instalado na fronteira franco-suíça. Em seu interior, partículas são aceleradas até 99,9% da velocidade da luz. Os experimentos ajudam a responder questões sobre a criação do universo e a natureza da matéria.

ELÉTRON-VOLT (eV) - O elétron-volt (eV) é uma unidade de medida que representa a quantidade de energia que um elétron ganha ao ser acelerado com a ajuda de 1 volt, no vácuo. A massa das partículas também pode ser expressa em termos de elétron-volt. A relação se dá pela famosa equação de Albert Einstein E=mc2, em que energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado.

BÓSON DE HIGGS - O bóson de Higgs é uma partícula subatômica prevista há quase 50 anos. Após décadas de procura, os físicos ainda não conseguiram provar que ela existe.
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