23 de agosto de 2018

Radiogaláxia mais distante é descoberta por astrônomos brasileiros


À esquerda: imagem em comprimento de onda infravermelho da região onde se encontra a rádio galáxia. As elipses no centro mostram a emissão detectada em comprimentos de onda de rádio. À direita, acima: imagem em comprimento de onda ultravioleta obtida no Observatório Gemini, onde é possível ver a galáxia em verde e amarelo. O gráfico à direita mostra a intensidade da linha de emissão de hidrogênio detectada. [Imagem: A. Saxena et al. - 10.1093/mnras/sty1996

Radiogaláxias 

Astrônomos brasileiros e holandeses descobriram a radiogaláxia mais distante da Terra, a 12,4 bilhões de anos-luz, quando o Universo tinha apenas 7% da sua idade e tamanho atuais. Batizada de TGSS J1530+1049, ela bateu o recorde da TN J0924-2201, descoberta em 1999, a 12,2 bilhões de anos-luz. Encontrar esse tipo de objeto é importante porque ele diz muito sobre a formação das galáxias e seus buracos negros centrais logo após o Big Bang, a grande explosão que teria ocorrido entre 13,3 e 13,9 bilhões de anos atrás e dado origem ao cosmo.

Radiogaláxias são objetos nos quais existe um buraco negro de grande massa e em rotação rápida que emite radiação intensa principalmente nos comprimentos de onda de rádio. Embora já se conheçam outras galáxias ainda mais distantes, esta é a mais longínqua das radiogaláxias detectadas até o momento.

As radiogaláxias fazem parte da família das galáxias ativas, que se distinguem das galáxias normais por apresentarem um brilho intenso em sua região central, o qual não pode ser atribuído apenas à densidade das estrelas ali localizadas.

No centro destas galáxias existe um buraco negro circundado por um disco de gás, e a matéria inserida neste disco libera energia na forma de uma radiação brilhante, o que não é observado em galáxias normais. Esta radiação e as partículas energéticas expelidas pelo sistema se apresentam na forma de jatos ou lóbulos, que são detectados em comprimentos de onda de rádio, sendo as radiogaláxias um exemplo deste fenômeno.

O trabalho foi realizado por Aayush Saxena, do Observatório de Leiden, na Holanda, e Murilo Marinello, do Observatório Nacional (ON), sob supervisão do professor Roderik Overzier, também do ON.

Radiotelescópios

A radiogaláxia foi pré-selecionada com base em observações feitas em diferentes comprimentos de onda de rádio, que indicavam que ela teria um espectro típico de objetos distantes. Entretanto, devido à sua longa distância, a galáxia não havia sido detectada ainda em comprimentos de onda óptico nem infravermelho.

A observação nestes comprimentos de onda exigiu a utilização do espectrógrafo GMOS do telescópio Gemini Norte, no Havaí, que permitiu detectar uma linha de emissão de hidrogênio da radiogaláxia, estabelecendo, assim, a sua distância com alta precisão - existe também um Gemini Sul, instalado no Chile, sendo que o Brasil é associado a ambos por meio do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).

A busca por essas radiogaláxias distantes é importante porque, no futuro, radiotelescópios como o LOFAR (Low-frequency Array) e o SKA (Square Kilometer Array) serão capazes de analisar seus espectros. Isso permitirá estudar como a luz ionizante produzida pelas primeiras estrelas e galáxias do universo afetou as propriedades do espaço durante a denominada "época da reionização", um período muito importante da história do Universo, ainda não bem compreendido.
Fonte: Inovação Tecnológica

Cientistas podem ter acabado de encontrar evidências de universos anteriores que existiam antes dos nossos

Os cientistas afirmam que as evidências de universos passados ​​podem existir no céu noturno - ou seja, os restos de buracos negros de outro universo. Conforme relatado pela New Scientist , a idéia é baseada em algo chamado cosmologia cíclica conformada (CCC). Esta é a teoria de que nosso universo passa por ciclos constantes de Big Bangs e compressões, ao invés de ter começado a partir de um único Big Bang.

Enquanto a maior parte do universo seria destruída de um ciclo para o outro, esses cientistas afirmam que alguma radiação eletromagnética poderia sobreviver ao processo de reciclagem. Suas descobertas são relatadas no arXiv . O que afirmamos que estamos vendo é o remanescente final depois que um buraco negro se evaporou no aeon anterior", disse à New Scientist o físico matemático da Universidade de Oxford, Roger Penrose, co-autor do estudo e co-criador da teoria do CCC. .

A evidência vem na forma de "pontos Hawking", em homenagem ao falecido Stephen Hawking. Ele teorizou que buracos negros emitiriam radiação conhecida como radiação Hawking, e é isso que Penrose e seus colegas sugerem que passem de um universo para outro. Eles dizem que os pontos de Hawking podem aparecer no calor remanescente no universo do Big Bang, conhecido como fundo cósmico de microondas (CMB). Os pontos Hawking pareceriam círculos de luz  no mapa CMB, conhecidos como modos B.

Anteriormente, acreditava-se que esses pontos anômalos no CMB fossem causados ​​por ondas gravitacionais de poeira interestelar. Mas Penrose e seus colegas dizem que sua teoria poderia fornecer uma resposta intrigante, e um desses pontos Hawking pode já ter sido encontrado pelo projeto BICEP2 , que tem como objetivo mapear o CMB.

"Embora pareça problemático para a inflação cósmica, a existência de tais pontos anômalos é uma implicação da cosmologia cíclica conformada (CCC)", escreveu a equipe em seu artigo. “Apesar da temperatura extremamente baixa na emissão, na CCC essa radiação é enormemente concentrada pela compressão conformada de todo o futuro do buraco negro, resultando em um único ponto no cruzamento para o nosso aeon atual”.

A teoria de um universo de reciclagem não é sem controvérsia . A maioria de nossas evidências sugere que a expansão do universo está se acelerando , com o universo não sendo denso o suficiente para comprimir de volta em um único ponto e se expandir novamente - às vezes chamado de teoria do Big Bounce.

Ainda não encontramos nenhuma evidência de radiação de Hawking, e muito menos pontos de Hawking. Então, embora essa seja uma teoria interessante, ainda há muito trabalho a fazer antes que alguém reivindique a existência definitiva de um universo ante.
https://www.iflscience.com

NASA diz ter encontrado depósitos de gelo na Lua


A imagem mostra a distribuição do gelo na superfície do Pólo Sul (à esquerda) e do Pólo Norte (à direita) da Lua. Azul representa os locais de gelo, plotados sobre uma imagem da superfície lunar, onde a escala de cinza corresponde à temperatura da superfície (quanto mais escuro, mais frio).[Imagem: NASA]

Água nos pólos da Lua

Depois de analisar dados da sonda espacial Chandrayaan-1, lançada pela Índia em 2008, a NASA anunciou ter encontrado indícios de água congelada nos pólos Sul e Norte da Lua. Shuai Li (Universidade do Havaí) e Richard Elphic (Centro de Pesquisas Ames da NASA) usaram dados do instrumento Mapeador da Mineralogia da Lua (M3), que foi construído pela NASA e foi à Lua a bordo da sonda indiana.

No ano passado, a agência norte-americana já havia feito um anúncio polêmico sobre água na Lua usando dados do mesmo instrumento - o problema é que o anunciado mapa da água na superfície da Lua era um mapa de moléculas hidroxila (OH), e não exatamente de água.

Mas agora Li e seus colegas são mais taxativos: "Nós encontramos evidências diretas e definitivas para o gelo de água exposto na superfície nas regiões polares lunares." E, apesar dos anúncios anteriores, da descoberta de água na Lua - versão 2009 e da descoberta de água na Lua - versão 2010, a NASA reafirma que "esta é a primeira vez que os cientistas observaram diretamente evidências definitivas de gelo de água na superfície da Lua".

O instrumento M3 teria sido capaz não apenas de identificar a presença de gelo de água na Lua, mas também coletar informações que distinguem água líquida, vapor e gelo sólido. A maior parte do gelo descoberto está nas crateras dos pólos porque ali as temperaturas são baixíssimas por causa da inclinação do eixo de rotação da Lua, que deixam essas regiões praticamente no escuro.

Dúvidas sobre as águas da Lua e de Marte

Por que demorou 10 anos para que dados tão importantes fossem interpretados e viessem a público?

O enigma fica maior quando se leva em conta uma estranha nota publicada pela mesma NASA sobre o recente anúncio de um lago subterrâneo com água em estado líquido em Marte, feito por cientistas da Agência Espacial Italiana.

Embora a NASA seja sócia do instrumento usado pela equipe italiana, a nota demonstra um ceticismo incompatível com a prontidão que a agência espacial norte-americana sempre demonstrou em noticiar "descobertas" de água na Lua e em Marte, ressaltando que é necessário buscar outras linhas de interpretação para os dados - outras linhas de interpretação também têm lançado dúvidas sobre os anúncios de descobertas de água feitas pela própria NASA.

Sobre aquele mesmo anúncio do lago marciano, o professor Bruce Campbell, responsável por um dos instrumentos da sonda MRO, da NASA, que orbita Marte desde 2006, disse em entrevista à National Geographic que "Nós não vimos essas reflexões [do radar, que mostram o eventual lago subterrâneo em Marte] em nossos dados." Mas a equipe da MRO anunciou diversos indícios de água em Marte, o último deles em 2015.
FONTE: inovacaotecnologica.com.br
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