30 de outubro de 2017

O fantasma de MIRACH

No que diz respeito aos fantasmas, o Fantasma de Mirach não é tão assustador. O Fantasma de Mirach é apenas uma galáxia apagada e difusa, bem conhecida pelos astrônomos, que é vista quase ao longo da linha de visão de Mirach, uma estrela brilhante. Centrada nesse campo estelar, Mirach, que é também conhecida como Beta Andromedae. Localizada a cerca de 200 anos-luz de distância da Terra, Mirach é uma estrela do tipo gigante vermelha, mais fria que o Sol, mas muito maior e intrinsicamente mais brilhante do que a nossa estrela. Na maioria das visões telescópicas, o brilho e os spikes de difração, tendem a esconder as coisas que se localizam perto da estrela Mirach, e isso faz com que a galáxia apagada e difusa pareça uma reflexão interna fantasmagórica da luz da estrela. Você não achou a galáxia na imagem acima, olhe novamente, ela está logo acima e a esquerda da estrela Mirach. O Fantasma de Mirach é uma galáxia catalogada como NGC 404 e estima-se que ela esteja a cerca de 10 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Fonte: NASA

NGC 7635 – Uma bolha num mar CÓSMICO

À deriva em um verdadeiro mar cósmico repleto de estrelas e gás incandescente, a aparição delicada e flutuante à esquerda do centro dessa visão de campo amplo é catalogada como NGC 7635, a Nebulosa da Bolha. Com 10 anos-luz de largura, a Nebulosa da Bolha foi soprada por ventos de uma estrela massiva. Ela localiza-se dentro de um complexo maior de nuvens de gás e poeira interestelar a cerca de 11 mil anos-luz de distância da Terra, na fronteira entre as constelações de Cepheus e Cassiopeia. Nessa bela imagem, ainda podemos ver o aglomerado estelar aberto M52 (na parte esquerda inferior), localizado a cerca de 5000 anos-luz de distância da Terra. Acima e a direita da Nebulosa da Bolha está uma região de emissão identificada como Sh2-157, também conhecida como Nebulosa da Garra. A imagem acima foi feita com 47 horas de exposição usando dados de banda larga e estreita, essa imagem se espalha por cerca de 3 graus no céu. Isso corresponde a uma largura de 500 anos-luz se considerarmos a distância estimada até a Nebulosa da Bolha.
Fonte: NASA

HUBBLE descobre "GALÁXIAS OSCILANTES"


Abell S1063, um enxame de galáxias, observado pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA como parte do programa Frontier Fields.A enorme massa do enxame age como uma lupa cósmica e amplia galáxias ainda mais distantes, que se tornam suficientemente brilhantes para o Hubble as observar.Crédito: NASA, ESA e J. Lotz (STScI)

Usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrónomos descobriram que as galáxias mais brilhantes dentro de enxames galácticos "oscilam" em relação ao centro de massa do enxame. Este resultado inesperado é inconsistente com as previsões feitas pelo modelo padrão atual da matéria escura. Com uma análise mais aprofundada, pode fornecer informações sobre a natureza da matéria escura, talvez até indicando a presença de uma nova física. 
A matéria escura constitui um pouco mais que 25% de toda a matéria no Universo, mas não pode ser observada diretamente, o que a torna num dos maiores mistérios da astronomia moderna. Halos invisíveis da elusiva matéria escura englobam tanto galáxias como enxames de galáxias. Estes últimos astros são agrupamentos gigantescos de até mil galáxias imersas em gás intergaláctico quente. Estes grupos têm núcleos muito densos, cada um contendo uma galáxia massiva chamada de "galáxia mais brilhante do enxame" (em inglês, "brightest cluster galaxy", ou BCG).
Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra o enxame galáctico MACS J1206. Enxames como este têm massas gigantescas, e a sua gravidade é forte o suficiente para curvar o percurso da luz, como uma espécie de lupa cósmica. Estes enxames são ferramentas úteis para o estudo de objetos muito distantes, porque este comportamento tipo-lupa amplia a luz de galáxias de fundo. Também contribuem para vários tópicos da cosmologia, pois a natureza precisa das imagens das lentes gravitacionais contém informações sobre as propriedades do espaço-tempo, sobre a expansão do cosmos e sobre a distribuição da matéria escura no enxame. Este é um de 25 enxames estudados como parte do programa CLASH (Cluster Lensing and Supernova survey with Hubble), um grande projeto para construir uma biblioteca de dados científicos sobre enxames com efeito de lente gravitacional.Crédito: NASA, ESA, M. Postman (STScI) 
O modelo padrão da matéria escura (modelo da matéria escura fria) prevê que assim que um enxame galáctico regresse a um estado "relaxado" após sofrer turbulência de um evento de fusão, a BCG não se move do centro do enxame. É mantida no lugar pela enorme influência gravitacional da matéria escura. Mas agora, uma equipa de astrónomos suíços, franceses e britânicos analisou dez enxames galácticos com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e descobriu que as suas BCGs não estão fixas no centro como esperado. 
Os dados do Hubble indicam que "oscilam" em torno do centro de massa de cada enxame muito tempo depois do enxame galáctico regressar a um estado relaxado após uma fusão. Por outras palavras, o centro das partes visíveis de cada enxame galáctico e o centro da massa total do enxame - incluindo o halo de matéria escura - não coincidem, até um máximo de 40.000 anos-luz. 
"Descobrimos que as BCGs oscilam em torno do centro dos halos," explica David Harvey, astrónomo da EPFL (École polytechnique fédérale de Lausanne), Suíça, e autor principal do artigo. "Iso indica que, ao invés de uma região densa no centro do enxame de galáxias, conforme previsto pelo modelo da matéria escura fria, há uma densidade central muito menor. Este é um sinal impressionante de formas exóticas da matéria escura no coração dos enxames galácticos." 
O enorme enxame galáctico no centro desta imagem contém tanta matéria escura que a sua gravidade curva a luz de objetos mais distantes. Isto significa que para galáxias muito distantes no fundo, o campo gravitacional do enxame atua como uma espécie de lupa cósmica, dobrando e concentrando a luz de objetos distantes na direção do Hubble. Estas lentes gravitacionais são uma ferramenta que os astrónomos podem usar para alargar a visão do Hubble além do que seria normalmente capaz de observar. Desde modo, algumas das primeiras galáxias do Universo podem ser estudadas pelos astrónomos. O efeito de lente também pode ser usado para determinar a distribuição da matéria - tanto matéria normal quando matéria escura - no enxame.Crédito: NASA, ESA, J. Richard (CRAL) e J.-P. Kneib (LAM). Reconhecimento: Marc Postman (STScI)
A oscilação das BCGs só podia ser analisada caso os enxames galácticos estudados também atuassem como lentes gravitacionais. São tão massivos que distorcem o espaço-tempo o suficiente para curvar a luz de objetos mais distantes por trás. Este efeito, chamado lente gravitacional forte, pode ser usado para mapear a matéria escura associada com o enxame, permitindo que os astrónomos determinem a posição exata do centro de massa e depois meçam o deslocamento da BCG em relação a esse centro. 
Se esta "oscilação" não é um fenómeno astrofísico desconhecido e for, de facto, o resultado do comportamento da matéria escura, então é inconsistente com o modelo padrão da matéria escura e só pode ser explicado caso as partículas de matéria escura possam interagir umas com as outras - uma forte contradição da compreensão atual da matéria escura. Isto poderá indicar que é necessária uma nova física fundamental para resolver o mistério da matéria escura. 
O coautor Frederic Courbin, também da EPFL, conclui: "estamos ansiosos por levantamentos maiores - como o levantamento Euclides - que irá ampliar o nosso conjunto de dados. Podemos então determinar se a oscilação das BCGs é o resultado de um fenómeno astrofísico novo ou de uma nova física fundamental. Ambos os quais seriam excitantes!"
Fonte: Astronomia OnLine

Bela imagem da nebulosa escura LDN 183

A imagem acima mostra a Nebulosa Escura Beverly Lynds 183 localizada a cerca de 325 anos-luz de distância da Terra, vagando bem acima do plano da nossa Via Láctea. Obscurecendo a luz das estrelas atrás dela quando observada no comprimento de ondas da luz visível, a nuvem molecular escura e empoeirada, parece não ter estrela alguma. Mas no comprimento de onda do infravermelho distante é possível revelar densas aglomerações no seu interior, provavelmente estrelas nos seus primeiros estágios de formação enquanto que regiões destacadas da nuvem estão em processo de colapso gravitacional. Essa nebulosa é uma das nuvens moleculares mais próximas da Terra, e aparece na constelação da Serpens Caput. Essa bela imagem se espalha por cerca de meio grau no céu. Isso é o equivalente a 3 anos-luz na distância estimada da Nebulosa Escura Lynds 183.
Fonte: NASA

Uma estrela simbiótica em Aquário

A estrela variável R Aquarii é de fato duas estrelas uma orbitando a outra com um período de cerca de 44 anos. A estrela primária é uma variável gigante vermelha, significando que ela pulsa, esses pulsos seguem mudanças na temperatura e drásticas flutuações de brilho num ciclo de cerca de 390 dias. A estrela secundária é uma anã branca que suga material da gigante vermelha. Parte do material sugado algumas vezes é ejetado, formando uma nebulosa espetacular em loop. Esse tipo de par de estrelas, ou seja, uma anã branca e uma gigante vermelha é conhecido como uma estrela simbiótica. A imagem acima foi feita com algumas imagens obtidas em diferentes comprimentos de onda pelo Telescópio Espacial Hubble.
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