28 de outubro de 2010

Hubble revela NGC 2440

                                                         Crédito:NASA, ESA, e K. Noll (STScI)
Esta imagem de NGC 2440 mostra o "último grito" colorido de uma estrela como nosso sol. A estrela está terminando sua vida, lançando as suas camadas exteriores de gás, que formou um casulo ao redor do núcleo remanescente da estrela. A luz ultravioleta do astro moribundo faz o brilho do material. A estrela esgotada, chamada anã branca, é o ponto branco no centro.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/heic0703a/

Discos em torno de estrelas jovens

Crédito: Karl Stappelfeldt (JPL) e colegas, John Krist (ST SIC), a Equipa WFPC2Science, Chris Burrows (ST SCI), ea NASA / ESA
 
fotos dos discos de poeira misteriosa cercam estrelas jovens estão dando os astrônomos um novo olhar sobre o que pode ser os primeiros estágios de formação dos sistemas planetários.

Reflexões Negras Reveladas Pelo WISE no Cruzeiro do Sul

O Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA registrou essa imagem colorida da nebulosa de reflexão conhecida como IRAS 12116-6001. Essa nuvem de poeira interestelar não pode ser vista diretamente na luz visível, mas os detectores do WISE observam a nebulosa no comprimento de onda do infravermelho. Em imagens de nebulosas de reflexão feitas com a luz visível, as nuvens de poeira refletem a luz de estrelas próximas. A poeira é aquecida pela luz das estrelas e então brilha na luz infravermelha que é então detectada pelo WISE. As nebulosas de reflexão são de interesse dos astrônomos pois elas são lugares onde ocorre uma freqüente formação de estrelas.

A estrela brilhante azul no lado direito da imagem é a estrela variável Epsilon Crucis. No sistema de Bayer da nomenclatura estelar, as estrelas recebem nomes com base em seu relativo brilho dentro da constelação. O alfabeto grego é usado para designar o aparente brilho das estrelas comparado com outras estrelas na mesma constelação. Desse modo, alfa é a estrela mais brilhante na constelação, beta é a segunda e assim por diante. Neste caso epsilon, é a quinta letra do alfabeto grego, então Epsilon Crucis é a quinta estrela mais brilhante na constelação da Crux. A constelação da Crux é uma constelação bem conhecida e pode ser facilmente observada no hemisfério sul da Terra e do hemisfério norte desde que em baixas latitudes. Conhecida como Cruzeiro do Sul, a Crux é destaque na bandeira de muitos países incluindo a Austrália, a Nova Zelândia e lógico na bandeira do Brasil.

As cores nessa imagem representam comprimentos de onda específicos da luz infravermelha. A cor azul da Epsilon Crucis representa a luz emitida em 3.4 e 4.6 micra. A coloração verde emitida além da Epsilon Crucis é emitida na luz a 12 micra. Essa estrela é a IRAS 12194-6007, uma estrela de carbono que está próxima do fim de sua vida. Pelo fato do comprimento infravermelho emitido por essa estrela ser maior que o da Epsilon Crucis ela é mais fria. As cores verde e vermelha vistas na nebulosa de reflexão representam a luz emitida em 12 e 22 micra e representam os grãos de poeira aquecido pelas estrelas próximas.

O Telescópio Espacial Spitzer Encontra Fulerenos Flutuando Entre as Estrelas

Pouco depois de descobrir fulerenos ao redor de estrelas com uma certa idade, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou essas intrigantes moléculas em forma de boa de futebol no espaço interestelar pela primeira vez. Com esses novos resultados, os fulerenos clamam o registro de ser a maior molécula já descoberta flutuando entre as estrelas. As propriedades únicas dos fulerenos que fizeram dessas partículas arredondadas uma área quente de pesquisa aqui na Terra também oferece algumas possibilidades animadoras para a química cósmica. “Fulerenos são moléculas de carbono na forma de uma gaiola e elas são muito compactas e difíceis de serem destruídas”, disse Kris Sellgren, professora de astronomia na The Ohio State University em Columbus, Ohio. Ela notou que embora a vida se forme com uma única molécula de DNA, “átomos simples ou pequenas moléculas podem ficar aprisionadas e podem sobreviver dentro dessa gaiola enquanto que os fulerenos viagem através das duras condições do espaço”. Dessa maneira, os fulerenos podem fornecer uma mensagem química dentro de uma garrafa, preservando registros do gás presente no ambiente estelar e interestelar. A detecção de fulerenos no espaço interestelar também revela que moléculas relativamente grandes podem persistir e talvez se formarem no espaço difuso entre as estrelas. Sellgren e sua equipe, enquanto caçavam os fulerenos em dados infravermelhos captados pelo Spitzer, observaram duas nebulosas. Pistas dos fulerenos espaciais vieram primeiro em 1994, quando Foing e Ehrenfreund detectaram linhas de absorção que eles atribuíram a fulerenos perdendo elétrons. Esses fulerenos circunestelares foram detectados com o Spitzer. hostis do meio interestelar é um mistério ainda.
Uma outra proposição para a construção de fulerenos no espaço é o bombardeamento de luz ultravioleta em grãos ricos em carbono. Experimentos na Terra demonstram que isso pode fazer com que os grãos construam moléculas incluindo fulerenos de carbono puro. As nebulosas que Sellgren e seus colegas estudaram se ajustam de maneira perfeita a essa hipótese como sendo uma fábrica de fulerenos.

Telescópio detectada abundância de buckyballs no espaço

Antes encontradas raramente no espaço, moléculas aparecem eo redor de estrelas e até em outra galáxia

                                     Moléculas em estrutura esférica foram encontradas junto a estrelas/Divulgação/JPL-Nasa
Uma molécula de carbono com o formato de bola de futebol, que alguns cientistas acreditam que podem ter ajudado a iniciar a vida na Terra, é mais comum no Universo do que se pensava.
Usando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, pesquisadores avistaram as esferas conhecidas como buckyballs ao redor de três estrelas moribundas semelhantes ao Sol na Via-Láctea, e também no espaço interestelar. O telescópio também viu as bolas flutuando ao redor de uma estrela moribunda numa galáxia próxima. Antes, o Spitzer havia encontrado buckyballs apenas em uma região do espaço.
As novas descobertas aparecem no periódico Astrophysical Journal Letters. Os cientistas esperam obter uma melhor compreensão do papel desempenhado pelas buckyballs no nascimento e na morte de estrelas e planetas.
Fonte: ESTADÃO

                                

Planeta com dois sóis é descoberto e levanta dúvidas sobre teorias espaciais

Lembra-se de Tatooine, o planeta com dois sóis, lugar onde Anakin Skywalker nasceu? Um planeta com duas estrelas “mães”, assim como Tatooine, foi descoberto. O problema é que essa descoberta acaba impactando as teorias sobre formação de planetas que conhecemos. O novo planeta é um gigante gasoso e ele fica muito próximo a duas estrelas para abalar a idéia de que a poeira e os gases que circulam as estrelas aumentariam o centro rochoso do planeta – então ele teria que ser, basicamente, uma grande rocha, mas não uma enorme bola de gás. A segunda estrela, para que nossas teorias anteriores estivessem corretas, deveria ter “soprado” o gás e a poeira do planeta gigante para longe, deixando apenas seu centro rochoso.
A nova descoberta mostra que uma teoria chamada de “colapso gravitacional”, antes conhecida como “alternativa” pode ser possível – regiões de poeira espacial densa poderiam formar planetas muito rapidamente e eles se manteriam no lugar através de sua própria força gravitacional.
O gigante recém-descoberto é do tamanho de Júpiter e fica em um sistema binário, a 49 anos luz de distância, na constelação de Lira. Mas ele não é o único planeta com dois sóis que conhecemos. Astrônomos já descobriram vários deles, provando que um por do sol duplo, como visto em Star Wars (foto), pode ser um fenômeno real. No entanto, ele é o único gigante gasoso descoberto nessa situação.
Créditos: Luciana Galastri - hypescience.com

Meteoros pequenos ameaçam mais que os grandes

Se você preocupa-se com corpos celestes que possam cair sobre nossa atmosfera, vamos fazer um esclarecimento. Quando falamos em asteróides, as grandes ameaças não são as grandes pedras. Pelo contrário; astrônomos explicam que os maiores danos na Terra, se acontecerem, são causados por pequenos meteoritos. Acredita-se que tenha sido esse o caso do chamado “Evento de Tunguska”, que aconteceu em 1908. Na ocasião, uma gigantesca bola de fogo foi avistada no céu, seguida por maciça e desconhecida explosão. O impacto arrasou uma região da Sibéria (Tunguska é o lago onde supostamente teria caído o meteoro), felizmente desabitada, e cientistas crêem ter sido o impacto de um meteorito. A teoria não é unânime por falta de provas concretas: não foi achada nenhuma cratera no chão que pudesse indicar exatamente o ponto em que o meteoro caiu, e suposições semelhantes ainda são motivo de discussão. Um dos aspectos que tornam os pequenos meteoros é o fator surpresa. São mais difíceis de detectar, e causam destruição desproporcional às previsões. E esse fenômeno não é tão raro quanto parece: ano passado, uma ilha da Indonesia foi alvo de um meteorito que causou um impacto equivalente a uma explosão de 110 toneladas de TNT. A cada 12 anos, em média, é registrado um evento como esse na Terra.
O mecanismo de tais meteoritos é o que os americanos chamam de “air buster”. Ao invés de causarem impacto ao cair no chão, explodem no ar e amplificam sua devastação (este é o princípio, por exemplo, da bomba atômica), mas por sorte os maiores incidentes, até hoje, aconteceram em áreas quase desabitadas. Os cientistas afirmam que, estatisticamente, nosso próximo contato com um corpo celeste será dessa maneira. Resta torcer para que não caia no meio de uma cidade.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...