28 de setembro de 2017

Os 7 lugares no sistema solar em que é mais provável que haja vida

À medida que os seres humanos se arriscam para cada vez mais longe do nosso planeta natal, buscamos outros organismos vivos, uma prova de que não estamos sozinhos no universo. Nós, é claro, ainda não encontramos nenhum. Mas uma quantidade crescente de dados nos deu uma melhor noção de onde podemos procurar por vida na nossa vizinhança do sistema solar.

Seth Shostak, astrônomo sênior no Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (SETI), suspeita que existam vários locais próximos onde provavelmente existe alguma forma de vida microbiana.

“Há pelo menos outros sete lugares em nosso próprio sistema solar, assim como lugares próximos que você poderia chegar com um foguete, que poderiam ter vida microbiana”, afirmou Shostak ao site Futurism. Ele também acha que, possivelmente, possamos detectar essa vida microbiana alienígena “mais cedo” do que poderíamos encontrar uma vida extraterrestre inteligente.

Você pode adivinhar quais são esses sete lugares?

O planeta vermelho e as luas de Júpiter

Marte é o candidato mais óbvio, diz Shostak. É possível que as formas de vida inferiores sejam escondidas sob a sujeira do Planeta Vermelho, a 30 metros ou abaixo da superfície, onde alguma água líquida possa existir.

Além de Marte, três das luas de Júpiter são fortes candidatas.

Uma delas é Europa, que tem oceanos subterrâneos capazes de hospedar vida microbiana. Esta sobreviveria em pontos quentes no fundo, que seriam como “pequenos mini-vulcões que lhes dariam energia para a vida”, afirma Shostak.

As outras são, presumivelmente, Ganimedes – a maior lua em todo o sistema solar e lar de um corpo de água semelhante aos oceanos da Terra, mas enterrado sob uma espessa crosta de gelo – e Callisto, que tem um oceano e uma atmosfera.

As luas de Saturno e nosso não-planeta favorito

Há duas luas em torno de Saturno – obrigado, Cassini! – que poderiam potencialmente abrigar alguma forma de vida. Uma é Titã, que tem lagos líquidos feitos de gás natural. Encélado apresenta condições ainda mais favoráveis, garante Shostak. Pode ser mais fácil encontrar a vida microbiana lá porque a lua “está atirando geysers no espaço. Então você não precisa pousar. Você não precisa perfurar”, explica ele.

Você pega alguma dessa gosma de geyser e traz de volta à Terra e talvez você encontre alienígenas”.
Por fim, Plutão, o planeta que não é planeta. Sob a superfície de Plutão, poderia haver bolsas de água líquida”, diz Shostak. “Qualquer lugar onde você tem água líquida – líquida de qualquer tipo – talvez tenha micróbios”. Ele faz um esclarecimento, porém: “Não estou dizendo que há plutonianos”.
Esses sete têm os processos orgânicos certos que podem servir de alimento ou fonte de energia, bem como alguma forma de líquido – e não necessariamente apenas água – para sustentar a vida microbiana. “Você tem algo que lhe dá comida, fundamentalmente, e a oportunidade de criar vida, que, afinal, é apenas química orgânica”, define.
Fonte: HypeScience.com 
Science Alert

As estranhas estruturas da Nebulosa Saturno

A nebulosa planetária NGC 7009, ou Nebulosa Saturno, emerge da escuridão como uma série de bolhas de forma estranha, brilhando em tons de rosa e azul. Esta imagem colorida foi obtida pelo instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), no âmbito dum estudo que mapeou pela primeira vez a poeira no interior duma nebulosa planetária. O mapa — que nos revela estruturas intricadas na poeira, incluindo conchas, um halo e uma estrutura em forma de onda — ajudará os astrônomos a compreender como é que as nebulosas planetárias desenvolvem estranhas formas e simetrias.  A Nebulosa Saturno situa-se a aproximadamente 5000 anos-luz de distância na constelação do Aquário. Seu nome deriva da sua estranha forma, que faz lembrar o planeta com anéis favorito de todos, visto de perfil. 
Na realidade, as nebulosas planetárias não têm nada a ver com planetas. A Nebulosa Saturno era originalmente uma estrela de pequena massa, que se expandiu para formar uma gigante vermelha no final da sua vida, começando a libertar as suas camadas mais exteriores. Este material foi empurrado por ventos estelares fortes e energizado por radiação ultravioleta emitida pelo núcleo estelar quente deixado para trás, criando assim uma nebulosa circunstelar de poeira e gás quente de cores brilhantes. No coração da Nebulosa encontra-se a estrela condenada, visível nesta imagem, e que está no processo de se tornar uma anã branca. 
De modo a compreendermos melhor como é que as nebulosas planetárias se moldam nestas formas estranhas, uma equipe internacional de astrônomos, liderada por Jeremy Walsh do ESO, usou o instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) para observar o interior dos véus de poeira da Nebulosa Saturno. O MUSE é um instrumento que está instalado num dos quatro Telescópios Principais do Very Large Telescope no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, que além de imagens obtém também informações sobre o espectro de luz (ou gama de cores) dum objeto em cada ponto da imagem. 
A equipe usou o MUSE para produzir os primeiros mapas ópticos detalhados do gás e poeira na nebulosa planetária. A imagem resultante revela muitas estruturas intricadas, incluindo uma concha interna elíptica, uma concha externa e um halo. A imagem também mostra duas correntes já observadas anteriormente, que se estendem a partir de cada ponta do eixo mais longo da nebulosa, terminando em asas brilhantes. 
Curiosamente, a equipe descobriu ainda na poeira uma estrutura em forma de onda, a qual não se compreende bem. A poeira distribui-se por toda a nebulosa, mas existe uma diminuição significativa na quantidade existente na periferia da concha interior, onde parece que a poeira está sendo destruída. Existem vários mecanismos potenciais para esta destruição. A concha interior é essencialmente uma onda de choque em expansão, por isso pode estar se chocando com os grãos de poeira, destruindo-os, ou alternativamente pode estar a produzir um efeito de calor extra que fará evaporar a poeira. 
Mapear as estruturas de gás e poeira situadas no coração de nebulosas planetárias ajuda-nos a compreender melhor o seu papel na vida e morte das estrelas de pequena massa, além de nos ajudar igualmente a perceber como é que as nebulosas planetárias adquirem as suas formas estranhas e complexas.  As capacidades do MUSE, no entanto, vão bem além das nebulosas planetárias. 
Este instrumento é capaz de estudar a formação de estrelas e galáxias no Universo primordial, assim como mapear a distribuição de matéria escura em aglomerados de galáxias no Universo próximo. O MUSE criou também o primeiro mapa tridimensional dos Pilares da Criação na Nebulosa da Águia e obteve imagens duma colisão cósmica numa galáxia próxima de nós.
Fonte: ESO
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