13 de setembro de 2019

Esta estrela rápida pode estar fugindo de um tipo raro e não comprovado de buraco negro

Uma estrela jovem, semelhante à renegada PG 1610 + 062, é expulsa da Via Láctea por um buraco negro faminto. Tanto tempo!(Imagem: © A. Irrgang, FAU)

Os astrônomos descobriram uma estrela jovem e brilhante que foge de casa. Por quê? O que os pais da estrela fizeram para merecer isso? De acordo com um estudo publicado em 6 de agosto na revista Astronomy & Astrophysics , não é culpa de ninguém; parece que a jovem estrela simplesmente caiu na multidão errada - a saber, um buraco negro com muita fome.

A estrela, denominada PG 1610 + 062, foi observada pela primeira vez no céu em uma pesquisa de estrelas de 1986, embora pouca atenção tenha sido dada à história do renegado estelar desde então. No presente estudo, os astrônomos que trabalhavam no Observatório WM Keck, no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí, deram uma olhada mais próxima da fuga. Eles confirmaram que é uma das estrelas mais rápidas já vistas saindo do disco galáctico da Via Láctea.

A equipe calculou a velocidade da estrela em cerca de 2 milhões de mph (2 milhões de km / h), o que não é suficiente para escapar das amarras da gravidade da galáxia, mas é rápido o suficiente para poder deixar o sistema solar doméstico da estrela no pó cósmico.

Existem alguns processos diferentes que explicam como uma estrela pode ser expulsa de seu sistema doméstico e geralmente envolvem parcerias binárias - ou seja, duas estrelas orbitando em torno de um centro de massa comum. Se um membro do par desaparecesse teoricamente - digamos, explodindo em uma supernova ou engolido por um buraco negro supermassivo - a estrela restante poderia receber um chute tão repentino e enérgico nas calças que atiraria diretamente para fora de sua sistema doméstico ou mesmo fora de sua galáxia doméstica .

O caso do PG 1610 + 062 pode ser um pouco incomum, escreveram os pesquisadores. A julgar pela massa, velocidade e origem provável da estrela (a equipe o localizou no braço espiral de Sagitário da galáxia), parece improvável que a estrela tenha chegado perto o suficiente do buraco negro supermassivo no centro da galáxia para ver seu parceiro estrela engoliu em seco.

Em vez disso, o movimento rápido, mas não muito rápido, da estrela parece sugerir que ela teve um desentendimento com um buraco negro de massa média - ou seja, um buraco negro com centenas a centenas de milhares de vezes a massa do sol (em oposição a um buraco negro estelar, que pode ter cerca de 20 sóis em massa, ou um buraco negro supermassivo , que pode ser milhões ou bilhões de vezes a massa do sol, de acordo com a NASA ).

Os cientistas nunca encontraram evidências convincentes de que buracos negros de massa média existam em nossa galáxia. Esse fugitivo estelar ainda não é uma prova concreta de sua existência, mas reforça o fato de que buracos negros de massa média poderiam estar por aí, escreveram os pesquisadores. Agora, "a corrida está realmente para encontrá-los", disse o autor principal do estudo, Andreas Irrgang, astrônomo da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, em comunicado .
Fonte: Space.com

Mistério do núcleo interno da Terra pode finalmente ser explicado


Sabemos que o núcleo interno da Terra é sólido, mas está cercado por uma camada fluida separada do manto e da crosta acima dela. Até aí, tudo bem. Ops, não está tudo bem. Esse arranjo causa alguns problemas, mistérios para os quais os cientistas ainda não têm explicações.

Por exemplo, se o núcleo interno superquente de ferro sólido não está ligado ao manto devido à camada de fluido que o circunda, como isso afeta sua rotação?
Alguns pesquisadores gostam de trabalhar com uma hipótese chamada de “super-rotação”. Ela sugere que o núcleo da Terra gira a uma taxa diferente da própria Terra (como você sabe, ou deveria saber, a rotação do planeta é de 24 horas em relação ao sol). Mas qual seria essa taxa?

Novo estudo

Diversos estudos já tentaram desvendar qual seria essa taxa de rotação do núcleo do planeta. Agora, uma nova pesquisa conduzida por John Vidale da Universidade do Sul da Califórnia (EUA) se propôs a atualizar o número usando os cálculos e processos mais avançados que temos até à data. Para chegar ao resultado, Vidale examinou as ondas sísmicas detectadas em dois testes nucleares realizados pela União Soviética no arquipélago Novaya Zemlya, no norte da Rússia, em 1971 e em 1974.

Essas explosões são tão fortes que suas ondas podem captadas no mundo todo, e de fato foram por um instrumento chamado Large Aperture Seismic Array (LASA), localizado em Montana, nos EUA. O que Vidale fez foi medir o movimento do núcleo interno da Terra com base nos dados das ondas sísmicas informados pelo LASA. A estimativa é de que núcleo gira aproximadamente 0,07 graus a mais do que o resto do planeta a cada ano.

“Se essa taxa estiver correta, significa que se você ficasse parado em um ponto no equador por um ano, a parte do núcleo [da Terra] que estava abaixo de você acabaria em um ponto a 7,7 quilômetros de distância”, explicou Maya Wei-Haas na National Geographic.

Teoria

Infelizmente, esse campo de pesquisa é impreciso porque é altamente teórico – não temos como visitar a fornalha que é o núcleo interior do planeta para fazer medições mais exatas.

Na verdade, pode ser que nem mesmo a hipótese da super-rotação esteja correta. Outros cientistas sugerem diferentes explicações para o fato de nossas leituras e estimativas sobre as taxas de rotação do núcleo serem distintas.

Por exemplo, um estudo sugeriu que as discrepâncias poderiam estar relacionadas a variações na superfície do próprio núcleo, o que poderia explicar as inconsistências nas leituras. Se este for o caso, apenas indica que sabemos ainda menos sobre o núcleo do que pensamos.

Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters. 

Fontes: Hypescience.com
[ScienceAlert]

VISTA revela nova imagem da Grande Nuvem de Magalhães


O telescópio VISTA do ESO revelou uma imagem notável da Grande Nuvem de Magalhães, uma das nossas galáxias vizinhas mais próximas. O VISTA tem observado esta galáxia e a sua companheira, a Pequena Nuvem de Magalhães, assim como os seus arredores com um detalhe sem precedentes. Este rastreio permitiu aos astrônomos observar um grande número de estrelas, abrindo assim novas janelas no estudo da evolução estelar, dinâmica galáctica e estrelas variáveis.

A Grande Nuvem de Magalhães é uma das nossas vizinhas galácticas mais próximas, situada a apenas 163 mil anos-luz de distância da Terra. Juntamente com a sua “irmã”, a Pequena Nuvem de Magalhães, estas são as galáxias satélites anãs mais próximas da Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães é também um lugar onde se encontram aglomerados estelares diversos, sendo assim um laboratório ideal para o estudo de processos que dão forma às galáxias.

O telescópio VISTA do ESO tem observado essas duas galáxias na última década. A imagem apresentada hoje é o resultado de um dos muitos rastreios que os astrônomos realizaram com este telescópio. O objetivo principal do rastreio do VISTA às Nuvens de Magalhães foi mapear o histórico de formação de estrelas das Grandes e Pequenas Nuvens de Magalhães, bem como suas estruturas tridimensionais.

O VISTA foi a chave para esta imagem, já que observa o céu nos comprimentos de onda do infravermelho próximo, o que lhe permite ver através das nuvens de poeira se obscurecem partes da galáxia. Como resultado, é possível observar muitas mais das estrelas individuais que compõem o centro desta galáxia. Os astrônomos analisaram cerca de 10 milhões de estrelas individuais na Grande Nuvem de Magalhães em detalhes, tendo determinado as suas idades com o auxílio de modelos estelares de ponta, o que lhes permitiu descobrir que estrelas mais jovens se situam em braços em espiral múltiplos.

Por milênios, as Nuvens de Magalhães fascinaram os povos do Hemisfério Sul, sendo no entanto amplamente desconhecidas pelos europeus até à Época dos Descobrimentos. O nome que lhes damos hoje remonta ao explorador português Fernão de Magalhães que, há 500 anos, embarcou na primeira viagem de circunavegação do planeta. 

Os registos da expedição trazidos de volta à Europa revelaram muitos lugares e coisas que os europeus desconheciam até então. O espírito de exploração e descoberta encontra-se atualmente ainda bastante vivo no trabalho dos astrônomos de todo o mundo, incluindo na equipa VMC (VISTA Magellanic Clouds survey), cujas observações levaram à obtenção desta imagem extraordinária da Grande Nuvem de Magalhães.
Fonte: ESO
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