16 de novembro de 2017

Duo de galáxias titânicas capturado em fusão "STARBURST" extrema

Composição do par galáctico ADFS-27. A imagem de fundo pertence ao Observatório Espacial Herschel. O objeto foi então detetado pelo telescópio APEX do ESO (imagem do meio). O ALMA (direita) foi capaz de identificar duas galáxias: ADFS-27N (N de Norte) e ADFS-27S (S de Sul). As galáxias "starburst" estão a cerca de 12,8 mil milhões de anos-luz da Terra e destinadas a fundirem-se numa única galáxia massiva. Crédito: NRAO/AUI/NSF, B. Saxton; ESA Herschel; ESO APEX; ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); D. Riechers

Novas observações com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) descobriram o nunca antes visto encontro próximo entre duas galáxias surpreendentemente brilhantes e espetacularmente massivas no jovem Universo. Estas galáxias "starburst" (galáxias de intensa formação estelar) hiperluminosas são extremamente raras nesta época da história cósmica - perto do momento em que as galáxias começaram a surgir - e podem representar um dos exemplos mais extremos de formação estelar violenta já observados.

Os astrónomos capturaram estas duas galáxias em interação, conhecidas coletivamente como ADFS-27, quando começaram o processo gradual de fusão numa única galáxia elíptica e massiva. Um encontro anterior, de "raspão", ajudou a despoletar as suas explosões surpreendentes de formação estelar. Os astrónomos especulam que esta fusão pode eventualmente formar o núcleo de um enxame inteiro de galáxias. Os enxames galácticos estão entre as estruturas mais massivas do Universo.

"Encontrar apenas uma galáxia 'starburst' hiperluminosa é incrível por si só. Encontrar duas destas galáxias raras em tão íntima proximidade é verdadeiramente espantoso," comenta Dominik Riechers, astrónomo da Universidade de Cornell em Ithaca, no estado norte-americano de Nova Iorque, autor principal do artigo publicado na revista The Astrophysical Journal. "Tendo em conta a extrema distância à Terra e a frenética atividade de formação estelar dentro de cada uma, é possível que estejamos a testemunhar a fusão galáctica mais intensa conhecida até ao momento."

O par de galáxias ADFS-27 está localizado a aproximadamente 12,7 mil milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Dourado. A esta distância, os astrónomos vêm o sistema quando o Universo tinha apenas cerca de mil milhões de anos.

Impressão de artista das duas galáxias que começam o processo de fusão no Universo jovem.Crédito: NRAO/AUI/NSF

Os astrónomos detetaram este sistema primeiro com o Observatório Espacial Herschel da ESA. Aparecia como um único ponto vermelho no seu levantamento do céu do hemisfério sul. Estas observações iniciais sugeriram que o objeto aparentemente fraco era de facto extremamente brilhante e extremamente distante. As observações de acompanhamento com o telescópio APEX (Atacama Pathfinder Experiment) do ESO confirmaram estas interpretações iniciais e prepararam o caminho para as mais detalhadas observações com as antenas ALMA. Com a sua maior resolução e sensibilidade, o ALMA mediu com precisão a distância ao objeto e revelou que era na verdade duas galáxias distintas. Segundo os astrónomos, o emparelhamento de galáxias de outra forma fenomenalmente raras sugere que residem numa região particularmente densa do Universo naquele período da sua história.

As novas observações ALMA também indicam que o sistema ADFS-27 possui aproximadamente 50 vezes a quantidade de gás de formação estelar da Via Láctea. "Muito deste gás será convertido em novas estrelas muito rapidamente," comenta Riechers. "As nossas observações atuais indicam que estas duas galáxias realmente produzem estrelas a um ritmo vertiginoso, cerca de mil vezes mais depressa que a nossa própria Galáxia."

As galáxias - que apareceriam como discos planos e em rotação - estão repletas de estrelas azuis extremamente brilhantes e massivas. No entanto, a maioria desta intensa luz estelar nunca sai das próprias galáxias; simplesmente têm demasiada poeira interestelar obscurante. Esta poeira absorve a resplandecente luz estelar, aquecendo até que brilha intensamente no infravermelho. À medida que esta luz viaja as vastas distâncias cósmicas até à Terra, a expansão contínua do Universo desloca a luz, outrora infravermelha, para comprimentos de onda mais longos no milímetro e submilímetro, tudo graças ao efeito Doppler.

O ALMA foi especialmente concebido para detetar e estudar a luz desta natureza, o que permitiu aos astrónomos resolver a fonte de luz em dois objetos distintos. As observações também mostram as estruturas básicas das galáxias, revelando características semelhantes a caudas que foram produzidas durante o seu encontro inicial.

As novas observações também indicam que as duas galáxias estão separadas por mais ou menos 30.000 anos-luz, movendo-se a várias centenas de quilómetros por segundo em relação uma à outra. À medida que continuam a interagir gravitacionalmente, cada galáxia acabará por abrandar e cair em direção da outra, provavelmente levando a vários outros encontros íntimos antes de se fundirem numa única galáxia elíptica e massiva. Os astrónomos esperam que este processo demore algumas centenas de milhões de anos.

"Devido à sua grande distância e à 'sujidade' da poeira, estas galáxias permaneceram completamente não detetadas em comprimentos de onda visíveis," realça Riechers. "Eventualmente, esperamos combinar os requintados dados ALMA com futuras observações infravermelhas do Telescópio Espacial James Webb da NASA. Estes dois telescópios vão formar uma 'equipa de sonho', para que os astrónomos possam melhor compreender a natureza deste e de outros sistemas extremos e excecionalmente raros."
Fonte: Astronomia OnLine

Aviso para todo o mundo: quaisquer tentativas de esfriar a Terra resultarão em catástrofe

Qualquer atividade realizada para esfriar nosso planeta com ajuda de opções artificiais, que emitem erupções vulcânicas, levará a consequências catastróficas, revelam cientistas.
"Resultados das nossas estimativas mostram que geoengenharia 'solar', realizada em escala local ou global, representam uma estratégia extremamente perigosa em termos de luta contra o aquecimento global — em algumas regiões causará efeito desejado, enquanto, em outras, pode resultar em catástrofe", explica Anthony Jones da Universidade de Exeter (Reino Unido) no artigo publicado no jornal Nature Communications.
Nesse contexto, opina ele, é vital que os legisladores limitarem essa atividade.
Acredita-se que aerossóis — gotas microscópicas de substâncias líquidas e partículas sólidas — reflitam uma parte dos raios solares e contribuam para condensação da atmosfera que, em sua vez, "esfriaria" nosso planeta. Segundo cientistas, aerossóis surgem em dois processos: erupções vulcânicas e relações entre vapores de aminoácido e ácido sulfúrico em camadas baixas da atmosfera.
As últimas investigações mostram que o drástico aumento de aerossóis na atmosfera, que tem ocorrido nos últimos 15 anos, conseguiu um pouco diminuir o aquecimento global. Por essa razão, alguns cientistas propõem reduzir em sério introduzi-los na atmosfera terrestre. No entanto, nos últimos anos, foi revelado que esses aerossóis também são capazes de produzir efeito negativo, em particular, acelerar congelamento de glaciares e provocar outras consequências perigosas.
Portanto, Jones e seus colegas indicam que os efeitos de tais tentativas serão diferentes para os dois Hemisférios. Por exemplo, o número de tornados no Hemisfério Norte seria reduzido para 20 a 25%, mas isso também provocará aumento de seca. Quanto ao hemisfério Sul, aerossóis causarão aumento da frequência de tornados em 50 a 75%, piorando, assim, piora da vida dos moradores dessa região. A força desses efeitos, destacam os cientistas, será enorme e até mesmo conter o aumento de temperaturas será impossível. Tudo isso deva contribuir para evitar realizar projetos semelhantes.
Fonte: https://br.sputniknews.com

Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

Você certamente aprendeu na escola que a Terra faz uma órbita elíptica em torno do Sol. Esse movimento, conhecido como translação, leva 365 dias (mais 5 horas, 45 minutos e 46 segundos) para ser completo. Outro movimento que lhe ensinaram foi o de rotação: a Terra gira em torno de seu próprio eixo. Essa volta em torno de si mesma demora aproximadamente um dia (23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos, para ser exato). Mas esses não são os únicos movimentos que nosso planeta faz. Conheça outros três tão importantes quanto:

Movimento de precessão dos equinócios

É o movimento da Terra em volta do eixo de sua órbita devido à inclinação de seu eixo. Mais especificamente, é o movimento que o Polo Norte terrestre faz em relação ao ponto central da elipse da Terra no movimento de translação, similar ao giro de um pião desequilibrado. Essa oscilação foi descrita pela primeira vez pelo astrônomo, geógrafo e matemático grego Hiparco De Nicea, que viveu entre os anos 190 a.C. e 120 a.C.. Foi o terceiro movimento terrestre descoberto. Esse "rebolado" no eixo de rotação da Terra leva cerca de 25.780 anos para completar um ciclo. Essa duração só não é mais precisa porque é influenciada pelo movimento das placas tectônicas. A precessão dos equinócios ocorre, principalmente, devido à força gravitacional que o Sol exerce sobre a Terra.

Movimento de nutação

Esse movimento acontece por causa de uma espécie de vibração do eixo polar terrestre. Isso faz com que, durante o movimento de precessão dos equinócios, os círculos feitos pela Terra sejam imperfeitos e irregulares. Ou seja, o eixo da Terra se inclina um pouco mais ou um pouco menos em relação à circunferência que faz durante a precessão. O movimento é cíclico e cada um deles dura um pouco mais de 18 anos e meio. Durante esse tempo, a variação é de no máximo 700 metros em relação à posição inicial. A nutação foi descoberta pelo astrônomo britânico James Bradley em 1728. A causa desse vaivém só foi compreendida muitos anos depois, quando os cálculos de vários cientistas os levaram à conclusão de que era um produto direto da atração gravitacional da Lua.

Oscilação de Chandler

Essa outra irregularidade na oscilação do eixo terrestre foi descoberta em 1891 pelo astrônomo americano Seth Chandler e ainda hoje continua sendo um enigma: por mais teorias que existam a respeito, ninguém conseguiu determinar sua causa. A chamada oscilação de Chandler é um movimento oscilatório do eixo de rotação da Terra. Esse movimento faz com que a Terra se desloque até um máximo de 9 metros da posição esperada em um determinado momento. Sua duração é de cerca de 433 dias, ou seja, esse é o tempo que demora para completar uma oscilação. Algumas teorias sugerem que ela pode ser provocada por mudanças na temperatura e salinidade dos oceanos, assim como por mudanças nos movimentos dos oceanos causadas pelo vento. Outros afirmam que seja por mudanças no clima.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-41981309

Descoberto o mundo temperado mais perto de nós em órbita de uma estrela calma

O instrumento HARPS do ESO descobre um exoplaneta com a massa da Terra em torno da estrela Ross 128
Esta concepção artística mostra o planeta temperado Ross 128 b com a sua estrela anã vermelha progenitora ao fundo. Este planeta, que se situa a apenas 11 anos-luz de distância da Terra, foi descoberto por uma equipa que utilizou o instrumento HARPS, o caçador de planetas único do ESO. O novo mundo é o segundo planeta temperado mais próximo a ser detectado, depois de Proxima b. Trata-se também do planeta mais próximo a ser descoberto em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que pode aumentar a probabilidade deste planeta poder potencialmente sustentar vida. Ross 128 b será o alvo principal do Extremely Large Telescope do ESO, que poderá procurar marcadores biológicos na atmosfera do planeta.Crédito:ESO/M. Kornmesser

Com o auxílio do instrumento HARPS, o caçador de planetas único do ESO, foi descoberto um exoplaneta temperado do tamanho da Terra a apenas 11 anos-luz de distância do Sistema Solar. O novo mundo, designado por Ross 128 b, é o segundo planeta temperado mais próximo a ser detectado depois de Proxima b. Trata-se também do planeta mais próximo a ser descoberto em torno de uma estrela anã vermelha inativa, o que aumenta a probabilidade deste planeta poder potencialmente sustentar vida. Ross 128 b será o alvo principal do Extremely Large Telescope do ESO, o qual terá a capacidade de procurar marcadores biológicos na atmosfera do planeta.

Com o auxílio do instrumento HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher) do ESO, instalado no Observatório de La Silla, no Chile, uma equipe de astrônomos descobriu um exoplaneta de pequena massa, que orbita a estrela anã vermelha Ross 128 a cada 9,9 dias. Acredita-se que este mundo do tamanho da Terra seja temperado, com uma temperatura superficial que poderá também ser parecida com a da Terra. A estrela Ross 128 é a estrela próxima “mais calma” que abriga um exoplaneta temperado.

“Esta descoberta baseia-se em mais de uma década de monitoração intensa por parte do HARPS, juntamente com técnicas de redução e análise de dados de vanguarda. Só o HARPS tem demonstrado uma tal precisão, permanecendo o melhor instrumento de velocidades radiais, mesmo após 15 anos de operações,” diz Nicola Astudillo-Defru (Observatório de Genebra — Universidade de Genebra, Suíça), co-autor do artigo científico que revela a descoberta.

As anãs vermelhas encontram-se entre as estrelas mais frias e fracas do Universo — sendo também as mais comuns. São, por isso, bons alvos para a procura de exoplanetas, sendo cada vez mais estudadas. De fato, o autor principal Xavier Bonfils (Institut de Planétologie et d'Astrophysique de Grenoble – Université Grenoble-Alpes/CNRS, Grenoble, França) chamou o seu programa HARPS de “Atalho para a felicidade”, uma vez que é mais fácil detectar pequenos planetas frios do tipo terrestre em torno destas estrelas do que em torno de estrelas mais parecidas ao Sol.

Muitas estrelas anãs vermelhas, incluindo Proxima Centauri, ejetam ocasionalmente plumas de material que banham os planetas que se encontram em seu órbita com radiação ultravioleta e raios X. No entanto, Ross 128 é uma estrela muito mais calma e, por isso, os seus planetas podem ser os mais próximos conhecidos que poderão sustentar vida de modo confortável.

Apesar de se situar atualmente a 11 anos-luz de distância da Terra, Ross 128 move-se na nossa direção, esperando-se que seja a nossa vizinha mais próxima daqui a apenas 79 000 anos — um piscar de olhos em termos cósmicos. Nessa altura, Ross 128 b destronará Proxima b, tornando-se o exoplaneta mais próximo da Terra!

Com dados do HARPS, a equipe descobriu que Ross 128 b se encontra numa órbita 20 vezes mais próxima da sua estrela do que a Terra do Sol. Apesar da proximidade, Ross 128 b recebe apenas 1,38 vezes mais luz do que a Terra, o que resulta numa temperatura de equilíbrio estimada entre -60º C e 20º C, graças à natureza fria e tênue da sua pequena estrela anã vermelha progenitora — que apresenta apenas cerca de metade da temperatura de superfície do Sol. Embora os cientistas envolvidos na descoberta considerem Ross 128 b um planeta temperado, não se sabe se o planeta se situa no interior, no exterior ou na periferia da zona habitável, onde pode existir água líquida na superfície do planeta.

Os astrônomos estão detectando cada vez mais exoplanetas temperados, sendo que a próxima fase será estudar as suas atmosferas, composições e química com mais detalhe. A detecção de marcadores biológicos, como por exemplo o oxigênio, nas atmosferas dos planetas mais próximos, constituirá um enorme passo em frente. O futuro Extremely Large Telescope do ESO (ELT) estará muito bem preparado para realizar tais estudos.

“Novas infraestruturas no ESO desempenharão um papel crucial na construção de um censo de planetas com a massa da Terra favoráveis a serem caracterizados. Em particular, o NIRPS, o braço infravermelho do HARPS, aumentará a eficiência na observação de anãs vermelhas, as quais emitem a maior parte da sua radiação no infravermelho. Por fim, o ELT proporcionará a oportunidade de observar e caracterizar uma grande fração destes planetas,” conclui Xavier Bonfils.
Fonte: ESO
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