19 de fevereiro de 2018

Mais um passo foi dado no projeto do telescópio James Webb

Você já deve ter ouvido falar do telescópio Hubble nas aulas de Ciências, certo? Agora, chegou a vez do sucessor dele. O telescópio espacial James Webb é um dos projetos mais ambiciosos da NASA, projetado para ter especificações técnicas que sejam ainda mais potentes do que aquelas em seus antecessores. Os espelhos do Webb, por exemplo, são sete vezes maiores do que os do Hubble, o que garante uma área bem maior de captura de imagens.

O James Webb está com uma missão muito importante para completar no espaço. No ano que vem, quando for lançado, ele será considerado o telescópio mais potente já construído e deverá continuar a exploração a partir de onde o Hubble e o Spitzer, seus antecessores, pararam, para ajudar os cientistas a saber mais sobre os mistérios do Universo.

Agora, o equipamento está finalmente passando pelos últimos testes antes de ser enviado para o espaço. Na prática, isso significa que o James Webb foi introduzido em uma câmara gigante com puro vácuo – sim, com a intenção de simular o que aconteceria com seus componentes quando estivessem no espaço. É bom arrumar um casaco, porque o calor passou bem longe do experimento: a temperatura lá beirava os 180 °C negativos.

Nem é preciso dizer que um humano não sobreviveria de jeito nenhum a uma temperatura dessas, mas acabou que o James Webb se deu muito bem – e, para completar, ainda tirou uma foto do interior da câmara. Além de registrar o momento, a imagem capturada mostrou para os cientistas como os componentes do equipamento reagiram a temperaturas tão baixas, para garantir que tudo corra bem no espaço.

Não é a primeira vez que a NASA utiliza câmaras para testar seus telescópios; até mesmo a famosa aeronave Apollo – e, acredite se quiser, os membros da tripulação também – já foram parar dentro desses locais; porém, para trabalhar com o Webbs, a câmara sofreu algumas modificações. Mesmo assim, Bill Ochs, responsável pelo projeto do Webbs, declarou que o sucesso desse teste já representa um marco na história do telescópio, o que confirma que a NASA e as empresas parceiras possuem um equipamento de destaque e um belo conjunto de instrumentos de ciência.

Mas, calma, pois ainda há caminhos a serem percorridos. Quando essa etapa for finalizada, o telescópio Webbs vai passar por mais alguns testes de acústica. Depois disso, a última etapa é enviá-lo para a Guiana Francesa, onde o lançamento ocorrerá.
Fonte: https://www.tecmundo.com.br

A estrela LL ORI e sua interação com a nebulosa de ORION

As estrelas podem criar ondas no mar de gás e poeira da Nebulosa de Orion. Essa imagem detalhada e estética das nuvens cósmicas e dos ventos estelares, mostra a estrela LL Orionis, interagindo com o fluxo da Nebulosa de Orion. À deriva no berçário estelar de Orion, e ainda nos anos de sua formação, a estrela variável LL Orionis, produz um vento mais energético do que o vento gerado por uma estrela de idade média como o Sol. À medida que o vento estelar rápido corre dentro do gás lentamente em movimento, uma onda de choque é formada, algo análogo ao que acontece om um navio se movendo na água ou um avião viajando à velocidades supersônicas. A bela, pequena e arqueada estrutura logo acima e à esquerda do centro é a onda de choque da LL Ori, medindo cerca de meio ano-luz de diâmetro. O gás mais lento está se movendo para longe do aglomerado central de estrelas da Nebulosa de Orion, o Trapézio, localizado no canto superior esquerdo, porém fora da imagem. Em três dimensões, a onda de choque da LL Ori tem a forma de taça que aparece mais brilhante quando observada ao longo da sua borda inferior. Essa bela imagem é parte de um grande mosaico do complexo berçário estelar de Orion, preenchido com uma miríade de formas fluídas associadas com a formação de estrelas.

Naves e robôs espaciais poderão afundar se pousarem em lua de Júpiter

Para ir além da camada superficial, a NASA está desenvolvendo um radar que estudará as profundezas das luas geladas de Júpiter.[Imagem: ESA/ATG/NASA/J. Nichols/JPL/Universidade do Arizona/DLR]

Lua com densidade baixa demais
Pode não ser tão simples como se esperava enviar uma sonda para pousar na lua Europa, de Júpiter.
Europa parece ser tão porosa que um robô ou sonda espacial pode simplesmente afundar na superfície da lua antes de ter tempo de transmitir qualquer informação.
Esta é a conclusão de uma equipe chefiada por Robert Nelson, do Instituto de Ciências Planetárias, nos EUA, depois de analisar cuidadosamente os dados que vêm sendo coletados ao longo dos anos das luas Io, Europa e Ganimedes, além de asteroides como o 44 Nysa e o 64 Angelina.
Devido às grandes chances de haver vida em Europa, a lua de Júpiter tornou-se oalvo número um na busca por vida extraterrestre - uma sonda espacial europeia será lançada rumo às luas de Júpiter nos próximos anos, enquanto uma missão com módulo de pouso está sendo desenvolvida pela NASA.
Fofo como neve
O dado principal é que as observações dessas luas e asteroides - dotados de atmosfera própria - têm revelado uma polarização negativa incomum quando as partículas brilhantes desses corpos são observadas com fotopolarimetria.
Depois de reproduzirem essas observações usando partículas experimentais em laboratório, Nelson e seus colegas descobriram que essas observações podem ser explicadas por partículas extremamente finas com espaços vazios superiores a cerca de 95%. Esses grãos - de gelo ou poeira congelada - teriam dimensões na ordem do comprimento de onda da luz usada nas observações, o que significa frações de micrômetros.
Isto corresponde a um material que seria menos denso do que a neve que tenha acabado de cair, que é extremamente fofa, cedendo facilmente ao peso de um ser humano ou mesmo de pequenos animais.
Assim, qualquer sonda ou robô espacial que tente pousar nessas luas - tipicamente pesando centenas de quilogramas - pode simplesmente afundar.
"É claro que, antes do desembarque da nave espacial robótica Luna 2, em 1959, havia preocupação de que a Lua pudesse ser coberta por poeira de baixa densidade na qual qualquer futuro astronauta pudesse afundar," disse Nelson. "Da mesma forma, devemos ter em mente que as observações remotas de ondas visíveis de objetos como Europa estão sondando apenas os micrômetros mais externos da superfície".
Fonte: Inovação Tecnológica

Novos modelos fornecem informações do coração da nebulosa Roseta


A Nebulosa Roseta, com base em dados obtidos como parte do Levantamento Fotométrico H-alpha INT do Plano Galáctico Norte.Crédito: Nick Wright, Universidade Keele (Colaboração IPHAS)

Uma nova investigação, liderada pela Universidade de Leeds, fornece uma explicação para a discrepância entre o tamanho e idade da cavidade central da Nebulosa Roseta e o tamanho e idade das suas estrelas centrais.
A Nebulosa Roseta encontra-se na nossa Via Láctea, a aproximadamente 5000 anos-luz da Terra, e é conhecida pela sua forma de rosa e pelo seu distintivo orifício no centro. A nebulosa é uma nuvem interestelar de poeira, hidrogénio, hélio e outros gases ionizados com várias estrelas gigantes agrupadas num enxame dentro do seu coração.
Os ventos estelares e a radiação ionizante destas estrelas massivas afetam a forma da nuvem molecular gigante. Mas o tamanho e a idade da cavidade observada no centro da Nebulosa Roseta são demasiado pequenas quando comparadas com a idade das suas estrelas centrais - algo que intriga os astrónomos há décadas.
Através de simulações computacionais, os astrónomos de Leeds e da Universidade Keele descobriram que a formação da Nebulosa envolve, provavelmente, uma nuvem molecular fina (como uma folha) em vez de uma forma esférica ou com a forma de um disco espesso, como algumas fotografias podem sugerir. Uma fina estrutura em forma de disco, focada nos ventos estelares longe do centro da nuvem, pode explicar o tamanho comparativamente pequeno da cavidade central.
O autor principal do estudo, o Dr. Christopher Wareing, da Escola de Física e Astronomia, afirma: "As estrelas massivas que compõem o enxame central da Nebulosa Roseta têm alguns milhões de anos e encontram-se a meio do seu ciclo de vida. Durante o período de tempo que os seus ventos estelares têm fluído, esperaríamos uma cavidade central até dez vezes maior.
"Nós simulámos o feedback do vento estelar e a formação da nebulosa em vários modelos de nuvens moleculares, incluindo uma esfera grumosa, um disco filamentar e grosso e um disco fino, todos produzidos a partir da mesma nuvem atómica inicial de baixa densidade.
"Foi o disco fino que reproduziu a aparência física - tamanho da cavidade, forma e alinhamento do campo magnético - da Nebulosa, numa idade compatível com as estrelas centrais e as forças dos seus ventos."
O Dr. Wareing acrescentou: "Ter um modelo que reproduz com tanta precisão a aparência física de acordo com os dados observacionais, sem que para isso tenha sido estabelecido, é bastante extraordinário.
"Tivemos também a sorte de poder aplicar dados do levantamento Gaia aos nossos modelos, uma vez que uma série de estrelas brilhantes na Nebulosa Roseta fazem parte desse estudo. A aplicação destes dados aos nossos modelos deu-nos uma nova compreensão dos papéis que as estrelas individuais desempenham na Nebulosa Roseta. Vamos agora estudar os muitos outros objetos semelhantes da nossa Galáxia para ver se também conseguimos determinar a sua forma."
As simulações, publicadas na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, foram realizadas com o Centro de Investigação Avançada de Computação em Leeds. As nove simulações exigiram cerca de meio milhão de horas de CPU - o equivalente a 57 anos num computador normal.
Martin Callaghan, membro da equipa de Investigação Avançada de Computação, realça: "O facto de que as simulações da Nebulosa Roseta teriam levado mais de cinco décadas para serem concluídas num computador normal é uma das principais razões pelas quais fornecemos poderosas ferramentas de investigação de supercomputação. Estas ferramentas permitiram com que as simulações da Nebulosa Roseta fossem feitas em algumas semanas."
Fonte: Astronomia OnLine

O cometa azul desfilando por uma bela paisagem cósmica

O cometa PanSTARRS também conhecido como O Cometa Azul (C/2016 R2) está bem perto do canto inferior esquerdo dessa bela imagem feita no dia 13 de Janeiro de 2018. Se espalhando por quase 20 graus no céu, essa bela paisagem cósmica ela pode ser explorada com detalhe, graças ao tempo de exposição e aos frames bem processados a partir dos dados obtidos por uma câmera digital sensível. Ela mostra as nuvens coloridas e as nebulosas escuras e empoeiradas outrora muito apagadas para serem vistas a olho nu. Na parte superior direita , a Nebulosa da Califórnia, também conhecida como NGC 1499, tem a sua forma familiar. Sua linha de costa tem mais de 60 anos-luz de comprimento e localiza-se a cerca de 1500 anos-luz de distância da Terra. O pronunciado brilho avermelhado da nebulosa é devido aos átomos de hidrogênio ionizados pela luminosa estrela azul Xi Persei, logo abaixo dela. Perto da parte central inferior, está o famoso aglomerado de estrelas das Plêiades, que está localizada a cerca de 400 anos-luz de distância da Terra e tem cerca de 15 anos-luz de diâmetro. Sua espetacular cor azul é devido à reflexão da luz estelar pela poeira interestelar. Entre elas estão as estrelas quentes da associação Perseus OB2, e as nebulosas escuras e empoeiradas ao longo da borda das massivas nuvens moleculares de Taurus e Perseus. A emissão de uma abundância incomum de moléculas de monóxido de carbono ionizadas (CO+) ficam fluorescentes na presença da luz do Sol e toda essa interação é a principal responsável pela tonalidade azulada da impressionante cauda do cometa. O cometa está a cerca de 17 minutos-luz de distância da Terra.
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