18 de julho de 2018

Equipe da HAYABUSA 2 cria modelo 3D do asteroide RYUGU

A JAXA já lançou uma imagem global do asteroide Ryugu, mas a equipe de modelagem do projeto Hayabusa 2 também criou modelos tridimensionais do asteroide. O asteroide foi medido usando imagens capturadas com a ONC-T, a Optical Navigation Camera – Telescopic, para então formar o modelo 3D do Ryugu. O modelo 3D que descreve a forma do Ryugu é uma informação fundamental quando se considera a história de formação do asteroide e é fundamental para as futuras operações que serão realizadas pela Hayabusa 2.

A equipe de modelagem usou inicialmente imagens feitas durante a chegada da Hayabusa 2 no asteroide para criar o primeiro modelo tridimensional do Ryugu. Esse modelo foi usado para criar as visualizações tridimensionais mostradas nesse post.

A equipe de modelagem criou os modelos a partir das mesmas imagens, mas usando duas metodologias distintas. O primeiro método mostrado na primeira figura é um tipo de técnica estereoscópica, chamada de Structure-from-Motion, ou SfM. Esse é o mesmo método usado para criar modelos de terrenos e de construções a partir de imagens aéreas feitas, por exemplo, por drones atualmente. A segunda figura mostra o modelo criado com outro método, conhecido como estrerofotoclinometria, ou SPC.

Essa técnica também foi usada para modelar a forma do asteroide Itokawa, o destino da primeira sonda Hayabusa. Comparando os dois modelos, é possível acessar com qual precisão a forma do Ryugu foi replicada. Embora os dois modelos mostrem pequenas diferenças, ambas mostram a forma geral do Ryugu igual.  Se imagens de maior resolução forem obtidas do Ryugu em futuras observações, os modelos tridimensionais do asteroide serão atualizados e o asteroide será mostrado em maior detalhe.
Fonte: Space Today

Marte está em posição mais próxima da Terra desde 2003


Se você nasceu e vive em uma cidade grande, provavelmente não conhece a beleza de um céu estrelado visto de uma área onde não existe iluminação artificial. Uma opção são as viagens que podem levá-lo para o meio do nada; porém, se isso também não acontece, sempre há fotos na internet mostrando como os diversos corpos celestes preenchem o céu em locais mais isolados.

Mesmo no meio urbano, é possível visualizar as estrelas mais brilhantes, mas talvez nos próximos meses você consiga identificar uma em especial. No mundo da tecnologia só se fala em viagens até Marte, e até setembro o planeta vermelho estará em evidência nos céus noturnos de qualquer lugar do mundo. Por mais que ele esteja quase sempre visível, o detalhe é que nesse período seu brilho será mais intenso do que o comum.

Brilho oposto

O fenômeno causador dessa luminosidade a mais chama-se oposição e é caracterizado pelo alinhamento de um planeta com o Sol, enquanto a Terra está no meio do caminho. Ou seja, Marte e o Sol estão em pontos opostos do espaço, quando consideramos nosso planeta como referencial.  Levando em conta a órbita elíptica dos dois corpos celestes, a oposição ocorre a cada 26 meses, mas a diferença dessa vez é que ele estará o mais próximo possível da Terra e do Sol ao mesmo tempo.

A próxima oportunidade em que Marte estará posicionado em condições semelhantes acontecerá a daqui, no mínimo, 15 anos. Quem viu Marte brilhando no céu em 2003, quando esteve no ponto mais próximo da Terra em 60 mil anos, pode se considerar testemunha de um evento único, pois algo semelhante possui previsão de ocorrer novamente só em agosto de 2287. Difícil até de criar um aviso para que seu tataraneto consiga avisar o tataraneto dele que o fenômeno vai ocorrer.

Para onde olhar?

Marte poderá ser observado nessas condições de julho a setembro de 2018; e os habitantes do Hemisfério Sul serão contemplados com uma vista melhor do que os companheiros do Norte.  Logo que a noite cair, o planeta surgirá brilhante e avermelhado no leste, direção contrária de onde o Sol se põe. A oposição faz com que ele seja o quarto objeto mais brilhante no céu, ganhando até mesmo de Júpiter, que tem 1,8 vez o seu tamanho.

Não é necessário usar nenhum equipamento para observar o planeta vermelho, mas, caso você possua um pequeno telescópio, essa é a oportunidade perfeita para utilizá-lo e provavelmente conseguir observar mais detalhes da superfície. Dentre os que mais se destacam estão uma área branca, onde existe uma calota polar, e regiões mais escuras, que são planícies rochosas repletas de crateras.

Fonte: Mega Curioso

Astrônomos descobrem dez luas novas ao redor de Júpiter

A equipe, liderada pelo astrônomo Scott Sheppard, observou pela primeira vez algumas das novas luas enquanto procuravam por objetos bastante distantes em nosso Sistema Solar, para lá de Plutão, usando o telescópio Blanco, de quatro metros de extensão, no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile. Júpiter estava por acaso no campo de visão dos cientistas, e eles notaram um punhado de novos objetos perto do planeta, com diâmetro de um a quatro quilômetros.

Depois de rastrear as órbitas dos objetos por cerca de um ano com outros telescópios chilenos, além de alguns no Arizona e no Havaí, os cientistas puderam confirmá-las como luas.  No ano passado, essa mesma equipe anunciou a descoberta de duas outras luas, que levaram o total da contagem de Júpiter à época para 69.

Duas das luas recém-descobertas estão próximas a Júpiter — não tão perto quanto as grandes luas galileanas: Io, Europa, Ganímedes e Calisto. Essas luas são “luas prógradas”, ou seja, que orbitam Júpiter na mesma direção que o planeta gira. Pelo fato de suas órbitas as colocarem perto de outras luas prógradas, elas são pensadas como pedaços de uma lua maior que foi quebrada por uma colisão muito tempo atrás.

Sete das novas luas orbitam um pouco mais além e na direção oposta, o que as torna luas retrógradas. Há uma multidão de outras luas retrógradas naquela região mais distante, que caem em três agrupamentos distintos de órbitas similares. Os pesquisadores acham que esses três grupos um dia foram três luas maiores, que também foram quebradas por colisões.

E então tem a décima lua — a diferente. Ela orbita no mesmo caminho geral de todas as luas retrógradas, mas na direção oposta, prógrada. Sheppard disse ao Gizmodo que ela poderia ser uma remanescente de algum objeto aleatório no Sistema Solar que foi sugada pela gravidade de Júpiter — como um cometa sem órbita permanente em torno de uma estrela, por exemplo —, que atingiu algumas das luas retrógradas, quebrando-as nas várias luas menores que orbitam o gigante de gás atualmente.

Embora esse objeto errante não exista mais completamente, a lua excêntrica poderia ser um fragmento dele. A equipe propôs o nome “Valetudo” para esta lua na órbita maluca, em homenagem à bisneta do deus romano Júpiter, de acordo com a divulgação do Carnegie Institution for Science. “Isso mostra como o nosso Sistema Solar era caótico no passado. Essas luas exteriores de Júpiter são remanescentes do caos”, disse Sheppard. Ele também acrescentou que a Valetudo deverá colidir com algo novamente no futuro e virar pó. "É como dirigir um carro no lado errado da rodovia".

O motivo pelo qual essas luas estão sendo descobertas agora é que a tecnologia do telescópio melhorou muito na última década ou duas, disse Sheppard ao Gizmodo. Os astrônomos podem tirar fotos maiores e de maior resolução e são menos afetados pelo brilho e pela luz difusa dos planetas.
"Tem havido uma barreira tecnológica", disse Sheppard. “Júpiter é um grande planeta, e há uma grande área do céu em volta dele para pesquisar e encontrar todas as suas várias luas. Agora, podemos tirar quatro fotos grandes e ver tudo ao redor. Porém, no início dos anos 2000, era como olhar através de um canudo.

À medida que os telescópios continuam melhorando, Sheppard espera que encontremos ainda mais luas orbitando Júpiter, já que é o planeta é enorme.  Alycia Weinberger, também astrônoma do Carnegie e que não esteve envolvida no estudo, concorda com Sheppard.

“Apenas alguns anos depois de as primeiras luas serem descobertas, as pessoas começaram a encontrar muito mais (luas) o tempo todo”, ela disse ao Gizmodo. “Isso sugere que existem mais por aí, à espreita. À medida que as coisas ficam menores, elas ficam mais difíceis de se detectar. Acho que seria tolo algum dia pensar que sabemos tudo.”

Novas descobertas de luas poderiam ajudar a revelar mais sobre a história de Júpiter e de outros gigantes de gás, porque as luas frequentemente são um vislumbre de como um planeta se formou. Júpiter, por exemplo, se formou em um disco giratório de poeira; a gravidade fez com que um monte de massa se juntasse, criando vários objetos gasosos e rochosos, que uma hora colidiram entre si para criar o gigante de gás que conhecemos hoje. 

Porém, algumas sobras do nascimento de Júpiter não foram sugadas até o planeta e continuaram orbitando na direção original do disco e no que viria a ser a direção de giro de Júpiter. Essas são as luas prógradas. No entanto, a equipe acha que as luas retrógradas de Júpiter são, em grande parte, feitas de objetos que passavam de outros cantos do Sistema Solar e que Júpiter acabou aspirando e capturando com sua gravidade.  Entender os relacionamentos planeta-lua como este poderia ser especialmente útil para estudar outros sistemas solares e exoplanetas. Os cientistas descobriram a primeira exoluasó no ano passado.

“(Luas de exoplanetas) Poderiam potencialmente nos dizer como um exoplaneta se formou e quão quieto ou violento foi o processo de formação do planeta”, disse Weinberger. “Se certas colisões acontecem aqui, elas acontecem em outros sistemas.”

Independentemente disso, luas de qualquer tipo valem a atenção.

“Tudo isso se resume a aprender sobre como sistemas solares funcionam e como corpos pequenos em sistemas solares se movem”, disse Scott Bolton, investigador principal da espaçonave Juno, da NASA, e que não esteve envolvido no estudo, disse ao Gizmodo. “Sempre é animador descobrir novas luas ou quaisquer corpos que sejam parte de nosso Sistema Solar.”
Fonte: MSN
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