22 de novembro de 2017

Instrumento MUSE do VLT detecta gigantesca estrutura ao redor de QUASAR distante

Esta Foto da Semana mostra uma enorme nuvem de gás em torno do quasar longínquo SDSS J102009.99+104002.7, obtida pelo instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) no Observatório do Paranal. Os quasares são centros luminosos de galáxias ativas, que se mantêm em atividade devido ao material que cai no seu buraco negro central supermassivo. Este quasar e a nuvem ao seu redor situam-se a um desvio para o vermelho maior que 3, o que significa que estão sendo observados apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang. 
A nuvem de gás (ou nebulosa) que rodeia o quasar é conhecida pelos astrônomos como uma Enorme Nebulosa Lyman-alfa. Este tipo de nebulosas são estruturas de gás massivas que se formaram no Universo primordial e podem ajudar os astrônomos a compreender melhor como é que o momento angular — que explica a rotação que se observa nas galáxias mais recentes — se criou no Universo. 
Graças ao instrumento MUSE revolucionário, é agora possível observar estas nebulosas gigantes raras com mais detalhe do que o obtido até hoje. Esta Enorme Nebulosa Lyman-alfa, em particular, tem um diâmetro de cerca de um milhão de anos-luz e as capacidades espectrais e de imagem do MUSE permitiram aos astrônomos medir pela primeira vez a assinatura de movimentos em espiral nesta nebulosa.
Fonte: ESO

NGC7822: Estrelas e pilares de poeira em infravermelho

Estrelas jovens estão limpando seus próprios berçários na NGC 7822. Dentro da nebulosa, bordas brilhantes e complexas esculturas de poeira dominam essa detalhada imagem feita na luz infravermelha pelo satélite Wide Field Infrared Survey Explorer da NASA, o WISE. A NGC 7822 localiza-se na borda de uma gigantesca nuvem molecular na constelação de Cepheus, um a brilhante região de formação de estrelas localizada a cerca de 3000 anos-luz de distância da Terra. A emissão atômica da luz pelo gás da nebulosa é gerada pela radiação energética de estrelas quentes, cujos ventos poderosos  e a luz também esculpem e erodem as formas mais densas de pilares. Estrelas ainda podem estar se formando dentro dos pilares, pelo colapso gravitacional, mas enquanto os pilares são erodidos, qualquer estrela em formação terá seu processo interrompido devido ao corte do seu reservatório de poeira e gás. O campo imageado acima se espalha por cerca de 40 anos-luz na distância estimada da NGC 7822. 
Fonte: https://apod.nasa.gov 

Velocista espacial: astrônomos descobrem planeta mais rápido de todos

O telescópio espacial Kepler, que já ajudou a descobrir cerca de 2,3 mil exoplanetas durante sua missão em busca de planetas K2, tem sido fundamental para identificar o planeta que percorre sua órbita mais rápido de todos.  Um dia na Terra, ou seja, o tempo que leva para fazer a rotação completa, dura aproximadamente 24 horas, enquanto um ano é de 365 dias, durante os quais nosso planeta faz um giro completo ao redor do Sol. Mas no planeta EPIC 246393474 b, as coisas são diferentes, pois lá, um ano dura apenas sete horas.

Deste modo, este planeta também conhecido como C12_3474 b (segundo diferentes catálogos de estrelas), é o planeta mais rápido descoberto até hoje. Seu período orbital é de apenas 6,7 horas, de acordo com um relatório do Phys.org. Vale destacar que o recém-descoberto planeta recordista é na verdade muito grande, sendo três vezes maior do que a Terra e 5,3 vezes mais denso. Isso significa que o planeta tem um sólido corpo rochoso pesado com muito ferro, cujo teor atinge até 70%, segundo cientistas. 

Além disso, sua atmosfera teria sido completamente destruída por radiação estrelar, afirmam especialistas. É um milagre que o próprio planeta não foi vaporizado por completo, estando localizado tão perto da estrela.  Se um ano neste astro dura apenas sete horas, então quanto dura um dia? Os cientistas ainda não têm resposta a esta pergunta, mas se levar em consideração a relação dia-ano na Terra, a vida no planeta mais rápido, deve parecer como uma apresentação estroboscópica constante.
FONTE: https://br.sputniknews.com

Lava ou não, o exoplaneta 55 CANCRI E tem provavelmente uma atmosfera

Impressão de artista da superterra 55 Cancri e e da sua estrela hospedeira. O exoplaneta tem provavelmente uma atmosfera mais espessa que a da Terra mas com ingredientes parecidos. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Com o dobro do tamanho da Terra, pensa-se que a superterra 55 Cancri e tenha fluxos de lava à superfície. O planeta está tão perto da sua estrela, que o mesmo lado está sempre orientado para a estrela, de modo que tem um lado permanentemente diurno e um lado permanentemente noturno. Com base num estudo de 2016 usando dados do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, os cientistas especularam que a lava flui livremente em lagos no lado iluminado e torna-se dura na face em escuridão perpétua. A lava na face diurna refletiria a radiação da estrela, contribuindo para a temperatura geral observada do planeta.

Agora, uma análise mais profunda dos mesmos dados do Spitzer descobriu que este planeta provavelmente tem uma atmosfera cujos ingredientes podem ser semelhantes aos da atmosfera da Terra, mas mais espessa. De acordo com os cientistas, os lagos de lava diretamente expostos ao espaço sem uma atmosfera criariam pontos quentes de altas temperaturas, portanto não são a melhor explicação para as observações do Spitzer.

"Se houver lava neste planeta, precisará de cobrir toda a superfície," explica Renyu Hu, astrónomos do JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, coautor do estudo publicado na revista The Astronomical Journal. "Mas a lava ficaria escondida da nossa vista pela atmosfera espessa."

Usando um modelo melhorado de como a energia podia fluir em todo o planeta e irradiar de volta para o espaço, os investigadores acham que o lado noturno do planeta não é tão frio como se pensava anteriormente. O lado "frio" é ainda bastante quente segundo padrões terrestres, com uma média que ronda os 1300-1400 graus Celsius, e o lado quente tem em média 2300º C. A diferença entre os lados quente e frio precisaria ser mais extrema caso não houvesse atmosfera.

"Os cientistas têm debatido se este planeta tem uma atmosfera como a da Terra e Vénus, ou apenas um núcleo rochoso sem atmosfera, como Mercúrio. O caso para uma atmosfera agora é mais forte do que nunca," comenta Hu.

Os investigadores dizem que a atmosfera deste misterioso planeta pode conter azoto, água e até oxigénio - moléculas também encontradas na nossa atmosfera - mas com temperaturas muito mais elevadas. A densidade do planeta é também semelhante à da Terra, sugerindo que é igualmente rochoso. No entanto, o calor intenso da estrela-mãe será demasiado para suportar vida e não consegue manter a água no estado líquido.

Hu desenvolveu um método para estudar as atmosferas e superfícies dos exoplanetas, e anteriormente apenas o tinha aplicado aos planetas borbulhantes e gigantes chamados Júpiteres quentes. Isabel Angelo, autora principal do estudo, da Universidade da Califórnia, Berkeley, trabalhou no estudo como parte do seu estágio no JPL e adaptou o modelo de Hu a 55 Cancri e.

Num seminário, ouviu falar de 55 Cancri e como um planeta potencialmente rico em carbono, com temperaturas e pressões tão altas que o seu interior podia conter um diamante gigante.

"É um exoplaneta cuja natureza é bastante contestada, o que achava excitante," comenta Angelo.

O Spitzer observou 55 Cancri e entre 15 e junho e 15 de julho de 2013, usando uma câmara especialmente construída para observar radiação infravermelha, que é invisível aos olhos humanos. A radiação infravermelha é um indicador de energia térmica. Ao comparar as mudanças no brilho observado pelo Spitzer com os modelos de fluxo energético, os cientistas perceberam que uma atmosfera com materiais voláteis podia melhor explicar as temperaturas. 

Existem muitas perguntas em aberto sobre 55 Cancri e, especialmente: porque é que a atmosfera não foi removida do planeta, tendo em conta o perigoso ambiente de radiação da estrela? 
"A compreensão deste planeta ajudar-nos-á a resolver questões maiores sobre a evolução dos planetas rochosos," conclui Hu.
FONTE: Astronomia onLine

Primeira mensagem enviada ao espaço em busca de vida extraterrestre


Mensagens a Extraterrestres Inteligentes

Somos os únicos habitantes do universo? Ou em algum canto do espaço infinito existem outras civilizações, inclusive mais avançadas do que a nossa?

Essa é uma das perguntas feitas pelo METI (sigla em inglês para Mensagens a Extraterrestres Inteligentes, organização com sede nos Estados Unidos), que busca respostas enviando mensagens a outros planetas localizados nas chamadas "zonas habitáveis" do espaço - regiões onde a temperatura é adequada para a existência de água e de outros elementos necessários à manutenção da vida, fatores em geral possibilitados por uma distância específica da estrela mais próxima.

A organização enviou sua primeira mensagem em outubro em direção à estrela GJ 273, também conhecida como Estrela de Luyten, que fica a 12 anos-luz do nosso planeta.

Em março, astrônomos descobriram dois planetas orbitando ao redor dessa anã vermelha - como são chamadas estrelas com luz mais fraca, portanto mais frias que o Sol - localizada na constelação Cão Menor. A Estrela de Luyten tem temperaturas em torno de 3.000ºC e um terço do tamanho do Sol. Um dos dois planetas, o GJ 273b, é um pouco maior que a Terra e está a uma distância ideal da estrela para ter água em estado líquido.

Segundo estimam os pesquisadores, se houver vida lá e os "extraterrestres" responderem às nossas mensagens, essas respostas chegariam - por causa da distância até o nosso planeta - em 25 anos-luz.

A mensagem aos ETs

A mensagem de rádio foi enviada durante três dias consecutivos por meio de uma antena em Tromso, uma cidade norueguesa que fica no círculo polar ártico, construída em conjunto pelos organizadores do festival de música espanhol Sónar e o Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha. A mensagem inclui informações sobre matemática, aritmética, geometria, trigonometria e uma descrição das ondas de rádio que carregam a comunicação. Também há um tutorial sobre relógios e precisão do tempo - o objetivo é compreender se os alienígenas têm um conceito de tempo similar ao nosso.

Há ainda 33 peças musicais de dez segundos cada uma, de autoria de artistas de diversas origens e trajetórias que traduzem o universo sonoro do festival Sónar. "Não podemos assumir que os alienígenas vão entender inglês, espanhol ou suaíli. Precisamos começar com algo que tenhamos em comum", destacou Douglas Vakoch, presidente do Meti, em referência à chamada linguagem universal da música.

Controvérsia

A ideia de enviar mensagens a alienígenas é controversa. Por um lado, pesa a dificuldade de escolher quem deve ser o encarregado de representar a humanidade e o teor da informação que será enviada. Por outro, há quem creia que, se não sabemos quem está por aí - se é amigável ou perigoso, por exemplo -, é melhor deixar as coisas como estão. 

É como começar a gritar em um bosque sem saber de antemão se ali há tigres, leões, ursos ou outros animais disse à revista New Scientist o pesquisador Dan Werthimer, do instituto SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre) e da Universidade da Califórnia. Mas Douglas Vakoch, o presidente do instituto que enviou a mais recente mensagem ao espaço, acha que o risco de uma invasão à Terra é inverossímil. A próxima mensagem em busca de extraterrestres será enviada em abril de 2018.
FONTE: Inovação tecnológica
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